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Arquivo do autor:Marcos e Márcia Araújo

Sobre Marcos e Márcia Araújo

Antes de outras formações sou servo do Deus Altíssimo. Ele me permitiu ser professor de Português e pedagogo. Amo ler e escrever. Considero a literatura uma das maiores ferramentas usadas por Deus para ministrar suas bênçãos ao coração de todos. Por isso, o anseio do meu coração é ser uma bênção à vida de todos quantos puder alcançar por meio das ministrações orais e escritas.

Sinal amarelo

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“Olhai, vigiai e orai, porque não sabeis quando chegará o tempo.”    (Marcos 13:33)

 

Antes de qualquer coisa, quero dizer que não desejo afirmar neste artigo que a situação pela qual todos nós estamos passando é consequência de uma ação orquestrada pela China para tirar proveito do caos e se estabelecer como a maior potência econômica e militar do mundo. Se assim o fizesse, eu estaria sendo leviano, pois não tenho provas que me deem autoridade e argumentos para sustentar essa tese.

Além disso, preciso dizer que não posso e também não tenho a pretensão de afirmar que essa peste (Covid-19) é o anúncio de que Jesus está voltando, assim como não o foi a Gripe espanhola, também conhecida com A Gripe de 1918, a qual matou muitos milhões de pessoas. Afinal, quando questionado por seus discípulos sobre sua volta para buscar a Igreja (a qual é composta por todos aqueles que o convidaram para ser seu Senhor e Salvador- João 1:9 ao 14), ele fez a seguinte declaração: “Porém daquele Dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente meu Pai” – Mateus 24:36. Sendo assim, seria uma grande temeridade da minha parte fazer tal afirmação.

Feitos esses registros e considerações, gostaria de convidá-lo a refletir comigo sobre tudo isso que temos visto pela mídia, ouvido e presenciado. Para começar, quero pensar com você sobre o semáforo, o qual também conhecido como farol ou sinaleira. Conforme sabemos, ele é composto por três cores (verde, amarelo e vermelho) e tem a função de organizar o trânsito, especialmente nas grandes cidades, para evitar o caos e acidentes resultantes da desorganização e desobediência de motoristas e de pedestres também. Por acaso, você já viu imagens do horário de pico na Índia?

Mas o que tem isso a ver com a reflexão que almejo fazer? Penso que tudo. Isso porque todos nós sabemos que, quando o sinal está verde, temos o direito de seguir em frente, sem aparentes riscos. Essa sensação de liberdade e direito geralmente nos leva a desligarmos nosso “radarzinho” e a andarmos no piloto automático, ou seja, deixamos de ficar atentos àquilo que acontece ao nosso redor, pois confiamos que estamos protegidos. No entanto, segundo disse acima, a ausência de riscos é apenas aparente. Basta lembrar que não é tão incomum motoristas imprudentes ou sob o efeito de alguma droga invadirem a preferencial e provocar terríveis acidentes.

Fazendo uma analogia com nossa vida, verificamos que não é tão diferente. Muitas vezes, temos a sensação de que tudo está bem e, em consequência disso, baixamos a guarda e não prestamos atenção aos acontecimentos em nosso entorno. Por isso, levamos a vida de qualquer maneira, adotando ideologias e conceitos do momento, sem refletirmos sobre o que ou quem está por trás deles, quais os reais interesses daqueles que os propagam e quais danos eles podem produzir na nossa vida como indivíduo ou em nossa família, casamento, relacionamentos e na sociedade como um todo. Desse modo, é mister que mantenhamos os olhos e os ouvidos bem abertos, a fim de não sermos envolvidos nesse caos moral e espiritual, que são verdadeiras armadilhas, prontas para nos capturar e, se possível, destruir-nos.

Quando olhamos para as Sagradas Escrituras, vemos o Senhor Jesus dizendo o seguinte: “Assim como foi nos dias de Noé, também será nos dias do Filho do homem {Jesus}. O povo vivia comendo, bebendo, casando-se e sendo dado em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Então veio o dilúvio e os destruiu a todos. Aconteceu a mesma coisa nos dias de Ló. O povo estava comendo e bebendo, comprando e vendendo, plantando e construindo. Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu fogo e enxofre do céu e os destruiu a todos. Acontecerá exatamente assim no dia em que o Filho do homem {Jesus} for revelado” – Lucas 17:26-30.

Se pararmos um pouco para pensar e observar o que acontece no mundo atual, veremos que a história se repete. Na época de Noé e de Ló, a maioria das pessoas havia se corrompido moralmente, ignorando por completo os parâmetros estabelecidos por Deus. Elas só pensavam em si mesmas e em como satisfazer seus desejos carnais, e isso a qualquer custo. Como resultado, veio o julgamento de Deus. Percebemos, então, que a segurança deles era apenas aparente, não real e inabalável.

O apóstolo Paulo escreveu assim a Timóteo, seu filho na fé: “Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se também destes” – 2 Timóteo 3:1-5. Mesmo tendo vivido e escrito há mais de 1.900 anos, parece-me que ele estava falando diretamente com a geração atual. Portanto, precisamos estar atentos a esses sinais dos tempos.

E agora, o que vem depois do sinal verde? “Evidentemente, o amarelo” – você me dirá. E não existe dúvida de que está certo. Também todos sabem que esse sinal tem a função de alertar tanto motoristas quanto transeuntes de que deve tomar determinados cuidados, para que não sejam vítimas ou os causadores de um acidente. Continuando a analogia à luz da Bíblia, os sinais da iminência da volta de Jesus são Read the rest of this entry »

 

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Ver ou conhecer Jesus?

zaqueu e jesus

“Zaqueu, desça depressa, porque, hoje, me convém pousar em sua casa.” (Lucas 19:5)

Como já disse em outros artigos, Jesus sempre estava em movimento. O que não significa, porém, que ele vivia numa correria desenfreada. Ao contrário, tudo era feito com planejamento e sabedoria, com o propósito de alcançar com a mensagem do evangelho, ou seja, com as boas-novas de salvação a maior quantidade de pessoas possível.

Em uma dessas ocasiões, o Mestre havia decidido ir a Jericó. Estando já perto dessa cidade, um cego chamado Bartimeu soube que era ele quem passava por ali e clamou com insistência por misericórdia, sendo atendido prontamente pelo Senhor, que o curou de sua cegueira – Lucas 18:35 ao 43.

A seguir, vemos Cristo entrando em Jericó. E, tendo entrado na cidade, ia passando. Havia ali, um homem chamado Zaqueu, o qual era cobrador de impostos, que queria vê-lo. No entanto, como era de pequena estatura, correu e subiu numa figueira brava, pois a multidão o impediria de ver o Senhor – Lucas 19:1 ao 5.

Naquele tempo, os cobradores de impostos, também chamados de publicanos, eram detestados pelos judeus, porque frequentemente se envolviam com corrupção e cobravam mais do que deviam. Além disso, muitos deles eram judeus; por isso, o povo os considerava como traidores da pátria. Desse modo, não se “encaixavam” nem entre seus compatriotas nem entre os romanos.

Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e disse para Zaqueu descer depressa. A partir desse momento, a vida desse homem começaria a seguir um novo rumo. Apesar de a Bíblia não registrar por que ele desejava ver o Mestre, podemos formular algumas hipóteses, considerando todo o contexto no qual esse fato ocorre.

Uma delas é que ele já ouvira falar dos grandiosos feitos do Senhor. Em Mateus 9:31, lemos que a fama dele foi divulgada por toda aquela terra. Portanto, é possível ou provável que, enquanto fazia suas cobranças, Zaqueu tenha escutado o relato das maravilhas operadas por Jesus, despertando nele algo que move o mundo há muito tempo: a curiosidade de ver de perto aquele homem.

Outra suposição é que esse homem, mesmo tendo uma ótima condição financeira, resultante de seu ofício, sentia-se com um grande vazio interior, não tinha paz de espírito, vivia tomado pela solidão e não enxergava nenhum sentido para sua vida. Assim, ao escutar as histórias dos milagres, brotaram em seu coração uma fagulha de fé e uma grande esperança de que tudo podia ser diferente.

Assim, quando o Mestre lhe dirigiu a palavra, desceu rapidamente e o recebeu com júbilo, ou melhor, com uma alegria extrema – Lucas 19:6. A Edição Revista e Corrigida diz que ele recebeu Jesus gostoso. Prefiro essa tradução, porque transmite a ideia de que Zaqueu teve um enorme prazer em receber o Senhor.

Mas, como sempre, a turma do bocão logo se apresentou e começou a criticar Cristo, dizendo que ele iria ser hóspede de um homem pecador. Contudo, Jesus sabia muito bem quem era e o que viera fazer. Por esse motivo, não deu nenhum crédito para tais murmuradores. Antes, dedicou total atenção a Zaqueu.

Nesse ponto, preciso dizer-lhe algumas coisas importantes. Muitas vezes, quando estamos fazendo o que a grande maioria faz, mesmo que estejamos errados, não recebemos críticas (às vezes, somos aplaudidos de pé). Entretanto, se decidirmos fazer o que é certo, ou seja, seguir as instruções do Senhor, logo se levanta a turma do bocão para apontar o dedo, chamar de caretas, de fanáticos e de outros adjetivos depreciativos. Todavia, como disse o apóstolo Pedro e os demais apóstolos, em certa ocasião na qual estavam sendo julgados injustamente: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” – Atos 5:29.

Não posso deixar de mencionar que nesse ponto a presença de Jesus já havia tocado profundamente a vida desse homem. Desse modo, mesmo que o Senhor não lhe fizera nenhuma acusação ou cobrança, ele se levantou e disse: “Olha, Senhor! Estou dando a metade dos meus bens aos pobres; e se de alguém extorqui alguma coisa, devolverei quatro vezes mais” – Lucas 19:8.

É bom destacar que em nenhum momento a Bíblia diz que Zaqueu era ladrão ou corrupto. Embora muitos cobradores de impostos fossem, não se pode afirmar que ele era. No entanto, a presença do Senhor certamente o fez se reconhecer como pecador e despertou nele a sede de fazer o que era certo. Inclusive caíram por terra seu egoísmo e sua ganância, os quais deram passagem para a entrada do altruísmo (amor desinteressado ao próximo) e da generosidade também, conforme lemos no versículo 8.

É sempre assim. Quando temos um encontro pessoal com o Senhor, caem as escamas que provocam cegueira e nossa visão espiritual é ampliada. Logo, brota em nosso coração a consciência de que somos falhos e o desejo de fazer o que é correto. Por certo, foi por isso que o apóstolo Paulo declarou em II Coríntios 5:17: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”.

Na sequência, vemos o Mestre fazer a seguinte declaração: “Hoje, veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” – Lucas 19:9 e 10. Ao dizer isso, Cristo está reconhecendo que Zaqueu foi sincero em suas declarações. Afinal, ele conhecia muito bem o que se passava no coração e na mente das pessoas com quem ele dialogava.

Por outro lado, os fariseus e outras pessoas presentes naquela ocasião só tinham pedras para jogar em Zaqueu, pois conseguiam ver apenas o exterior, baseados em seus próprios conceitos ou preconceitos. Hoje também somos assim. Por isso, quando alguém que levava uma vida totalmente fora daquilo que é correto decide mudar de vida, nós nos juntamos à turma do bocão e ao grupo dos atiradores de pedras. E nos esquecemos de que a salvação também pode chegar à casa dessa pessoa, porque ela também foi criada à imagem e semelhança de Deus.

Outra coisa de que não nos lembramos é que “Jesus veio buscar e salvar o que se havia perdido”. Ele não veio para aqueles que se consideram bonzinhos ou santinhos de acordo com seus próprios conceitos e critérios. Antes, veio para os que estavam ou estão fora da curva e que se reconhecem carentes da graça e do perdão de Deus.

Em Lucas 5:31 e 32, vemos o Senhor falando: “Não necessitam de médico os que estão sãos, mas sim os que estão enfermos. Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores, ao arrependimento”. Se olharmos o versículo anterior, veremos os fariseus (e sempre há fariseus em nosso meio) murmurando contra Jesus porque estava no meio dos publicanos. Evidentemente, não era para fazer o que eles faziam de errado, mas Read the rest of this entry »

 

Mais que boas intenções

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Pedro respondeu: “Ainda que todos te abandonem, eu nunca te abandonarei!”          (Mateus 26:33)

Faz algum tempo que o tema sobre o qual vou conversar com você tem passeado pela minha cabeça. E, quando isso acontece, começo a dar mais atenção e importância a ele, por entender que Deus quer falar alguma coisa comigo e com sua vida também.

Para situar você, vamos conhecer ou relembrar o contexto no qual Pedro disse a frase presente no texto de abertura, a qual faz parte do seguinte episódio, registrado em Mateus 26:17 ao 35: Estava chegando o dia da Festa dos Pães Asmos e os discípulos perguntaram ao Senhor onde ele queria que eles preparassem a comida da Páscoa. Então, o Mestre os orientou sobre esse assunto com muita precisão.

Mais tarde, quando se reuniram para essa celebração, Jesus disse-lhes que um deles iria traí-lo. Evidentemente, isso os entristeceu e cada um começou a se questionar se seria ele próprio o traidor. Então o Mestre revelou que seria Judas Iscariotes. Depois, todos comeram, beberam, cantaram um hino e saíram para o Monte das Oliveiras.

A partir desse momento, o Senhor começa a falar claramente sobre o que vai acontecer. Assim, Pedro, sempre o mais afoito, disse: “Ainda que todos se escandalizem em ti, eu nunca me escandalizarei” – Mateus 26:33. Ou, como fala a Nova Versão Internacional, “Ainda que todos te abandonem, eu nunca te abandonarei”.

Quando olho para esse texto, não posso deixar de admirar esse homem. Ao dizer isso, ele revela o quanto amava o Mestre e reconhecia sua importância na vida dele e dos outros também. Por certo, andar com o Senhor tinha ressignificado sua vida, isto é, atribuído um novo sentido a ela.

Talvez, antes de conhecer Jesus, ele vivia sem esperança, com um vazio interior inexplicável e realizava seus afazeres cotidianos de forma mecânica, simplesmente porque era obrigado a fazê-los. Afinal, precisava trabalhar, sustentar a casa, pagar os impostos… precisava sobreviver naquele mundo injusto e cruel, dominado pelos romanos.

Por isso, ao ouvir o Mestre falar “aquelas coisas”, imediatamente reagiu daquela forma. Ele foi impulsionado pelas boas intenções existentes em seu coração. E creio piamente que Pedro estava sendo 100% sincero ao declarar que ainda que todos abandonassem o Senhor, ele nunca o abandonaria.

É aqui que está o xis da questão. Ele falou movido pelas boas intenções; porém, elas não são suficientes. Diante do caos ou das adversidades em geral, precisamos mais do que isso para ficar ao lado de Cristo. Quantas vezes nós também prometemos alguma coisa ao Senhor, com sinceridade, entretanto, quando não sai do nosso jeito, fracassamos e não cumprimos a promessa, não é mesmo?

Diante disso, conhecendo profundamente a alma humana, o Senhor o alertou, dizendo:  Asseguro-lhe que ainda esta noite, antes que o galo cante, três vezes você me negará” – Mateus 26:34. E o Mestre não estava sendo rude. Somente tentou mostrar que Pedro ainda não tinha uma compreensão correta do que aconteceria, nem estava pronto para enfrentar a situação caótica que presenciaria. Não porque ele era covarde, mas por ser humano como qualquer outra pessoa; por isso, falível. E Simão precisava conhecer sua fraqueza, para vencê-la.

Por não se conhecer direito, ele faz mais uma declaração corajosa: “Mesmo que seja preciso que eu morra contigo, nunca te negarei”. E todos os outros discípulos disseram o mesmo – Mateus 26:35. Ao fazerem isso, os demais também demonstraram que não tinham noção de suas fraquezas e limitações. Que coisa! Esses homens me fazem lembrar de pessoas conhecidas nossas. De quem? De nós mesmos!!!

Se prosseguirmos lendo a história, veremos que Judas realmente traiu o Senhor, que Jesus foi preso, que Pedro ainda teve mais uma atitude corajosa tentando “salvar” Jesus e que todos os discípulos fugiram com medo de serem pegos pelos soldados romanos.

Quando chegamos ao versículo 69, novamente Pedro entra na história. No entanto, não é mais aquele homem destemido, o qual disse que mesmo que fosse preciso morrer, nunca negaria Jesus. Agora, está amedrontado e, quando uma criada se aproximou dele e afirmou: “Você também estava com Jesus, o galileu”, ele negou diante de todos, declarando: “Não sei do que você está falando” – Mateus 26:70.

Veja o que registra o texto na sequência: “Depois, saiu em direção à porta, onde outra criada o viu e disse aos que estavam ali: “Este homem estava com Jesus, o Nazareno”. E ele, jurando, o negou outra vez: “Não conheço esse homem! – Mateus 26:71 e 72.

Observe que a princípio ele apenas negou a Jesus (Se é que posso dizer apenas.). Já no segundo momento, ele jurou que não conhecia o Senhor. Nesse ponto, o medo havia devorado sua coragem e temeu por sua vida. Não era para menos. Afinal, ele tinha visto, de longe, o que estavam fazendo com Aquele que se mostrara poderoso e que se tornara a esperança de uma vida melhor, sem a opressão romana. Mas não parou por aí.

Leia você mesmo as palavras do evangelista Mateus relatando o que aconteceu na sequência: “Pouco tempo depois, os que estavam por ali chegaram a Pedro e disseram: “Certamente você é um deles! O seu modo de falar o denuncia”.
Aí ele começou a se amaldiçoar e a jurar: “Não conheço esse homem!” Imediatamente um galo cantou
” – Mateus 26:73 e 74.

Agora, ele desceu mais um degrau, revelando a fragilidade humana: começou a se amaldiçoar e a jurar. Aqui, há uma revelação de quem somos nós diante da adversidade. Contudo, não pense que estou julgando e condenando Pedro. Provavelmente, nós faríamos o mesmo ou, pelo menos, algo semelhante. Talvez, até pior.

No final do versículo 74, Mateus nos diz que “imediatamente o galo cantou”. Aí a casa caiu. Veja: “Então Pedro se lembrou da palavra que Jesus tinha dito: “Antes que o galo cante, você me negará três vezes”. E, saindo dali, chorou amargamente”.

O cantar do galo entra no coração desse homem como uma espada afiada Read the rest of this entry »

 

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Mão estendida

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“E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o e disse-lhe: Homem de pequena fé, por que duvidaste?” (Mateus 14:31)

Certamente todos os feitos de Jesus foram extraordinários e nos deixaram um legado de ensinamentos, cuja riqueza ultrapassa os limites da nossa capacidade de compreensão e assimilação, a não ser que contemos com a ajuda do Espírito Santo – Romanos 8:26; João 14:26. Um deles, por exemplo, está registrado em Mateus 14:22 ao 33.

Antes de ocorrer esse episódio, vemos que o Senhor havia multiplicado cinco pães e dois peixes, matando a fome de quase cinco mil homens, além das mulheres e crianças. Depois desse milagre, ele pediu que seus discípulos entrassem no barco e fossem adiante para a outra banda do mar, rumo à terra de Genesaré. Enquanto isso, o Mestre despediria a multidão, a qual estava desfrutando de sua adorável companhia. E assim aqueles homens fizeram.

Como lemos no versículo 23, despedidas as pessoas, Jesus subiu ao monte para orar sozinho (o que, por sinal, era seu costume). Ele amava ter esses momentos a sós com o Pai. E sempre o fazia, para se fortalecer espiritualmente para enfrentar as tempestades que viriam e ainda manter inabalável o vínculo com o Pai.

Enquanto isso, o barco com os discípulos já estava sendo açoitado pelas ondas no meio do mar, porque “o vento era contrário” – v 24. Pela experiência que tinham na arte da navegação, visto que alguns deles eram pescadores, penso que já haviam empreendido grandes esforços e tentado de todas as formas vencer as águas revoltas. No entanto, pelo contexto, entendemos que não estavam sendo bem-sucedidos naquela luta desigual contra a força do vento e das ondas, apesar de serem homens do mar.

Quando olhamos para o versículo 25, vemos que já de madrugada, entre três e seis horas, o Senhor se dirigiu até eles caminhando por cima das águas. Ao verem aquela cena, e sem reconhecerem que era o Mestre, se assustaram, pensando ser um fantasma – v 26. Por causa disso, começaram a gritar, com medo. Que cena cômica, hem? Mas, se fosse você, agiria de modo diferente?

Ao ver a reação deles, Cristo disse: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo”. Ouvindo isso, Pedro, sempre mais afoito que os demais, disse logo: “Senhor”, se és tu, manda-me ir ao teu encontro por sobre as águas” – v 28. E o Senhor o convidou para ir. E ele foi.

A seguir, vemos Pedro descendo do barco e andando sobre as águas para ir até Jesus. No entanto, sentindo o vento forte, teve medo e começou a afundar. Então clamou por socorro, dizendo: “Senhor, salva-me!” – v 29 e 30.

Nesse ponto, talvez você esteja pensando: “Mas que cabra frouxo!”. Porém, quero desafiá-lo a mergulhar em sua memória para buscar outro exemplo de alguém que conseguiu andar sobre as águas por pelo menos um segundo. Penso que pode fazer uma minuciosa e diligente varredura que não encontrará nenhuma outra pessoa.

Na sequência da história, vai acontecer aquilo que almejo destacar para você, a fim fortalecer a sua fé. Veja o que diz o texto: “Imediatamente Jesus estendeu a mão e o segurou. E disse: “Homem de pequena fé, porque você duvidou? Quando entraram no barco, o vento cessou” – v 31.

A frase “Imediatamente Jesus estendeu a mão e o segurou” é muito significativa. Muitas vezes, também precisamos atravessar mares revoltos, aparentemente sozinhos. Por isso, nosso espírito de autossuficiência nos leva a querer usar a experiência, habilidades naturais e conhecimentos já testados e comprovados em outras situações pelas quais passamos. Porém, tornam-se tentativas fracassadas, as quais, por não surtirem o efeito desejado, nos deixam frustrados, apreensivos, inseguros e desesperados. E por que não dizer também incrédulos?

Talvez, enquanto lutavam contra o mar bravio, alguns discípulos questionavam por que Jesus os mandara fazer a travessia sozinhos. Quem sabe os mais desesperados pensavam: “Se ele é realmente o Cristo, devia saber que isso ia acontecer conosco”. E por aí vai.

Mas não ouse criticá-los. Tomo a liberdade de dizer que se fôssemos nós provavelmente, ou também, agiríamos assim. Caso nossa fé não esteja de fato alicerçada na Rocha, o mais fácil seria tomar essa atitude. Hoje, também é provável que tentemos resolver as coisas do nosso jeito. Todavia, muitas vezes, quebramos a cara.

A boa notícia é que, ainda que não soubessem, Jesus não os abandonara à própria sorte. Embora não tivessem plena compreensão, o Senhor de fato os amava e se preocupava com eles. Mesmo assim, permitiu que a adversidade lhes sobreviesse, talvez para entenderem que suas experiências, conhecimentos e habilidades nem sempre vão resolver todas as coisas.

Por esse motivo, não podiam permitir que o sentimento de autossuficiência os levasse a pensar que não precisavam de Deus. Afinal, eles estavam sendo treinados para missões tão grandiosas que não poderiam se dar ao luxo de se tornarem vítimas de si mesmos. Foi por essa razão que no momento crucial o Senhor foi até eles.

Conosco não é diferente. Também estamos sendo treinados para nos tornarmos pessoas com maturidade espiritual e emocional. Por isso, o Mestre até pode permitir que passemos por mares tempestuosos. Entretanto, do mesmo modo, ele virá em nossa direção andando sobre as águas, ou seja, demonstrando ter poder sobre todas as coisas.

Você viu que num primeiro momento os aqueles homens, ou alguns deles, pensaram que era um fantasma, isto é, não reconheceram que era Jesus. Quem sabe, a escuridão, a forte chuva ou o medo (ou tudo isso) lhes tirara a capacidade de enxergar com nitidez. Por isso, tiraram conclusões precipitadas e, consequentemente, erradas.

Quantas vezes também fizemos isso! Quantas vezes agimos como Pedro! Somos impelidos por uma fagulha de fé, mas, ao sentirmos o vento e as ondas, começamos a naufragar. O que pensou esse discípulo quando começou a afundar? Na família? Nos amigos? Ou simplesmente teve medo de morrer? E nós, o que se passa por nossa cabeça ao vivenciarmos situações nas quais tudo parece perdido?

Que bom que o Senhor foi na direção de Pedro e lhe estendeu a mão! O Senhor ouviu o seu clamor. Ele não precisou fazer uma longa oração nem uma argumentação teológica profunda para explicar ao Senhor sua necessidade. Somente precisou ser sincero e objetivo. Naquele momento, por certo, ele se despojou de todo sentimento de autossuficiência e depositou toda a sua confiança na suficiência de Cristo – vv 31 e 32.

Então, como aconteceu com Pedro, também pode e deve ocorrer conosco. Ou melhor: em situações adversas da nossa vida, quando os recursos humanos são insuficientes e ineficazes, devemos clamar ao Senhor, levando a ele confiantemente nossa necessidade, sabendo que o Mestre também nos estenderá a mão e nos segurará, assumirá o controle e nos levará para dentro do barco em paz e segurança. Veja o que o salmista declara: “Os olhos do Senhor estão sobre os justos; e os seus ouvidos, atentos ao seu clamor” – Salmos 34:15.

Para finalizar, sinto que devo retomar o assunto do versículo 23, no qual o evangelho diz: “Tendo despedido a multidão, subiu sozinho a um monte para orar. Ao anoitecer, ele estava ali sozinho”, pois desejo falar que se Jesus tinha o hábito de ficar a sós com Deus, nós também precisamos ter, porque a oração e a comunhão com Pai Celestial nos darão força, discernimento, sabedoria e direção para vivermos felizes e em paz, mesmo em meio a tempestades.

 

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Um pai que nunca esquece

Pai e filho

“… contudo eu não me esquecerei de ti – diz o Senhor.” (Isaías 49:15b)

Como sabemos, no segundo domingo de agosto, comemora-se o Dia dos Pais. Entretanto, nem todos sabem que esse desejo de homenagear os pais nasceu no coração da norte-americana Sonora Louise Smart Dood, filha do veterano da guerra civil, John Bruce Dood, em 1909, a qual teve a ideia de celebrar esse dia ao ouvir um sermão dedicado às mães.

Além de admirar o pai, o objetivo de Sonora era homenageá-lo devido ao grande esforço que John tivera para criar os filhos sozinho, após o falecimento da esposa em 1898, quando dava a luz ao sexto filho. Assim, John criou o recém-nascido e seus outros cinco filhos sem ajuda de ninguém (https://br.guiainfantil.com/cultura/207-dias-e-feriados/438-o-dia-dos-pais.html).

A partir de então, passaram a existir homenagens em muitos países ao redor do mundo, mas em datas diferentes. Porém, o que mais importa é que, se essa homenagem realmente partir do coração dos filhos, não apenas em consequência de um apelo comercial, um mero costume ou por constrangimento, servirá para demonstrar o quanto o pai foi e é importante na formação pessoal de um indivíduo.

Infelizmente, sabemos que nem todos os pais são, de fato, uma boa referência para seus filhos. Ao contrário, muitos são um exemplo a não ser seguido. Afinal, agem como se houvesse ex-filhos e os abandonam à própria sorte ou são extremamente violentos, por exemplo. Não é à toa que hoje existem tantas pessoas emocionalmente comprometidas em consequência desse abandono e da orfandade afetiva. Lamentável.

Por outro lado, existem pais que são, indiscutivelmente, verdadeiros referenciais, os quais deixam um grande legado para seus filhos, levando-os a se tornarem cidadãos de bem aqui na terra e, por certo, também do céu. Com sua permissão, leitor, incluo o meu pai nessa categoria. Ele era um homem simples, de poucas palavras, trabalhador, honesto e, acima de tudo, um servo de Deus exemplar, o qual deixou gravados no coração de todos os filhos valores fundamentais e inegociáveis.

Todavia, apesar de ser tudo isso, ele não era perfeito. Como o seu certamente também não era ou não é. Como você também não é. Como eu também não sou. Contudo, meu desejo aqui é falar principalmente de alguém que sempre desejou se relacionar conosco como pai, mas não como qualquer outro que conhecemos.

Ele almeja ser o Pai. Aliás, sempre o desejou. Veja o que ele mesmo declara: “ Portanto, “saiam do meio deles e separem-se”, diz o Senhor. “Não toquem em coisas impuras, e eu os receberei” “e lhes serei Pai, e vocês serão meus filhos e minhas filhas”, diz o Senhor Todo-poderoso” – II Coríntios 6:17 e 18. Read the rest of this entry »

 

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Amigos de Jesus

Palavra de Sabedoria

“… mas há um amigo mais chegado do que um irmão.” (Provérbios 18:24)

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Segundo a Psicologia, amizade é um dos vínculos mais significativos e importantes que estabelecemos. Isso porque estar com amigos é uma forma privilegiada de socializar, e a socialização, tal como o psicólogo bielo-russo Vygotsky afirma, “é a base do desenvolvimento humano”. Sem a socialização, não desenvolveríamos processos cognitivos superiores (cognitivo: relativo à aprendizagem) nem nos apropriaríamos devidamente da cultura.

Não ter amigos pode ser tão perigoso para a saúde como fumar ou consumir álcool em excesso, diz um estudo de cientistas americanos na revista Plos Medicine. Os especialistas afirmam que viver isolado é prejudicial à saúde. Fato que é potencializado quando vivemos em tempos de relações superficiais, descartáveis e imediatistas baseadas em redes sociais.

Ainda nessa linha de pensamento, o estudo mostra que no processo psicoterapêutico, a amizade pode ser compreendida como…

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Amigos de Jesus

“… mas há um amigo mais chegado do que um irmão.” (Provérbios 18:24)

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Segundo a Psicologia, amizade é um dos vínculos mais significativos e importantes que estabelecemos. Isso porque estar com amigos é uma forma privilegiada de socializar, e a socialização, tal como o psicólogo bielo-russo Vygotsky afirma, “é a base do desenvolvimento humano”. Sem a socialização, não desenvolveríamos processos cognitivos superiores (cognitivo: relativo à aprendizagem) nem nos apropriaríamos devidamente da cultura.

Não ter amigos pode ser tão perigoso para a saúde como fumar ou consumir álcool em excesso, diz um estudo de cientistas americanos na revista Plos Medicine. Os especialistas afirmam que viver isolado é prejudicial à saúde. Fato que é potencializado quando vivemos em tempos de relações superficiais, descartáveis e imediatistas baseadas em redes sociais.

Ainda nessa linha de pensamento, o estudo mostra que no processo psicoterapêutico, a amizade pode ser compreendida como fator de proteção. É a rede de afeto no enfrentamento dos dissabores da vida. É a força que sustenta ao cair, ou mesmo a mão estendida ao levantar.

Quando nós nos voltamos para as Escrituras Sagradas, vemos que o que a Ciência diz não é nenhuma novidade. No entanto, é muito bom saber que Ciência e Fé se encontram e andam de mãos dadas com um único propósito: abençoar nossa vida. Basta se lembrar, por exemplo, da amizade de Davi e Jônatas (filho do rei Saul) e o quanto ela foi benéfica para os dois, para Mefibosete (filho de Jônatas) e, finalmente, para todo o povo de Israel.

Entretanto, o foco desse artigo não é a história deles e, sim, a da família de Lázaro. Portanto, para começo de conversa, é bom recordar que a Bíblia registra três episódios envolvendo Marta, Maria e Lázaro. O primeiro deles está em Lucas 10:38 ao 42. O segundo, em João 11. O último, em João 12.

Antes de dar sequência, quero lhe fazer a seguinte pergunta: Por que, por três vezes, Jesus foi à casa deles? Antes que você responda, quero fazer uma provocação, colocando outro questionamento: Por que você iria à casa de alguém e voltaria lá outras vezes?

Quase ouço sua voz dizendo: “Volto lá porque me sinto bem recebido. As pessoas são agradáveis. A conversa é boa. Sinto paz naquele ambiente. Percebo que as pessoas realmente gostam de mim”. Além dessas possíveis respostas, outras semelhantes a elas poderiam ser dadas. Então, agora podemos mergulhar um pouco na história desses irmãos e de Jesus.

Como já vimos, o primeiro momento dessa família com Jesus está registrado em Lucas 10:38 ao 42. Nele, lemos que Jesus fora recebido naquela casa por Marta. Enquanto ela estava distraída com os serviços domésticos, Maria sentou-se aos pés do Mestre para ouvir seus ensinamentos. Muito provavelmente, Lázaro, como o homem da casa, já estava fazendo sala para tão importante visita.

Em dado momento, Marta disse: “Senhor, não te preocupas que minha irmã me deixe servir sozinha? Diga a ela que me ajude” – V 40. Essa fala foi a oportunidade que Jesus precisava para ensinar uma grande lição. Assim, aproveitando-a, falou-lhe: “Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada” – Lucas 10: 41 e 42.

Talvez você seja tentado a jogar algumas pedrinhas em Marta, não é mesmo? Mas quero dizer-lhe uma coisinha: Read the rest of this entry »

 

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