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O céu não está em crise

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        Caro internauta, estamos chegando ao final de mais um ano. Aliás, faltam apenas alguns degraus para findarmos esta jornada. Sei que para muitos, ou quem sabe para a maioria de nós, foi uma caminhada extremamente difícil, visto que o mundo está cada vez mais conturbado e o último degrau parece inatingível, sobretudo porque nossas pernas já estão exaustas e trôpegas.

Infelizmente, o Brasil não ficou de fora dos ventos e tempestades que sacudiram os alicerces do mundo. Fomos assolados por uma profunda crise econômica e política, a qual desestruturou o país, especialmente quem possui menos recursos financeiros. No entanto, meu objetivo aqui não é falar de problemas.

Ao contrário, almejo dizer que o céu não está em crise. Deus continua sendo Deus. Portanto, suas promessas continuam fiéis e verdadeiras, pois, como nos diz Números 23:19: “Deus não é homem para que minta, nem filho de homem para que se arrependa. Acaso ele fala, e deixa de agir? Acaso promete, e deixa de cumprir?”. Evidentemente a resposta é: Não!!!

Por essa razão, ainda que as adversidades o perseguiram e, talvez, algumas delas conseguiram alcançá-lo, você chegou até aqui. Quem sabe você perdeu algumas batalhas, mas não a guerra. E não há dúvida de que vencerá os últimos obstáculos deste ano. Digo isso porque, como já afirmei, o céu não está em crise e o Senhor é nosso Jeová-jirê (Deus provedor) – Gênesis 22:14 e o El Shaddai, ou seja, o Todo Poderoso – Jó 33:4; II Coríntios 6:18.

Além disso, as Escrituras Sagradas dizem que Ele é o dono das riquezas deste mundo: “Minha é a prata, e meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos. A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos” – Ageu. E ele, como pai maravilhoso que é, almeja compartilhar o que possui com você, seu filho amado – João 17:23b; Mateus 7:7 ao 11.

Por isso, ele enviou Seu filho para morrer em nosso lugar e cumprir o que o Senhor profere em João 10:10: “O ladrão vem apenas para roubar, matar e destruir; mas eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância”. Portanto, podemos entender que, se estivermos em Cristo, não estaremos em crise. Mesmo que os ventos nos assolem ou que estejamos em pleno deserto, e não enxerguemos um oásis, há esperança para nós.

Entretanto, não é uma esperança qualquer, como a daquele que não conhece a Deus. É uma nova e viva esperança, a qual provém da certeza de que nossa vida está escondida com Cristo em Deus – I Pedro 1:3; Colossenses 3:3. Desse modo, teremos condições de descansar nesta palavra do Senhor: “Mas os pobres nunca serão esquecidos, nem se frustrará a esperança dos necessitados” – Salmo 9:18.

Também não poderia deixar de dizer que crise também pode ser a oportunidade para você se aproximar ainda mais de Deus e de pedir a ele que lhe dê uma ideia incomum ou genial, para que consiga se sobressair no mercado de trabalho ou como um empreendedor. Conforme diz um ditado: “A necessidade é a mãe das invenções”.

Isso quer dizer que invenções como a lâmpada e a roda, por exemplo, aconteceram porque era preciso suprir determinadas necessidades ou carências do ser humano. Com as demais criações humanas não foi diferente. Sendo assim, entendo que também hoje, e com você, pode ocorrer o mesmo, ou melhor, se pedir com fé e confiança, o Senhor lhe dará capacidade para inventar algo ou uma estratégia através dos quais Deus fará fluir um veio de provisão e prosperidade em sua vida.

Portanto, em vez de ficar deprimido, murmurando ou lamentando o que perdeu ou deixou de ganhar, levante a cabeça, bata a poeira e ajoelhe-se diante do Senhor, com humildade, pedindo-lhe que abra os seus olhos, a fim de ver as oportunidades que estão à sua frente e que lhe conceda sabedoria e capacidade para dar a volta por cima e viver a vida abundante, conquistada por Cristo para nós lá naquela terrível cruz.

Outra coisa que não posso deixar falar é que, se você deseja ser um vencedor em 2017, precisa colocar cada coisa em seu devido lugar e na ordem estabelecida pelo Senhor, de acordo com a importância para sua vida. Veja o que Jesus declarou em Mateus 6:33: “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas”.

Quando damos prioridade àquilo que é prioridade para Deus, certamente ele nos honra e acrescenta as coisas das quais temos necessidade. Ele estabeleceu princípios, e os respeita. Dessa forma, se inverter a ordem do que foi estabelecido pelo Senhor, ele não tem nenhum compromisso com você. Contudo, caso obedeça à sua palavra, ele, que é fiel e justo, lhe estenderá sua mão, uma vez que não nega bem algum aos que andam em retidão – Salmo 84:11.

Existem ainda dois registros ou lembretes muito relevantes a fazer. O primeiro é que nenhum sucesso justifica ou compensa o fracasso de seu casamento ou de sua família. Muito menos da sua vida espiritual. Por esse motivo, as conquistas que realmente lhe trarão os sentimentos de realização e de felicidade são aquelas que envolvem sua família, a qual é o maior projeto de Deus para o ser humano.

O segundo é que o sucesso só vale a pena ou só é de fato verdadeiro se Read the rest of this entry »

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Como ter paz

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Atualmente, falar de paz parece ser falta de bom senso, pois, aonde olhamos ou olharmos, há bastantes motivos para nos sentirmos apreensivos e inseguros. Porém, quando voltamos nossos olhos para as Escrituras Sagradas, entendemos ser possível desfrutar desse precioso sentimento sim.

Um dos textos bíblicos que nos dá base para essa afirmação está em Jó 22:21. Nele, lemos o seguinte: “Una-se, pois, a Deus e tenha paz; e o bem lhe sobrevirá”. Assim, compreendemos que o primeiro requisito ou condição para ter esse sentimento de modo verdadeiro é unir-se ao Senhor, uma vez que ele é a fonte da paz genuína e duradoura.

Quando queremos água, por exemplo, precisamos ir direto à fonte ou a um bebedouro, não é? Por que, então, muitas pessoas não se dirigem diretamente ao Senhor, o qual é o Príncipe da paz? Há muitos que a procuram nas drogas, no trabalho, na família, no casamento, no sexo, no dinheiro, na religião ou em quaisquer outras coisas, porque isso as faz sentir-se bem por alguns momentos.

Entretanto, em pouco tempo, estarão como antes. Isso acontece porque é como alguém beber refrigerante ao invés de água, quando se está sedento. Ou seja, não se sentirá saciado de verdade. Apenas enganará a sede por um pouco de tempo, pois, por mais gostoso que seja, refrigerante é refrigerante; não água.

Outro texto que nos dá a certeza de que podemos ter paz mesmo em meio à tempestade está em Isaías 26:3, o qual diz: “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti, porque ele confia em ti”. Ao dizer “tu”, o profeta está se referindo a Deus. Desse modo, entendemos que nos unindo ao Senhor e tendo a mente firme nele seremos conservados em paz, ou seja, ela não existirá apenas por alguns momentos, mas fará parte da nossa vida.

Pelo que é possível compreender, tal fato acontece porque, agindo assim, demonstramos confiar nele. Isso significa reconhecermos que ele está no controle de todas as situações pelas quais passamos ou passarmos. Logo, mesmo que não vejamos uma luz no fim do túnel, manteremos nossos olhos fitos no Senhor, não nas circunstâncias pelas quais estamos envolvidos. E ele, sem dúvida, moverá sua mão em nosso benefício e dará a saída necessária.

Voltando a Jó 22:21, vemos que a consequência dessa união com Deus, além de gerar paz em nosso coração, fará com que o bem, ou como diz a Nova Versão Internacional, a prosperidade nos sobrevenha, isto é, alcance e passe a fazer parte integrante da nossa vida. Vale lembrar que prosperar significa colher bons frutos ou obter bons resultados. 

    Outro texto importante sobre esse tema está registrado em João 16:33 e foi proferido por Jesus. Antes de dizê-lo, o Senhor falava com seus discípulos sobre sua morte e ressurreição. E, para finalizar aquela conversa, o Mestre disse-lhes: “Tenho dito isso para que em mim vocês tenham paz. No mundo vocês terão aflições, mas tenham bom ânimo, porque eu venci o mundo”.

Parece um tanto absurdo Jesus falar a eles sobre paz, pois as circunstâncias não eram favoráveis. Para piorar, o Senhor os advertira, dizendo que no mundo teriam aflições. Contudo, não existe nenhum despropósito nem contradição nisso. O que o Mestre lhes quis ensinar é que a verdadeira e duradoura paz não provém da ausência de aflições ou problemas. Ela é fruto da presença dele na vida da pessoa.

Certamente, foi por essa razão que em João 14:27 ele proferiu as seguintes palavras aos discípulos: “Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem se atemorizem”. Como é a paz que o mundo dá? Ela é resultado da ausência de situações adversas, tais como: doenças, desemprego, problemas familiares ou conjugais ou quaisquer outros semelhantes a esses. Logo, sob esse ponto de vista, não existe paz, uma vez que todos nós passamos pelo fogo, desertos, mares, e violentas tempestades.

No entanto, quando convidamos Jesus para ser nosso Senhor e Salvador, sabemos que não mais estamos abandonados à própria sorte. Podemos ter bom ânimo, ou seja, entusiasmo, coragem ou força moral, porque ele venceu o mundo. Desse modo, subentendemos ou compreendemos que COM ELE também venceremos. Por esse motivo, não precisamos ficar desesperados ou perturbados. Se o Mestre estiver em nosso barco, jamais naufragaremos. As ondas até podem nos açoitar e nos assustar, mas não seremos tragados pelo mar revolto.

Nessa mesma linha de raciocínio, o apóstolo Paulo nos admoesta, ou melhor, orienta, Read the rest of this entry »

 

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Mantenha distância

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Sempre que trafegamos pelas rodovias, ou mesmo em vias urbanas, vemos caminhões ou similares com a seguinte advertência: “Mantenha distância”. Normalmente, trata-se de veículos que transportam produtos inflamáveis ou corrosivos. Outros, porém, levam quaisquer tipos de cargas, mas, ainda assim trazem esse alerta.

Talvez, por ser algo muito comum, os olhos leem, mas o cérebro parece não mais dar a devida importância à mensagem em questão. Isso, obviamente, pode representar um grande perigo a quem se aproxima demais. Justamente por essa razão, é comum, até demais, ocorrerem acidentes gravíssimos, os quais poderiam ser evitados se os motoristas levassem a sério esse aviso. Vidas seriam poupadas. Sofrimentos e prejuízos diversos não fariam parte da vida de tantas pessoas, não é mesmo?

Fazendo uma analogia com as demais áreas da vida, ou seja, uma relação, correlação ou aproximação, veremos que há muita semelhança. Quando tratamos da área espiritual, isso fica ainda mais evidente. Por esse motivo, quero compartilhar com você algumas reflexões sobre a necessidade de manter distância do mal. Para isso, veja o que diz Jó 1:1: Havia, na terra de Uz, um homem chamado Jó, íntegro, reto (ou justo), que temia a Deus e fugia do mal.

Considero essa declaração bíblica sobre Jó como uma das mais belas a respeito de uma pessoa. Entretanto, além da beleza, nela existem preciosas lições, as quais, se compreendidas e acatadas, sem sombra de dúvida evitarão que sejamos atropelados pelas carretas e caminhões que trafegam pela mesma estrada da vida que este veículo tão frágil, que somos todos nós.

A primeira coisa que me chama à atenção é que esse homem era (re)conhecido por sua integridade, isto é, por ter-se mantido ileso, intato, que não foi atingido ou agredido. No texto em questão, quer dizer que ele não havia sido afetado negativamente pela decadência moral e espiritual existentes em seu tempo. Apesar de conviver com a desonestidade e a falta de valores éticos, morais e espirituais de seus contemporâneos, Jó continuava sendo honesto. E, se você almeja obedecer aos mandamentos divinos, também precisa viver dessa maneira.

A segunda é que o texto declara que ele era reto. Segundo o dicionário, essa palavra quer dizer “que não tem curvatura, cujo traçado é linear; direto, direito. Em outras palavras: significa que ele seguia pela estrada da vida sem se desviar nem para a direita nem para a esquerda. Isso me faz lembrar do que Deus disse a Josué: “Somente seja forte e muito corajoso! Tenha o cuidado de obedecer a toda a lei que o meu servo Moisés lhe ordenou; não se desvie dela, nem para a direita nem para a esquerda, para que você seja bem-sucedido por onde quer que andar” –Josué 1:7.

Pelo que percebemos aqui, Jó agia desse modo. Ele se mantinha dentro da linha traçada por Deus. Ao fazer essa declaração, lembrei-me da antiga propaganda de uma marca de tênis. Ela mostrava duas situações bem distintas. Numa, a pessoa começava a correr em linha reta, entretanto, em pouco tempo, ia tombando para a direita e trombava num poste, porque estava calçando uma marca qualquer.

Logo em seguida, a segunda cena mostrava alguém que corria à vontade, fazia as curvas normalmente e chegava ao seu destino sem o menor problema porque usava o calçado da marca X. Pelo registro bíblico, vemos que Jó era assim, pois usava o calçado da obediência à palavra do Senhor. Além disso, vemos que ele era direito, ou seja, seguia a lei e os bons costumes; justo, correto, honesto; andava de acordo com os costumes, as normas morais e éticas etc.; certo, correto, justo.

Certamente foi por isso que esse homem recebeu tanto crédito de Deus e um lugar de destaque nas páginas do Livro Sagrado para os cristãos. Mas isso não é privilégio dele, pois o Pai não tem filhos prediletos: “Então Pedro, tomando a palavra, disse: Na verdade reconheço que Deus não faz acepção de pessoas” – Atos 10:34. Por isso, nós também precisamos e devemos ter tais características. Mesmo que vivamos no meio de tanta podridão moral, devemos viver dignamente diante do Senhor e dos nossos pares. Aliás, o Senhor não nos chamou para sermos iguais, mas diferentes (Romanos  12:2). Humildemente diferentes para o bem.

Outra razão que incluiu Jó nas Escrituras foi o fato de ser temente a Deus. Temer nesse caso não significa ter medo. O temor a Deus é um sentimento de Read the rest of this entry »

 

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Amado como Jesus

Deus me ama

Geralmente as crianças gostam de brincar com seus pais. Uma dessas brincadeiras é competir para ver quem ama mais o outro.  É até engraçado ver como são criativas na maneira de “medir” o tamanho desse amor.

Algumas delas chegam a declarar que esse sentimento pelos pais é maior que o mundo inteiro. Os pais, por sua vez, também dizem o mesmo. E, lógico, todos ficam muitos felizes. Afinal, quem não gosta de se sentir amado dessa forma?

Evidentemente, não é possível calcular a intensidade de um sentimento. Não existe um “amorômetro” para fazer a medição. No entanto, pode-se percebê-la e senti-la através de palavras, gestos e atitudes da pessoa que diz amar.

Não sei explicar por que, mas faz um bom tempo que sempre penso no quanto Deus nos ama. E, nessas ocasiões, sempre me vem à mente a fala de Jesus registrada em João 17:23: “Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste”.

Esse texto faz parte da oração de Cristo pelos discípulos. Veja a profundidade dele. O Senhor declara que o amor do Pai para conosco é igual ao do Pai para com ele. Isso gera em meu coração uma alegria sem medida. Ser amado por Deus dessa maneira é algo reconfortante e motivador, não é mesmo?

Mas há algo ainda melhor. Esse amor não está relacionado apenas à salvação eterna. Obviamente, seu objetivo principal e sua manifestação maior atingem seu ponto máximo no sacrifício de Jesus para nos salvar, como lemos em João 3:16: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Entretanto, ele vai muito além, pois Deus sempre nos surpreende, manifestando-o em todas as áreas da nossa vida. Podemos perceber isso diariamente através da paz que ele permite haver em nosso coração, mesmo quando passamos por desertos, vales, tempestades e pelo fogo. Vemos ainda seu amor materializado como, por exemplo, pela provisão diária do alimento, da saúde, do trabalho, da família e de tantas outras maneiras.

Talvez você até me questione, dizendo que não tem visto essas coisas em sua vida. Então, eu o convido a fazer uma lista, escrita ou mesmo mentalmente, de tudo aquilo que um dia você considerou como bênção recebida de Deus. Se o fizer com atenção e sinceridade, não há dúvida de que vai se surpreender com o tamanho dela.

Sendo assim, quero convidá-lo a alegrar-se grandemente por ser amado de forma tão intensa e singular.  Lembre-se de que Jesus era o Unigênito Filho de Deus. Logo, alguém muito especial. Ao enviá-lo para morrer em nosso lugar, o Pai estava fazendo a mais bela declaração de amor que já foi feita neste mundo. Aproveite o momento para, também, agradecer ao Senhor por amar você do mesmo modo e com o mesmíssimo amor com que ama Jesus.

 

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Apenas parte do vocabulário

Palavra II

Todos os dias, mesmo que não percebamos, incluímos novos conceitos e experiências à nossa vida. Alguns deles são positivos, porém outros são altamente negativos ou improdutivos.

Acrescentamos também novas palavras, especialmente se somos leitores assíduos ou ouvimos pessoas com formações diferentes. Desse modo, enriquecemos nosso vocabulário, o que dá condições de nos comunicar de forma mais precisa com todas as pessoas ao nosso redor. E isso é muito bom.

No entanto, nem sempre basta incorporar novas palavras ao vocabulário. É necessário que elas tenham significados precisos para nós mesmos e também à mensagem que desejamos transmitir aos interlocutores, ou seja, aos indivíduos a quem ela é destinada. Assim, de fato o objetivo será satisfatoriamente alcançado.

    Outro dia, enquanto estava assistindo ao filme ‘Uma questão de fé’, uma fala presente num diálogo me chamou à atenção por sua profundidade e coerência. O contexto no qual ela foi empregada era o seguinte: Uma moça com formação pessoal cristã foi para a universidade e começou a vacilar em sua fé. Então um rapaz muito convicto de seus valores cristãos fez alguns questionamentos a ela, dizendo-lhe a seguir que muitos adicionam Jesus à sua vida, entretanto não permitem que ele seja realmente seu Senhor. Desse modo, levou a jovem a refletir sobre sua vida espiritual.

Depois disso, passei a pensar bastante a respeito. E a questionar ainda mais a mim mesmo, pois não quero fazer como se estivesse numa rede social. Nela, acrescentamos pessoas, curtimos suas postagens e até compartilhamos o que consideramos interessante ou importante. Mas, se algum “amigo” pisar na bola, falar ou fizer algo de que discordamos, nós o excluímos sem que isso pese na consciência.

Lamentavelmente, parece que hoje muitos agem assim em relação a Deus. Para estes, ele até faz parte de seu vocabulário cotidiano. Usam expressões como “graças a Deus”, “se Deus quiser”, “Deus me livre” e outras semelhantes a essas. Todavia, quando supõem que Ele não atendeu aos seus desejos ou requer alguma mudança em seus comportamentos, atitudes, conceitos e valores, excluem-no sem piedade do mesmo modo que se faz no facebook, por exemplo.

Mas não convém que seja assim. Para o verdadeiro cristão, Deus não pode ser apenas um conceito ou uma palavra que pode ser deletada a qualquer momento. Não importa apenas adicioná-lo ao repertório de palavras bonitas que almejamos usar, talvez até para impressionar alguém. É necessário que ele seja real e pessoal.

É preciso ainda que ele seja nosso amor maior e Senhor da nossa vida. Isso significa acatar seus ensinamentos como verdadeiros e pautar a vida em conformidade com seus ensinos. Veja o que disse Jesus em Marcos 12:29 e 30, respondendo a uma pergunta do jovem rico: “O mais importante é este: Ouve, ó Israel, o Senhor, o nosso Deus, o Senhor é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças”.

Antes de tudo, amar significa dar crédito ou o devido valor a ele e às suas palavras. Logo, quando alguém diz que o ama, mas rejeita seus ensinamentos, precisa fazer um autoavaliação, pois as duas coisas devem seguir na mesma direção. De maneira alguma pode haver incoerência ou contradição entre elas.

Quando lemos Apocalipse 1:3, encontramos a seguinte declaração: “Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo”.

Já em II Timóteo 3:16 e 17, as Escrituras dizem: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra”.

Quando Deus não é apenas uma palavra que faz parte do nosso vocabulário, damos ouvidos a seu Filho, Jesus, que ensinou da seguinte maneira: “Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.

Tal palavra quer dizer que Deus passa a ocupar em nossa vida o lugar que é dele por direito e ele se torna prioridade para nós. Buscar o reino de Deus implica aceitar seu governo sobre nós, já que todo reino tem um rei, o qual estabelece leis que precisam ser acatadas e respeitadas. E as de Deus não são pesadas ou penosas – I João 5:3.

Hoje, o que vemos são pessoas criando suas próprias leis espirituais, as quais vão ao encontro de seus próprios interesses, não considerando os mandamentos do Rei dos reis e Senhor dos senhores. Portanto, como num reino terreno, mesmo que as intenções sejam boas (o que é raro), estão desrespeitando o que foi estabelecido por Deus.

Por outro lado, em todo reino, os súditos também têm direitos, inclusive o de proteção. Da mesma maneira acontece em relação a Deus. Se estamos sob o seu governo, temos direito àquilo que sua palavra ensina e promete, pois ele é fiel e justo – I João 5:14. Não porque o merecemos, mas por causa de seu amor e de sua maravilhosa graça, a qual ele faz abundar sobre nós (Efésios 2:8 e 9).

Para quem o Senhor não é apenas uma palavra a mais, a busca da justiça de Deus é uma constante. Ou seja, tal indivíduo continuamente procura agir conforme aquilo que é assegurado pelo Direito, justo e digno. Contrapondo-se, então, ao que temos visto atualmente: pessoas fazendo de tudo para atingir seus inescrupulosos objetivos, mesmo que isso signifique proceder com desonestidade, roubar, matar, trapacear, corromper-se.

Quanto aos que colocam o reino de Deus e a justiça dele em primeiro lugar, Jesus prometeu que todas as demais coisas lhes serão acrescentadas. Que coisas? Aquelas de que necessitamos como, por exemplo, alimento, roupa, proteção, paz e outras semelhantes.

Para finalizar, quero dizer que estamos vivendo tempos trabalhosos, conforme a Bíblia fala em II Timóteo 3:1 ao 5. Portanto, se quisermos permanecer de pé diante das tempestades, é preciso que Deus, Jesus e o Espírito Santo não sejam meras palavras de nosso repertório linguístico. Eles precisam ser reais como de fato o são. Assim, podemos recorrer a eles a qualquer momento, bom ou ruim, que seremos ajudados, socorridos, acolhidos em seus braços de amor, misericórdia e justiça. Sendo assim, não delete Deus da sua vida nem deixe de dar crédito aos seus mandamentos – Mateus 13:8.

Sugestão: Música Acredito do cantor Leonardo Gonçalves.

 

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Movendo o coração de Deus

“Nós, pois, jejuamos, e pedimos isto ao nosso Deus, e moveu-se pelas nossas orações.”

(Esdras 8:23)

movendo o coração

Há muitas passagens bíblicas que tratam do assunto oração. Aprecio todas elas. Todavia, existem algumas que me cativam mais do que outras por causa da sua profundidade, expressando verdades tão importantes para a vida de quem deseja tocar e mover o coração de Deus. Uma delas está registrada em Esdras 8:21 ao 23.

Esse texto está no seguinte contexto: Esdras havia saído da Babilônia rumo a Jerusalém com a missão de reconstruir o templo, que fora destruído e, desde então, estava abandonado. Porém, como ele dissera a Artaxerxes, rei da Babilônia, que a bondosa mão do Senhor era com aqueles que o buscam, ficou com vergonha de pedir ao soberano a liberação de alguns soldados para fazerem a segurança da comitiva.

Diante disso, a única estratégia para fazer a viagem em segurança foi a que vemos a seguir: “Então apregoei ali um jejum junto ao rio Aava, para nos humilharmos diante da face de nosso Deus, para lhe pedirmos caminho seguro para nós, para nossos filhos e para todos os nossos bens” – v 21.

Que coisa linda! O mais belo, no entanto, vemos no versículo 23, o qual traz a seguinte declaração de Esdras: “Nós, pois, jejuamos, e pedimos isto ao nosso Deus, e moveu-se pelas nossas orações”. Assim, eles puderam chegar ao destino (Jerusalém) em paz, pois contaram com o exército do Deus Vivo para lhes dar a proteção necessária. E lá ele e seus ajudantes conseguiram realizar a obra para a qual se sentiram chamados: restaurar o Templo onde cultuavam ao Senhor.

Hoje também não é diferente, pois, como lemos em Malaquias 3:6, Deus não mudou. Também em Hebreus 13: 8 há uma confirmação dessa verdade: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente”. Sendo assim, também podemos desfrutar dessa bênção.

Eu não sei quais são suas necessidades neste momento. Contudo, de uma coisa estou convicto: você também pode mover o coração de Deus através do jejum e da oração. Isso porque, ao agir dessa maneira, demonstrará ao Senhor que reconhece sua limitação como ser humano e também que entendeu a necessidade de tirar um tempo para Ele, abrindo mão daquilo que gosta de comer, beber ou de fazer para falar sobre suas carências, angústias, decepções e da sua gratidão por todas as bênçãos já recebidas.

Talvez num primeiro momento você possa até supor que está perdendo tempo. Porém, mais tarde, verá que abrindo mão do que já possui para estar aos pés do Senhor em jejum e oração dará a oportunidade para Deus presenteá-lo com aquilo que você ainda não tem.

Portanto, faça como Esdras. Ele havia falado ao rei Artaxerxes que a mão de Deus é sobre todos os que o buscam, para o bem deles (v 22). Mas não ficou apenas na fala. Ao contrário, buscou a face do Senhor e o coração Dele foi tocado. Você também pode tocar o coração do Pai. E, quando Ele se move por causa da oração e do jejum de um servo Seu, o milagre acontece. Pense nisso. Tire um tempo para falar com Deus sobre tudo o que considerar importante.

 

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Segunda Chance

Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou.” (Lucas 15:20)

filho%20prdigo     Penso que todos nós, em algum momento da vida, já desejamos que alguém nos desse uma segunda chance. Isso pode estar relacionado à área profissional, relacional (conjugal, familiar, social…) ou espiritual. A razão disso é que nossa imperfeição, limitação, ignorância, arrogância e/ou obstinação muitas vezes nos fazem agir de modo insensato e inconsequente.

Como resultado, provocamos e sofremos prejuízos, dor e mágoas que se tornam verdadeiras nódoas ou manchas em nosso coração e também naqueles cuja vida foi afetada negativamente por nós. Mas será que em situações como essa descrita existe alguma solução ou um escape?

A resposta a essa indagação é o que veremos a seguir, mergulhando humildemente na Parábola do filho pródigo – Lucas 15:11 ao 27- ,  a qual é rica em preciosas lições para todo aquele em cujo coração saltita o desejo de ser uma pessoa segundo o coração de Deus e, consequentemente, feliz.

Para nos situar melhor, farei um breve resumo da história narrada por Jesus. Depois, com a ajuda do Espírito Santo, analisaremos passo a passo essa narrativa: “Um homem tinha dois filhos. O mais novo pediu que o pai lhe desse a parte da herança que lhe cabia por direito. Após recebê-la, partiu para uma terra longínqua, onde gastou irresponsavelmente todo o dinheiro. Quando percebeu a bobagem que fizera, propôs em seu coração retornar para a casa de seu pai, mesmo que não fosse mais aceito como filho. Para ele, se fosse aceito como um empregado, já estava de bom tamanho. E assim ele fez”.

No versículo 12, somos informados de que o filho mais novo pediu a parte da herança que lhe cabia. Para um judeu, agir dessa forma é uma terrível desonra ao pai. Mesmo em nossa cultura, tal atitude soa, no mínimo, como uma insensatez do filho. Nesse caso, é ainda pior porque o jovem não a queria para fazer um sábio investimento. Ao contrário, ele queria curtir a vida numa boa, sem a interferência de seu genitor.

No entanto, mais grave que pedir a herança antecipadamente, era o que estava por trás dessa atitude. Eram os motivos que o levaram a fazê-lo. Agindo assim, ele demonstrou claramente sua insatisfação com a vida que o pai lhe dava. Por certo, já se considerava suficientemente capaz para agir nas mais diversas situações; inclusive nas desconhecidas e perigosas que viveria mundo afora.

Suas ações revelaram que ele não percebia que ali estava protegido, tinha suas necessidades físicas, emocionais e espirituais supridas. Enfim, era amado e estava em segurança. Lá fora, ao contrário, ficaria na mira de pessoas mal intencionadas e inescrupulosas, cujo objetivo principal seria aproveitar-se dele.

Quando olhamos para nós mesmos com humildade, vemos que a história desse jovem é a nossa também. Quantas vezes, espiritualmente falando, agimos como ele! O sentimento de autossuficiência e o nariz empinado nos levam a supor que a Casa do Pai não mais está satisfazendo nossas necessidades. A comida não é boa. Não existe a tão desejada liberdade. Não somos amados como supomos merecer. Não temos necessidade da presença, provisão e proteção do Pai. Evidentemente, tudo isso segundo nossa embaçada e comprometida visão espiritual. Por isso, tomamos a decisão pegar nossa viola e ir cantar em outro lugar, como fez o filho pródigo, ou seja, esbanjador – Lucas 15: 13.

Antes de prosseguir analisando o texto, quero voltar ao versículo 12, pois há algo que considero muito importante. Veja: “Assim, ele {o pai} repartiu sua propriedade entre eles”. Aqui não existe nenhum registro de que o pai tentou convencê-lo a ficar, mostrando-lhe não ser a decisão mais acertada. Se ele tinha autoridade para impor sua vontade, por que agiu dessa forma? Será que de fato não o amava? Acaso queria ficar apenas com o mais velho?

A resposta é simples: Read the rest of this entry »

 

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