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Um pai que nunca esquece

01 set

Pai e filho

“… contudo eu não me esquecerei de ti – diz o Senhor.” (Isaías 49:15b)

Como sabemos, no segundo domingo de agosto, comemora-se o Dia dos Pais. Entretanto, nem todos sabem que esse desejo de homenagear os pais nasceu no coração da norte-americana Sonora Louise Smart Dood, filha do veterano da guerra civil, John Bruce Dood, em 1909, a qual teve a ideia de celebrar esse dia ao ouvir um sermão dedicado às mães.

Além de admirar o pai, o objetivo de Sonora era homenageá-lo devido ao grande esforço que John tivera para criar os filhos sozinho, após o falecimento da esposa em 1898, quando dava a luz ao sexto filho. Assim, John criou o recém-nascido e seus outros cinco filhos sem ajuda de ninguém (https://br.guiainfantil.com/cultura/207-dias-e-feriados/438-o-dia-dos-pais.html).

A partir de então, passaram a existir homenagens em muitos países ao redor do mundo, mas em datas diferentes. Porém, o que mais importa é que, se essa homenagem realmente partir do coração dos filhos, não apenas em consequência de um apelo comercial, um mero costume ou por constrangimento, servirá para demonstrar o quanto o pai foi e é importante na formação pessoal de um indivíduo.

Infelizmente, sabemos que nem todos os pais são, de fato, uma boa referência para seus filhos. Ao contrário, muitos são um exemplo a não ser seguido. Afinal, agem como se houvesse ex-filhos e os abandonam à própria sorte ou são extremamente violentos, por exemplo. Não é à toa que hoje existem tantas pessoas emocionalmente comprometidas em consequência desse abandono e da orfandade afetiva. Lamentável.

Por outro lado, existem pais que são, indiscutivelmente, verdadeiros referenciais, os quais deixam um grande legado para seus filhos, levando-os a se tornarem cidadãos de bem aqui na terra e, por certo, também do céu. Com sua permissão, leitor, incluo o meu pai nessa categoria. Ele era um homem simples, de poucas palavras, trabalhador, honesto e, acima de tudo, um servo de Deus exemplar, o qual deixou gravados no coração de todos os filhos valores fundamentais e inegociáveis.

Todavia, apesar de ser tudo isso, ele não era perfeito. Como o seu certamente também não era ou não é. Como você também não é. Como eu também não sou. Contudo, meu desejo aqui é falar principalmente de alguém que sempre desejou se relacionar conosco como pai, mas não como qualquer outro que conhecemos.

Ele almeja ser o Pai. Aliás, sempre o desejou. Veja o que ele mesmo declara: “ Portanto, “saiam do meio deles e separem-se”, diz o Senhor. “Não toquem em coisas impuras, e eu os receberei” “e lhes serei Pai, e vocês serão meus filhos e minhas filhas”, diz o Senhor Todo-poderoso” – II Coríntios 6:17 e 18.

O Senhor sempre quis viver em comunhão com seus filhos. Por isso, enviou Jesus para vir a terra, anunciar o Evangelho, isto é, as boas-novas de salvação, morrer em nosso lugar e ressuscitar ao terceiro dia para, assim, reconciliar-nos com Ele: “Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não lançando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação” – II Coríntios 5:19.

Sobre isso, o apóstolo João declarou: “{Jesus} Veio para o que era seu {o povo judeu}, mas os seus não o receberam. Contudo, a todos os que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus”João 1:11 ao 13.

Por que foi necessário que Jesus viesse? Porque o pecado ou a desobediência nos afastam da presença do Pai. Veja: “… pois todos pecaram e estão destituídos da presença gloriosa de Deus, mas Deus, pela sua graça e sem exigir nada, os aceita por meio de Cristo Jesus, que os salva” – Romanos 3:23 e 24.

Essa palavra vai ao encontro daquilo que está escrito em Eclesiastes 7:20: “Todavia, não há um só justo na terra, ninguém que pratique o bem e nunca peque”. Em outras palavras, todos nós, indistintamente, pisamos na bola com o Senhor em algum momento. Por esse motivo, carecemos que Cristo pegue em nossa mão e nos reconcilie novamente com o Pai.

E Paulo ainda vai além ao nos dizer: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o presente gratuito de Deus é a vida eterna para quem está unido com Cristo Jesus, o nosso Senhor” – Romanos 6:23.

Desse modo, somo levados a crer que Deus é nosso Pai maravilhoso. Mesmo sabendo que escorregaríamos, que cairíamos, que teríamos muitos defeitos, ele nos planejou com tanto amor e nos tem aceitado como filhos e parte de sua família: “Ele {Jesus} veio e anunciou paz a vocês que estavam longe e paz aos que estavam perto, pois por meio dele tanto nós como vocês temos acesso ao Pai, por um só Espírito. Portanto, vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus” – Efésios 2:17 ao 19.

Agora, gostaria que pensasse seriamente sobre o que vou dizer a seguir. Se você soubesse que seu filho nasceria cheio de defeitos, que fosse lhe dar um trabalho imenso, que fosse ser motivo de tristeza e vergonha inúmeras vezes, que fosse rebelde, que lhe virasse as costas, que duvidasse de você, que blasfemasse contra você, você o colocaria no mundo?

Sinceramente, eu não teria coragem de gerar um filho assim. Se tivesse a opção de não o colocar no mundo por saber de tudo isso, eu não colocaria. Jamais. No entanto, foi justamente o que o Pai Celestial fez. Ele sabia de tudo isso. Mas, porque já nos desejava ter como filhos e nos amava incondicionalmente, decidiu enviar-nos ao mundo com o direito de escolher se queremos ou não acreditar nele, se queremos ou não que seja nosso pai.

O Senhor não criou robôs programados para fazer determinadas tarefas. Ao contrário, gerou seres inteligentes e capazes de tomar decisões, porque quer que o aceitemos e nos relacionemos com ele por amor e por entendermos o quanto somos desejados e amados, não por obrigação ou medo.

Cabe a nós, portanto, escolher se queremos fazer parte da família dele como filhos amados ou não. Não depende dele essa escolha. Ele já nos revelou qual é a sua vontade, especialmente quando enviou Jesus para morrer em nosso lugar, conforme lemos em João 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. ´

Exatamente por ser nosso Pai maravilhoso, declara: “Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti” – Isaías 49:15.

Por isso, se é tão importante honrar o pai terreno, muito mais o é dar honras ao Celestial. Porém, caso não tenha ou não teve um pai digno, que o amasse e respeitasse ou que se esqueceu de você, saiba que o Senhor o compreende, pode suprir o vazio que há em seu coração e jamais o esquece.

Música: Ousado Amor – Isaias Saad

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