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Arquivo da categoria: Estudos Bíblicos

Amigos de Jesus

Palavra de Sabedoria

“… mas há um amigo mais chegado do que um irmão.” (Provérbios 18:24)

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Segundo a Psicologia, amizade é um dos vínculos mais significativos e importantes que estabelecemos. Isso porque estar com amigos é uma forma privilegiada de socializar, e a socialização, tal como o psicólogo bielo-russo Vygotsky afirma, “é a base do desenvolvimento humano”. Sem a socialização, não desenvolveríamos processos cognitivos superiores (cognitivo: relativo à aprendizagem) nem nos apropriaríamos devidamente da cultura.

Não ter amigos pode ser tão perigoso para a saúde como fumar ou consumir álcool em excesso, diz um estudo de cientistas americanos na revista Plos Medicine. Os especialistas afirmam que viver isolado é prejudicial à saúde. Fato que é potencializado quando vivemos em tempos de relações superficiais, descartáveis e imediatistas baseadas em redes sociais.

Ainda nessa linha de pensamento, o estudo mostra que no processo psicoterapêutico, a amizade pode ser compreendida como…

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Amigos de Jesus

“… mas há um amigo mais chegado do que um irmão.” (Provérbios 18:24)

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Segundo a Psicologia, amizade é um dos vínculos mais significativos e importantes que estabelecemos. Isso porque estar com amigos é uma forma privilegiada de socializar, e a socialização, tal como o psicólogo bielo-russo Vygotsky afirma, “é a base do desenvolvimento humano”. Sem a socialização, não desenvolveríamos processos cognitivos superiores (cognitivo: relativo à aprendizagem) nem nos apropriaríamos devidamente da cultura.

Não ter amigos pode ser tão perigoso para a saúde como fumar ou consumir álcool em excesso, diz um estudo de cientistas americanos na revista Plos Medicine. Os especialistas afirmam que viver isolado é prejudicial à saúde. Fato que é potencializado quando vivemos em tempos de relações superficiais, descartáveis e imediatistas baseadas em redes sociais.

Ainda nessa linha de pensamento, o estudo mostra que no processo psicoterapêutico, a amizade pode ser compreendida como fator de proteção. É a rede de afeto no enfrentamento dos dissabores da vida. É a força que sustenta ao cair, ou mesmo a mão estendida ao levantar.

Quando nós nos voltamos para as Escrituras Sagradas, vemos que o que a Ciência diz não é nenhuma novidade. No entanto, é muito bom saber que Ciência e Fé se encontram e andam de mãos dadas com um único propósito: abençoar nossa vida. Basta se lembrar, por exemplo, da amizade de Davi e Jônatas (filho do rei Saul) e o quanto ela foi benéfica para os dois, para Mefibosete (filho de Jônatas) e, finalmente, para todo o povo de Israel.

Entretanto, o foco desse artigo não é a história deles e, sim, a da família de Lázaro. Portanto, para começo de conversa, é bom recordar que a Bíblia registra três episódios envolvendo Marta, Maria e Lázaro. O primeiro deles está em Lucas 10:38 ao 42. O segundo, em João 11. O último, em João 12.

Antes de dar sequência, quero lhe fazer a seguinte pergunta: Por que, por três vezes, Jesus foi à casa deles? Antes que você responda, quero fazer uma provocação, colocando outro questionamento: Por que você iria à casa de alguém e voltaria lá outras vezes?

Quase ouço sua voz dizendo: “Volto lá porque me sinto bem recebido. As pessoas são agradáveis. A conversa é boa. Sinto paz naquele ambiente. Percebo que as pessoas realmente gostam de mim”. Além dessas possíveis respostas, outras semelhantes a elas poderiam ser dadas. Então, agora podemos mergulhar um pouco na história desses irmãos e de Jesus.

Como já vimos, o primeiro momento dessa família com Jesus está registrado em Lucas 10:38 ao 42. Nele, lemos que Jesus fora recebido naquela casa por Marta. Enquanto ela estava distraída com os serviços domésticos, Maria sentou-se aos pés do Mestre para ouvir seus ensinamentos. Muito provavelmente, Lázaro, como o homem da casa, já estava fazendo sala para tão importante visita.

Em dado momento, Marta disse: “Senhor, não te preocupas que minha irmã me deixe servir sozinha? Diga a ela que me ajude” – V 40. Essa fala foi a oportunidade que Jesus precisava para ensinar uma grande lição. Assim, aproveitando-a, falou-lhe: “Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada” – Lucas 10: 41 e 42.

Talvez você seja tentado a jogar algumas pedrinhas em Marta, não é mesmo? Mas quero dizer-lhe uma coisinha: Read the rest of this entry »

 

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Manancial no deserto

    manancial no deserto

“A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma…” (Salmos 19:7)

    Temos vivido tempos tão difíceis e confusos que, muitas vezes, as pessoas se sentem como se estivessem num deserto. Em outras ocasiões, parecem   se sentir num labirinto, sem encontrarem a saída.

Outros há cujo sentimento é de solidão, mesmo vivendo cercadas de pessoas a maior parte do tempo. E existem aquelas que realmente estão sozinhas, pois já não têm seus entes queridos por perto.

Independentemente dos motivos pelos quais alguém se sente dessa forma, é algo muito preocupante e ruim. Afinal, quem não gostaria de estar cercado de pessoas que o amam e se preocupam com ele?

Penso que todos nós gostamos e desejamos isso. É óbvio que há situações nas quais precisamos ficar a sós com nós mesmos. Basta lembrar que a Psicologia diz que todos carecem de momentos assim para ouvir a si próprios, organizar os pensamentos e sentimentos e corrigir a rota, caso considere importante. E é.

No entanto, gostaria de enfatizar que todos nós, com maior ou menor frequência, passamos por momentos de deserto e solidão. Muitas vezes, até o céu parece estar com as portas cerradas e Deus, indiferente ao nosso sofrimento. Por isso, preciso lhe dizer que ainda existe um manancial no deserto, com águas límpidas e revigorantes e que Deus continua sendo Deus, mesmo que as circunstâncias teimem em dizer que não.

Então, para refrescar sua memória, vou relembrar algumas passagens bíblicas, as quais certamente são mananciais no deserto e o ajudarão a matar um pouco dessa sede e do sentimento de solidão que, porventura, teime em afligir você.

  • “A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma…” (Salmos 19:7).

Refrigerar quer dizer tornar(-se) mais aliviado, mais reconfortante; aliviar(-se), reconfortar(-se), suavizar.

    Assim, entendemos que quando nossa alma sente sede, precisamos beber a Palavra de Deus. Não adiantará ingerir as “águas” desse mundo. Foi por isso que o Senhor Jesus disse: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” – João 7:37 e 38.

Quando disse isso, o Mestre estava numa festa judaica importante. E já era o último dia. Logo, ele havia presenciado muitos beberem vinho até ficarem embriagados, mas a alma deles continuava sedenta. Seu interior continuava vazio. Desse modo, precisavam da saciedade que só ele, como a “água da vida”, poderia dar.

  • O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará. Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas. Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome” – Salmos 23: 1 ao 3.

Por serem tão conhecidas, muitas vezes falamos essas palavras sem refletirmos sobre seu real significado, profundidade e relevância. Porém, desafio você a pensar mais detidamente a respeito delas e desfrutar das delícias dessa água para onde o Senhor nos leva mansamente, a fim de refrigerar nossa alma, a qual tem sido vítima desse calor insuportável, gerado pelos desertos da vida.

  • “Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo” – João 16:33.

Enquanto peregrinamos neste mundo, as aflições são inevitáveis. Às vezes, somos surpreendidos por uma doença, pelo desemprego, por um problema familiar ou conjugal, que nos deixa deveras aflito. Então, é muito bom recordar que podemos contar com o Senhor e ter paz, mesmo em meio a tempestades, porque Ele venceu o mundo. Ao dizer isso, o Mestre deixa subentendido que com Ele também venceremos todas as adversidades.

  • “Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti” – Isaías 49:15.

Em momentos difíceis, é comum nos sentirmos sozinhos. Mesmo que tenhamos por perto nossos familiares ou amigos, essa sensação, infelizmente, é uma realidade. Entretanto, mesmo que de fato estejamos sós, que todos nos esqueçam ou nos abandonem, Deus promete não se esquecer de nós.

Em Isaías 49:16, o Senhor disse a seu povo: “Veja, eu gravei você nas palmas das minhas mãos…”. Ao usar essa metáfora, Deus estava dizendo que não se esquecia de seus filhos, que tinha o controle da situação e que os protegia. Hoje não é diferente, pois passará o céu e a terra, mas suas palavras não vão passar – Mateus 24:35.

  • Tu a quem tomei desde os fins da terra, e te chamei dentre os seus mais excelentes, e te disse: Tu és o meu servo, a ti escolhi e nunca te rejeitei. Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha mão direita vitoriosa” – Isaías 41:10.

Quando Deus disse isso aos israelitas, eles estavam passando por uma situação muito ruim. Por esse motivo, sentiam-se sozinhos e rejeitados. Diante desse quadro, o Senhor levanta o profeta Isaías para trazer essas reconfortantes palavras, as quais também servem para VOCÊ hoje, uma vez que o Senhor não muda, conforme lemos em Malaquias 3:6.

  • Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” – Isaías 43:2.

Observe que o Pai não diz “se”, mas “quando”. Portanto, Read the rest of this entry »

 

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Espelho invertido

espelho de mesa

Existem pessoas que não gostam de se olhar no espelho. No entanto, a maioria gosta. Especialmente quando vão sair de casa, dar uma olhadinha rápida é algo mais do que normal e necessário.

Outros há que gastam muito tempo diante dele, pois não querem que nada fique fora do lugar. Afinal, quem não quer se apresentar bem diante das demais pessoas? Quem não gosta de receber comentários elogiosos, seja do cônjuge, parentes ou amigos? Penso que todos amam, uma vez que isso faz bem para a alma. Um enorme bem!

Antes de continuar, preciso fazer-lhe uma pergunta: Se você der “aquela” olhada no espelho e verificar que há alguma coisa que não está normal ou adequada, a mudança deve ser feita em você ou no espelho?

Essa indagação parece totalmente absurda e descabida, não é? A resposta, é obvio, deve ser: “Em mim, claro!”. Entretanto, quando se trata da vida espiritual, muitos parecem querer mudar o “espelho”, não a si mesmos, o que, certamente, é uma atitude tresloucada e perigosa.

Para o cristão, a Palavra de Deus, registrada nas Sagradas Escrituras, é o espelho diante do qual devemos nos colocar para observar diligentemente se nossa vida está em ordem ou se existem ajustes a serem feitos ou coisas que devem ser eliminadas.

Enfim, é preciso reajustar o “gps”, para não pegarmos um caminho totalmente contrário ao destino final. Quem já se perdeu, sabe muito bem como isso é chato. E mais: quantas pessoas deram de cara com a morte por terem se perdido. Já vimos muitos casos assim noticiados pela mídia, não é?

Quando olhamos para Tiago 1:22 ao 24, lemos o seguinte: “Sejam cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-se com falsos discursos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra, mas não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla no espelho o seu rosto natural; porque contempla a si mesmo, vai-se, e logo se esquece de como era”.

Hoje, infelizmente, tornou-se muito comum lermos as Escrituras Sagradas e ignorarmos completamente ensinos do Senhor. Agimos como se não lembrássemos ou não soubéssemos que eles são “Lâmpada para os nossos pés é a tua palavra, e luz para os nossos caminhos”, conforme está escrito no Salmo 119:105.

Se você já esteve ou viveu num lugar sem energia elétrica, sabe que o escuro é tremendo e, para muitos, assustador. Caso precise sair de casa, deve ter uma lanterna para alumiar o caminho por onde vai passar. Do contrário, pode se perder, tropeçar numa pedra e se ferir; cair num buraco ou até mesmo pisar numa cobra venenosa e ter sérias complicações, porque ela não vai gostar de ser pisada.

Mesmo nós que vivemos nos centros urbanos entendemos um pouco desse assunto, pois, às vezes, ficamos sem energia elétrica por um tempinho e já percebemos como isso causa transtornos. Por essa razão, quem passou por esse tipo de experiência, sabe muito bem o quanto a luz é importante e indispensável.

Em se tratando do nosso relacionamento com Deus, ocorre a mesma coisa. A sua palavra é a luz que nos impede de ficar sem a capacidade de enxergar os erros ou pecados (Só para esclarecer: pecar quer dizer “errar o alvo”, do hebraico “hatah”; no grego é “hamartia”: “sair da rota”).

Desse modo, quando ficamos frente a frente com ela, passamos a ver nossos defeitos e limitações, e devemos corrigir nossa direção, pegando o caminho de volta, a fim de nos tornarmos, cada vez mais, a imagem e semelhança do nosso Criador – Gênesis 1:26. Afinal, todo cristão deseja chegar ao seu último destino, que é estar ao lado do seu Criador e Senhor.

Vale refletir ainda sobre o que o apóstolo Paulo, ensinando a Timóteo, seu filho na fé, disse: “Quanto a você, porém, permaneça nas coisas que aprendeu e das quais tem convicção, pois você sabe de quem o aprendeu. Porque desde criança você conhece as sagradas letras, que são capazes de torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra” – II Timóteo 3:14-17.

Como diz o trecho em negrito, toda a Escritura é inspirada e útil. Não apenas aquilo que nos é conveniente ou que massageia o nosso ego. Alguns, por exemplo, gostam apenas da parte das promessas. No entanto, fogem daquelas que lhes dão um puxão de orelhas.

Tais pessoas precisam estar atentas ao que dizem as Escrituras em Hebreus 12: 5 ao 11: “Vocês se esqueceram da palavra de ânimo que ele lhes dirige como a filhos: “Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor, nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho”. Suportem as dificuldades, recebendo-as como disciplina; Deus os trata como filhos. Pois, qual o filho que não é disciplinado por seu pai?  Se vocês não são disciplinados, e a disciplina é para todos os filhos, então vocês não são filhos legítimos, mas sim ilegítimos. Além disso, tínhamos pais humanos que nos disciplinavam, e nós os respeitávamos. Quanto mais devemos submeter-nos ao Pai dos espíritos, para assim vivermos! Nossos pais nos disciplinavam por curto período, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade. Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados”. Read the rest of this entry »

 

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Quem é Jesus para você?

interrogaçao

Estamos vivendo tempos trabalhosos, especialmente no que diz respeito ao exercício da fé em Cristo. Diariamente temos sido bombardeados com conceitos e ideologias que ferem de forma brutal os mandamentos divinos e o bom senso.

Além disso, em diversas partes do mundo, os cristãos são perseguidos, expulsos da sua casa, torturados e até mesmo mortos por se recusarem a negar a fé Jesus. Entretanto, tanto a ONU (Organização as Nações Unidas) como outros órgãos ligados aos “Direitos Humanos” e a grande mídia fazem vistas grossas para tal problema, como se não tivessem nada a ver com ele.

Graças a Deus, no Brasil, ainda não há cristãos sendo mortos por causa da sua fé. No entanto, isso não significa que não existem perseguições. Ao contrário, nos últimos tempos, em diversos programas de televisão, manifestações nas ruas, em shows, peças de teatro e outras supostas expressões artísticas nossa fé e até mesmo Cristo são alvos de desrespeito e vilipêndio (fazer com que alguém se sinta humilhado, menosprezado e ofendido, através de palavras, gestos ou ações), o que é crime segundo a lei brasileira.

Há alguns dias, por exemplo, um desses “artistas” chamou Jesus de “travesti” e “bicha”. A ironia é que o perfil oficial da ONU no Brasil saiu em defesa desse indivíduo, chegando a dizer o seguinte: “Solidariedade a Johnny Hoocker – contra os ataques de ódio e discriminação”. Chega a ser engraçado. Ele desrespeitou a fé de cerca de 85% da população brasileira, que é cristã, e dizem que ele é quem está sendo vítima.

Outra ironia é que a emissora de televisão que mais tem ofendido os símbolos cristãos e Cristo “promoveu” o suposto artista, convidando-o para participar de um programa que tem o objetivo de ajudar crianças. Contudo a lamentável postura dessa emissora não é nenhuma surpresa. Como não o é a perseguição, que sempre existiu e continuará a existir.

Talvez, você esteja se perguntando aonde eu quero chegar, e já lhe respondo. Sabendo que Jesus já nos prevenira sobre as perseguições, o foco não são elas ou os perseguidores. É você. Sou eu. É todo aquele que tem sede e fome de servir ao Senhor com sinceridade de coração, dando-lhe a devida honra, louvor, adoração e gratidão por toda a maravilhosa graça derramada sobre sua vida, em especial pela salvação eterna, conquistada por Cristo lá na sangrenta cruz do Calvário.

Quando olhamos para Mateus 5: 10 ao 12, vemos Jesus nos dizer: “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.  Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós”.

Lá em João 15: 18 ao 25, o Mestre também fala sobre perseguições. No entanto, vou pegar apenas o versículo 20, no qual o Senhor declara: “Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa”.

    Veja como o Mestre nos preveniu sobre a existência desse problema. O mais lindo, porém, é que ele declara que devemos nos considerar bem-aventurados, isto é, verdadeiramente felizes quando as perseguições vierem. E vai além: devemos manifestar grande alegria, porque será grande o nosso galardão nos céus.

Parece contraditório o que Jesus falou, mas não é. Ele quis dizer que se o cristão é perseguido significa que ele está no caminho certo, ou seja, realmente ele está servindo de sal e luz para este mundo, cujos valores morais e espirituais estão apodrecidos e perecem em densas trevas. E vou além: se os ímpios (A palavra ‘ímpio’ no grego, quer dizer: ‘destituído de temor reverente a Deus’.) não se sentirem incomodados com os cristãos, devemos nos preocupar, pois significa que não estamos fazendo nenhuma diferença neste mundo pecaminoso.

Portanto, como foi dito antes, nosso foco não são os que perseguem os cristãos. De certo modo, não importa o que eles falam de nós e de Cristo. Afinal, para os ímpios, o Mestre não significa nada ou nem mesmo existiu. Para outros, ele não passa de um profeta ou de um espírito iluminado. Para os que seguem o islamismo, por exemplo, ele é um profeta menor do que Maomé, e assim por diante.

Em Mateus 16:13, Jesus perguntou para os discípulos quem as pessoas pensavam que ele era. Então, eles lhe disseram: “Alguns dizem que é João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, Jeremias ou um dos profetas” – Mateus 16:14. A seguir, Cristo lhes perguntou: “E vocês? “Quem vocês dizem que eu sou?” – Mateus 16:15. Observe que o maior interesse de Jesus era saber o que seus discípulos pensavam sobre ele.

Veja o que lhe respondeu Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” – Mateus. 16:16. Mas o que é ser o Cristo? Read the rest of this entry »

 

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Tudo posso em Cristo

tudo posso em cristo

Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece. ” (Filipenses 4:13)Filipenses

Quaisquer pessoas, mesmo as iniciantes na fé, sabem que não se pode pegar um texto, fora do contexto, para usá-lo como pretexto, atendendo a interesses escusos. Aliás, isso é regra básica da hermenêutica (ciência ou técnica que tem por objeto a interpretação de textos religiosos ou filosóficos, especialmente das Sagradas Escrituras).

Afinal, caso alguém proceda dessa forma leviana, certamente vai induzir as pessoas ao erro teológico. E, sem sombra de dúvida, não é o que Deus deseja que aconteça, pois não quer que seus filhos sejam confundidos: “Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos” – I Coríntios 14:33.

No entanto, não é o que se vê hoje. Vivemos tempos confusos e, às vezes, com ensinamentos também assim, gerando, em consequência disso, frustração e decepção com Deus, como se a culpa por alguma coisa fosse dele. Por isso, gostaria de convidá-lo a refletir comigo sobre o texto da Filipenses 4:13, o qual, usado fora do contexto, gera esse tipo de sentimento.

Geralmente, esse versículo é empregado com o sentido de que nós nos sairemos vitoriosos ou triunfantes em todas as batalhas da vida. Ou seja, sempre nos remete à ideia de que derrotaremos todos os gigantes que se contrapõem a nós. Porém, Paulo vai mostrar que não é bem assim.

Desse modo, os ensinos que nos induzem a pensar dessa maneira não têm sustentação bíblica. Se fosse desse jeito, grandes homens e mulheres de Deus, inclusive os apóstolos, deveriam ser considerados um fracasso, já que perderam diversas batalhas. Contudo, o Senhor os considerou um sucesso, colocando muitos deles na Galeria dos Heróis da Fé em Hebreus 11.

Para entender melhor essa argumentação, é preciso conhecer algumas coisas sobre o apóstolo Paulo (o autor) e a carta aos irmãos filipenses: A epístola foi escrita, provavelmente, entre 53 e 58 D.C. E, segundo a tradição, teria sido redigida numa prisão em Roma, para a igreja em Filipos. Entretanto, há pesquisadores que argumentam que ela pode ter sido escrita numa prisão em Cesaréia ou ainda em Éfeso. Todavia, o que nos importa de fato saber é que ele estava preso por pregar o evangelho.

Se essa era a situação dele, não era nada confortável. Por melhor que fosse o tratamento dado a ele, certamente Paulo preferia ter o que todos nós queremos: liberdade. Então, como ele podia falar isso estando preso?

O apóstolo pôde dizer tais palavras por ter entendido que o conceito de sucesso e de fracasso de Deus é muitíssimo diferente do nosso. Portanto, ele estava apto para fazer essa contundente afirmação.

Quando olhamos para o texto como um todo, compreendemos claramente o que Paulo quis dizer. Então, vamos ao contexto, especialmente a partir do versículo 10: ele estava demonstrando sua gratidão por tudo o que os cristãos da igreja de Filipos generosamente lhe fizeram, suprindo suas necessidades materiais.

Agora veja os versículos 11 e 12: “Não digo isto porque tenha receio de me ver na pobreza; já aprendi a contentar-me com o que tenho no momento. Sei o que é passar necessidades e sei também o que é ter em abundância. Já Aprendi a viver em todas as circunstâncias: tanto na fartura como na fome; tanto no conforto como nas privações”.

Você deve ter percebido que o apóstolo deixou bem claro que sua fé, gratidão, fidelidade e convicções sobre Deus não estavam condicionadas a uma vida só de abundância, de alegrias ou de qualquer coisa que consideramos como bênçãos.

Por causa disso, nos versículos 19 e 20 ele declara: “E o mesmo Deus, que cuida de mim, satisfará todas as vossas necessidades, segundo as suas riquezas, através de Cristo Jesus. Que ao nosso Deus e Pai seja dada honra e louvor para todo o sempre. Esse é o nosso desejo! ”.

Ora, só tem condições de dizer isso quem se sente abençoado e, como resultado, grato ao Senhor por seus benefícios, independentemente da situação ou circunstâncias. Além disso, somente pode falar assim com tanta serenidade e convicção quem atingiu um alto nível de maturidade espiritual. E é isso que Deus espera de cada um de nós.

No entanto, por causa dessa interpretação bem equivocada desse texto e de tantos outros, muitos cristãos têm se tornado infelizes e revoltados contra Deus, mesmo que de maneira velada, isto é, oculta ou disfarçada.

A consequência disso é que se tornam amargos, desiludidos e descrentes nas promessas do Pai. Esquecem-se de que Jesus já havia antecipado que a vida dos cristãos não seria um mar de rosas ou um conto de fadas.

Veja o que o Senhor diz em João 16:33: Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições (ou tribulações); contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”.

A palavra aflição vem do grego thlipsis e significa: ato de prensar, imprensar, pressão; e metaforicamente pode trazer o significado de opressão, tribulação, angústia, dilema. Já a palavra tribulação no original tem o sentido de apertar, comprimir ou esfregar. Deriva-se de tribulum, que era uma vara para moer grão.

Percebeu? Depois que aceitamos a Cristo como nosso Senhor e Salvador, não será conforme diz uma música: “Agora é só vitória”. Muitas vezes, passaremos por aflições e tribulações, as quais nos fazem sentir prensados, pressionados, oprimidos, apertados, comprimidos e esfregados.

Entretanto, nossos olhos não podem ler o texto apenas até o ponto onde fala isso. Eles não apenas precisam, mas devem lê-lo até o fim: “… contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”. Logo, entendemos que se o Senhor venceu o mundo temos condições de ter paz de espírito, mesmo em meio à tempestade, e coragem para enfrentar de cabeça erguida as batalhas travadas na mente, na família, no casamento, no trabalho ou quaisquer outras semelhantes às citadas.

Se olharmos o contexto de João 16:33, veremos que o Senhor Jesus estava falando com os discípulos sobre as tribulações e perseguições pelas quais em breve passariam. Alertava também para o fato de que ele seria preso e morto e eles se sentiriam sem chão naquele momento. Por isso, precisavam, mais do que nunca, ter firmeza na fé, a fim de não perderem as esperanças e a força espiritual. Caso isso acontecesse, sucumbiriam diante das adversidades que viriam.

Mas o que vejo de mais animador é que Cristo lhes diz que eles não estarão sozinhos nessas batalhas. Em João 14:18, ele declara: “Não os deixarei órfãos…”. E no capítulo 16:13 o Senhor os conforta, dizendo: “Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir”.

Por que é animador? Porque essa palavra também se aplica a nós hoje. O Espírito Santo continua ajudando os cristãos a vencerem as batalhas da vida e suas fraquezas. Em Romanos 8:26, Paulo escreve: “Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos orar como convém, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis”.

    Ora, se podemos contar com o auxílio do Santo Espírito de Deus, certamente temos condições de manter a chama da fé bem acesa, a confiança no Senhor e uma viva esperança de que, independentemente da situação ou Read the rest of this entry »

 

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Tocando as vestes de Jesus

tocando Jesus

E disse Jesus: Alguém me tocou, porque bem conheci que de mim saiu virtude.” (Lucas 8:46)

Hoje, é muito comum os fãs de um determinado artista, atleta ou qualquer indivíduo famoso querer abraçá-lo e triar uma selfie com ele. Outros se contentam apenas em tocá-lo. Já aqueles que são mais atiradinhos querem beijá-lo e ganhar um autógrafo. E, quando são atendidos, saem felicíssimos ostentando o grande feito.

Logicamente, não há nada de mal nisso, desde que sejam respeitados os limites do bom senso. Porém, por mais importante que seja tal pessoa, muito provavelmente ela não poderá ou não irá fazer muita coisa além disso pelo fã. O que também é normal.

Refletindo sobre isso, veio-me à mente uma das mais belas histórias bíblicas, a qual fala sobre uma mulher que tocou as vestes de Jesus (Marcos 5:25 ao 34; Lucas 8:43 ao 48).

O contexto em que essa narrativa acontece é o seguinte: A filha de Jairo, um dos principais da sinagoga, estava muito doente e ele veio pedir que Jesus fosse até a casa dele socorrer a garota, sendo prontamente atendido pelo Senhor (Marcos 5:22 ao 24).

Enquanto se dirigia à casa de Jairo, uma multidão o seguia. Então, uma mulher que padecia há doze anos com uma hemorragia e que já gastara todas as suas posses e, mesmo assim, ia de mal a pior, ouvindo falar de Jesus, veio por trás do Senhor e tocou-lhe as vestes.

A mulher fez isso porque pensava desta maneira: “Se tão-somente tocar nas suas vestes, sararei” – Marcos 5:28. E foi justamente o que ocorreu. Veja: “E logo se lhe secou a fonte do seu sangue; e sentiu no seu corpo estar já curada daquele mal” – Marcos 5:29.

Nesse momento, Jesus voltou-se para a multidão e perguntou: Quem tocou nas minhas vestes? – Marcos 5:30b. Ora, esse era um questionamento aparentemente tolo. Se ele estava cercado por tanta gente, era normal que isso acontecesse.

Os discípulos também pensavam dessa forma. Por isso, disseram-lhe: “Vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou?” – Marcos 5:31.

Pela maneira como falaram, entende-se que eles consideraram a fala de Cristo absurda ou, no mínimo, descabida. Caso estivéssemos lá naquele momento, creio que também pensaríamos assim.

No entanto, mal sabiam eles que aquele episódio nos deixaria como legado grandes e preciosos ensinamentos. Vamos meditar sobre alguns deles?

Primeiro: Multidões sempre acompanharam o Mestre. Muitos o faziam por acreditarem que de fato ele era o Messias (o YESHUA HAMASHIA, Jesus Cristo, o ungido de Deus). Outros, por considerá-lo um popstar ou superstar. Outra parte o seguia para ver o show de milagres e havia quem o seguisse por causa da comida. Hoje, não é muito diferente disso. Todavia, quem o segue com a motivação errada jamais vai conhecê-lo de fato.

Segundo: Aquela mulher tocou o Senhor de uma forma diferente. Mas qual era a diferença entre o toque dela e o das demais pessoas? Read the rest of this entry »

 

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