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Escolhendo a boa parte

28 maio

marta e maria

“Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.”  (Lucas 10:42)

Basicamente a vida é feita de escolhas, que podem ser individuais ou coletivas. Além dessas, há também ocasiões nas quais elas envolvem apenas um casal.

Independentemente de quem envolvem, de modo geral, elas nos levam ao sucesso em algum empreendimento ou ao fracasso, trazendo como resultado alegria ou tristeza, sentimento de realização ou a frustração.

É logico que existem ocasiões ou situações nas quais nos sentimos convictos e seguros para fazermos determinada opção. Contudo, o tempo mostra que ela não foi boa ou tão boa quanto esperávamos ser.

Por outro lado, há outras que nos deixam com a pulga atrás da orelha, mas que, com o tempo, se revelará excelente. Isso pode acontecer com uma profissão, por exemplo.

Dentre as escolhas que alguém pode fazer, uma é importante e necessária, pois influenciará todas as áreas da nossa vida. Ao dizer isso, refiro-me à necessidade de querer andar com Deus e a aprender dele.

Para entendermos melhor, tomarei como base e referência o exemplo de Marta e Maria, as quais eram irmãs de Lázaro. Entretanto, já vou adiantar para você que não vou crucificar Marta. Ao contrário, desejo aprender com as duas e sobretudo com o Mestre Jesus.

A história sobre elas está registrada em Lucas 10:38 ao 42. Antes, porém, se faz necessário dizer que essa família era amiga de Jesus. Por isso, a Bíblia se refere aos membros dela em três episódios com o Senhor: um, o que já foi mencionado e os outros estão em João, capítulos 11 e 12.

Sabendo disso, fica mais fácil compreender por que o Senhor estava na casa delas e, em consequência, aprender preciosas lições com essa intrigante e estimulante história.

Também nos ajuda a entender melhor relembrarmos que as duas irmãs tiveram posturas bem distintas nessa ocasião: Maria assentou-se aos pés de Jesus e Marta envolveu-se com os serviços domésticos.

Vale dizer ainda que, por certo, o Mestre não estava sozinho. Considerando que ele sempre andava com seus doze discípulos e que já havia três pessoas na casa, reuniam-se ali dezesseis pessoas no momento. Talvez, até mais.

Quem sabe os visitantes vinham de longe. Por esse motivo, certamente estavam sedentos e famintos. Sendo assim, precisavam beber água e ser alimentados. Afinal, toda dona de casa hospitaleira quer receber bem suas visitas. Com elas não era diferente, eu penso.

No entanto, fazer isso não era uma tarefa simples, como pode parecer a princípio. Elas não dispunham de meios práticos, como temos hoje, para comprar comida pronta. Por isso, precisavam fazer tudo em casa, o que demandava tempo e esforço. E alimentar dezesseis pessoas ou mais não era nada fácil. As donas de casa sabem muito bem disso.

Além disso, a água precisava ser tirada do poço, o que nem sempre era uma tarefa simples. E mais: às vezes o poço era muito fundo e ficava distante de casa.

Quando olhamos para o versículo 38, vemos que quem recebeu o Senhor foi Marta. Logo, entendemos que ela era uma pessoa hospitaleira. Algo que nós, como cristãos, também precisamos ser. Especialmente quando se trata de Jesus.

Já no 39, lemos o seguinte: “E tinha Marta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra”. Olha que interessante: Maria parecia não estar preocupada com os afazeres domésticos. Será que ela não percebia que os visitantes precisavam de água e comida?

Ao ver a atitude da irmã, Marta questionou o Mestre: “Senhor, não te importas que minha irmã tenha me deixado sozinha com o serviço? Dize-lhe que me ajude” – Lucas 10:40.

Seu questionamento era justo. Afinal, se as duas (ou os três irmãos) fizessem os serviços juntos, acabariam mais rápido e poderiam dar atenção aos hóspedes. Contudo, a resposta de Jesus vai trazer algumas revelações muito importantes e necessárias para todos nós.

Veja o que ele diz: “E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada” – Lucas 10:41 e 42.

Esse texto requer de nós um olhar mais atento, pois nos ensina algumas coisas mui relevantes. Uma delas é que as tarefas diárias muitas vezes produzem ansiedade e exaustão.

A primeira, porque comumente não damos conta de fazer tudo o que havíamos planejado para aquele dia. E a ansiedade produz um   grande mal-estar físico e psíquico, além dos sentimentos de aflição e frustração.

As consequências disso é que as forças (físicas, mentais, emocionais e até mesmo espirituais) são minadas, levando, geralmente, à exaustão. Por isso, é sempre importante pedir sabedoria ao Senhor para não permitirmos que a ansiedade se torne um monstro devorador.

Importa-nos, ainda, recordar que as Sagradas Escrituras dizem o seguinte: “Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio” – II Timóteo 1:7.  Na versão tradicional de João Ferreira de Almeida, diz: “… espírito de moderação”. Ou seja: ele nos deu a virtude de permanecer na exata medida; comedimento.

Ao fazer essa declaração, o Mestre revela ser um profundo conhecedor da alma humana. Ademais, também posso supor que em outras ocasiões o Senhor já havia observado a ansiedade e o cansaço de Marta. Quem sabe, ela era assim.

Então, ele aproveitou esse momento para dar um amoroso puxão de orelha nela. E por tabela em todos nós. Principalmente, porque hoje as demandas diárias, seja em casa ou no trabalho, sugam todas as nossas energias.

A seguir, o Mestre faz esta declaração: “… mas apenas uma é necessária. Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada”. Que lição fantástica!

Nesse versículo, o Senhor traz uma revelação que pode mudar nossa vida definitivamente. Todavia, antes de falar sobre ela, quero lembrá-lo que, para uma pessoa do oriente, o ato de sentar-se aos pés de alguém demonstra reconhecê-lo com um Mestre ou um sábio a quem se deve dar ouvidos.

Desse modo, quando Maria se assenta aos pés de Cristo, está dizendo que o reconhece como Mestre e que está disposta a ouvir e a aprender com ele. Também por tabela, essa lição nos atinge em cheio, isto é, leva-nos a compreender a importância de aprender com Jesus, que nos fala: “Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas” – Mateus 11:29.

Quanto mais aprendemos com o Senhor, mais nos tornamos pessoas equilibradas, sábias e parecidas com ele. O resultado disso é que realizaremos todas as nossas atividades com mais prazer. Dessa forma, seremos mais produtivos e o nome de Senhor será glorificado em nós e através de nós.

Como sabemos, um dos grandes males da vida moderna é o transtorno de ansiedade, o qual afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

Um levantamento sobre depressão publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que 264 milhões de pessoas no mundo sofrem com transtornos de ansiedade.

Ainda segundo essa pesquisa, no Brasil mais de 9% da população apresenta algum transtorno de ansiedade, o que equivale a quase três vezes mais que a média mundial. São mais de 18 milhões de pessoas nessa situação.

Levantamentos da Organização Mundial da Saúde (OMS) também mostram que atualmente cerca de 33% da população mundial sofre de ansiedade. E o Brasil tem aparecido sempre entre os primeiros das listas da organização.

Um dado alarmante é que, um desses estudos – o relatório São Paulo Megacity Mental Health Surve, realizado em 2014, mostrou que a região metropolitana de São Paulo possui a maior incidência de perturbações mentais no mundo. O estudo feito pela OMS revela que 29,6% dos paulistanos, e moradores da região metropolitana, sofrem de algum tipo de perturbação mental.

Depois de São Paulo, cidade que representa o Brasil no estudo, os EUA aparecem em segundo lugar, com aproximadamente 25% de incidência de perturbações mentais em decorrência desses transtornos.

Logo, é possível concluir que esse mal não atinge apenas o coração de países em desenvolvimento. Os mais ricos também. Ou seja: ninguém está imune a esse sério e preocupante problema.

No entanto, tal doença não é nova. Ela sempre existiu e sempre causou danos às pessoas. Por essa razão, o apóstolo Pedro nos aconselha: “Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido. Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês– I Pedro 5:6 e 7.

Quando olhamos para o dicionário, vemos que o verbo lançar traz muitos sentidos como, por exemplo, atirar com força; arrojar; afastar, separar; vomitar; derramar; despejar; entregar.

Que interessante, não é? Pedro nos mostra a chave para nossa vitória sobre esse mal. Sendo assim, cabe-nos aceitar e assimilar essa admoestação. É fácil? Em hipótese alguma.

Todavia, é necessário fazer isso, caso queiramos ter saúde não apenas mental e emocional, mas também física, uma vez que os sintomas são psicossomáticos, ou melhor, manifestam-se na mente e refletem diretamente no corpo.

Voltando ao que o Mestre disse a Maria, ela escolhera a boa parte, a qual não lhe seria tirada. Nós também precisamos fazê-lo. Infelizmente, hoje o que mais vemos são pessoas tão comprometidas com os afazeres terrenos e materiais que não tiram um tempo para estarem aos pés do Senhor, aprendendo com ele e recebendo a força e a direção das quais têm tanta carência.

O resultado disso geralmente é o surgimento de um grande vazio interior, além da ansiedade, apesar das conquistas materiais. Então, para preencher essa lacuna, muitos se lançam nas drogas ou numa vida sexual desregrada e reprovada por Deus.

Outros há que se tornam consumistas inveterados. E ainda existem os que buscam nos esportes esse preenchimento. Porém, tais coisas agem tão-somente com algo paliativo, ou seja, atenuante, analgésico ou calmante temporário.

Sabedor de que nada substitui a presença de Deus, Jesus sempre recorria ao Pai, em oração, para se fortalecer e receber a orientação necessária. Bastantes vezes lemos nas Escrituras esse relato: “E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus” – Lucas 6:12.

Em Mateus 14:23, está escrito: “E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só”. E em Marcos 6:46: “E, tendo-os despedido, foi ao monte a orar”.

Não foi por acaso, então, que Jesus foi vitorioso em todas as batalhas que enfrentou ao longo do seu ministério terreno. E, sabedor do segredo da vitória, ele nos ensinou dessa forma: “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas” – Mateus 6:33.

No entanto, não foi apenas Jesus que buscou socorro em Deus. A Bíblia nos mostra essa mesma atitude em muitos homens e mulheres. Um deles é Davi. Constantemente o vemos falar sobre a busca do refrigério no Senhor.

No salmo 23: 2 e 3, vemo-lo dizer: “Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas.

Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome”.

Na Nova Versão internacional, fala dessa maneira: “Em verdes pastagens me faz repousar e me conduz a águas tranquilas; restaura-me o vigor. Guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome”.

Já no salmo 34, há várias menções sobre clamar ao Senhor e receber a resposta que lhe acalmava o coração. Sem dúvida, ele também teve muitos momentos nos quais a ansiedade e a exaustão quiseram tomar conta dele. Veja algumas referências a isso:

    “Busquei o Senhor, e ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores” – 34:4.

    “Este pobre homem clamou, e o Senhor o ouviu; e o libertou de todas as suas tribulações” – 34:6.

“Os olhos do Senhor voltam-se para os justos e os seus ouvidos estão atentos ao seu grito de socorro” – 34:15.

    “Provem, e vejam como o Senhor é bom. Como é feliz o homem que nele se refugia!” – 34:8.

Portanto, quero convidá-lo a fazer como Maria, ou seja, a escolher a boa parte, que é estar aos pés do Senhor. Sei que muitas vezes somos tentados a agir como Marta porque os afazeres terrenos nos arrastam.

Naquele episódio, os serviços pareciam ser prioridade. Mas não eram, e o Senhor quis mostrar-lhe isso.  Antes de fazê-los, ela precisava ser alimentada espiritualmente, pois, só assim, encontraria força para enfrentar as demandas de cada dia. Que não eram poucas.

Foi por esse motivo que o Mestre lhe disse isso, e também o diz a nós, porque sabe que se assim o fizermos não seremos tragados e vencidos pelo mar revolto da ansiedade ou qualquer outro. Afinal, as palavras que Jesus nos diz são espírito e vida – João 6:63b.

Portanto, como Maria, aproveite hoje a oportunidade de estar aos pés de Jesus. Essa mulher sabia que não o teria com ela para sempre, pelo menos não fisicamente. Assim sendo, queria curtir cada instante da sua amável e preciosa presença.

Como Jesus, tire alguns momentos diários para estar a sós com o Pai, recebendo refrigério para sua alma e a força de que precisa. Também invista tempo lendo a palavra de Deus, a qual lhe dará as instruções para ser vitorioso e feliz. E por fim: seja amigo do Senhor como aquela família era, pois isso fará toda a diferença em sua vida e família.

 

Sugestão de músicas: Lança sobre Ele tua ansiedade, com Tatiana Malafaia e Descansarei, com a Comunidade Evangélica de Maringá.

(Fonte de pesquisa sobre os dados: http://www.progresso.com.br/caderno-a/ciencia-saude/oms-diz-que-33-da-populacao-mundial-sofre-de-ansiedade).

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