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Oração: a respiração da alma

24 abr

Poder-da-oracao-

“A pessoa que se ajoelha diante de Deus permanece em pé quando vêm as batalhas.”

Outro dia, ouvi num programa de rádio uma frase semelhante a que introduz este artigo. Infelizmente, não lembro quem a disse. No entanto, independentemente de quem foi, ela é muito profunda e está coerente com o que declara a Bíblia sobre esse tema sobremaneira relevante para todo aquele que deseja permanecer de pé, crentes e confiantes em Deus mesmo durante as terríveis tempestades pelas quais todos nós, em algum momento ou área da vida, passaremos.

Sei disso faz muito tempo. Todavia, a partir daquele dia sempre tenho pensado sobre essa verdade. Então compreendi a necessidade de compartilhar algumas reflexões sobre oração, para que você também seja fortalecido e esteja alerta. Se assim acontecer, mesmo quando vierem as grandes lutas, não vai fazer o que a mulher de Jó propôs a ele: “Amaldiçoa a Deus e morra” – Jó 2:9.

Não quero, porém, que pense que estou julgando essa mulher. Talvez, eu e você também diríamos algo semelhante, ou até pior, se tivéssemos acabado de perder todos os filhos, os rebanhos e víssemos o cônjuge amado cheio de chagas (feridas abertas) no corpo inteiro – Jó 2:9. E o pior: sabendo que ele era “… homem sincero, reto, temente a Deus e se desviava do mal” – Jó 1:1.

O que quero dizer a você é que houve alguns motivos pelos quais Jó não seguiu a sugestão da mulher. Então gostaria de convidar você a compreender comigo quais são eles.

Primeiro: ele era uma pessoa íntegra e reta. Ou seja: irrepreensível em sua conduta, honesto, incorruptível. Em outras palavras, Jó era um indivíduo cujo caráter havia sido forjado por Deus. Portanto, verdadeiro e bom.

Segundo: ele era temente a Deus. Contudo, não significa que ele tinha medo do Senhor. Quando se trata das Escrituras, ser temente quer dizer ter repeito por ele e honrá-lo. Desse modo, entendemos que esse homem, por reconhecer quem era Deus, respeitava-o e honrava-o como Senhor da sua vida.

Terceiro: Jó se desviava do mal. Assim como em nossos dias, a corrupção, a imoralidade, a violência e tantas outras coisas que desagradam ao Senhor já faziam parte da rotina das pessoas daquela época. Entretanto, Jó havia decidido ser diferente. Ele se afastava do mal, pois sabia que ele geraria terríveis consequências morais, espirituais e mesmo físicas a si mesmo e também à sua família.

Em Provérbios 14:16, Salomão declara: “O sábio teme e desvia-se do mal, mas o tolo encoleriza-se e dá-se por seguro”. Que interessante! Encolerizar-se significa enfurecer-se, zangar-se ou exasperar-se. Então, entendo que tudo isso foram contribuições valiosas para que Jó permanecesse de pé quando açoitado pelo impetuoso vento das lutas, perdas e críticas que recebeu até de amigos.

Mas existe uma antítese nesse texto, ou seja, um contraste. O tolo se enfurece e dá-se por seguro. Tolo, segundo a Bíblia, é o indivíduo que não usa a inteligência para o bem, para o que é correto, que não ouve conselhos de um amigo verdadeiro ou do Senhor, isto é, alguém que não teme a Deus e muito menos anda em seus caminhos – Salmo 1:1,2. Já uma pessoa sábia é exatamente oposta a isso.

Quarto: Jó era um homem de oração. Percebemos isso lendo o capítulo 1:5. Se lermos o versículo 4, vemos que seus filhos faziam festas nas quais comiam e bebiam à vontade. Também ao lermos o texto de 42:10. Então ele, supondo que os festeiros haviam cometido pecado, levantava-se de madrugada e ia oferecer holocaustos, isso é, um tipo de sacrifício oferecido a Deus quando a pessoa sente que pisou na bola com o Senhor, ou seja, pecou.

Mesmo sendo um homem com tais atributos, ele sofreu perdas terríveis: ficou cheio de chagas, perdeu seus rebanhos e seus servos. Mas o pior ainda estava por vir, e veio: o aparente tiro de misericórdia foi a morte de TODOS os filhos – Jó 1:13 ao 19.

Ainda assim, Jó permaneceu íntegro e fiel ao Senhor. Veja: “Então Jó se levantou, rasgou o seu manto, raspou a sua cabeça, se lançou em terra e adorou, dizendo: Nu saí do ventre de minha mãe e nu partirei. O Senhor o deu e o Senhor o levou. Bendito seja o nome do Senhor.” – Jó 1:20 e 21.

Que declaração fantástica! Suas perdas e sua dor certamente foram quase insuportáveis. Porém não foram motivos para se revoltar e blasfemar contra Deus. Ele não chutou o balde nem amaldiçoou o Senhor e morreu. Ao contrário. Veja o que diz na sequência: “Em tudo isso Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta/culpa nenhuma” – Jó 1:21. Que forte! Fico até emocionado ao ler esse versículo.

Quantos de nós, por muito menos, jogamos tudo para o alto! Conheço casos de pessoas as quais deixaram de acreditar que Deus existe depois de sofrerem grandes perdas. Especialmente, indivíduos que viram seus entes queridos sofrerem muito com alguma doença a qual os levou à morte.

Por outro lado, também conheço muitas histórias de pessoas como eu e você que, ao passarem por batalhas semelhantes as já mencionadas, aproximaram-se ainda mais do Criador, reconhecendo quão pequenas e carentes eram da ajuda, da força e da consolação, as quais somente o Senhor pode dar – João 16:33; 14:8.

Talvez, ao ler isso, você diga: “Ele não conhece os meus problemas e a minha dor”. E você tem razão. Quem sabe você até pense que nunca sofri perdas ou nunca passei por vales, desertos e tempestades como você tem passado.

Por isso, quero dizer o seguinte: Não conheço mesmo. Nem subestimo seu sofrimento. Ao contrário, respeito-o muito. Mais do que imagina. Também lhe digo que já tive grandes perdas. Uma delas foi a do meu irmão mais velho. Ele era um grande homem de Deus, se é que existem grandes e pequenos quando se trata de pessoas diante do Criador. Tinha apenas 39 anos. Uma jovem esposa e uma filha de nove e um garoto de três.

No entanto, meus pais e nós, os outros filhos, não nos revoltamos contra Deus. Não o colocamos no banco dos réus, não o julgamos nem o condenamos. Não viramos as costas para Ele. Antes, passamos a reconhecer ainda mais nossa pequenez e a necessidade que temos dele. Por essa razão, aproximamo-nos ainda mais dele. Foi fácil? Mil vezes não! Contudo, reconhecemos que em sua eterna e infinita sabedoria e soberania Deus  permitiu que meu irmão falecesse. Talvez nunca entendamos os porquês. Todavia, sabemos que ele está nos braços do Pai Amado, a quem meu irmão tanto amava.

Antes de continuar, quero, entre aspas, pedir desculpas a você. Quando comecei a escrever este artigo, minha intenção era apenas falar da importância de orar. No entanto, o texto foi tomando rumo diferente. Não sei exatamente por que, mas não pude deixar de lhe escrever tais palavras.

Entretanto, o Espírito Santo conhece a sua necessidade e a sua dor. E estou certo de que se ele mudou a direção do tema é porque quer falar ao seu coração. Sendo assim, abra seu coração e ouça sua voz. Também rasgue seu coração diante dele. Conte-lhe toda a sua revolta, seu desespero, seus temores e a sua dor, pois ele certamente estará disposto a ajudá-lo a vencer suas fraquezas e suas batalhas, das mais simples às mais difíceis.

Para finalizar, desejo voltar ao tema, o qual é Oração: a respiração da alma. Mesmo a Ciência tem provado que quem ora alcança resultados positivos maiores do que quem não faz suas orações. Para nós, isso não é novidade. Sabemos que Deus cura e ajuda a resolver problemas. Porém, quando ele não o faz, não há dúvida de que nos auxilia de outra forma como, por exemplo, colocando paz em nosso coração, mesmo em meio a tempestades nesse mar revolto, que é o mundo. Portanto, siga a instrução de Jesus, registrada em Lucas 18:1, a qual fala sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer (leia Lucas 18:1 ao 8). O próprio Cristo fazia isso com frequência – Mateus 14:23; 26:44; Marcos 6:46. E, se o Mestre orava diariamente, quem somos nós para não orar?

Ah! Já ia me esquecendo! E quanto a Jó, o que lhe aconteceu? Quando ele orou ou orava por seus amigos, o Senhor virou o cativeiro e o fez prosperar novamente, pois antes ele era muito próspero. Além disso, deu-lhe sete filhos e três filhas – Jó 42:10 ao 17. Quanto a você, talvez exista algo que não tem como trazer de volta; no entanto, o Senhor pode abrir portas jamais imaginadas ou desejadas.

Ouça: A ilha

Ouça: A hora do Salvador

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