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Tempo para tudo

Time

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para cada propósito debaixo do céu.” (Eclesiastes 3:1)

Já faz algum tempo que venho refletindo sobre esse tema tão apetitoso, profundo e complexo. Talvez, seja porque muitas vezes me sinto meio escravizado pelo relógio. São tantos os compromissos diários, que me parecem poucas as vinte e quatro horas de cada dia. Às vezes, dá a impressão de que preciso de umas seis horas a mais.

Por outro lado, em outras ocasiões fico até com a consciência meio pesada por ter a sensação de que desperdiço tempo com algumas coisas, as quais, aparentemente, não são tão importantes. Como assistir à televisão, por exemplo. Assim, vivo certo dilema: “Fazê-las ou não fazê-las? Eis a questão”. Não sei se esse também é o seu caso. Porém, caso seja, ou mesmo não sendo, almejo compartilhar com você algumas reflexões sobre o tempo, baseadas em Eclesiastes 3:1 ao 8.

A primeira delas é que, como foi dito no texto de abertura deste artigo, tudo tem o seu tempo determinado e também para cada propósito debaixo do céu, ou seja, aquilo que se busca alcançar. Portanto, querer algo antes do momento estabelecido por Deus ou mesmo por alguém que exerce autoridade sobre nós, como nossos pais, pode não ser de fato uma bênção. Por essa razão, gerar terríveis consequências ou um resultado bem abaixo da expectativa. Provocando, assim, frustração, decepção ou não a satisfação total e o prazer esperados.

Talvez você até esteja pensando que “viajei”. Por isso, quero convidá-lo a relembrar comigo a Parábola do filho pródigo – Lucas 15:11 ao 24. Antes, porém, desejo recordá-lo de que parábolas são narrativas figuradas, cujo objetivo é transmitir uma lição de moral ou um ensinamento de vida. Elas eram muito comuns no Oriente e Jesus, como uma pessoa integrada à cultura de seu tempo e de seu povo, usou-as magistralmente com o intuito de ensinar profundas verdades terrenas e espirituais aos discípulos e às multidões que se sentavam a seus pés para aprender.

Nessa história, vemos que o filho mais moço quis, antecipadamente, sua parte da herança. Isso se constituía em um grande desrespeito ao seu pai, e há aqui muitas coisas a serem analisadas. Contudo quero me ater somente ao fato de ele não estar amadurecido o suficiente para administrá-la com a sabedoria e a competência necessárias. Consequentemente, em pouco tempo torrou todo o dinheiro e passou a mendigar o pão. Vale lembrar que ele chegou a desejar a comida dos porcos, mas nem isso lhe davam. Então, aquilo que ele pensava ser bênção, recebê-lo antes do tempo lhe gerou muita dor, sofrimento e prejuízos desnecessários.

A segunda: existe tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou – 3:2. Em outras palavras: é preciso esperar a semente germinar, a planta crescer, florescer e dar frutos. Só depois de passar por todos esses estágios é que os frutos estarão maduros e prontos para serem saboreados. E não há nada melhor do que desfrutar das obras das próprias mãos, conforme vemos em Isaías 65:21 ao 24; 1:19; Salmo 1:1 ao 3. É o sonho de Deus para cada um de nós.

Entretanto, o que temos visto na sociedade em que vivemos são pessoas extremamente apressadas e precipitadas em tudo. São filhos que querem um carro antes do tempo certo ou outros bens de consumo. Falando nisso, recordei-me de uma pessoa que desabafou comigo um dia desses. Seu enteado, mal começou a trabalhar e nem mesmo tinha recebido seu primeiro salário, já queria comprar um celular muito caro. E o pior: se não fosse a intervenção dela, o pai do garoto havia comprado.

Faltou-lhe sabedoria para aproveitar a ocasião e ensinar ao filho preciosas lições de vida como, por exemplo, sobre a necessidade de não fazer dívidas, de economizar, de investir em sua formação profissional, fazer um curso de inglês… Faltou-lhe sabedoria e autoridade para dizer-lhe que primeiro ele precisava ser, para depois ter. Infelizmente, não são poucas as pessoas que agem assim. Desse modo, elas criam filhos extremamente consumistas e também sem nenhuma sabedoria para administrarem suas finanças, gastando ao invés de investir sabiamente.

A terceira está no versículo 3. Nele, o escritor fala que “há tempo de derrubar e tempo de construir”. Isso significa que existem ocasiões nas quais precisamos derrubar algumas coisas em nossa vida. Podem ser conceitos errados, especialmente sobre Deus ou outras coisas que construímos supondo que seriam benéficas, mas que, com o tempo, se demonstraram nocivas. Quem sabe seja nossa arrogância que precisa ser destruída para podermos desfrutar das benesses divinas ou ter  relacionamentos pessoais saudáveis, seja com o cônjuge, com os filhos ou pais, com colegas de trabalho ou quaisquer outros.

Depois de termos destruído o que era prejudicial, chegou a hora de edificar. Mas construir o quê? Tudo o que de fato é bom, importante e necessário. Veja que eu disse importante e necessário depois de bom. Isso porque nem tudo se encaixa nesse critério. Assim, não vale a pena receber investimentos de nossa parte. E, nesse pacote de importância e necessidade, podemos pôr: formação profissional, relacionamentos pessoais, e outros de igual quilate. Ah, considero relevante ressaltar que para construir é preciso sábio investimento de tempo e dos demais recursos. Daí carecer de sabedoria e paciência, a fim de alcançar o objetivo desejado.

A quarta se encontra no versículo 4. Nele, lemos assim: “Tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de dançar”. No entanto, muitos agem como se a vida fosse uma eterna piada. É evidente que precisamos relaxar. Baixar a guarda, como se diz no boxe, brincar e rir. Se isso não acontecer, existe alguma coisa errada conosco. A vida precisa de humor. Caso contrário, fica sem graça e se torna um fardo pesado demais para suportarmos. Eu mesmo, sempre que oportuno, digo que na vida conjugal, por exemplo, não pode faltar amor, beijo, sexo e humor. Isso pela simples razão de ser o tempero do casamento. Quanto ao item em destaque, por deixar o cotidiano mais leve. Em relação às outras áreas, podemos aplicar o mesmo princípio: deve haver humor. Aliás, quem gosta de ficar perto de uma pessoa que vive de cara fechada? Read the rest of this entry »

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Cuidando da figueira

cuidando da figueira

“Quem cuida de uma figueira comerá do seu fruto…” (Provérbios 27:18 a)

     Não sei se o que vou dizer acontece com você. Mas comigo ocorre com certa frequência: uma palavra, uma música ou texto bíblico vão e voltam à minha mente como se estivessem dizendo: “Ei, você aí, dê atenção a mim, pois desejo lhe falar alguma coisa importante”.  Com o texto acima tem sido dessa forma. Por isso, almejo compartilhar algumas considerações sobre ele, já que há muitas e preciosas verdades a serem observadas.

Em primeiro lugar: é que todo lavrador sábio, que deseja fazer uma boa colheita, deve cuidar bem da sua plantação. Para começar, deve preparar bem a terra; comprar sementes de boa qualidade; adubar e irrigar, caso precise; cortar as ervas daninhas; retirar brotos inferiores para não atrapalhar o crescimento dos demais, a fim de fazer uma colheita satisfatória e, quem sabe, até mesmo que supere as expectativas.

Outra coisa é que, todas as vezes que me vem à cabeça esse texto, penso ser possível  entendê-lo e aplicá-lo tanto em seu sentido literal, ou seja, real ou comum quanto de modo metafórico, isto é, figurado ou simbólico. Então veja algumas dessas possibilidades.

A primeira é que, se você almeja obter bons resultados ou êxito em seus estudos ou em sua vida profissional, deve cuidar bem delas. Para isso, precisa dedicar-se, ter determinação e disciplina e manter-se interiormente motivado, mesmo havendo fatores externos que o bombardeiem, tentando fazê-lo ficar pelo caminho ou perder o foco.

A segunda é que essa figueira podem ser seus filhos. Para isso ocorrer, também é preciso você que aja da mesma maneira que o lavrador descrito no segundo parágrafo. Aliás, precisa ser ainda mais dedicado, pois eles lhes foram confiados pelo Senhor. Ainda que estejam crescidos ou adultos, jamais podem ficar sem os cuidados necessários, especialmente o da oração e orientação.  Assim, se já produzem bons frutos, produzirão mais. E o melhor: não se desviarão dos caminhos do Senhor.

A terceira é que a figueira podem ser seu cônjuge e seu casamento. Logo, é preciso e indispensável todo cuidado para com eles. Infelizmente, existem pessoas que os trocam pelo trabalho, amigos,  pela internet ou por qualquer outra coisa,  praticamente os abandonando e, mesmo assim, lamentam por não colherem bons frutos. Engraçadinhos, não?

A quarta: a figueira é, antes de tudo, sua vida espiritual. Lamentavelmente, há tantas pessoas em extremo dedicadas a tudo e a todos, mas que abandonam o mais importante: seu relacionamento com Deus. Tais indivíduos abandonam sua vida de oração, a leitura da Palavra do Senhor, a ida aos cultos e a observância  dos mandamentos do Pai. Desse modo, mesmo que sejam bem-sucedidas em todas as demais áreas da sua vida, não se sentem de fato felizes e realizadas,  visto que só é “bem-aventurado, ou seja, feliz aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos” – Salmo 128:1.

Sendo assim, quero convidá-lo e instigá-lo a cuidar bem da figueira, ou seja, daquilo que realmente é importante, insubstituível e indispensável. Somente agindo desse jeito é que você se sentirá feliz e realizado. E essa é a vontade de Deus para sua vida – Salmo 35:27 e João 10:10.

 

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Convite de casamento

Casamento

O casamento é uma das celebrações mais valorizadas por pessoas de todas as culturas. Em algumas delas, as comemorações duram vários dias, com muitos comes e bebes, músicas e danças.
Para o povo judeu, não é diferente. Ao contrário, por saber que é uma instituição divina, esse povo lhe dá extrema importância. Por isso, os israelitas chegam a festejar por trinta dias a união de seus filhos, parentes ou amigos (os que possuem mais dinheiro). Já aqueles que têm menos recursos comemoram por uma semana.
Talvez seja por essa razão, ou melhor, pelo valor que atribuem ao casamento que Jesus decidiu iniciar seu ministério de milagres numa festa dessa natureza, para a qual ele e sua família haviam sido convidados.
Ao refletir sobre esse episódio, podemos verificar que há grandes lições que podem ser aplicadas a nós hoje. Portanto, quero convidá-lo a viajar comigo por essa extraordinária história registrada no Evangelho de João, capítulo 2:1 ao 11.
A primeira delas é que existem eventos que são extremamente valiosos para nós e, justamente por isso, gostamos de compartilhar com pessoas as quais consideramos preciosas. Isso fica bem claro numa cerimônia de casamento quando reunimos familiares e amigos para testemunhar nossa felicidade (2:2).
Com essas duas famílias não ocorreu de outra forma. Tenho por certo que procuraram organizar as coisas da melhor maneira possível, a fim de que aquela data fosse realmente marcante para todos, mas especialmente para os noivos.
A segunda é que, apesar de ser algo tão maravilhoso por ter sido instituído por Deus – e ele não fez ou faz nada de ruim – o casamento não está isento de problemas, muitas vezes já no início, pois, por mais competentes que sejamos, somos falíveis. Logo, mesmo aquilo que planejamos com extremo cuidado, pode apresentar falhas. E foi o que aconteceu com eles: no auge da festa, o vinho acabou (2:3).
Você pode imaginar como seria constrangedor e humilhante para os noivos e para seus pais ver os convidados pedirem vinho e não haver mais para servi-los?
Certamente, um começaria a acusar o outro de ter falhado ou de ser mão-de-vaca por ter comprado pouco. Os noivos, quando soubessem, poderiam brigar porque cada um sem dúvida iria defender os seus. Os convidados começariam a falar mal (o que ocorre mesmo quando se oferece um verdadeiro banquete, visto que sempre há uns infelizes que têm prazer em difamar). E tudo isso faria uma ocasião tão importante ter um final bem vexatório.
Por isso, a terceira está intimamente ligada à primeira, uma vez que aquele casal e seus pais agiram sabiamente quando fizeram os convites, pois dentre os que foram convidados por eles estava Jesus.
Quero aqui fazer uma consideração assaz relevante: se eles tivessem convidado a todas as demais pessoas, mesmo as mais importantes e influentes daquela cidade ou região é bem provável que o problema não seria resolvido e a situação ficaria ainda mais vexatória.
No entanto, como já vimos, ali estava Jesus. Read the rest of this entry »

 

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