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Arquivo da categoria: Motivação

Até rei tem temores

Rei (2)

Quando pensamos em um rei, logo vem à nossa mente a imagem de alguém muito forte, corajoso e preparado para enfrentar quaisquer dificuldades ou inimigos que, porventura, se levantarem contra ele. Imaginamos ainda uma pessoa sábia, a qual tem a reposta para todos as questões postas diante dele.

Afinal, ele precisa passar para os seus súditos comuns ou para seus soldados a certeza de que estão entrando numa batalha protegidos e orientados por alguém que sabe o que está fazendo e que pode levá-los à vitória sobre seus adversários.

Caso contrário, seus guerreiros perceberão a fraqueza de seu governante e não lutarão com segurança ao lado dele. Evidentemente, refiro-me a reis do passado, os quais saíam à peleja juntamente com seu exército, e iam à frente para passar confiança e segurança àqueles que lutariam naquela batalha.

Mas tenho uma notícia para você: mesmo um rei forte, corajoso e sábio passa por situações que lhe causam temor. “O que você está dizendo?” ─ Você pode me perguntar. E eu lhe respondo: “É isso mesmo!”

Ainda que seja a maior e mais temida autoridade, o rei não é Deus. Sendo assim, não é onipotente, ou seja, não pode todas as coisas, não é invencível e não está livre desse sentimento que ninguém gosta de demonstrar, nem de outros semelhantes a ele.

Para você entender melhor, venha comigo ao Salmo 34:4, onde vemos Davi, o rei mais temido, respeitado e vitorioso da História de Israel, dizendo: “Busquei o Senhor, e ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores”.

Percebeu? Davi não tinha apenas um temor. Ele diz: “… livrou-me de todos os meus temores”. É plural. Indica a existência de mais que um. Quais seriam eles? Temores de quê?

Como todo rei de sua época, ele estava sujeito a ataques de povos circunvizinhos. Como Davi estava no topo, certamente era odiado e invejado por seus inimigos. Por isso, estava sujeito a ataques-surpresa.

Além disso, mesmo entre seu povo havia pessoas que não o aceitavam como rei porque ele tinha cometido um pecado. E mais: Absalão, seu próprio filho, inveja-o e queria tomar seu lugar de monarca.

No entanto, além desses problemas que eram visíveis, suponho que como homem de carne e osso igual a você e a mim, Davi tinha medo de ficar doente, de não ser aceito ou amado, de perder um ente querido, de não atingir as expectativas dos outros em relação ao seu governo, de desagradar a Deus ou outros parecidos com esses.

Mas não para por aí. No versículo 6, ele declara: “Clamou este pobre, e o Senhor o ouviu, e o salvou de todas as suas angústias”. Que coisa, não? Davi tinha medos e também angústias!!! Muitas! O fato de ser tão poderoso não o livrava desses males. Ele era tão humano quanto nós. Ainda bem!

Se parasse esse artigo neste ponto, você poderia pensar que a vida é assim mesmo. Que a gente precisa se conformar com isso. Que não existe solução. Porém (e quando entra um porém, vai acontecer algo oposto ao anterior), há alguns detalhes que não podemos deixar passar despercebidos. Vamos analisá-los?

Ao iniciar o Salmo 34, Davi diz: “ Louvarei ao SENHOR em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca. A minha alma se gloriará no Senhor; os mansos o ouvirão e se alegrarão. Engrandecei ao Senhor comigo; e juntos exaltemos o seu nome”.

Ora, se ele disse que louvaria o Senhor em todo o tempo, é porque Read the rest of this entry »

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Casa limpa e adornada

casa-coracao

Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” (Provérbios 4:23)

         Outro dia, em uma das minhas caminhadas de oração, comecei a pedir a Deus que me ajudasse a retirar do meu coração todo lixo que porventura houvesse nele, pois, ainda que tenhamos sido redimidos por Cristo, como humanos que somos, estamos sujeitos a pecar. E, se não tomarmos cuidado, nem perceberemos que entristecemos o Espírito Santo.

Enquanto conversava com o Senhor, veio-me à mente a imagem de uma casa e comecei a comparar nosso coração a ela. Por isso, gostaria de compartilhar com você algumas coisas que considero ser importantes para todos nós como cristãos desejosos de viver em comunhão com o Pai.

A primeira delas é que uma casa recém-construída é bela e bem asseada. Tudo está em ordem e a decoração lhe dá um toque especial. Então, o ambiente se torna realmente agradável e dá gosto de apresentá-la e compartilhá-la com alguém, sobretudo se for a pessoa a quem amamos e com a qual almejamos viver nossos dias e nossos sonhos.

Da mesma forma ocorre conosco quando entregamos nossa vida a Jesus, aceitando-o como nosso Senhor e Salvador. A casa, que é o nosso coração, é restaurada e todas as velharias e lixo são jogados fora. Há, agora, cheiro de novo, cheiro de limpeza, cheiro de vida. Sentimo-nos bem. Isso ocorre porque “se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Co 5:17). Logo, almejamos compartilhar com Deus tudo o que diz respeito a essa “casa nova”.

A segunda observação é que, com o passar dos dias, se a casa não for bem cuidada, a poeira começa a se acumular; a poluição faz com que a pintura se torne opaca; o lixo vai se acumulando; surgem insetos. Se houver terra, começam a nascer ervas daninhas. E a beleza de seus primeiros dias cede lugar à feiura. O brilho da alegria reinante Read the rest of this entry »

 

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Crédito com Deus

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É bom ter crédito na praça?

Logicamente essa pergunta parece absurda. Afinal, todos nós queremos e precisamos ter crédito para podermos fazer as transações comerciais necessárias. Mas não apenas na área financeira. Em todas as coisas e situações isso é importante e se faz necessário.

Apesar disso, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) cerca de 56% das famílias brasileiras estão endividadas.  Como consequência, muitos não podem comprar a prazo.

Se gozar da confiança de uma empresa ou de alguém já é algo maravilhoso, imagine ter crédito com Deus?  Não há dúvida de que é fantástico.   E as Sagradas Escrituras estão cheias de exemplos de pessoas que desfrutavam da confiança do Senhor, mas também de outras tantas que não tinham a aprovação dele. Infelizmente.

Quando olhamos para a história dos reis de Israel e de Judá, vemos muitas vezes a seguinte expressão a respeito deles: “E fez o que parecia mal aos olhos do Senhor”, como está escrito em II Reis 17:2 sobre Oséias ou como está registrado sobre Acaz: “… e não fez o que era reto aos olhos do Senhor Deus, como Davi, seu pai” – II Reis 16:2. Por essa razão, esses homens não tinham crédito com o Senhor e deixaram de desfrutar das bênçãos do Pai.

Por outro lado, também encontramos o seguinte sobre alguns reis: “E fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo o que fizera Davi, seu pai” – II Reis 18:3. Esse foi o caso de Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá, sobre o qual meditaremos um pouco.

E não para por aí. Veja os versículos 5, 6 e 7a: “No Senhor Deus de Israel confiou, de maneira que depois dele não houve quem lhe fosse semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele, porque se chegou ao Senhor, não se apartou dele, e guardou os mandamentos que o Senhor tinha dado a Moisés. Assim foi o Senhor com ele; para onde quer que saía se conduzia com prudência…”

Que declaração maravilhosa! Porém, mais fantástico ainda foi o que aconteceu com esse homem de Deus, como resultado da sua obediência ao Senhor: recebeu o favor de Deus tanto no exercício do seu governo quanto na vida pessoal.

Em se tratando de seu serviço como governante, quando Senaqueribe, rei da Assíria, invadiu todas as cidades fortes de Judá, apossou-se delas e começou a fazer uma grande pressão psicológica sobre Ezequias e seu povo, o rei pegou as cartas e as estendeu diante do Senhor e orou apresentando as ameaças que seu adversário havia feito, pedindo livramento para todos os servos do Senhor.

Por causa de sua fidelidade, veja a resposta que o Senhor enviou a ele através do profeta Isaías: “Assim diz o Senhor Deus de Israel: O que me pediste acerca de Senaqueribe, rei da Assíria, ouvi” – II Reis 19:20. A seguir, o Altíssimo enviou um grande livramento ao seu povo.

Em outro momento, Ezequias adoeceu e o Senhor mais uma vez falou com ele através de Isaías: “Assim diz o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás” – II Reis 20:1.

Que notícia terrível, não é? Contudo, lembre-se de que ele havia feito o que era reto aos olhos do Senhor. O rei não fizera o que parecia reto aos seus próprios olhos, e isso lhe garantiu um enorme crédito com Deus ao longo de toda sua vida.

Ao ouvir tal sentença, ele não Read the rest of this entry »

 

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Pedido irrecusável

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“Dá-me, filho meu, o teu coração…” (Provérbios 23:26)

    Por certo, todos nós já fizemos muitos pedidos e também já nos fizeram um sem-número deles. Alguns foram justos; outros, não; uns eram interessantes; porém, houve aqueles que, no mínimo, tinham uma cara estranha. Muitos puderam ser atendidos; no entanto, existiram os que não foram. E isso é normal para qualquer pessoa.

Outra coisa interessante é que tais pedidos foram feitos a pessoas de diversos níveis ou profissões ou por indivíduos também assim, porque todos, indistintamente, têm necessidades e sonhos.

Mais uma observação a ser feita é que eles aconteceram em momentos bem variados, uma vez que havia necessidades diferentes ou bem específicas. O que também é normal para pessoas “normais”, como nós todos.

Sendo assim, neste artigo, gostaria de refletir um pouco com você sobre este tema tão comum e, ao mesmo tempo, instigante. Entretanto, almejo destacar um desses pedidos, o qual não podemos ignorar.

Para isso, convido você a pensar um pouco sobre o momento do ano no qual estamos vivendo, que antecede o Natal e o Ano Novo. Isso porque muitos, especialmente as crianças, começam a fazer sua lista de coisas que gostariam de ganhar e das pessoas de quem esperam receber um presente: pais, amigos, tios, primos, colegas de trabalho ou outros considerados importantes.

Também é comum fazermos uma listinha com os nomes daqueles que pretendemos presentear. Fazendo isso, sem dúvida, demonstramos o quanto essas pessoas são especiais para nós. (É lógico que há aqueles que presenteiam somente para cumprirem uma obrigação ou um ritual comum à época do ano; contudo, refiro-me apenas a quem o faz com a motivação correta.)

Outra ocorrência corriqueira nessa fase do ano é fazermos pedidos ao Senhor. Afinal, quem não gostaria de receber os presentes que ele pode nos dar: a cura de uma enfermidade física ou mental, a solução de um problema familiar que tanto incomoda, a abertura de uma porta de emprego, um casamento feliz, uma casa, um carro novo, um filho ou qualquer outro?

Penso que todos nós gostaríamos, pois temos necessidades ou sonhos, não é mesmo? E entendo que não existe nenhum mal nisso porque Deus, como um pai amoroso que é, tem prazer em ver o bem-estar e a prosperidade de seus filhos: “Cantem e alegrem-se os que amam a minha justiça, e digam continuamente: O Senhor seja engrandecido, o qual ama a prosperidade/ o bem-estar do seu servo” – Salmos 35:27.

A tudo isso já estamos acostumados. Todavia, em Provérbios 23:26, há um pedido intrigante, pois foi feito por alguém improvável e que nos pede algo incomum. Veja: “Meu filho, dê-me o seu coração; mantenha os seus olhos em meus caminhos”.

Ora, estamos acostumados a pedir coisas ao Senhor. Porém, aqui acontece o contrário: é ele, o Deus Todo-Poderoso, que nos faz um pedido! E mais: quer o nosso CORAÇÃO!!!… Parece-nos um tanto incoerente e impossível atendê-lo. Afinal, como atenderemos seu pedido?

Apesar de parecer estranho, não é. Soa assim porque estamos habituados com pedidos humanos. Isso significa que normalmente eles envolvem coisas relacionadas à nossa vida terrena e a tudo aquilo que faz parte dela, seja algo material como uma casa, seja imaterial como paz, alegria, felicidade, segurança ou outros semelhantes a esses.

No entanto, nossa vida envolve coisas que ultrapassam os limites daquilo que é terreno e, em consequência disso, temporário ou efêmero. Por isso, aqui, o Senhor está falando de algo eterno e celestial. Daí, nossa incompreensão num primeiro momento.

Para compreendermos melhor, é preciso que vasculhemos nosso coração e tentemos entender ou descobrir a que ou a quem o temos dado. Ao fazermos essa profunda investigação, talvez alguns de nós descobriremos que o entregamos de bandeja aos maus sentimentos, ao materialismo ou aos vícios, os quais parecem ser bons. Entretanto, depois, percebemos que geram tão-somente uma realização e felicidade temporárias.

Quem sabe, outros hão de descobrir que entregaram seu coração a pessoas ou a relacionamentos que só geraram ou ainda geram prejuízos de natureza material ou, pior ainda, sofrimentos emocionais, psicológicos ou espirituais. Finalmente, descobrem que seu coração na realidade continua vazio e necessitado de paz.

É por essa razão que HOJE se faz Read the rest of this entry »

 

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Sábia decisão

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    Ao longo da vida, tomamos muitas decisões que consideramos importantes; outras, nem tanto e uma parte delas, bem equivocadas, das quais, mais tarde, nos arrependemos profundamente.

Basicamente tudo na vida, ou quase tudo, é uma questão de escolha pessoal ou de decisão. Por exemplo: se hoje estamos vestidos com determinada roupa é porque a escolhemos. Caso contrário, estaríamos com outra. Até quem não decide, na verdade, já decidiu não escolher, mesmo que isso não lhe seja de fato consciente.

Mais uma observação a fazer é que dentre as decisões importantes há sempre as que são mais relevantes, urgentes e necessárias que outras. Justamente por esse motivo, precisamos estar atentos, pois uma decisão errada normalmente leva a uma escolha também equivocada, cujas consequências em geral são bem desagradáveis ou mesmo desastrosas.

Por outro lado, sempre que procedemos de modo sábio, os resultados serão satisfatórios e sobremodo prazerosos. Falando nisso, retomemos o texto bíblico presente na imagem posta acima, o qual nos é muito revelador e inspirador também. Contudo, para entendê-lo melhor, vejamos antes o contexto em que ele é proferido.

Para começar, precisamos lembrar que quem disse “eu e minha casa serviremos ao Senhor” foi Josué. Ele teve a árdua missão de substituir Moisés. E, com a ajuda de Deus, cumpriu seu ministério com excelência, levando o povo à terra prometida, dando-lhe ainda repouso de seus inimigos. Todavia, agora já estava velho (Josué 23:1) e, em breve, partiria para estar com o Senhor.

Por essa razão, como vemos no capítulo 24, ele procurou trazer à memória dos israelitas tudo o que o Senhor havia feito por eles. No versículo 14, vemo-lo dizer aos seus irmãos: “Agora temam o Senhor e sirvam-no com integridade e fidelidade (ou verdade). Joguem fora os deuses que os seus antepassados adoraram além do Eufrates e no Egito, e sirvam ao Senhor”.

Josué sabia que o ser humano tem uma forte tendência de se esquecer das coisas, por mais importantes que elas tenham sido. Afinal, presenciara toda a rebeldia e murmuração de seu povo desde que saíra do Egito, o que irritou tanto o Senhor que os fez ficar peregrinando por quarenta anos no deserto. Como consequência, daqueles adultos que saíram da escravidão egípcia, somente ele e Calebe, juntamente com suas respectivas famílias, entraram em Canaã.

Por todos as coisas presenciadas por Josué, esse conselho é muito pertinente. Mas não apenas por isso. Também porque vira muitos de seu povo se contaminarem com a idolatria praticada pelos povos que os rodeavam. O que se fez, então, mais necessário ainda dizer que deviam servir a Deus com integridade e fidelidade, uma vez que o Altíssimo não aceitava servi-lo de qualquer modo. Afinal, ele cumprira à risca suas promessas.

No entanto, sua advertência não para por aí. No versículo 15, Josué deixa claro que os israelitas tinham o direito de escolher se iriam servir ao Senhor com integridade e fidelidade ou não. Eles eram livres para escolher. Porém, quanto a ele e à sua família, a escolha já havia sido feita: eles serviriam ao Senhor dos Exércitos.

Depois de ter vivido tantas experiências com o Altíssimo, seria uma tremenda estupidez da parte dele ignorar as magníficas obras do Pai em sua vida, em sua família e na vida de todo o povo. Desse modo, estava convicto do que faria, até que o Senhor os levasse para si.

Quando olho para esse texto, até me emociono, pois ele nos traz uma lição de valor incalculável. Hoje, por causa da força e do alcance da mídia, temos visto muitos exemplos de pais que tomam decisões tão estúpidas que até nos revoltam e, logicamente, nos entristecem sobremaneira.

Existem aqueles que têm tomado a decisão de viverem no mundo das drogas. Entretanto, muitos não se contentam em destruir apenas sua vida. Ao contrário, levam sua família para o abismo junto com eles. Inclusive já vi notícias de pais que drogam filhos ainda bebês. Que triste e revoltante!

Há outros que se tornam corruptos e levam seus familiares junto. A televisão já mostrou diversos casos de políticos e empresários que agem assim. Não têm escrúpulos, ou seja, nojo, repugnância ou arrependimento do que fazem. Além de caminharem para o abismo, também destroem o caráter de seus filhos e os levam junto para o buraco. Por isso, é bem comum ver jovens se tornando piores do que seus pais.

Mas não para por aí. Existem aqueles que adentram a toda sorte de caminhos sombrios e perigosos e arrastam seus filhos para lá, sem o menor constrangimento ou peso na consciência. Por certo, esse também é um dos motivos do caos moral e social em que vive a sociedade dos nossos tempos.

Por outro lado, graças a Deus, há uma boa quantidade de pais que têm levado seus filhos para o caminho da integridade e da fidelidade ao Senhor, como as Sagradas Escrituras ensinam: “Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor” – Efésios 6:4. Dessa forma, contribuem grandemente para a construção de um mundo melhor. Para estes, certamente existe galardão, isto é, recompensa divina.

Quem sabe, neste ponto você esteja pensando: “Não tenho filhos” ou “minha família não quer nem saber de Deus”. Entendo perfeitamente seu pensamento. Porém, VOCÊ pode decidir fazer como Josué, ou melhor, servir ao Senhor com fidelidade e integridade. Afinal, cada um vai responder pelos próprios atos diante de Deus (Ezequiel 18:4e 20 ao 24).

Contudo, cada um de nós também pode, e deve orar pelas pessoas que ama, a fim de que sintam a necessidade de se voltarem para o Senhor, pois ele não quer que ninguém se perca, mas que todos venham ao conhecimento da verdade (II Pedro 3:9; João 14:6).

Vale mencionar ainda que “pau que nasce torto não precisa morrer torto”, porque o Carpinteiro Jesus de Nazaré é especialista em consertar pessoas que são consideradas casos perdidos ou a escória da sociedade. E podemos ter um papel importante nesse processo, pedindo a intervenção do Senhor.

Assim, retomo as palavras de Josué: “Mas, eu e a minha família serviremos ao Senhor”. Ele estava convicto de que havia um grande e avultado galardão para quem escolhesse servir ao Senhor (Hebreus 10:35 ao 39). Esse homem e sua família foram sábios fazendo isso.

Sem dúvida, a mulher dele era uma pessoa sábia e juntos eles não abriram mão de seus filhos. Seja sábio também. Mesmo vivendo no meio de pessoas não valorizam essa instituição divina chamada família, VOCÊ tem condições de ser diferente e de fazer a diferença.

Ouça: A minha família é bênção do Senhor – Regis Danese

Família  – Aline Barros

 

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Deus no banco dos réus

banco dos réus 2

Seria isso possível?

Por mais absurdo que pareça ser ou que de fato seja o que diz o título, ele reflete exatamente o pensamento de muitas pessoas. Até mesmo entre aquelas que se dizem cristãs.

Uma vez, por exemplo, ouvi da boca de uma aluna uma declaração que confirma o que foi dito. Segundo me disse, ela era uma serva de Deus e exercia um ministério. Porém, um dia, foi traída pelo marido.

Resultado? Jogou tudo para o alto. Abandonou o marido – e realmente tinha o direito de fazê-lo, pois a Bíblia assegura esse direito à vítima. A igreja e Deus também. Sim, Ele mesmo, porque, conforme desabafou comigo, o Senhor não deveria ter deixado o marido traí-la. Se aconteceu, então Ele era o culpado. E, como tal, foi posto no banco dos réus.

Lamentavelmente, ela não é um caso isolado. Há muitas pessoas assim. Boa parte afastou-se completamente. Outros continuam frequentando assiduamente a igreja, contudo totalmente decepcionados com o Senhor e, como consequência disso, magoados, revoltados e incrédulos.

Na realidade, tais pessoas não mais adoram a Deus em espírito e em verdade, como é o desejo Dele (João 4:23,24). Apenas cumprem “tarefas religiosas”, assinando periodicamente o ponto na igreja, como um indivíduo faz na empresa onde trabalha.

Mas será que o Senhor é mesmo o culpado de nossas tragédias pessoais? Ou é o próprio homem o responsável?

Para entendermos melhor, pensemos num exemplo bem próximo da nossa realidade: João é pai de dez filhos. É amoroso, justo, fiel, um educador extremamente sábio e trata a todos de igual modo. Inclusive quando precisa corrigi-los.  Além disso, não é autoritário; logo, não os obriga a nada. Somente os ensina e mostra-lhes o melhor caminho: da ética, da moral, da justiça, da honestidade, da integridade, do sucesso pessoal, da responsabilidade social, do temor a Deus, etc… etc… E permite que eles façam suas escolhas.

Que pai maravilhoso, não? É do tipo que todos gostariam de ter.

No entanto, um deles se torna Read the rest of this entry »

 

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Confiança: um dos segredos da paz

confiança

Muitas vezes, experiências negativas com pessoas de carne e osso como nós geram consequências que transcendem, ou seja, vão além dos relacionamentos humanos. Seus efeitos podem afetar terrivelmente nosso relacionamento com Deus.

Isso ocorre porque, mesmo inconscientemente, transportamos para a relação com o Senhor os mesmos conceitos que regem as relações humanas. Além disso, também colocamos no mesmo pacote nossas decepções e frustrações, cujo peso é um fator decisivo para aumentar nossa incredulidade. Como consequência, os laços com Deus ficam estremecidos e comprometidos, gerando grandes prejuízos. Porém, não precisa ser assim.

Para isso, podemos aprender com a história de diversas pessoas e situações vividas por elas, especialmente aquelas que estão registradas nas Sagradas Escrituras. No entanto, antes de mergulhar em uma delas, é bom saber o que, de fato, significa confiança.

Essa palavra vem do latim confidentia; originada de confidere, que significa acreditar plenamente, com firmeza.  Ela é formada por com, intensificativo, mais fidere, “acreditar, crer”, que deriva de fides, “fé”. Também é relevante entender o significado de confiar: pôr algo, alguém ou a si próprio sob a guarda ou os cuidados de outrem.

Agora, sim, podemos viajar pela história de Abraão, o qual, antes se chamava Abrão. Para isso, voltemo-nos para Gênesis 12:1 ao 3. Nesse texto, vemos Deus se dirigindo a Abraão e dizendo-lhe: “Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei. Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção”.

Esse homem era riquíssimo. Era casado com uma bela mulher, a quem muito amava.  Além disso, vivia de forma confortável próximo de seus entes queridos. Logo, não tinha nenhum motivo aparente para sair da sua zona de conforto. Sendo assim, podia, perfeitamente, argumentar com o Senhor, dizendo-lhe que estava bem ali e que não tinha a mínima intenção de mudar-se.

Além do mais, como seria pai de um grande povo, ou pai de multidões, se não tinha nenhum filho? Para piorar, ele e sua mulher já estavam envelhecidos. Complicando um pouquinho mais, Sara era estéril. Portanto, havia bastantes motivos para ele não crer e nem confiar naquelas palavras. Muito menos, para deixar o seu cantinho, não é mesmo?

No entanto, ele decidiu crer e confiar que Deus tinha algo muito maior do que ele já possuía e que os planos do Pai eram superiores aos seus. Mas… Como foi possível? Read the rest of this entry »

 

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