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Arquivo da tag: Vontade de Deus

Com quem você tem andado?

andar juntos

Já faz um bom tempo que essa pergunta está saltitando em minha mente. Ela vem e vai como se quisesse ser notada e receber a atenção merecida. Por essa razão, entendo que o Senhor quer dizer-nos alguma coisa a partir dela. E, para início de conversa, sugiro que, assim como eu, você faça essa indagação, usando a primeira pessoa do discurso: Com quem tenho andado?.

Para refletir sobre esse tema tão apetitoso, vamos a Gênesis 5:22 ao 24, que diz: “E viveu Enoque sessenta e cinco anos, e gerou a Matusalém. E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos, e gerou filhos e filhas. E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos. E andou Enoque com Deus; e não foi visto mais, porque Deus para si o tomou”.

As Escrituras não trazem muitas informações sobre Enoque. Aliás, somente nessa passagem há uma referência mais completa sobre ele. Apesar disso, há uma riqueza extraordinária a ser explorada nela, a qual pode ser de extrema utilidade para nós, se tivermos olhos e ouvidos atentos ao que Deus quer nos mostrar.

A primeira delas é que não sabemos se antes de gerar seu primeiro filho ele já andava com Deus. Talvez, e apenas talvez, durante essa fase da sua vida, Enoque tinha escolhido andar como as demais pessoas da sua época. E, pelas informações bíblicas, a maioria absoluta de seus contemporâneos optava por seguir o seu próprio caminho, pouco se importando se isso agradava ou não ao Senhor.

É possível, não provável, que, como os outros, ele quisesse “curtir” a vida à sua maneira. Sair com os amigos. Namorar. Fazer descobertas próprias da juventude. Viver aventuras que lhe dessem muita adrenalina. Que fizessem a vida valer a pena. E, até certo ponto, não havia nada de errado com isso.

A segunda observação a fazer é que a Bíblia não registra por que ele passou a andar com Deus. No entanto, podemos supor que houve motivos importantes para que sua vida desse uma virada de 180º. Penso que, conforme ele foi amadurecendo, o deslumbramento com as coisas do mundo deixou de existir.

Quem sabe ele começou a perceber que a “curtição” não preenchia por completo seu vazio interior. É possível que a alegria produzida pelo vinho, as travessuras, as paqueras ou namoros e a presença dos amigos já não mais o completassem como ele desejava ou precisava. Nem mesmo os bens materiais ou a aprovação dos outros.

Talvez o jovem Enoque tenha observado que o mesmo acontecia com seus amigos. Possivelmente, percebeu que a vida fútil e sem propósito que levavam produzia tão-somente uma alegria momentânea e insuficiente para fazê-los de fato realizados e felizes. Como resultado dessa constatação, passou a refletir sobre o verdadeiro propósito da vida.

A terceira se refere ao momento em que ele decidiu Read the rest of this entry »

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Mantenha distância

mantenha-distancia

Sempre que trafegamos pelas rodovias, ou mesmo em vias urbanas, vemos caminhões ou similares com a seguinte advertência: “Mantenha distância”. Normalmente, trata-se de veículos que transportam produtos inflamáveis ou corrosivos. Outros, porém, levam quaisquer tipos de cargas, mas, ainda assim trazem esse alerta.

Talvez, por ser algo muito comum, os olhos leem, mas o cérebro parece não mais dar a devida importância à mensagem em questão. Isso, obviamente, pode representar um grande perigo a quem se aproxima demais. Justamente por essa razão, é comum, até demais, ocorrerem acidentes gravíssimos, os quais poderiam ser evitados se os motoristas levassem a sério esse aviso. Vidas seriam poupadas. Sofrimentos e prejuízos diversos não fariam parte da vida de tantas pessoas, não é mesmo?

Fazendo uma analogia com as demais áreas da vida, ou seja, uma relação, correlação ou aproximação, veremos que há muita semelhança. Quando tratamos da área espiritual, isso fica ainda mais evidente. Por esse motivo, quero compartilhar com você algumas reflexões sobre a necessidade de manter distância do mal. Para isso, veja o que diz Jó 1:1: Havia, na terra de Uz, um homem chamado Jó, íntegro, reto (ou justo), que temia a Deus e fugia do mal.

Considero essa declaração bíblica sobre Jó como uma das mais belas a respeito de uma pessoa. Entretanto, além da beleza, nela existem preciosas lições, as quais, se compreendidas e acatadas, sem sombra de dúvida evitarão que sejamos atropelados pelas carretas e caminhões que trafegam pela mesma estrada da vida que este veículo tão frágil, que somos todos nós.

A primeira coisa que me chama à atenção é que esse homem era (re)conhecido por sua integridade, isto é, por ter-se mantido ileso, intato, que não foi atingido ou agredido. No texto em questão, quer dizer que ele não havia sido afetado negativamente pela decadência moral e espiritual existentes em seu tempo. Apesar de conviver com a desonestidade e a falta de valores éticos, morais e espirituais de seus contemporâneos, Jó continuava sendo honesto. E, se você almeja obedecer aos mandamentos divinos, também precisa viver dessa maneira.

A segunda é que o texto declara que ele era reto. Segundo o dicionário, essa palavra quer dizer “que não tem curvatura, cujo traçado é linear; direto, direito. Em outras palavras: significa que ele seguia pela estrada da vida sem se desviar nem para a direita nem para a esquerda. Isso me faz lembrar do que Deus disse a Josué: “Somente seja forte e muito corajoso! Tenha o cuidado de obedecer a toda a lei que o meu servo Moisés lhe ordenou; não se desvie dela, nem para a direita nem para a esquerda, para que você seja bem-sucedido por onde quer que andar” –Josué 1:7.

Pelo que percebemos aqui, Jó agia desse modo. Ele se mantinha dentro da linha traçada por Deus. Ao fazer essa declaração, lembrei-me da antiga propaganda de uma marca de tênis. Ela mostrava duas situações bem distintas. Numa, a pessoa começava a correr em linha reta, entretanto, em pouco tempo, ia tombando para a direita e trombava num poste, porque estava calçando uma marca qualquer.

Logo em seguida, a segunda cena mostrava alguém que corria à vontade, fazia as curvas normalmente e chegava ao seu destino sem o menor problema porque usava o calçado da marca X. Pelo registro bíblico, vemos que Jó era assim, pois usava o calçado da obediência à palavra do Senhor. Além disso, vemos que ele era direito, ou seja, seguia a lei e os bons costumes; justo, correto, honesto; andava de acordo com os costumes, as normas morais e éticas etc.; certo, correto, justo.

Certamente foi por isso que esse homem recebeu tanto crédito de Deus e um lugar de destaque nas páginas do Livro Sagrado para os cristãos. Mas isso não é privilégio dele, pois o Pai não tem filhos prediletos: “Então Pedro, tomando a palavra, disse: Na verdade reconheço que Deus não faz acepção de pessoas” – Atos 10:34. Por isso, nós também precisamos e devemos ter tais características. Mesmo que vivamos no meio de tanta podridão moral, devemos viver dignamente diante do Senhor e dos nossos pares. Aliás, o Senhor não nos chamou para sermos iguais, mas diferentes (Romanos  12:2). Humildemente diferentes para o bem.

Outra razão que incluiu Jó nas Escrituras foi o fato de ser temente a Deus. Temer nesse caso não significa ter medo. O temor a Deus é um sentimento de Read the rest of this entry »

 

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Amado como Jesus

Deus me ama

Geralmente as crianças gostam de brincar com seus pais. Uma dessas brincadeiras é competir para ver quem ama mais o outro.  É até engraçado ver como são criativas na maneira de “medir” o tamanho desse amor.

Algumas delas chegam a declarar que esse sentimento pelos pais é maior que o mundo inteiro. Os pais, por sua vez, também dizem o mesmo. E, lógico, todos ficam muitos felizes. Afinal, quem não gosta de se sentir amado dessa forma?

Evidentemente, não é possível calcular a intensidade de um sentimento. Não existe um “amorômetro” para fazer a medição. No entanto, pode-se percebê-la e senti-la através de palavras, gestos e atitudes da pessoa que diz amar.

Não sei explicar por que, mas faz um bom tempo que sempre penso no quanto Deus nos ama. E, nessas ocasiões, sempre me vem à mente a fala de Jesus registrada em João 17:23: “Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste”.

Esse texto faz parte da oração de Cristo pelos discípulos. Veja a profundidade dele. O Senhor declara que o amor do Pai para conosco é igual ao do Pai para com ele. Isso gera em meu coração uma alegria sem medida. Ser amado por Deus dessa maneira é algo reconfortante e motivador, não é mesmo?

Mas há algo ainda melhor. Esse amor não está relacionado apenas à salvação eterna. Obviamente, seu objetivo principal e sua manifestação maior atingem seu ponto máximo no sacrifício de Jesus para nos salvar, como lemos em João 3:16: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Entretanto, ele vai muito além, pois Deus sempre nos surpreende, manifestando-o em todas as áreas da nossa vida. Podemos perceber isso diariamente através da paz que ele permite haver em nosso coração, mesmo quando passamos por desertos, vales, tempestades e pelo fogo. Vemos ainda seu amor materializado como, por exemplo, pela provisão diária do alimento, da saúde, do trabalho, da família e de tantas outras maneiras.

Talvez você até me questione, dizendo que não tem visto essas coisas em sua vida. Então, eu o convido a fazer uma lista, escrita ou mesmo mentalmente, de tudo aquilo que um dia você considerou como bênção recebida de Deus. Se o fizer com atenção e sinceridade, não há dúvida de que vai se surpreender com o tamanho dela.

Sendo assim, quero convidá-lo a alegrar-se grandemente por ser amado de forma tão intensa e singular.  Lembre-se de que Jesus era o Unigênito Filho de Deus. Logo, alguém muito especial. Ao enviá-lo para morrer em nosso lugar, o Pai estava fazendo a mais bela declaração de amor que já foi feita neste mundo. Aproveite o momento para, também, agradecer ao Senhor por amar você do mesmo modo e com o mesmíssimo amor com que ama Jesus.

 

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Segunda Chance

Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou.” (Lucas 15:20)

filho%20prdigo     Penso que todos nós, em algum momento da vida, já desejamos que alguém nos desse uma segunda chance. Isso pode estar relacionado à área profissional, relacional (conjugal, familiar, social…) ou espiritual. A razão disso é que nossa imperfeição, limitação, ignorância, arrogância e/ou obstinação muitas vezes nos fazem agir de modo insensato e inconsequente.

Como resultado, provocamos e sofremos prejuízos, dor e mágoas que se tornam verdadeiras nódoas ou manchas em nosso coração e também naqueles cuja vida foi afetada negativamente por nós. Mas será que em situações como essa descrita existe alguma solução ou um escape?

A resposta a essa indagação é o que veremos a seguir, mergulhando humildemente na Parábola do filho pródigo – Lucas 15:11 ao 27- ,  a qual é rica em preciosas lições para todo aquele em cujo coração saltita o desejo de ser uma pessoa segundo o coração de Deus e, consequentemente, feliz.

Para nos situar melhor, farei um breve resumo da história narrada por Jesus. Depois, com a ajuda do Espírito Santo, analisaremos passo a passo essa narrativa: “Um homem tinha dois filhos. O mais novo pediu que o pai lhe desse a parte da herança que lhe cabia por direito. Após recebê-la, partiu para uma terra longínqua, onde gastou irresponsavelmente todo o dinheiro. Quando percebeu a bobagem que fizera, propôs em seu coração retornar para a casa de seu pai, mesmo que não fosse mais aceito como filho. Para ele, se fosse aceito como um empregado, já estava de bom tamanho. E assim ele fez”.

No versículo 12, somos informados de que o filho mais novo pediu a parte da herança que lhe cabia. Para um judeu, agir dessa forma é uma terrível desonra ao pai. Mesmo em nossa cultura, tal atitude soa, no mínimo, como uma insensatez do filho. Nesse caso, é ainda pior porque o jovem não a queria para fazer um sábio investimento. Ao contrário, ele queria curtir a vida numa boa, sem a interferência de seu genitor.

No entanto, mais grave que pedir a herança antecipadamente, era o que estava por trás dessa atitude. Eram os motivos que o levaram a fazê-lo. Agindo assim, ele demonstrou claramente sua insatisfação com a vida que o pai lhe dava. Por certo, já se considerava suficientemente capaz para agir nas mais diversas situações; inclusive nas desconhecidas e perigosas que viveria mundo afora.

Suas ações revelaram que ele não percebia que ali estava protegido, tinha suas necessidades físicas, emocionais e espirituais supridas. Enfim, era amado e estava em segurança. Lá fora, ao contrário, ficaria na mira de pessoas mal intencionadas e inescrupulosas, cujo objetivo principal seria aproveitar-se dele.

Quando olhamos para nós mesmos com humildade, vemos que a história desse jovem é a nossa também. Quantas vezes, espiritualmente falando, agimos como ele! O sentimento de autossuficiência e o nariz empinado nos levam a supor que a Casa do Pai não mais está satisfazendo nossas necessidades. A comida não é boa. Não existe a tão desejada liberdade. Não somos amados como supomos merecer. Não temos necessidade da presença, provisão e proteção do Pai. Evidentemente, tudo isso segundo nossa embaçada e comprometida visão espiritual. Por isso, tomamos a decisão pegar nossa viola e ir cantar em outro lugar, como fez o filho pródigo, ou seja, esbanjador – Lucas 15: 13.

Antes de prosseguir analisando o texto, quero voltar ao versículo 12, pois há algo que considero muito importante. Veja: “Assim, ele {o pai} repartiu sua propriedade entre eles”. Aqui não existe nenhum registro de que o pai tentou convencê-lo a ficar, mostrando-lhe não ser a decisão mais acertada. Se ele tinha autoridade para impor sua vontade, por que agiu dessa forma? Será que de fato não o amava? Acaso queria ficar apenas com o mais velho?

A resposta é simples: Read the rest of this entry »

 

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Andar com Deus

Enoque andava com Deus

Recentemente, eu disse à minha esposa que existem, na Bíblia, algumas declarações sobre homens e mulheres de Deus, as quais sempre me vêm à mente. Elas possuem um grande significado espiritual não apenas para eles, mas também para cada um dos que querem estar em comunhão com o Senhor e no centro da Sua vontade.  E, por considerá-las relevantes, almejo compartilhá-las com vocês. Mas, como são várias, agora falarei sobre apenas uma.

A primeira delas diz respeito a Enoque. Há poucos registros sobre esse homem, por isso não sabemos exatamente o que ele fez que tanto agradasse a Deus. No entanto, independentemente de sabermos ou de deixarmos de saber, em Gênesis 5:22 diz: “E andou Enoque com Deus 300 anos…”. Já no versículo 24, lemos: “E andou Enoque com Deus; e já não foi encontrado, pois Deus para si o tomou”. Ou como declara a Nova Versão Internacional: “… pois Deus o havia arrebatado”.

Que palavra maravilhosa! Enoque fez uma sábia escolha. Provavelmente, muitos de seus contemporâneos optaram por andar sozinhos, seguindo seus próprios pensamentos, ouvindo seu coração (nem sempre tão sábio) e agindo de acordo com seus conceitos, muitas vezes equivocados, e preconceitos. Quem sabe tantos de seus familiares ou amigos decidiram ouvir orientações de pessoas sem nenhum temor ou compromisso com o Senhor e seguir a estrada da vida com elas. Entretanto esse homem decidiu andar com o Pai.  Como consequência de sua escolha, o Senhor o tomou para si.

Todavia, não se engane. Creio que não foi nada fácil nadar contra a correnteza. Estou certo de que muitos dos que se diziam seus amigos ou mesmo familiares quiseram convencê-lo de que estava perdendo tempo e sendo tolo por procurar viver com integridade e fidelidade a um Deus a quem nunca tinham visto.

Considerando que viveu 365 anos, talvez em sua juventude Enoque nadou a favor da correnteza, isto é, de acordo com os princípios do mundo como os demais de sua geração. Por isso, estava em paz com as pessoas, mas não com o Senhor. Contudo chegou o momento no qual ele entendeu seu desígnio e passou a nadar contra a correnteza, o que exigiu dele grande esforço e coragem.

Talvez, por toda a pressão sofrida, em algum momento ele tenha pensado que estava agindo como um tolo confiando em Deus. É possível que, por causa da sua fé, sofreu alguns prejuízos de ordem financeira ou relacional. Pode ser que perdeu grandes amigos ou que familiares se afastaram dele, deixando-o triste, chateado ou até magoado. Mas ele não desistiu. Não perdeu o foco. Ele prosseguiu marchando em direção a Deus com quem por certo tivera muitas e belas experiências.

Quem sabe sua história tenha alguma semelhança com a desse homem. Talvez, por professar sua fé no Senhor, pessoas importantes para você passaram a discriminá-lo, como aconteceu com minha família quando tomou a decisão de entregar sua vida a Cristo.

Talvez, justamente nesse momento da sua vida você tem questionado ou se questionado se realmente vale a pena servir ao Senhor, manter sua integridade, crer e manter sua fé em um Deus ao qual nunca viu. Mas, creia, tenho uma boa notícia para você: vale, sim, a pena seguir em frente. Há um avultado galardão para aqueles que seguem caminhando, mesmo que em vales, desertos ou montanhas, conforme nos diz o escritor aos Hebreus, capítulo 11:35: “Não rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão”.  Ou seja: existe grande ou exagerada recompensa.

Para finalizar, quero voltar a Enoque. Lembre que andar com Deus trouxe-lhe um excelente resultado: o Senhor o tomou para si. Certamente, havia milhares e milhares de pessoas em sua época. Entretanto só ele recebeu esse presente do Pai. Somente ele entrou para a História. No entanto, a melhor notícia que tenho para você é que o Senhor também quer tomá-lo para si. Portanto, mantenha sua fé, sua confiança e sua integridade a Deus. Não desista. Persista. Prossiga para o alvo, pois: “Nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Filipenses 3:20 e 21).

 

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Orfandade

O mundo está cheio de órfãos. Órfãos de pais, de filhos, de afeto, de atenção... órfãos de tudo!!

“Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.” (João 14:18)

 

Quando se fala em orfandade, logo nos lembramos de coisas extremamente negativas. Por isso, um dos textos bíblicos pelos quais sou apaixonado é o que utilizei na abertura deste artigo. E, justamente por considerá-lo uma das pérolas de maior valor das Escrituras Sagradas, se é que posso fazer tal afirmação já que todos trazem lições assaz relevantes para nós, quero compartilhar com você algumas das reflexões que podemos fazer a respeito dele e dos ensinamentos preciosos que ele traz.

Para isso, convido-o a pensar comigo na palavra orfandade e em suas implicações, pois, como afirmei na introdução, ela nos remete a algo ruim. Vamos lá?

Em primeiro lugar, vale lembrar que ser órfão significa não ter o pai e a mãe ou pelo menos não ter um dos dois genitores. Assim, quando Jesus diz aos discípulos que não os deixaria órfãos, está declarando que eles não ficariam sem pai. Enquanto esteve com eles, o Senhor lhes foi como um pai. Basta lembrar que em João 10:30 ele fala: “Eu e o Pai somos um”. Logo, entendemos que o Mestre assumiu esse papel durante o período de tempo que esteve aqui na terra.

Em segundo lugar, é importante recordar que a ausência dos pais gera nos filhos os sentimentos de solidão, de vazio, de insegurança, de abandono, de medo quanto ao que há de acontecer. Enfim, passam a se sentir perdidos como um barco à deriva num mar tempestuoso.

Em terceiro lugar, um órfão se sente como um marinheiro que não tem um porto seguro onde possa atracar o seu navio. Sente-se um pássaro sem árvore e sem ninho onde possa repousar depois de um dia de vôos, de caçadas e de fugas de implacáveis predadores. Ao dizer isso, passei a pensar em mim mesmo, pois perdi meus pais há muitos anos e até hoje há situações nas quais me sinto desse modo. Tenho vontade de compartilhar alegrias e tristezas com eles, mas não os tenho por perto. Tenho vontade de sentar-me ou deitar-me em seu colo para desabafar ou rir, porém não me é possível fazê-lo.

Em quarto lugar, a falta de genitores também lembra a ausência de um provedor. Dependendo da idade ou das condições financeiras de um indivíduo, existe a carência de alguém que lhe supra suas necessidades primárias, tais como o alimento, a roupa, o calçado, o remédio e outras semelhantes a essas. No entanto, essa dependência ou precisão ultrapassam o limite do que foi posto como exemplo. Ao dizer isso, refiro-me a coisas que o dinheiro não pode comprar ou não podem ser classificadas como materiais. Digo, por exemplo, da provisão de amor, de carinho, de companheirismo, de compreensão, de cumplicidade, de atenção, de palavras de conforto ou de motivação, de estímulo ou cobrança, de elogio ou de um puxão de orelha na hora certa e outros da mesma natureza.

Portanto, quando Jesus falou que não nos deixaria órfão, creio piamente que queria dizer Read the rest of this entry »

 

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TECIDO POR DEUS

“Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe.” (Salmo 139:13)

Amados, outro dia, em mais uma das minhas caminhadas de oração, me veio à mente o Salmo 139 e, refletindo e orando a Deus sobre ele, nasceu em meu coração o desejo de lê-lo no mínimo uma vez por dia. Mas houve dias em que senti que deveria fazer isso duas ou mais vezes. E assim o fiz. E a cada leitura feita ficava ainda mais extasiado diante da grandeza do meu Deus e passei a inclui-lo no meu louvor, na minha adoração, na minha gratidão e nos meus pedidos a Ele em relação às minhas necessidades e a de outros.
Passados alguns dias, porém, brotou em meu coração o desejo de compartilhá-lo com uma pessoa muito querida e de orar com ela por um período indeterminado, apresentando as necessidades dela e “relembrando” Deus daquilo que a Palavra dele dizia. Isso tenho feito desde então, mesmo não sabendo plenamente qual é o propósito do Senhor tanto para ela quanto para mim, uma vez que primeiramente esse texto falou comigo.
Mais uns dias se passaram e me veio ao coração a vontade de compartilhar com você algumas das verdades expressas nele. Digo algumas porque sei que a Palavra de Deus é uma fonte inesgotável, que alimenta e refrigera nossa alma e que se renova a cada manhã.
Primeiramente, gostaria de dizer que todas as pessoas que criam alguma coisa têm um propósito para sua criação. Pode ser algo específico com uma função específica para facilitar a vida em algum aspecto ou simplesmente como um simples entretenimento.
Normalmente, todo criador conhece muito bem sua criatura. Por isso, quando surge um problema, pode resolvê-lo com facilidade.
Há até uma história que diz que certa feita um industrial que tinha adquirido uma máquina de Henry Ford (o dono da indústria automobilística Ford) não conseguia consertar um problema. Depois de tentar muitas vezes, mas sem obter sucesso, decidiu chamar o inventor dela. Então ele veio e em poucos minutos consertou-a.
Na hora de pagar, o industrial assustou-se com o valor cobrado. Se não me falha a memória, eram mil dólares. Então decidiu questioná-lo. Todo aquele montante, quando o serviço fora feito em tão pouco tempo? Ford respondeu-lhe prontamente: “São 10 dólares pelo conserto e 990 por saber onde estava o defeito”. Segundo o narrador dessa história, aquele homem pagou-o satisfeito por entender que a justificativa dele era plausível.
O mais importante desse fato é que Ford criara aquela máquina com um propósito e conhecia muito bem o funcionamento dela. Assim, quando apresentou um defeito, ele foi direto ao ponto e resolveu-o com extrema facilidade.
Mas o que isso tem a ver conosco? Read the rest of this entry »

 
 

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