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Bem-aventurados

sermão A palavra de Deus é maravilhosa.  Nela, sempre encontramos o alimento certo, do qual nossa alma precisa em todas as situações pelas quais passamos e também para nossa condição espiritual e emocional do momento que estamos vivendo. Por essa razão, sempre que posso, gosto de compartilhá-la oralmente ou através da escrita.

Justamente por esse motivo, almejo compartilhar com você algumas reflexões sobre o Sermão da Montanha, o qual, como é de seu conhecimento, foi proferido por Jesus e também é chamado de “As bem-aventuranças”. Desejo fazê-lo porque nos últimos dias senti de colocar vários dos versículos desse sermão para a leitura dos meus alunos e tenho entendido que o Espírito Santo quer falar conosco através desse belíssimo texto. Então, eu o convido a refletir comigo a respeito de algumas verdades sobre ele e contidas nele.

A primeira delas é que estamos vivendo dias de grande crise de integridade em todos os níveis e segmentos da sociedade. Infelizmente, até mesmo entre o povo de Deus essa crise pode ser percebida, pois, muitos dos que se dizem cristãos têm se deixado corromper. E, quando se trata de pessoas que nunca tiveram temor ao Senhor, a degradação moral pode ser multiplicada bastantes vezes.

Para tais pessoas, o que mais importa é levar vantagem, mesmo que precise passar por cima de tudo e de todos e do modo mais inescrupuloso possível. Para esses indivíduos, os valores morais, espirituais e a ética nada significam, uma vez que sua data de validade está vencida há muito tempo. O pior é que a consciência deles já está cauterizada. Desse modo, nem percebem o mar de lama no qual estão naufragando: “Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência (I Timóteo 4:2).

A segunda verdade é que, para quem deseja viver uma vida dentro dos parâmetros estabelecidos por Deus, o Mestre dos mestres trouxe orientações que permitirão manter sua integridade mesmo vivendo nesse mundo tão corrupto e corruptor. Como estou certo de que você anseia por viver dignamente diante de Deus e da sociedade, convido-o a navegar pelas águas profundas desse ensino do Senhor, registra-do em Mateus 5: 1 ao 11.

Antes de começar a falar especificamente sobre cada bem-aventurança, creio ser importante registrar o significado bíblico da palavra bem-aventurado: feliz; que tem a felicidade celestial; que desfruta da graça (favor) de Deus ou ainda que está no céu.

No versículo 3, o Mestre diz: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus”. Entendo que quando o Senhor declarou essa bem-aventurança, ele se referia às pessoas que têm um coração humilde. Basta lembrar que ele conhecia plenamente o ser humano e sabia do orgulho e da arrogância que habitavam o coração do homem da sua época, especialmente dos líderes religiosos, os quais faziam de tudo para se demonstrarem superiores e subestimaram até mesmo Cristo. Esqueceram-se de que “a humildade precede a honra” (Provérbios 15:33; 18:12).

Também hoje o homem não é diferente. É só olhar ao nosso redor que veremos indivíduos assim. A arrogância e o orgulho de tantos contemporâneos de Cristo  e dos nossos dias fizeram e ainda fazem descrer de Deus e supor que não têm necessidade de se arrependerem de seus pecados e de aceitarem Jesus como seu Senhor e Salvador pessoal. Também estes se acham superiores e acima do bem e do mal. Logo, segundo Cristo, estão fora do reino de Deus. A não ser que mudem de atitude, marcham a passos largos para a perdição eterna.

Na segunda bem-aventurança, o Senhor diz: “Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados” (v 4). Obviamente, esse choro pode estar relacionado ou ser consequência de muitas coisas, tais como: enfermidades, problemas familiares ou conjugais, desemprego e tantos outros que afligem o ser humano. Entretanto, penso que esse choro dito pelo Mestre trata especialmente do sofrimento por que passam aqueles que decidem assumir sua fé em Cristo. No entanto, por experiência própria, entendo que, independentemente da razão das lágrimas derramadas, o Senhor as enxuga e nos conforta. Quantas vezes já tive as minhas enxugadas pelo meu Senhor e Mestre! Nas horas mais horrendas e difíceis pelas quais passei, ali estava ele com sua toalha e com seu magnífico amor.

É bom lembrar que, enquanto vivemos neste mundo, todos nós estamos sujeitos a passar por situações nas quais o choro é inevitável. Entretanto, haverá um tempo em que não choraremos mais, pois o sofrimento será banido definitivamente da nossa vida. Veja o que diz Jesus em Apocalipse 21:4: “E Deus limpará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque as primeiras coisas são passadas”.  Aleluia!!! E o melhor de tudo é que, neste tempo, estaremos diante do nosso Mestre e Senhor. Na terceira, ele declara: “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra” (v 5).  No mundo atual, praticamente inexiste mansidão. Por qualquer motivo, até mesmo o mais tolo ou banal, as pessoas perdem o controle e, como se diz popularmente, “descem do salto”, fazem e falam absurdos, ferindo  aqueles com quem convivem, especialmente seus entes queridos. Muitos se arrependem amargamente depois; porém, ou já é tarde demais ou não há mais conserto para os estragos feitos. Logo, como é possível ser feliz de fato, se magoamos nosso próximo? Por isso, é preciso que desenvolvamos o domínio próprio e peçamos sabedoria a Deus para sabermos agir com equilíbrio e com equidade para com todos, sobretudo para com nossos familiares e amigos.

Além disso, penso que os mansos aos quais o Mestre se refere são, também, aqueles que professam sua fé com inteligência espiritual, sem se alterar quando questionados a respeito dos fundamentos dela ou quando são zombados ou discriminados em consequência dela. Talvez seja por esse motivo que em algumas versões bíblicas está escrito humildes. Aliás, de que adiantaria professar uma fé que não é seguida por frutos que a confirmam? Certamente é por isso que a Bíblia diz que a mansidão é um fruto do Espírito Santo (Gálatas 5:22). Portanto, para ser manso de verdade ou humilde (nesse sentido), faz-se necessária a ação do Santo Espírito em nós. E, para tais pessoas, Jesus promete uma recompensa: herdarão a terra ou terá um lugar ao lado do Senhor.

No versículo 6, o Mestre declara: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos”. No mundo atual, o que mais vemos é injustiça e pessoas injustas. Hoje, ser justo ou correto é assumir o risco de ser tachado como tolo. Para todo lado que olharmos, veremos a injustiça predominando. Quando se trata do meio político e empresarial então, a coisa fica feia. Mas, se olharmos para nós ou para aqueles com quem convivemos, ficaremos pasmos ao percebermos quantas vezes somos injustos nas pequenas coisas ou sofremos com a injustiça de indivíduos bem próximos de nós. Parece que ela passou a fazer parte da Constituição Federal. Porém, para quem almeja ser realmente bem-aventurado, é preciso estar atento a suas ações, a fim de que não proceda desse modo tão terrível. E, caso passemos a ter consciência de que pisamos na bola com alguém, devemos pedir perdão ao Senhor e à pessoa, caso seja possível. E, ainda quando houver condições, recompensá-la para que possamos gozar da felicidade proveniente da graça de Deus para conosco.

Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia” – declara Jesus no versículo 7. Mas o que é ser misericordioso? Read the rest of this entry »

 
 

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João-Bobo

Boneco-Joao-Bobo

Os passos de um homem bom são confirmados pelo Senhor, e deleita-se no seu caminho. Ainda que caia, não ficará prostrado, pois o Senhor o sustém com a sua mão.” (Salmo 37:23,24)

Há um brinquedo com uma característica curiosa: sua base é bem pesada e a parte superior, muito leve. Por isso, mesmo que alguém o incline para os lados, não fica inclinado: sempre volta à posição de origem – a vertical. Seu nome? João–bobo. Não sei se esse é seu verdadeiro nome, mas é assim que o chamam na região de onde vim.

Ainda que lhe venha parecer uma tolice de minha parte, a imagem desse brinquedo me faz pensar na vida, especialmente no que tange à área espiritual e, automaticamente, na parábola de Jesus a respeito de dois construtores: um insensato e o outro, prudente (Mateus 7:7 ao 11).

O primeiro construiu sua casa sobre a areia. Talvez por querer economizar tempo, porque seria mais fácil escavar um terreno arenoso; dinheiro, já que exigia menos material e a mão-de-obra seria mais barata. Quem sabe não quis nem sequer contratar um engenheiro ou arquiteto para elaborar um projeto seguro e confiável – ou ainda por desejar facilidade.

O outro optou por construir sobre a rocha. Já imaginou o trabalhão que deu escavar/cavar nesse tipo de terreno? Quanto custou o projeto e a execução dele? E o tempo que gastou?

Entretanto, tudo é uma questão de escolha. E as colheitas que fazemos refletem muito bem o tipo de semente semeada (Gálatas 6:7: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.”), o tempo e os recursos empregados durante a construção.

Então podemos ver os seguintes resultados das escolhas feitas, das sementes plantadas, sobretudo quando sobreveio a tempestade.

A casa do primeiro certamente ficou pronta em menos tempo e exigiu menos investimento. Porém, diante das adversidades, ruiu e foi grande a sua queda, uma vez que ela não possuía alicerce e estrutura capazes de suportar a força dos ventos e das águas. Aquilo que em princípio parecia ser lucro, ser esperteza, tornou-se uma terrível dor-de-cabeça, um imenso prejuízo, desgraça e vergonha.

O segundo construtor foi muito mais prudente e sensato, não se preocupando com o tempo e com os recursos necessários para fazê-la com segurança, e a fez no tipo de solo adequado. Logo, estava preparada para enfrentar e resistir à força das águas e dos ventos, os quais batiam com enorme ímpeto contra ela e, mesmo assim, permanecer em pé e intacta. E foi isso o que ocorreu: depois da tempestade, estava ela de pé, firme e imponente.

Metaforicamente falando, o construtor que edificou sua casa sobre a areia é aquele que se apóia em filosofias e conceitos humanos ou em seu próprio “achismo”. Deus declara em Jeremias 17:5,9 e 10: “Maldito o homem que confia no homem, que faz da humanidade mortal a sua força, e aparta o seu coração do Senhor. (…) Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? Eu, o Senhor,  esquadrinho o coração e provo os rins; isto para recompensar a cada um segundo a sua conduta e conforme o fruto das sua ações”.

Por quê? Porque confiar cegamente em si mesmo ou em outrem é um gigantesco erro. Somente em Deus podemos depositar plenamente nossa confiança. Ele é infalível e imutável. “Não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?” (Números 23:19)

Pode ser também o cristão que não alicerça sua vida espiritual nem a física, emocional, psicológica, familiar, profissional, financeira ou qualquer outra área dela sobre a Palavra do Altíssimo, sobre a oração e o jejum. Tais pessoas desabam, sucumbindo com imensa facilidade e rapidez diante das intempéries. Sua queda é perceptível a todos. Sua desgraça é gigantesca e pode até afetar os que estão ao seu redor. (Já viu alguma história assim? Que tristeza, não é?)

Já aquele que erigiu sua casa sobre a rocha é o cristão sábio, o qual fundamenta todas as áreas da sua vida nos mandamentos e promessas de Deus. Cultiva uma rotina de leitura da Palavra e meditação, isto é, investe tempo em refletir a respeito do que leu, como ensina o Salmo 1º:1,2: “Bem-aventurado – feliz de verdade – o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.”. Mantém um período de oração (“Orai sem cessar” – I Tessalonicenses 5:17) e jejum (“E era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia.” – Lucas 2:37).

Não quero dizer, no entanto, que você deve deixar seus afazeres, suas obrigações cotidianas para se dedicar a isso. O que desejo lhe transmitir é que precisa investir tempo em sua vida espiritual. O tempo que você pode. Caso contrário, não terá sabedoria e forças para enfrentar o dia mau e permanecer em pé.

Um cristão sábio, portanto, não se deixa levar por filosofias humanas, “achismos”, conceitos ou preconceitos. Assim, ao ser atingido por alguma tempestade, pode até tombar para os lados, mas não será destruído, não sucumbirá, não entrará em desespero, não entrará em pânico, não ficará prostrado. Antes, como águia, ele sairá renovado e fortalecido daquela situação, e não provará do opróbrio (vergonha intensa e contínua) nem afetará negativamente quem está ao seu redor.

Ao contrário, servirá de exemplo vivo para outros que também precisam vencer, mas não sabem como, pois, nessa situação e nessa pessoa, verão cumpridas as promessas que dizem: “Porque o justo sete vezes cairá, e se levantará; mas os ímpios tropeçarão no mal.” (Provérbios 24:16) e “Toda arma forjada contra você não prosperará, e toda a língua que se levantar contra você em juízo você a condenará…” (Isaías 54:17).

Meu querido, o construtor sábio é como o joão-bobo: pode até tombar para um lado e para o outro ao passar por alguma adversidade; entretanto, sempre voltará ao centro, onde é o seu lugar. É uma pessoa estável, que não teme falsos rumores (“Não temerá más notícias; seu coração está firme, confiante no Senhor. O seu coração está seguro e nada temerá. No final, verá a derrota dos seus adversários.” – Salmo 112:7,8)

Também é ou será um indivíduo que não vive pela lógica do mundo, mas pela de Deus (“E não se conformem com este mundo, mas sejam transformados pela renovação da sua mente/entendimento, para que experimentem a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.” – Romanos 12:2). Por isso, convido você a ser também um “joão-bobo” (no bom sentido da palavra, é claro).

Que o Senhor o abençoe rica e abundantemente em tudo e lhe dê sabedoria – a coisa principal, como nos diz Provérbios 4:7 –, a fim de que você também seja um construtor sábio, cuja casa permanecerá inabalável e intacta, mesmo em meio às mais fortes e aterradoras tempestades que vierem açoitá-lo ao longo da sua trajetória aqui na terra.

 

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Pesca maravilhosa

pesca maravilhosa

“… mas, sobre tua palavra, lançarei a rede.”

 

Tudo o que Jesus fez é, de fato, maravilhoso e inegavelmente importante. Entretanto, existem alguns dos milagres realizados por ele que realmente me fascinam por trazerem preciosíssimas lições para nossa vida espiritual e também aos afazeres diários. Um deles é o que está registrado em Lucas 5:1 ao 11, que trata de uma pesca, a qual se tornou maravilhosa.

Nesse episódio, vemos que o Mestre tinha curado a febre da sogra de Pedro. Por causa disso, muitos começaram a trazer enfermos e possuídos por demônios para serem curados e libertos. Pelo que se entende o Senhor passou a noite inteira abençoando as pessoas. Mas ele também precisava descansar, pois, somente assim, renovaria suas forças para ter condições de continuar a realizar grandes obras em benefício do povo. Por essa razão, retirou-se para um lugar deserto, onde poderia, enfim, repousar um pouco (Lucas 4:37 ao 44).

No entanto, sua fama corria velozmente e logo o encontraram e a multidão o apertava para ouvir a palavra de Deus às margens do lago de Genesaré. Então Jesus viu dois barcos junto à praia e os pescadores lavando as redes. Nesse momento, Ele teve uma boa ideia: entrar num daqueles barcos, a fim de ficar mais à vontade e visualizar melhor as pessoas. Aliás, o Mestre sempre tinha boas ideias para resolver os problemas que lhe apresentavam.

Depois de entrar no barco, pediu a Simão (Pedro) que se afastasse um pouco da terra, sentou-se e começou a ensinar a multidão. Quando acabou de falar, o Senhor teve outra boa ideia, como sempre. Ele ordenou a Pedro que fosse para um lugar onde as águas fossem mais profundas e lançasse as redes para pescar.

Ora, tal ordem parecia um tanto insensata e injusta com Pedro e os demais pescadores. Eles haviam trabalhado a noite inteira e não tinham conseguido nada. Certamente estavam exaustos, desanimados,  decepcionados e preocupados. Mesmo sendo profissionais e conhecendo os melhores lugares para pescar, voltaram de mãos vazias. Por esses motivos, era direito deles se recusarem a cumprir a ordem. Ninguém tinha  razão de questioná-los se assim fizessem.

Nesse ponto, já podemos identificar algumas preciosas lições. A primeira é que devemos fazer como aquelas pessoas, as quais seguiram o Mestre para ouvirem a palavra de Deus, pois “nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mateus 4:4).

A segunda: Jesus sempre vê quem está trabalhando. Ele viu Simão e seus ajudantes. Sem dúvida, o Mestre também enxergou o coração daqueles homens os quais, provavelmente, estavam preocupados, pois como iriam cumprir os compromissos daquele dia se não haviam pegado nenhum peixe? Ele também vê nosso esforço e nossas preocupações.

A terceira: Jesus teve uma boa ideia  para solucionar aquele problema. Ele usou os recursos humanos e materiais que os pescadores possuíam para, com eles, trazer a provisão da qual careciam. Com você e comigo não é diferente. Sempre temos alguma coisa em nossas mãos que podem ser usadas pelo Senhor para ele realizar o milagre do qual necessitamos. Com eles, foram os barcos e as redes; já com Moisés foi a vara. Certamente, você tem algo que Cristo pode usar para trazer à existência o desejo do seu coração. Pense um pouco e descobrirá ( Ler Marcos 6:30 ao 44).

A quarta: o Mestre não fará aquilo que está ao nosso alcance. Decidir  obedecer à voz dele era uma escolha de Pedro e dos demais, organizar e colocar as redes no barco, remar até o lugar onde havia águas profundas e lançar as redes fazia parte das possibilidades e responsabilidades daqueles homens. Porém, atrair os peixes para a rede era algo da competência do Senhor (Isaías 1:19).

A quinta: Read the rest of this entry »

 

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O segredo do sucesso

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Se quiserdes e estiverdes dispostos a obedecer, comereis os melhores frutos desta terra.” (Isaías 1:19)

 

     Uma das coisas mais comuns a cada um de nós é fazer uma auto-avaliação, especialmente em momentos específicos da vida, sobretudo no final do ano. Nela, sempre estabelecemos comparações, seja com anos anteriores ou com outras pessoas, as quais consideramos bem-sucedidas.

Tais avaliações e comparações, entretanto, precisam ser feitas de forma sábia e criteriosa. Não que em si mesmas elas sejam más. Ao contrário, se elaboradas com sabedoria, poderão ajudar-nos a corrigir a rota, a estabelecer novas metas para atingir objetivos propostos ou mesmo a dar prosseguimento àquilo que estamos desenvolvendo no momento.

No entanto, caso as façamos de maneira equivocada, elas podem causar sérios prejuízos tanto de ordem material quanto de natureza espiritual. O que, fatalmente, gera decepção consigo mesmo e o pior: até com Deus. Então, como avaliar-se de modo sábio e, portanto, correto?

Penso que a primeira demonstração de sabedoria é reconhecer a diferença entre sucesso do ponto de vista humano e ser bem-sucedido aos olhos de Deus. Por quê? Por haver uma distância enorme entre os dois pareceres.

Para entendermos melhor, vejamos o que significa a palavra sucesso: (latim: successu) Êxito; resultado feliz. Agora, veja bem-sucedido: 1.Que  tem ou teve êxito ou sucesso em seu empreendimento. 2. Que está bem  financeiramente (Wikipédia).

Se atentarmos para o sentido atribuído pelo homem a essas duas palavras, verificaremos que obteve sucesso em 2014 quem se destacou em alguma área (financeira, social, esportiva, científica, política, intelectual ou quaisquer outras). E, em parte, esse conceito está correto, principalmente se tais indivíduos colheram bons frutos de forma honesta. Logo, merecem nossos aplausos em reconhecimento por seus feitos e conquistas.

Por outro lado, quando observamos tal conceito sob a ótica de Deus, a qual está expressa nas Sagradas Escrituras, veremos que o Senhor tem um olhar e parâmetros  bem diferentes para declarar se alguém é bem- sucedido ou não.

Quando voltamos nossos olhos para a Bíblia, encontramos em muitos textos argumentos que fundamentam o que estou falando. Porém, como não é possível colocar todos num artigo, tomo como base para a argumentação Josué 1º: 1 ao 9, o qual registra o encontro do Senhor com Josué, a quem escolhera para ser o sucessor de Moisés, que havia morrido. Nesse texto, Deus nos revela seu conceito de sucesso e prosperidade e como obtê-los.

O primeiro deles é ter um encontro pessoal com Ele, como teve Moisés e, agora, Josué: “E sucedeu que depois da morte de Moisés, servo do Senhor, que o Senhor falou com Josué, filho de Num…” (1:1).

O segundo é saber que cada um cumpre a sua missão e é recolhido por Deus. Moisés cumprira a dele. Então era o momento de Josué assumir o comando e fazer a parte dele: “Moisés, meu servo, está morto; levanta-te, pois, agora, passa este Jordão…” (1:2).

O terceiro é estar ciente de que existe uma promessa de Deus, a qual Ele é fiel e justo para cumprir em sua vida: “Todo lugar que pisar a planta do vosso pé vo-lo tenho dado, conforme eu disse a Moisés” (1:3; ler também Números 23:19).

O quarto: estar convicto de que Deus promete estar conosco para que possamos prosperar naquilo que faremos: “Ninguém conseguirá resistir diante de ti, todos os dias da tua vida; como fui com Moisés, assim serei contigo: não te deixarei nem te desampararei” (1:5; ler Mateus 28:20b).

O Quinto: Deus está conosco; porém, não fará aquilo que nos compete. Precisamos, portanto, cumprir nossa parte na aliança: Read the rest of this entry »

 

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Os números de 2014

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos em Sydney, Opera House, tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 17.000 vezes esse número em 2014.Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 6 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

Muito Obrigado por terem participado do nosso show. Ao todo, tivemos o acesso de pessoas de 75 países. Isso é um número extraordinário dadas as situações em que trabalhamos – não vivemos disso e nem exclusivamente para isso. Vemos nesses números a poderosa mão de Deus que nos permite alcançar pessoas, as quais nem conhecemos, com a Palavra revelada por Ele a nós. Os maiores números vieram do Brasil, dos Estados Unidos da América e de Portugal. Mas nos surpreendemos com a visita de pessoas de todos os continentes. Mais uma vez, somos gratos.

Clique aqui para ver o relatório completo

 

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Agradecimento

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(clique na imagem para ouvir  a música)

Como escrevi recentemente, a gratidão é um dos valores humanos mais importantes, o qual age como o combustível que produz a energia que move as relações humanas. E, porque creio piamente nisso, almejo, juntamente com minha família, agradecer a todos vocês que nos honraram durante todo o ano.

Muitos de vocês estiveram no lançamento do primeiro livro (Característica de um filho amado); por isso, nosso muito obrigado. Foi uma grande honra tê-los presentes nessa ocasião. É de fato algo inexplicável e impagável.

Nossa gratidão a todos vocês que adquiriram o livro. Já houve vários depoimentos de pessoas que foram tocadas pelo Espírito Santo através destes escritos. Então, entendemos que o propósito tem sido alcançado.

Além disso, o blog e a página no facebook tiveram milhares de acessos. Também a todos vocês nosso muitíssimo obrigado. O que temos escrito e postado é feito com muita oração e estudo da Palavra de Deus, para que vocês realmente sejam abençoados pelo Senhor.

Agradecemos ainda a todos aqueles que curtiram, compartilharam e deixaram seus  comentários pela internet. Sei que o fizeram com carinho e amor cristão.

Não posso deixar de agradecer também aqueles que têm orado por nós e nos incentivado a continuar. Podem ter certeza de que isso tem sido um poderoso combustível, o qual nos dá força e motivação para continuar e melhorar cada vez mais. Muitíssimo obrigado.

Para finalizar, quero dizer que será um enorme privilégio e honra contar com vocês no próximo ano. E mais: almejamos, eu e minha família, que toda sorte de bênçãos alcance a vida de cada um de vocês neste Natal e que 2015 seja de fato um ano de grandes conquistas pessoais e familiares.

Para sua reflexão leia o texto seguinte: “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz” (Números 6:24 ao 26).

 

Família Araújo

24  de dezembro de 2014

 

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Olhar para Jesus

Olhar para a cruz

Viver nos dias atuais tem sido cada vez mais difícil para todo aquele que deseja ser íntegro, especialmente para quem decidiu pautar sua vida na Palavra de Deus. Na verdade,  querer ser correto hoje é nadar contra a correnteza; logo, torna-se algo extremamente cansativo e o nadador precisa estar muito bem preparado, senão corre um sério risco de ser arrastado pelas águas, perder as forças e morrer afogado.

Creio ter sido por essa razão que o apóstolo Paulo, em sua segunda epístola a Timóteo 3:1, escreveu: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhososSabendo que essa carta foi escrita há quase dois mil anos, fico admirado com o fato de ser tão atual. Parece que ele estava escrevendo para nós que vivemos em pleno século XXI, não é mesmo?

Penso eu que nunca houve dias tão trabalhosos como os de hoje. O acesso à informação através das diversas mídias permite-nos saber de tantas desgraças e corrupção que, ou nos revoltamos ou tornamo-nos insensíveis diante da dor e do caos, o qual parece ter se tornado hóspede permanente do mundo, sobretudo do país onde vivemos. Basta pensar no esquema criminoso envolvendo a maior e até então a mais respeitada e respeitável empresa brasileira, a Petrobrás.

Se por um lado ficamos pasmos ao presenciar esse câncer corroendo os valores humanos, por outro isso não devia nos surpreender, uma vez que as Escrituras Sagradas também já revela que a degradação humana atingiria níveis altíssimos. Ao voltar as costas para Deus, a Luz que alumia as densas trevas, o homem foi descendo a passos largos e apressados os degraus da imoralidade e da corrupção de todo gênero.

A afirmação acima está fundamentada em Romanos 1:21 ao 26. Veja:          “Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.  Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.
E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.  Por isso, também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si, pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.  Por isso, Deus os abandonou às paixões infames.

Há muitos textos bíblicos que confirmam o que afirmei. Porém, como não quero me alongar, mencionarei apenas outro que também é muito claro:        “Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, 
sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,  tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te
(II Timóteo 3:2 ao 5). 

Porventura não é exatamente isso que temos presenciado?

Talvez, você esteja se perguntando: “Como vou conseguir me manter puro e íntegro diante de Deus, da minha família, da igreja e da sociedade?”.

Como sempre, a Bíblia tem a resposta: “Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.  Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos” (Hebreus 12:1 ao 3)

Todo o texto é muito importante. No entanto, quero destacar este trecho: “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé…”. Aqui está o segredo: Read the rest of this entry »

 

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