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Até rei tem temores

30 abr

Rei (2)

Quando pensamos em um rei, logo vem à nossa mente a imagem de alguém muito forte, corajoso e preparado para enfrentar quaisquer dificuldades ou inimigos que, porventura, se levantarem contra ele. Imaginamos ainda uma pessoa sábia, a qual tem a reposta para todos as questões postas diante dele.

Afinal, ele precisa passar para os seus súditos comuns ou para seus soldados a certeza de que estão entrando numa batalha protegidos e orientados por alguém que sabe o que está fazendo e que pode levá-los à vitória sobre seus adversários.

Caso contrário, seus guerreiros perceberão a fraqueza de seu governante e não lutarão com segurança ao lado dele. Evidentemente, refiro-me a reis do passado, os quais saíam à peleja juntamente com seu exército, e iam à frente para passar confiança e segurança àqueles que lutariam naquela batalha.

Mas tenho uma notícia para você: mesmo um rei forte, corajoso e sábio passa por situações que lhe causam temor. “O que você está dizendo?” ─ Você pode me perguntar. E eu lhe respondo: “É isso mesmo!”

Ainda que seja a maior e mais temida autoridade, o rei não é Deus. Sendo assim, não é onipotente, ou seja, não pode todas as coisas, não é invencível e não está livre desse sentimento que ninguém gosta de demonstrar, nem de outros semelhantes a ele.

Para você entender melhor, venha comigo ao Salmo 34:4, onde vemos Davi, o rei mais temido, respeitado e vitorioso da História de Israel, dizendo: “Busquei o Senhor, e ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores”.

Percebeu? Davi não tinha apenas um temor. Ele diz: “… livrou-me de todos os meus temores”. É plural. Indica a existência de mais que um. Quais seriam eles? Temores de quê?

Como todo rei de sua época, ele estava sujeito a ataques de povos circunvizinhos. Como Davi estava no topo, certamente era odiado e invejado por seus inimigos. Por isso, estava sujeito a ataques-surpresa.

Além disso, mesmo entre seu povo havia pessoas que não o aceitavam como rei porque ele tinha cometido um pecado. E mais: Absalão, seu próprio filho, inveja-o e queria tomar seu lugar de monarca.

No entanto, além desses problemas que eram visíveis, suponho que como homem de carne e osso igual a você e a mim, Davi tinha medo de ficar doente, de não ser aceito ou amado, de perder um ente querido, de não atingir as expectativas dos outros em relação ao seu governo, de desagradar a Deus ou outros parecidos com esses.

Mas não para por aí. No versículo 6, ele declara: “Clamou este pobre, e o Senhor o ouviu, e o salvou de todas as suas angústias”. Que coisa, não? Davi tinha medos e também angústias!!! Muitas! O fato de ser tão poderoso não o livrava desses males. Ele era tão humano quanto nós. Ainda bem!

Se parasse esse artigo neste ponto, você poderia pensar que a vida é assim mesmo. Que a gente precisa se conformar com isso. Que não existe solução. Porém (e quando entra um porém, vai acontecer algo oposto ao anterior), há alguns detalhes que não podemos deixar passar despercebidos. Vamos analisá-los?

Ao iniciar o Salmo 34, Davi diz: “ Louvarei ao SENHOR em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca. A minha alma se gloriará no Senhor; os mansos o ouvirão e se alegrarão. Engrandecei ao Senhor comigo; e juntos exaltemos o seu nome”.

Ora, se ele disse que louvaria o Senhor em todo o tempo, é porque possuía razões para fazê-lo. Se ele convidou outros a engrandecer o Senhor com ele, é porque tinha motivos para isso. Então, quais seriam eles?

Basta olhar para a segunda parte do versículo 4 que você os verá. Primeiro: Deus respondeu a sua oração. Segundo: o Senhor o livrou de todas os seus temores.

Ademais, no versículo 5, o salmista declara: “Os que olham para ele estão radiantes de alegria; seus rostos jamais mostrarão decepção”. Que maravilha! Quantas pessoas nos decepcionam! Entretanto, quem olha para o Pai Eterno, não fica decepcionado, pois ele sempre nos dá uma saída ou, mesmo que não providencie a solução, dará paz e segurança durante a tempestade que nos atinge.

Mas Davi tinha mais um motivo: o Senhor o ouviu e o salvou de todas as suas angústias (estado de ansiedade, inquietude; sofrimento, tormento) – v 6). Viu como ele era humano como nós?

Outra razão pela qual o rei disse que louvaria ao Senhor em todo o tempo está no versículo 19: “Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas”. Ou como fala a Nova Versão Internacional: “O justo passa por muitas adversidades, mas o Senhor o livra de todas”.

Como é bom ler ou ouvir isso! Todos nós, indistintamente, estamos sujeitos a passar por aflições (sentimento de persistente dor física ou moral; ânsia, agonia, angústia). Não somos Deus; logo, enquanto peregrinarmos aqui na terra, teremos tais problemas.

Jesus também nos advertiu sobre essa realidade. Em João 16:33, lemos: “Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”.

Percebeu? O Senhor nos livra de TODAS as aflições ou adversidades. Por esse motivo, Jesus disse para ter paz nele. Não é por causa daquilo que um vizinho, um amigo, o cônjuge, o patrão, o governo, você mesmo ou qualquer outra pessoa pode fazer para ajudá-lo.

Ainda que tais pessoas possam nos socorrer em alguns momentos, elas são limitadas e falíveis como nós. Sendo assim, haverá coisas que jamais poderão fazer. Porém (Olha o porém aí de novo!), o Senhor, que é onipotente, trará o socorro do qual você tanto necessita.

Logicamente, não conheço seu sofrimento, suas angústias ou aflições, seus medos ou quaisquer outras coisas que o fazem sofrer. Coisas que, talvez, você nunca compartilhou com ninguém. Entretanto, veja o que fala o versículo 15: “Os   olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos ao seu clamor”. E no 18 diz: “O Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito abatido”.

Portanto, aconselho você a correr para perto de Deus, pois ele está disposto a ajudar aquele que dele se aproxima: “Aproximem-se de Deus, e ele se aproximará de vocês…” (Tiago 4:8).

Lembre-se de que aquilo que poderia ser considerado uma fraqueza de Davi, não era. Sua demonstração de humildade ao reconhecer suas fraquezas o fez muito forte, porque o Senhor o fortaleceu e o capacitou para se tornar um homem segundo o coração de Deus – Atos 13:22. Como declara Salomão: “… a humildade vem antes da honra” – Provérbios 15:33.

Não temas – Diante do Trono 01

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