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Arquivo da tag: Verdades sobre Deus

Segundo o coração de Deus

Coração de Deus.jpg II

“… Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração…” (Atos 13:22)

     Outro dia, enquanto ministrava um estudo na escola bíblica, perguntei aos participantes qual seria, de acordo com o ponto de vista deles, a razão pela qual Deus fez tal declaração.     Evidentemente, as respostas foram muitas e variadas. Por exemplo: ele era obediente; temente; adorava ao Senhor com inteireza de coração; era destemido e justo; quando pecou, reconheceu seu erro e prostrou-se, arrependido, aos pés de Deus; e outras tão relevantes e verdadeiras quanto essas. Mas, para mim, ainda faltavam justificativas, as quais considero muito importantes. Por isso, almejo compartilhá-las com você.

Davi amava Deus, a Sua palavra  e também estar no templo. Em toda a sua trajetória de vida, constatamos isso em suas declarações e atitudes. Porém, é no livro dos Salmos que fica ainda mais clara essa intensa paixão. E, como entendo que a história dele pode nos inspirar e motivar, convido você para ver alguns textos que esclarecem o que foi dito acima.

Veja o que ele declara: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus?” e também: “Ó Deus, tu és o meu Deus, eu te busco intensamente; a minha alma tem sede de ti! Todo o meu ser anseia por ti, numa terra seca, exausta e sem água” (Salmos 42:2; 63:1; veja ainda 143:6).

Muitos de nós temos sede de muitas coisas: dinheiro, fama, sucesso, reconhecimento humano, atenção e carinho (o que é justo), riquezas, bens materiais e coisas semelhantes a essas. Já Davi tinha sede de Deus. Mas… o que significa isso? Quer dizer que tinha um desejo vivo, ardente e imoderado, o  qual o levava a buscar a face do Senhor continuamente.

Mais uma razão está no fato de o salmista ter imenso prazer em ir ao templo do Senhor: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor” – Salmo 122:1. Ele chega ao ponto de dizer que “vale mais um dia nos teus átrios do que em outras partes mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios” – Salmo 84:10.

Outro motivo pelo qual Deus se refere a Davi dessa maneira é seu prazer em meditar na e guardar a palavra do Pai. Veja o Salmo 119:20,140,174: “Como anseio pelos teus preceitos!”; “Como anseio pelos teus preceitos!” “Anseio pela tua salvação, Senhor, e a tua lei é o meu prazer”.

O resultado de tudo isso não poderia ser outro: tornar-se um homem segundo o coração de Deus, sábio e bem-sucedido. Veja: “Como eu amo a tua lei! Medito nela o dia inteiro. Os teus mandamentos me tornam mais sábio que os meus inimigos, porquanto estão sempre comigo. Tenho mais discernimento que todos os meus mestres, pois medito nos teus testemunhos. Tenho mais entendimento que os anciãos, pois obedeço aos teus preceitos” – Salmo119:97ao100.
Se Davi colheu tantos frutos por causa da sua forma de ser e de agir em relação ao Senhor, também nós podemos. No entanto, é preciso atentar para as mesmas coisas que ele. Em outras palavras: ter sede de Deus, isto é, um desejo vivo, ardente e sem moderação; amar a Sua palavra (Uma pesquisa recente revelou que apenas 26% dos evangélicos leem a Bíblia diariamente. Que triste!); alegrar-se quando pode ir à casa do Pai; sentir prazer na lei do Senhor, pois é bem-aventurado o homem que possui esse sentimento e medita na Sua lei de dia e de noite – Salmo 1º:2 e 3. Agindo assim, certamente seremos pessoas segundo o coração de Deus.

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Morada de Deus

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Há muitos textos bíblicos que realmente me encantam dada a sua beleza e que tocam profundamente o meu coração. Além disso, normalmente eles transformam minha vida, mudam minha rota, dão força e motivo para continuar pela estrada da vida, permitindo-me escrever uma nova história em parceria com o Senhor.

Tomando como base minhas experiências com Deus nessa área, creio que ocorre o mesmo com você, ou seja, a trajetória da sua vida é marcada e, sem dúvida, transformada por tais passagens bíblicas. Certo, então, de que temos vivências em comum, quero compartilhar umas dessas pérolas de inestimável valor. Vamos lá?

Para começar, convido você a se deliciar comigo com o que diz o apóstolo Paulo em Efésios 2:19 ao 22: “Assim que já não são mais estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a pedra da esquina, no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para o templo santo no Senhor, no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito”. Aleluia!

Que revelação e privilégio maravilhosos! Enquanto em algumas seitas o homem é chamado de “cavalo” ou de “aparelho” de um determinado espírito chamado de guia, no Evangelho de Cristo somos chamados de Edifício para morada de Deus em Espírito ou de Templo de Deus, como o apóstolo declara em I Coríntios 3:16: “Vocês não sabem que são o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês?”.

Diante dessas magníficas palavras, fico deveras extasiado. Não sei quanto a você, mas isso me dá forças para continuar a carreira que me está proposta, olhando para Jesus, o autor e consumador da fé (Hebreus 12:2).

Desse modo, mesmo surgindo adversidades como doenças ou problemas familiares, ainda que o mar esteja de fato revolto, prossigo para o alvo, pois estou bem certo de que não ando sozinho, de que meu coração foi eleito para ser a morada do Espírito Santo, o representante do Pai e do Filho aqui na terra.

Sei que Ele, o Santo Espírito, é o cumprimento da promessa que Cristo fez de não nos deixar órfãos. Sei que Ele é o meu Consolador, Ajudador, Conselheiro, meu Mestre, meu Intercessor, quando não sei ou não consigo orar. Estou convicto de que ele me ajuda a vencer as minhas fraquezas e limitações. Estou certo  ainda de que ele também  ajuda você em todas as suas necessidades e batalhas da vida.

Por causa disso, quero convidá-lo deliciar-se com esse privilégio de ter sido escolhido para ser o Templo do Espírito Santo de Deus. Almejo ainda pedir que cuide bem desse templo, que é você, a fim de que esse ilustre hóspede possa morar definitivamente em seu coração e por fim leve-o para habitar eternamente com o Senhor lá na glória.

 

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Orfandade

O mundo está cheio de órfãos. Órfãos de pais, de filhos, de afeto, de atenção... órfãos de tudo!!

“Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.” (João 14:18)

 

Quando se fala em orfandade, logo nos lembramos de coisas extremamente negativas. Por isso, um dos textos bíblicos pelos quais sou apaixonado é o que utilizei na abertura deste artigo. E, justamente por considerá-lo uma das pérolas de maior valor das Escrituras Sagradas, se é que posso fazer tal afirmação já que todos trazem lições assaz relevantes para nós, quero compartilhar com você algumas das reflexões que podemos fazer a respeito dele e dos ensinamentos preciosos que ele traz.

Para isso, convido-o a pensar comigo na palavra orfandade e em suas implicações, pois, como afirmei na introdução, ela nos remete a algo ruim. Vamos lá?

Em primeiro lugar, vale lembrar que ser órfão significa não ter o pai e a mãe ou pelo menos não ter um dos dois genitores. Assim, quando Jesus diz aos discípulos que não os deixaria órfãos, está declarando que eles não ficariam sem pai. Enquanto esteve com eles, o Senhor lhes foi como um pai. Basta lembrar que em João 10:30 ele fala: “Eu e o Pai somos um”. Logo, entendemos que o Mestre assumiu esse papel durante o período de tempo que esteve aqui na terra.

Em segundo lugar, é importante recordar que a ausência dos pais gera nos filhos os sentimentos de solidão, de vazio, de insegurança, de abandono, de medo quanto ao que há de acontecer. Enfim, passam a se sentir perdidos como um barco à deriva num mar tempestuoso.

Em terceiro lugar, um órfão se sente como um marinheiro que não tem um porto seguro onde possa atracar o seu navio. Sente-se um pássaro sem árvore e sem ninho onde possa repousar depois de um dia de vôos, de caçadas e de fugas de implacáveis predadores. Ao dizer isso, passei a pensar em mim mesmo, pois perdi meus pais há muitos anos e até hoje há situações nas quais me sinto desse modo. Tenho vontade de compartilhar alegrias e tristezas com eles, mas não os tenho por perto. Tenho vontade de sentar-me ou deitar-me em seu colo para desabafar ou rir, porém não me é possível fazê-lo.

Em quarto lugar, a falta de genitores também lembra a ausência de um provedor. Dependendo da idade ou das condições financeiras de um indivíduo, existe a carência de alguém que lhe supra suas necessidades primárias, tais como o alimento, a roupa, o calçado, o remédio e outras semelhantes a essas. No entanto, essa dependência ou precisão ultrapassam o limite do que foi posto como exemplo. Ao dizer isso, refiro-me a coisas que o dinheiro não pode comprar ou não podem ser classificadas como materiais. Digo, por exemplo, da provisão de amor, de carinho, de companheirismo, de compreensão, de cumplicidade, de atenção, de palavras de conforto ou de motivação, de estímulo ou cobrança, de elogio ou de um puxão de orelha na hora certa e outros da mesma natureza.

Portanto, quando Jesus falou que não nos deixaria órfão, creio piamente que queria dizer Read the rest of this entry »

 

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Motivação – Parte 2

Esta é mais uma parte do estudo sobre Motivação feito com os jovens da Igreja do Ev. Quadrangular no Jd. Fátima, em Nova Odessa. Se você não leu a primeira parte e deseja lê-la, clique AQUI.

inteligencia espiritual

Parte 2 – Capacitados por Deus

CAPACITADO POR DEUS

     Uma das “descobertas” mais fantásticas que fiz nessa área, e que revolucionou a minha vida, foi que podemos orar pedindo inteligência e que Deus nos capacita não apenas para o exercício daquilo que, muitas vezes, classificamos como ministério espiritual ou atividades espirituais mas também para nossas atividades cotidianas, sejam elas profissionais ou não. (Embora, como já mencionado acima, para o cristão não há divisão entre o espiritual e o secular/material, pois somos um ser espiritual.)  

Eu disse descobertas entre aspas porque li os textos sobre os quais discorrerei a seguir inúmeras vezes, porém me parece que em dado momento as verdades contidas neles “saltaram” das Escrituras para dentro de mim. E, justamente por isso, quero compartilhar com você algumas delas, pois tal tema é profundíssimo e jamais uma pessoa poderia explorá-lo em sua plenitude. Então, vamos passear pela Bíblia comigo e procurar essas pérolas de valor incalculável?

A primeira grande verdade é que podemos orar ao Senhor pedindo inteligência.

Será que de fato existe base bíblica para isso? Sim. E quem fez isso foram pessoas que tinham uma profunda intimidade com Deus e grandes experiências de vida, as quais servem de parâmetro para todos nós. Isso porque o mesmo que o Pai fez por eles também o fará por todos aqueles que crerem e buscarem Nele essa dádiva.

Primeiramente, gostaria de falar a respeito de Davi. No Salmo 119, vemo-lo dizer: “As tuas mãos me fizeram e me afeiçoaram; dá-me inteligência para que aprenda os teus mandamentos (73.). Sou teu servo: dá-me inteligência para entender teus testemunhos (125).  A justiça dos teus testemunhos é eterna; dá-me inteligência, e viverei (144). 

Observou o motivo pelo qual quis começar com esse servo do Altíssimo? Veja: Ele poderia ter orado pedindo riquezas, glórias, honras, belas mulheres, reconhecimento das pessoas, capacidade para vencer os inimigos, estratégias de guerra, etc., etc., etc. Contudo ele, repetidas vezes, pediu inteligência (ou, como em outras versões, entendimento, discernimento), a fim de que pudesse entender a palavra de Deus.

Portanto, a primeira conclusão a que podemos e devemos chegar é que, antes de qualquer coisa, precisamos receber essa capacitação para compreender os mandamentos e os testemunhos do Senhor.

Por certo ele, o salmista, orou assim por saber que “o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não podem entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus” (I Coríntios 2:14,10). Logo, se você quer compreender  e experimentar qual é a “boa, agradável, perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2), deve dirigir-se ao Senhor dessa maneira também, isto é, pedindo-lhe inteligência espiritual – a que é gerada e desenvolvida em nós pelo Espírito Santo. Read the rest of this entry »

 

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Descanso para a alma

descanso

“Descansa no Senhor e espera nele…” (Salmo 37:7)

     Vivemos em um mundo cada vez mais conturbado e que exige das pessoas coisas além do que podem oferecer ou fazer.

No mercado de trabalho, os empregadores querem indivíduos que, além de ser bem qualificados, vistam a camisa da empresa e tenham o perfil que se encaixe na filosofia de trabalho adotada pelo patrão. Em outras palavras: que vivam em função da empresa.

Como consequência disso, o indivíduo se vê obrigado a sempre voltar para a escola (não que isso seja ruim; ao contrário, é excelente, desde que na medida certa) ou a fazer cursos que lhes dê condições que propiciem meios para galgar novos cargos ou funções com melhores salários, privilégios, status social ou simplesmente permanecer empregadas.

Se a pessoa está desempregada, o que já causa enormes transtornos, muitas vezes há também a necessidade de retornar à sala de aula ou a cursos de especialização, atualização ou qualificação para que tenha o que se chama de “empregabilidade”.

Na família, também existem pressões e cobranças, seja por parte do cônjuge – que  reivindica mais atenção, carinho, dedicação, cuidados – ou  dos filhos, que cobram o mesmo – aliás,  normalmente são reivindicações justíssimas.

Ademais, a sociedade atual faz exigências totalmente inescrupulosas. A mídia vende a ideia de que se alguém não possui isso ou aquilo, seja na área de serviços, produtos, bens, fama, relacionamentos ou outros não é feliz. Não é um cara bacana, descolado, especialmente se for adolescente ou jovem.

O pior é que não raramente cobranças excessivas ocorrem até mesmo na igreja da qual alguém é membro. É evidente que não estou querendo dizer que quem faz parte de uma comunidade não precisa ter nenhum compromisso ou responsabilidade com ela. Se pensasse assim, estaria indo contra os ensinamentos bíblicos e, consequentemente, agindo como um tolo. Basta olhar para I Coríntios 12, no qual Paulo compara a igreja a um corpo e argumenta que cada membro é fundamental, pois tem uma função singular e insubstituível.

Refiro-me, portanto, aos exageros. E isso porque há cristãos verdadeiramente íntegros e bem intencionados que, para atender os chamados ou convocações da igreja, saem todos os dias de casa, com ou sem a família e, como resultado, não têm tempo para ficarem a sós com seu cônjuge, pais, filhos, familiares… Logo, não têm vida social. Correm, desse modo, o risco de ganhar o mundo para Cristo, mas perder sua família. Ou então viver isolado do mundo, sem amigos.

Como resultado de tantos compromissos e cobranças, mesmo que a pessoa não perceba, sua alma começa a se sentir cansada, oprimida, sobrecarregada, o que fatalmente terá como efeito altos níveis de estresse, angústia, a sensação ou impressão de estar sempre em débito ou abaixo do padrão de qualidade possível ou necessário, podendo resultar numa depressão profunda ou num esgotamento psicofísico, isto é, da mente e do corpo. Por conseguinte, precisará de descanso, de tratamento.

Para entendermos um pouco melhor, viajemos juntos no Salmo 23. Todo ele é assaz importante, mas primeiramente vamos nos ater ao versículo 3, que diz: “Refrigera a minha alma…”. Read the rest of this entry »

 

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TECIDO POR DEUS

“Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe.” (Salmo 139:13)

Amados, outro dia, em mais uma das minhas caminhadas de oração, me veio à mente o Salmo 139 e, refletindo e orando a Deus sobre ele, nasceu em meu coração o desejo de lê-lo no mínimo uma vez por dia. Mas houve dias em que senti que deveria fazer isso duas ou mais vezes. E assim o fiz. E a cada leitura feita ficava ainda mais extasiado diante da grandeza do meu Deus e passei a inclui-lo no meu louvor, na minha adoração, na minha gratidão e nos meus pedidos a Ele em relação às minhas necessidades e a de outros.
Passados alguns dias, porém, brotou em meu coração o desejo de compartilhá-lo com uma pessoa muito querida e de orar com ela por um período indeterminado, apresentando as necessidades dela e “relembrando” Deus daquilo que a Palavra dele dizia. Isso tenho feito desde então, mesmo não sabendo plenamente qual é o propósito do Senhor tanto para ela quanto para mim, uma vez que primeiramente esse texto falou comigo.
Mais uns dias se passaram e me veio ao coração a vontade de compartilhar com você algumas das verdades expressas nele. Digo algumas porque sei que a Palavra de Deus é uma fonte inesgotável, que alimenta e refrigera nossa alma e que se renova a cada manhã.
Primeiramente, gostaria de dizer que todas as pessoas que criam alguma coisa têm um propósito para sua criação. Pode ser algo específico com uma função específica para facilitar a vida em algum aspecto ou simplesmente como um simples entretenimento.
Normalmente, todo criador conhece muito bem sua criatura. Por isso, quando surge um problema, pode resolvê-lo com facilidade.
Há até uma história que diz que certa feita um industrial que tinha adquirido uma máquina de Henry Ford (o dono da indústria automobilística Ford) não conseguia consertar um problema. Depois de tentar muitas vezes, mas sem obter sucesso, decidiu chamar o inventor dela. Então ele veio e em poucos minutos consertou-a.
Na hora de pagar, o industrial assustou-se com o valor cobrado. Se não me falha a memória, eram mil dólares. Então decidiu questioná-lo. Todo aquele montante, quando o serviço fora feito em tão pouco tempo? Ford respondeu-lhe prontamente: “São 10 dólares pelo conserto e 990 por saber onde estava o defeito”. Segundo o narrador dessa história, aquele homem pagou-o satisfeito por entender que a justificativa dele era plausível.
O mais importante desse fato é que Ford criara aquela máquina com um propósito e conhecia muito bem o funcionamento dela. Assim, quando apresentou um defeito, ele foi direto ao ponto e resolveu-o com extrema facilidade.
Mas o que isso tem a ver conosco? Read the rest of this entry »

 
 

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VALE A PENA SERVIR A DEUS?

Periodicamente costumamos fazer uma avaliação da nossa vida. Em especial, quando chegamos ao final de mais um ano é comum pesarmos os prós e os contras, as conquistas e as derrotas, as alegrias e as tristezas vividas.
Muitas vezes, durante esse processo avaliatório fazemos comparações com outros anos, com outras pessoas e com as conquistas delas e não raramente consideramos que estamos numa posição bem inferior aos outros e muito aquém daquilo que poderíamos ou deveríamos ser, ter, viver ou fazer. Por isso, ficamos meio frustrados, decepcionados ou mesmo deprimidos diante desse quadro.
Com Asafe, um dos principais músicos de Davi, não foi diferente. Não que a Bíblia registre que ele estivesse se avaliando no final de um ano, mas nos mostra que estava fazendo uma avaliação e que estava tomando a vida de pessoas que não temiam a Deus como parâmetro (Salmo 73).
Por considerar esse episódio extremamente importante justamente por se parecer com situações pelas quais também passamos, gostaria de compartilhar com você algumas das grandes lições que podemos aprender com ele, a fim de que não nos desviemos dos caminhos do Senhor, como quase ocorreu com esse servo de Deus.
Para facilitar nossa compreensão, começarei do versículo 2, no qual Asafe nos diz que os pés dele quase se desviaram e pouco faltou para que escorregassem. Todos nós sabemos que quando alguém escorrega perde o equilíbrio e pode se esborrachar no chão, quebrar ossos, sofrer escoriações pelo corpo e até morrer em consequência dos traumas.
Espiritualmente falando, não é diferente. Um “tombo” pode levar um indivíduo à morte espiritual, ou seja, a um afastamento definitivo de Deus, o que é realmente terrível, pois, sempre que nos afastamos do Pai, as tragédias começam a acontecer conosco.
Mas por que ele quase se desviou?
No versículo 2, ele começa a nos explicar os motivos pelos quais isso quase aconteceu: tinha inveja dos soberbos e da prosperidade deles. Mesmo sendo um homem de Deus, Asafe, perdera o foco, que era o Senhor, e isso o fez sentir inveja (sentimento de desgosto que se sente ao ver o sucesso de outrem ou o desejo de possuir aquilo que é de outra pessoa).
Exatamente por ter perdido o foco, sua visão espiritual ficou comprometida, passando a ver somente pontos positivos na vida dos ímpios e chegou a supor que não valia a pena ser fiel a Deus.
Em outras palavras: esse homem estava insatisfeito com Deus e com aquilo que era, tinha ou fazia. Por essa razão, passou a pensar que havia sido em vão ter purificado o seu coração e lavado as mãos na inocência, isto é, não tinha ganhado nada por ser correto ou íntegro; não havia recebido nenhum benefício ou recompensa de Deus por sua fidelidade. Pelo menos era assim que supunha (v 13,14).
Asafe ainda nos diz que quando pensou em compreender tais coisas ficou sobremodo perturbado (v 16). Então passou a ter sintomas psicossomáticos – aqueles que se manifestam fisicamente como resultado dos nossos pensamentos ou sentimentos. Observe que ele declara “Assim o meu coração se azedou e sinto picadas nos meus rins” (v 21). Veja que seu estado emocional e psicológico estava tão afetado que sentia picadas nos rins.
Além disso, ainda registra que se tornou embrutecido como um animal, ou seja, não tinha mais a capacidade de agir com a razão, com a inteligência; não conseguia mais discernir as coisas, isto é, estabelecer a diferença entre uma e outra (v 22). Certamente isso ocorreu porque, segundo sua avaliação, o Senhor não estava sendo justo com ele. Ora, conforme esse ponto de vista era mais vantajoso ser ímpio do que fiel.
Se olharmos ao nosso redor, veremos que também acontece o mesmo com muitíssimas pessoas. Por esse motivo, hoje há tantas pessoas decepcionadas com Deus e, em consequência dessa decepção, distanciam-se dele e da igreja, e tornam-se espiritualmente mortas. O pior é que na maioria das vezes nem percebem que estão nessa situação. Talvez, nós mesmos já tenhamos vivido essa experiência ruim.
Mas havia uma luz no fim do túnel para Asafe. Sua confusão mental perdurou somente até o momento em que entrou no santuário do Senhor (V 17). Foi nesse instante que ele entendeu qual seria o fim dos ímpios. E qual seria? Read the rest of this entry »

 

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