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LIBERTAÇÃO

12 out

correntes quebradas

Eu sou livre – PG

O estudo abaixo foi redigido pelo Bispo Hélio Teixeira, de Campinas – SP, que mui gentilmente o cedeu para que pudéssemos compartilhá-lo com você. Esperamos que você possa usufruir da plena libertação que Cristo veio nos dar.

 

Texto base: Jo. 8 : 32-36

 

“E, conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

“Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão e jamais fomos escravos de alguém; como dizes tu: Sereis livres?”

“Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado”.

“O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre”.

“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”.

 

Introdução: O texto acima, está dentro do contexto do capítulo 8: 21-59, o qual registra um diálogo entre Jesus e os judeus. Eles (os judeus) diziam que faziam parte da árvore genealógica étnica de Abraão e não eram escravos. Por isso, não aceitavam as afirmações que Jesus fizera. 

 

Jesus argumenta que, não é a árvore genealógica étnica ou familiar que torna uma pessoa liberta perante Deus. A escravidão que Jesus fala é que“… todo o que comete pecado é escravo do pecado”. A proposta de Jesus é que aceitem o Filho de Deus para serem livres.

 

1º – Histórias de escravidão:  

 

Definição de escravidão: Pessoa que não tem liberdade por estar dominada por outra pessoa.

 

Exemplos:

a) O libertador das duas jornalistas americanas (Euna Lee, de 36 anos, e Ling, de 32),  presas na Coréia do Norte, em março de 2009 e libertas em 5 de agosto do mesmo ano. Foi o ex-presidente Bill Clinton que conseguiu o perdão para as mesmas. (A condenação era 12 anos de trabalhos forçados.)     

 

 b) No Brasil, a escravidão havia sido introduzida, desde o começo de nossa colonização, com três tipos de escravos: Escravos de engenho; Escravos na mineração; Escravos urbanos. Com a Lei Áurea assianda em 13 de maio de 1888, mais de três milhões de escravos passaram a ser livres.  (A Princesa Isabel, recebeu o título de “Redentora dos escravos”.)

c) Os Judeus ficaram em torno de 430 anos de amarga escravidão. Com a saída do Egito, eles passaram a ser livres.

*O livro do Êxodo (12:1- 51) é talvez o mais solene e importante para os Judeus. Ele registra a instituição da Páscoa em comemoração à libertação da escravidão.

 

 O começo da Escravidão

 

a) Nos capítulos um e dois do livro de Gênesis, encontramos  oito atos da criação de Deus. Para a criação do homem, encontramos no cap. 1: 26-28 Deus informando a todo o exército dos céus o valor peculiar do ser humano. Ou seja, imagem e semelhança da Trindade divina e todo o “domínio” sobre toda criatura de Deus que habitava a face da terra.

 

b) O cap.3:1-24 traz o relato da origem e conseqüência da escravidão do homem. Pela desobediência aos termos do seu governo, o homem “cai”, experimentando, assim, a perda do seu domínio (vs.22-23). Além da tragédia da queda do ser humano, dois outros fatos se desdobraram.

 

1º. Pela sua desobediência a Deus e submissão às sugestões da serpente, o governo do ser humano foi perdido para a serpente (Ap.12: 9), que é Satanás.

2º. Em meio à tragédia desta seqüência de eventos, Deus começa a mover-se de forma Redentora para a Libertação do ser humano (v15), que tem o seu início com o primeiro sacrifício (v 21).

O apostolo Paulo afirma em Romanos 3: 23 que “todos pecaram e carecem da glória de Deus”.

“Mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado, para que, mediante a fé em Jesus Cristo, fosse a promessa concedida aos que crêem” (Gl 3:22).

Logo todo homem tornou-se escravo do pecado.

 

Cristo Crucificado; Fim da escravidão: “Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Is. 53:5, e leia Is. 53:1-12).

 

Todo o texto de Isaías 53 se refere à obra expiatória de Jesus na cruz.

Podemos afirmar que Deus ao enviar seu Filho para sofrer e morrer providenciou o Livramento para o homem.

• A morte e ressurreição de Cristo é o nosso “Êxodo da escravidão” do pecado. “Havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, tirou-o do meio de nós, cravando-o na cruz” (Cl. 2: 14 – Thompson ).

 

2º Conhecendo a verdade. “E, conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

 

A) O versículo em estudo trata de um dos debates mais acirrados entre os filósofos sobre o conceito da “verdade”. No início da era cristã, eles discutiam se ela (a verdade) era real e absoluta, ou relativa e ilusória.

 

Por isso é que durante o interrogatório para ser condenado Jesus afirmou que veio para testemunhar da verdade. E Pilatos o questiona, perguntando:”Que é a verdade?” (Jo.18: 38).

 

Para muitos filósofos, a verdade está dentro de cada um de nós. Outros fazem a mesma pergunta que Pilatos  fez.

Quando Jesus falou sobre a verdade, ele não estava falando sobre um devaneio (capricho da imaginação) resultante de um intenso pensamento, meditação, ou um debate. Ele não definiu a verdade como uma coisa qualquer em que as pessoas escolheriam acreditar. Jesus definiu a verdade como um fato Revelado e Eterno. Disse Jesus: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (Jo. 14: 6). Em outra passagem, ele disse: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo. 17:17).

 

B) A palavra de Deus é verdadeira independentemente do fato de eu concordar ou contestar, obedecer ou rejeitar. Paulo disse: “… a espada do Espírito, que é a palavra de Deus…” (Ef. 6: 17).

O escritor aos Hebreus 4: 12, disse que “… a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”.

O próprio Jesus disse: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas que testificam de mim” (Jo. 5: 39).

 

3º Libertação: Ato ou efeito de libertar-(se); liberação.    

 

Enquanto os três Evangelhos (Mt; Mc; Lc.) cuidaram de anotar muitos prodígios de Jesus Cristo, João se dedicou mais com o magistério transcendental do Mestre. Ao registrar a magnífica Promessa, por tantas vezes, demonstra a preocupação do Senhor Jesus em nos legar absoluta segurança de sua veracidade. “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo. .8: 36).

Todo o capítulo nove de Atos trata da conversão de Paulo; por isso, ele escreveu: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou” (Gl. 5:1). O apóstolo passou pela a Libertação.

 

 Somos Libertos:

a) do poder de Satanás: “Para isto o Filho de Deus Se manifestou: para desfazer as obras do diabo” (1Jo. 3:8).

 

b) da ira Divina: “sendo justificados pelo Seu Sangue (de Jesus Cristo), seremos por Ele salvos da ira” (Rm. 5: 9; l Ts. 5: 9).

 

c) da Condenação Eterna: “Na verdade, na verdade, vos digo que quem ouve a minha Palavra, e crê naquele que Me enviou, tem a Vida Eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida (Jo. 5: 24)

 

d) da Morte Eterna: “Disse Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá eternamente” (Jo.11: 25, 26).

Conclusão.

À luz  das Escrituras, posso afirmar que em Jesus Cristo somos libertos de toda a condenação: “Agora,pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da Morte”(Rm .8: 1,2).

 

Obs: Estou consciente de que a dissertativa acima não esgota o tema. Há muitos textos bíblicos a serem estudados, e também há a liberdade da multiforme sabedoria de Deus em falar com todos (Ef. 3: 10 ).

Só não posso aceitar um estudo que fica no mínimo forçado em relação à hermenêutica e exegese bíblicas. Neste quesito, concordo com o escritor Paulo Romeiro, que diz: “Não dizer com firmeza o que a Bíblia não diz com clareza”.

 

                                                                                              Hélio Teixeira

pastorhteixeira@yahoo.com.br

 

 

Sugestão nossa (Márcia e Marcos) para complementação do estudo: “Como foi mencionada a escravidão no Brasil e como foi abolida, supomos ser interessante argumentar que muitos escravos abriram mão do direito adquirido e permaneceram com seus senhores. Então, para eles, a Lei Áurea não teve nenhuma validade. Estavam tão acostumados e conformados com o fato de serem escravos que não almejaram desfrutar do sabor da liberdade. Metaforicamente falando, ocorre o mesmo com muitas pessoas. Jesus já assinou com seu sangue a “Lei Áurea” que nos dá o direito de sermos livres. Entretanto, muitos de nós optamos por continuar na escravidão das drogas, da prostituição, da idolatria, do consumismo, do egoísmo, de conceitos e preconceitos, de vãs filosofias; enfim, de toda sorte de pecado. E não manifesta o desejo de experimentar o sabor da verdadeira liberdade: a espiritual. Logo, para quem fez essa opção, o sacrifício vicário de Cristo não teve nenhum valor, como não teve a lei que garantiu o direito dos escravos brasileiros”.

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Uma resposta para “LIBERTAÇÃO

  1. lucila miranda

    14/11/2009 at 13:34

    amei a inteligencia desta professora e o carinho de demosntrar o grande amor de Deus a alguém como nós. Meus parabéns pq hj foi a primeira vez que vi este site e amei. Obg, com carinho Lucila Miranda.

     

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