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Arquivo da categoria: PALAVRA DE SABEDORIA

Tocando as vestes de Jesus

tocando Jesus

E disse Jesus: Alguém me tocou, porque bem conheci que de mim saiu virtude.” (Lucas 8:46)

Hoje, é muito comum os fãs de um determinado artista, atleta ou qualquer indivíduo famoso querer abraçá-lo e triar uma selfie com ele. Outros se contentam apenas em tocá-lo. Já aqueles que são mais atiradinhos querem beijá-lo e ganhar um autógrafo. E, quando são atendidos, saem felicíssimos ostentando o grande feito.

Logicamente, não há nada de mal nisso, desde que sejam respeitados os limites do bom senso. Porém, por mais importante que seja tal pessoa, muito provavelmente ela não poderá ou não irá fazer muita coisa além disso pelo fã. O que também é normal.

Refletindo sobre isso, veio-me à mente uma das mais belas histórias bíblicas, a qual fala sobre uma mulher que tocou as vestes de Jesus (Marcos 5:25 ao 34; Lucas 8:43 ao 48).

O contexto em que essa narrativa acontece é o seguinte: A filha de Jairo, um dos principais da sinagoga, estava muito doente e ele veio pedir que Jesus fosse até a casa dele socorrer a garota, sendo prontamente atendido pelo Senhor (Marcos 5:22 ao 24).

Enquanto se dirigia à casa de Jairo, uma multidão o seguia. Então, uma mulher que padecia há doze anos com uma hemorragia e que já gastara todas as suas posses e, mesmo assim, ia de mal a pior, ouvindo falar de Jesus, veio por trás do Senhor e tocou-lhe as vestes.

A mulher fez isso porque pensava desta maneira: “Se tão-somente tocar nas suas vestes, sararei” – Marcos 5:28. E foi justamente o que ocorreu. Veja: “E logo se lhe secou a fonte do seu sangue; e sentiu no seu corpo estar já curada daquele mal” – Marcos 5:29.

Nesse momento, Jesus voltou-se para a multidão e perguntou: Quem tocou nas minhas vestes? – Marcos 5:30b. Ora, esse era um questionamento aparentemente tolo. Se ele estava cercado por tanta gente, era normal que isso acontecesse.

Os discípulos também pensavam dessa forma. Por isso, disseram-lhe: “Vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou?” – Marcos 5:31.

Pela maneira como falaram, entende-se que eles consideraram a fala de Cristo absurda ou, no mínimo, descabida. Caso estivéssemos lá naquele momento, creio que também pensaríamos assim.

No entanto, mal sabiam eles que aquele episódio nos deixaria como legado grandes e preciosos ensinamentos. Vamos meditar sobre alguns deles?

Primeiro: Multidões sempre acompanharam o Mestre. Muitos o faziam por acreditarem que de fato ele era o Messias (o YESHUA HAMASHIA, Jesus Cristo, o ungido de Deus). Outros, por considerá-lo um popstar ou superstar. Outra parte o seguia para ver o show de milagres e havia quem o seguisse por causa da comida. Hoje, não é muito diferente disso. Todavia, quem o segue com a motivação errada jamais vai conhecê-lo de fato.

Segundo: Aquela mulher tocou o Senhor de uma forma diferente. Mas qual era a diferença entre o toque dela e o das demais pessoas? Read the rest of this entry »

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Escolhendo a boa parte

marta e maria

“Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.”  (Lucas 10:42)

Basicamente a vida é feita de escolhas, que podem ser individuais ou coletivas. Além dessas, há também ocasiões nas quais elas envolvem apenas um casal.

Independentemente de quem envolvem, de modo geral, elas nos levam ao sucesso em algum empreendimento ou ao fracasso, trazendo como resultado alegria ou tristeza, sentimento de realização ou a frustração.

É logico que existem ocasiões ou situações nas quais nos sentimos convictos e seguros para fazermos determinada opção. Contudo, o tempo mostra que ela não foi boa ou tão boa quanto esperávamos ser.

Por outro lado, há outras que nos deixam com a pulga atrás da orelha, mas que, com o tempo, se revelará excelente. Isso pode acontecer com uma profissão, por exemplo.

Dentre as escolhas que alguém pode fazer, uma é importante e necessária, pois influenciará todas as áreas da nossa vida. Ao dizer isso, refiro-me à necessidade de querer andar com Deus e a aprender dele.

Para entendermos melhor, tomarei como base e referência o exemplo de Marta e Maria, as quais eram irmãs de Lázaro. Entretanto, já vou adiantar para você que não vou crucificar Marta. Ao contrário, desejo aprender com as duas e sobretudo com o Mestre Jesus.

A história sobre elas está registrada em Lucas 10:38 ao 42. Antes, porém, se faz necessário dizer que essa família era amiga de Jesus. Por isso, a Bíblia se refere aos membros dela em três episódios com o Senhor: um, o que já foi mencionado e os outros estão em João, capítulos 11 e 12.

Sabendo disso, fica mais fácil compreender por que o Senhor estava na casa delas e, em consequência, aprender preciosas lições com essa intrigante e estimulante história.

Também nos ajuda a entender melhor relembrarmos que as duas irmãs tiveram posturas bem distintas nessa ocasião: Maria assentou-se aos pés de Jesus e Marta envolveu-se com os serviços domésticos.

Vale dizer ainda que, por certo, o Mestre não estava sozinho. Considerando que ele sempre andava com seus doze discípulos e que já havia três pessoas na casa, reuniam-se ali dezesseis pessoas no momento. Talvez, até mais.

Quem sabe os visitantes vinham de longe. Por esse motivo, certamente estavam sedentos e famintos. Sendo assim, precisavam beber água e ser alimentados. Afinal, toda dona de casa hospitaleira quer receber bem suas visitas. Com elas não era diferente, eu penso.

No entanto, fazer isso não era uma tarefa simples, como pode parecer a princípio. Elas não dispunham de meios práticos, como temos hoje, para comprar comida pronta. Por isso, precisavam fazer tudo em casa, o que demandava tempo e esforço. E alimentar dezesseis pessoas ou mais não era nada fácil. As donas de casa sabem muito bem disso.

Além disso, a água precisava ser tirada do poço, o que nem sempre era uma tarefa simples. E mais: às vezes o poço era muito fundo e ficava distante de casa.

Quando olhamos para o versículo 38, vemos que quem recebeu o Senhor foi Marta. Logo, entendemos que ela era uma pessoa hospitaleira. Algo que nós, como cristãos, também precisamos ser. Especialmente quando se trata de Jesus.

Já no 39, lemos o seguinte: “E tinha Marta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra”. Olha que interessante: Read the rest of this entry »

 

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Até rei tem temores

Rei (2)

Quando pensamos em um rei, logo vem à nossa mente a imagem de alguém muito forte, corajoso e preparado para enfrentar quaisquer dificuldades ou inimigos que, porventura, se levantarem contra ele. Imaginamos ainda uma pessoa sábia, a qual tem a reposta para todos as questões postas diante dele.

Afinal, ele precisa passar para os seus súditos comuns ou para seus soldados a certeza de que estão entrando numa batalha protegidos e orientados por alguém que sabe o que está fazendo e que pode levá-los à vitória sobre seus adversários.

Caso contrário, seus guerreiros perceberão a fraqueza de seu governante e não lutarão com segurança ao lado dele. Evidentemente, refiro-me a reis do passado, os quais saíam à peleja juntamente com seu exército, e iam à frente para passar confiança e segurança àqueles que lutariam naquela batalha.

Mas tenho uma notícia para você: mesmo um rei forte, corajoso e sábio passa por situações que lhe causam temor. “O que você está dizendo?” ─ Você pode me perguntar. E eu lhe respondo: “É isso mesmo!”

Ainda que seja a maior e mais temida autoridade, o rei não é Deus. Sendo assim, não é onipotente, ou seja, não pode todas as coisas, não é invencível e não está livre desse sentimento que ninguém gosta de demonstrar, nem de outros semelhantes a ele.

Para você entender melhor, venha comigo ao Salmo 34:4, onde vemos Davi, o rei mais temido, respeitado e vitorioso da História de Israel, dizendo: “Busquei o Senhor, e ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores”.

Percebeu? Davi não tinha apenas um temor. Ele diz: “… livrou-me de todos os meus temores”. É plural. Indica a existência de mais que um. Quais seriam eles? Temores de quê?

Como todo rei de sua época, ele estava sujeito a ataques de povos circunvizinhos. Como Davi estava no topo, certamente era odiado e invejado por seus inimigos. Por isso, estava sujeito a ataques-surpresa.

Além disso, mesmo entre seu povo havia pessoas que não o aceitavam como rei porque ele tinha cometido um pecado. E mais: Absalão, seu próprio filho, inveja-o e queria tomar seu lugar de monarca.

No entanto, além desses problemas que eram visíveis, suponho que como homem de carne e osso igual a você e a mim, Davi tinha medo de ficar doente, de não ser aceito ou amado, de perder um ente querido, de não atingir as expectativas dos outros em relação ao seu governo, de desagradar a Deus ou outros parecidos com esses.

Mas não para por aí. No versículo 6, ele declara: “Clamou este pobre, e o Senhor o ouviu, e o salvou de todas as suas angústias”. Que coisa, não? Davi tinha medos e também angústias!!! Muitas! O fato de ser tão poderoso não o livrava desses males. Ele era tão humano quanto nós. Ainda bem!

Se parasse esse artigo neste ponto, você poderia pensar que a vida é assim mesmo. Que a gente precisa se conformar com isso. Que não existe solução. Porém (e quando entra um porém, vai acontecer algo oposto ao anterior), há alguns detalhes que não podemos deixar passar despercebidos. Vamos analisá-los?

Ao iniciar o Salmo 34, Davi diz: “ Louvarei ao SENHOR em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca. A minha alma se gloriará no Senhor; os mansos o ouvirão e se alegrarão. Engrandecei ao Senhor comigo; e juntos exaltemos o seu nome”.

Ora, se ele disse que louvaria o Senhor em todo o tempo, é porque Read the rest of this entry »

 

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Casa limpa e adornada

casa-coracao

Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” (Provérbios 4:23)

         Outro dia, em uma das minhas caminhadas de oração, comecei a pedir a Deus que me ajudasse a retirar do meu coração todo lixo que porventura houvesse nele, pois, ainda que tenhamos sido redimidos por Cristo, como humanos que somos, estamos sujeitos a pecar. E, se não tomarmos cuidado, nem perceberemos que entristecemos o Espírito Santo.

Enquanto conversava com o Senhor, veio-me à mente a imagem de uma casa e comecei a comparar nosso coração a ela. Por isso, gostaria de compartilhar com você algumas coisas que considero ser importantes para todos nós como cristãos desejosos de viver em comunhão com o Pai.

A primeira delas é que uma casa recém-construída é bela e bem asseada. Tudo está em ordem e a decoração lhe dá um toque especial. Então, o ambiente se torna realmente agradável e dá gosto de apresentá-la e compartilhá-la com alguém, sobretudo se for a pessoa a quem amamos e com a qual almejamos viver nossos dias e nossos sonhos.

Da mesma forma ocorre conosco quando entregamos nossa vida a Jesus, aceitando-o como nosso Senhor e Salvador. A casa, que é o nosso coração, é restaurada e todas as velharias e lixo são jogados fora. Há, agora, cheiro de novo, cheiro de limpeza, cheiro de vida. Sentimo-nos bem. Isso ocorre porque “se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Co 5:17). Logo, almejamos compartilhar com Deus tudo o que diz respeito a essa “casa nova”.

A segunda observação é que, com o passar dos dias, se a casa não for bem cuidada, a poeira começa a se acumular; a poluição faz com que a pintura se torne opaca; o lixo vai se acumulando; surgem insetos. Se houver terra, começam a nascer ervas daninhas. E a beleza de seus primeiros dias cede lugar à feiura. O brilho da alegria reinante Read the rest of this entry »

 

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Crédito com Deus

linha-de-credito

É bom ter crédito na praça?

Logicamente essa pergunta parece absurda. Afinal, todos nós queremos e precisamos ter crédito para podermos fazer as transações comerciais necessárias. Mas não apenas na área financeira. Em todas as coisas e situações isso é importante e se faz necessário.

Apesar disso, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) cerca de 56% das famílias brasileiras estão endividadas.  Como consequência, muitos não podem comprar a prazo.

Se gozar da confiança de uma empresa ou de alguém já é algo maravilhoso, imagine ter crédito com Deus?  Não há dúvida de que é fantástico.   E as Sagradas Escrituras estão cheias de exemplos de pessoas que desfrutavam da confiança do Senhor, mas também de outras tantas que não tinham a aprovação dele. Infelizmente.

Quando olhamos para a história dos reis de Israel e de Judá, vemos muitas vezes a seguinte expressão a respeito deles: “E fez o que parecia mal aos olhos do Senhor”, como está escrito em II Reis 17:2 sobre Oséias ou como está registrado sobre Acaz: “… e não fez o que era reto aos olhos do Senhor Deus, como Davi, seu pai” – II Reis 16:2. Por essa razão, esses homens não tinham crédito com o Senhor e deixaram de desfrutar das bênçãos do Pai.

Por outro lado, também encontramos o seguinte sobre alguns reis: “E fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo o que fizera Davi, seu pai” – II Reis 18:3. Esse foi o caso de Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá, sobre o qual meditaremos um pouco.

E não para por aí. Veja os versículos 5, 6 e 7a: “No Senhor Deus de Israel confiou, de maneira que depois dele não houve quem lhe fosse semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele, porque se chegou ao Senhor, não se apartou dele, e guardou os mandamentos que o Senhor tinha dado a Moisés. Assim foi o Senhor com ele; para onde quer que saía se conduzia com prudência…”

Que declaração maravilhosa! Porém, mais fantástico ainda foi o que aconteceu com esse homem de Deus, como resultado da sua obediência ao Senhor: recebeu o favor de Deus tanto no exercício do seu governo quanto na vida pessoal.

Em se tratando de seu serviço como governante, quando Senaqueribe, rei da Assíria, invadiu todas as cidades fortes de Judá, apossou-se delas e começou a fazer uma grande pressão psicológica sobre Ezequias e seu povo, o rei pegou as cartas e as estendeu diante do Senhor e orou apresentando as ameaças que seu adversário havia feito, pedindo livramento para todos os servos do Senhor.

Por causa de sua fidelidade, veja a resposta que o Senhor enviou a ele através do profeta Isaías: “Assim diz o Senhor Deus de Israel: O que me pediste acerca de Senaqueribe, rei da Assíria, ouvi” – II Reis 19:20. A seguir, o Altíssimo enviou um grande livramento ao seu povo.

Em outro momento, Ezequias adoeceu e o Senhor mais uma vez falou com ele através de Isaías: “Assim diz o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás” – II Reis 20:1.

Que notícia terrível, não é? Contudo, lembre-se de que ele havia feito o que era reto aos olhos do Senhor. O rei não fizera o que parecia reto aos seus próprios olhos, e isso lhe garantiu um enorme crédito com Deus ao longo de toda sua vida.

Ao ouvir tal sentença, ele não Read the rest of this entry »

 

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Chamado para ser bênção

bênção

Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção.” (Gênesis 12:2)

É muito bom ser lembrado por alguém. Especialmente, quando a pessoa que se lembra de nós é importante ou tem algo especial para nos oferecer.

Muitos, por exemplo, querem ser lembrados por pessoas famosas e influentes na sociedade. Entretanto, nada é mais importante do que ser lembrado por Deus e chamado por ele para cumprir uma missão especial: ser bênção.

Quando olhamos para a história de Abraão, descobrimos que ele era filho de Terá ou Tera, o qual era idólatra (Josué 24:2). Porém, Deus tomou Abraão para si e o fez andar por toda a Canaã até que todas as promessas que lhe foram feitas se cumprissem à risca (Josué 24:3).

Apesar de não estar muito claro nas Escrituras o motivo pelo qual Deus o escolheu entre tantas outras pessoas de seu tempo, podemos supor que havia nele algo especial, que chamou a atenção do Senhor. Talvez, esse homem não concordasse com a idolatria, a imoralidade, corrupção nem com todas as formas de injustiça comuns em sua época.

Quem sabe, ele questionava se os deuses feitos por seus familiares e contemporâneos realmente podiam fazer alguma coisa por eles, se escutavam suas preces ou se recebiam o culto prestado a eles.

Provavelmente, embora vivesse no meio da idolatria, não havia se contaminado com ela e prestasse seu culto ao único e verdadeiro Deus, o Senhor dos Exércitos, o qual era o único capaz de ouvi-lo, responder às suas perguntas e preencher o vazio de seu coração.

Ainda que não saibamos o que de fato chamou a atenção do Senhor para Abraão, do propósito divino temos conhecimento: “Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção.  Abençoarei os que o abençoarem, e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados” – Gênesis 12:2 e 3.

Nesse texto, vemos que a primeira razão pela qual o Altíssimo o elegeu é que queria formar um povo que verdadeiramente andasse em seus caminhos e O representasse aqui na terra, para que, através dessa nação, todos os povos soubessem que Ele existe. E, pelo que entendemos, esse homem apresentava os valores humanos e as características necessárias para a concretização desse plano.

A partir dessa escolha, o Senhor prometeu que Read the rest of this entry »

 

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Batalha entre vontade e razão

vontade x razão

      “Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua {disse Jesus}.” (Lucas 22:42)

Ao longo de sua vida, Jesus transmitiu-nos inúmeros exemplos a serem seguidos e ensinamentos a ser praticados. Todos eles, evidentemente, muito relevantes; verdadeiros tesouros “escondidos” nas Escrituras. Por isso, como alguém procura incansavelmente por uma joia de rara beleza e valor, assim deve procurá-los todo aquele que almeja viver para a glória de Deus e desfrutar de todas as bênçãos conquistadas a preço de sangue por Cristo.

Dentre esses verdadeiros diamantes, quero destacar um que se faz presente na abertura desse texto: a importância de submeter a vontade à razão.

Então, para início de conversa, veja comigo o significado do vocábulo “vontade”, segundo o Dicionário Brasileiro Globo: Faculdade de querer, de livremente praticar ou deixar de praticar algum ato; necessidade física ou moral. (Do latim voluntate.)

Como um indivíduo pleno, Jesus era dotado dessa faculdade e, obviamente, podia fazer uso dela a qualquer momento, caso quisesse. Inclusive no que dizia respeito ao sacrifício que faria por nós na cruz.

Vale a pena registrar que Ele estava consciente de que sua missão aqui na terra consistia em anunciar as boas novas de salvação e, por fim, padecer e morrer em nosso lugar. Mesmo assim, aceitou o desafio e veio (Fp 2:5-11).

Conforme sabemos, ele viveu entre os homens 100% como Deus, mas também 100% como homem, exceto o fato de não cometer pecado (Hb 2:14-18; 4:14-16). Por isso, quando chegou o momento de ser entregue na mão dos malfeitores para que fosse preso, julgado, condenado, castigado e morto no seu e no meu lugar, o lado humano do Mestre quis falar mais alto e, por um momento, parece ter querido recuar. Sua agonia era tanta, que chegou a suar gotas de sangue (Lc 22:44).

No entanto, foi justamente nesse momento imensamente terrível que Ele escreveu em sua biografia uma das maiores e mais belas lições. Qual foi? Diante da crise e do caos, não deixou a vontade prevalecer. Antes a submeteu à sua razão, embora tivesse o direito de desistir.

Mas… o que é razão? Read the rest of this entry »

 

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