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Convite de casamento

21 abr

Casamento

O casamento é uma das celebrações mais valorizadas por pessoas de todas as culturas. Em algumas delas, as comemorações duram vários dias, com muitos comes e bebes, músicas e danças.
Para o povo judeu, não é diferente. Ao contrário, por saber que é uma instituição divina, esse povo lhe dá extrema importância. Por isso, os israelitas chegam a festejar por trinta dias a união de seus filhos, parentes ou amigos (os que possuem mais dinheiro). Já aqueles que têm menos recursos comemoram por uma semana.
Talvez seja por essa razão, ou melhor, pelo valor que atribuem ao casamento que Jesus decidiu iniciar seu ministério de milagres numa festa dessa natureza, para a qual ele e sua família haviam sido convidados.
Ao refletir sobre esse episódio, podemos verificar que há grandes lições que podem ser aplicadas a nós hoje. Portanto, quero convidá-lo a viajar comigo por essa extraordinária história registrada no Evangelho de João, capítulo 2:1 ao 11.
A primeira delas é que existem eventos que são extremamente valiosos para nós e, justamente por isso, gostamos de compartilhar com pessoas as quais consideramos preciosas. Isso fica bem claro numa cerimônia de casamento quando reunimos familiares e amigos para testemunhar nossa felicidade (2:2).
Com essas duas famílias não ocorreu de outra forma. Tenho por certo que procuraram organizar as coisas da melhor maneira possível, a fim de que aquela data fosse realmente marcante para todos, mas especialmente para os noivos.
A segunda é que, apesar de ser algo tão maravilhoso por ter sido instituído por Deus – e ele não fez ou faz nada de ruim – o casamento não está isento de problemas, muitas vezes já no início, pois, por mais competentes que sejamos, somos falíveis. Logo, mesmo aquilo que planejamos com extremo cuidado, pode apresentar falhas. E foi o que aconteceu com eles: no auge da festa, o vinho acabou (2:3).
Você pode imaginar como seria constrangedor e humilhante para os noivos e para seus pais ver os convidados pedirem vinho e não haver mais para servi-los?
Certamente, um começaria a acusar o outro de ter falhado ou de ser mão-de-vaca por ter comprado pouco. Os noivos, quando soubessem, poderiam brigar porque cada um sem dúvida iria defender os seus. Os convidados começariam a falar mal (o que ocorre mesmo quando se oferece um verdadeiro banquete, visto que sempre há uns infelizes que têm prazer em difamar). E tudo isso faria uma ocasião tão importante ter um final bem vexatório.
Por isso, a terceira está intimamente ligada à primeira, uma vez que aquele casal e seus pais agiram sabiamente quando fizeram os convites, pois dentre os que foram convidados por eles estava Jesus.
Quero aqui fazer uma consideração assaz relevante: se eles tivessem convidado a todas as demais pessoas, mesmo as mais importantes e influentes daquela cidade ou região é bem provável que o problema não seria resolvido e a situação ficaria ainda mais vexatória.
No entanto, como já vimos, ali estava Jesus. E onde ele está o milagre é possível e acontece. Então, ao ser informado por sua mãe de que acabara o vinho, o Mestre disse: “Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora” (2:4). Apesar de parecer uma forma muito deseducada de responder à sua mãe, na realidade estava querendo dizer que no tocante à sua vida como Filho do Altíssimo era ele quem dava as cartas, ou seja, ele decidia quando e como agir.
Sua mãe entendeu claramente o que o Senhor falara e ordenou aos serventes: “Fazei tudo quanto ele vos disser” (2:5). Pela declaração dela, entendo que ela era muito próxima da família, caso contrário não teria a autoridade ou a liberdade de interferir e de dar algum comando.
Gostaria que você observasse atentamente que ela sabia de sua limitação humana. A única coisa que poderia fazer era dar uma simples ordem a pessoas, porém não podia interferir nos elementos da natureza, não tinha poder de realizar um milagre. Como nós também não temos condições de fazê-lo. Podemos fazer o melhor que estiver ao nosso alcance e ainda assim ser insuficiente para solucionar um problema próprio ou de alguém querido. E isso é frustrante, porque nos sentimos impotentes. E como é ruim ter esse sentimento!
Entretanto aqui também há uma grande lição a ser aprendida: mesmo que não tenhamos condições de resolver uma dificuldade para alguém, podemos fazer como Maria, isto é, dizer para a pessoa: “Faça tudo quanto Jesus disser a você”. Em outras palavras: direcionar para Jesus, o realizador de milagres, quem está numa verdadeira enrascada e sem saber como agir, como era o caso do mestre-sala, dos serventes e, provavelmente, dos pais dos noivos (se já tivessem conhecimento do problema).
O quarto ensino é que Jesus sabe o que está fazendo. Sendo assim, se ele manda fazer alguma coisa, precisamos agir prontamente conforme as instruções recebidas, como o fez aquelas pessoas, pois a obediência sempre antecede a geração de milagres em nossa vida: “Se quiserdes e obedecerdes, comereis o melhor desta terra” (Isaías 1:18).
O sexto complementa o anterior. Se não podemos realizar o milagre, se não podemos alterar o curso da natureza, há alguém que tem condições de fazê-lo: Jesus. E foi o que ele fez: interveio e transformou água em vinho. Ou melhor: pegou o que era natural e transformou-o de modo miraculoso.
O vinho, dentre os vários significados que as Escrituras lhe atribui, representa aquilo que gera a alegria. Logo, acabar essa bebida em uma festa seria, simbolicamente falando, acabar a alegria. Mas a presença de Cristo ali mudou toda aquela situação adversa, pois ele não permitiu que isso ocorresse e a discórdia entre os noivos e seus pais já passasse a fazer parte da vida deles.
A sétima é que, de acordo com a tradição do lugar, serviam primeiro o vinho bom e depois, quando todos já estivessem fartos, o inferior (a experiência de ter trabalhado em um bar na minha adolescência mostra que mesmo os bebedores mais exigentes, depois de ingerirem muita bebida, bebem qualquer marca, mesmo as que consideram ruins). Por isso, a surpresa do mestre-sala ao provar e constatar que aquele era melhor do que o outro (2:10).
Ao fazer isso, o Mestre quis nos ensinar que quando ele é convidado para a nossa “festa”, se já havia algo bom ele faz ficar ainda melhor. Caso surja uma adversidade, ele intervém e muda totalmente o curso daquela história de modo que aquilo que seria uma grande tragédia pessoal ou familiar torne-se motivo de admiração para os outros e é uma excelente oportunidade para revelar aos presentes a sua glória. Veja que depois da feitura desse milagre muitos discípulos creram nele: “Este sinal miraculoso, em Caná da Galileia, foi o primeiro que Jesus realizou. Revelou assim a sua glória, e os seus discípulos creram nele (2:11).
Outro observação importante a fazer é que quando é convidado para sua “festa”, Jesus quebra paradigmas (modelos) e rompe tradições objetivando dar-nos algo superior àquilo que possuímos ou temos vivido.
Ao acabar o vinho, entendemos que as realizações humanas sempre chegam ao fim, porque somos limitados e trabalhamos com o natural. Porém, se o Mestre está presente, as limitações deixam de existir, uma vez que, para ele, elas inexistem e o milagre é gerado e passa a fazer parte da nossa vida, dos nossos afazeres, dos nossos relacionamentos, de tudo o que diz respeito a nós, visto que o Senhor se importa com todas as coisas que nos dizem respeito. Leia o que diz o profeta Isaías: “Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera” (64:4).
Diante do que foi exposto, que é apenas uma pequena parte daquilo que Jesus nos ensina nesse episódio, fica evidente que sempre precisamos convidar o Mestre para fazer parte das nossas realizações. Existem e sempre existirão situações e adversidades que só serão solucionadas com a intervenção direta dele. Então não é sábio de nossa parte convidar tudo e todos e deixar de fora Jesus porque nenhum barco afunda se Ele está a bordo.

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