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Mantenha distância

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Sempre que trafegamos pelas rodovias, ou mesmo em vias urbanas, vemos caminhões ou similares com a seguinte advertência: “Mantenha distância”. Normalmente, trata-se de veículos que transportam produtos inflamáveis ou corrosivos. Outros, porém, levam quaisquer tipos de cargas, mas, ainda assim trazem esse alerta.

Talvez, por ser algo muito comum, os olhos leem, mas o cérebro parece não mais dar a devida importância à mensagem em questão. Isso, obviamente, pode representar um grande perigo a quem se aproxima demais. Justamente por essa razão, é comum, até demais, ocorrerem acidentes gravíssimos, os quais poderiam ser evitados se os motoristas levassem a sério esse aviso. Vidas seriam poupadas. Sofrimentos e prejuízos diversos não fariam parte da vida de tantas pessoas, não é mesmo?

Fazendo uma analogia com as demais áreas da vida, ou seja, uma relação, correlação ou aproximação, veremos que há muita semelhança. Quando tratamos da área espiritual, isso fica ainda mais evidente. Por esse motivo, quero compartilhar com você algumas reflexões sobre a necessidade de manter distância do mal. Para isso, veja o que diz Jó 1:1: Havia, na terra de Uz, um homem chamado Jó, íntegro, reto (ou justo), que temia a Deus e fugia do mal.

Considero essa declaração bíblica sobre Jó como uma das mais belas a respeito de uma pessoa. Entretanto, além da beleza, nela existem preciosas lições, as quais, se compreendidas e acatadas, sem sombra de dúvida evitarão que sejamos atropelados pelas carretas e caminhões que trafegam pela mesma estrada da vida que este veículo tão frágil, que somos todos nós.

A primeira coisa que me chama à atenção é que esse homem era (re)conhecido por sua integridade, isto é, por ter-se mantido ileso, intato, que não foi atingido ou agredido. No texto em questão, quer dizer que ele não havia sido afetado negativamente pela decadência moral e espiritual existentes em seu tempo. Apesar de conviver com a desonestidade e a falta de valores éticos, morais e espirituais de seus contemporâneos, Jó continuava sendo honesto. E, se você almeja obedecer aos mandamentos divinos, também precisa viver dessa maneira.

A segunda é que o texto declara que ele era reto. Segundo o dicionário, essa palavra quer dizer “que não tem curvatura, cujo traçado é linear; direto, direito. Em outras palavras: significa que ele seguia pela estrada da vida sem se desviar nem para a direita nem para a esquerda. Isso me faz lembrar do que Deus disse a Josué: “Somente seja forte e muito corajoso! Tenha o cuidado de obedecer a toda a lei que o meu servo Moisés lhe ordenou; não se desvie dela, nem para a direita nem para a esquerda, para que você seja bem-sucedido por onde quer que andar” –Josué 1:7.

Pelo que percebemos aqui, Jó agia desse modo. Ele se mantinha dentro da linha traçada por Deus. Ao fazer essa declaração, lembrei-me da antiga propaganda de uma marca de tênis. Ela mostrava duas situações bem distintas. Numa, a pessoa começava a correr em linha reta, entretanto, em pouco tempo, ia tombando para a direita e trombava num poste, porque estava calçando uma marca qualquer.

Logo em seguida, a segunda cena mostrava alguém que corria à vontade, fazia as curvas normalmente e chegava ao seu destino sem o menor problema porque usava o calçado da marca X. Pelo registro bíblico, vemos que Jó era assim, pois usava o calçado da obediência à palavra do Senhor. Além disso, vemos que ele era direito, ou seja, seguia a lei e os bons costumes; justo, correto, honesto; andava de acordo com os costumes, as normas morais e éticas etc.; certo, correto, justo.

Certamente foi por isso que esse homem recebeu tanto crédito de Deus e um lugar de destaque nas páginas do Livro Sagrado para os cristãos. Mas isso não é privilégio dele, pois o Pai não tem filhos prediletos: “Então Pedro, tomando a palavra, disse: Na verdade reconheço que Deus não faz acepção de pessoas” – Atos 10:34. Por isso, nós também precisamos e devemos ter tais características. Mesmo que vivamos no meio de tanta podridão moral, devemos viver dignamente diante do Senhor e dos nossos pares. Aliás, o Senhor não nos chamou para sermos iguais, mas diferentes (Romanos  12:2). Humildemente diferentes para o bem.

Outra razão que incluiu Jó nas Escrituras foi o fato de ser temente a Deus. Temer nesse caso não significa ter medo. O temor a Deus é um sentimento de Read the rest of this entry »

 

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Amado como Jesus

Deus me ama

Geralmente as crianças gostam de brincar com seus pais. Uma dessas brincadeiras é competir para ver quem ama mais o outro.  É até engraçado ver como são criativas na maneira de “medir” o tamanho desse amor.

Algumas delas chegam a declarar que esse sentimento pelos pais é maior que o mundo inteiro. Os pais, por sua vez, também dizem o mesmo. E, lógico, todos ficam muitos felizes. Afinal, quem não gosta de se sentir amado dessa forma?

Evidentemente, não é possível calcular a intensidade de um sentimento. Não existe um “amorômetro” para fazer a medição. No entanto, pode-se percebê-la e senti-la através de palavras, gestos e atitudes da pessoa que diz amar.

Não sei explicar por que, mas faz um bom tempo que sempre penso no quanto Deus nos ama. E, nessas ocasiões, sempre me vem à mente a fala de Jesus registrada em João 17:23: “Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste”.

Esse texto faz parte da oração de Cristo pelos discípulos. Veja a profundidade dele. O Senhor declara que o amor do Pai para conosco é igual ao do Pai para com ele. Isso gera em meu coração uma alegria sem medida. Ser amado por Deus dessa maneira é algo reconfortante e motivador, não é mesmo?

Mas há algo ainda melhor. Esse amor não está relacionado apenas à salvação eterna. Obviamente, seu objetivo principal e sua manifestação maior atingem seu ponto máximo no sacrifício de Jesus para nos salvar, como lemos em João 3:16: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Entretanto, ele vai muito além, pois Deus sempre nos surpreende, manifestando-o em todas as áreas da nossa vida. Podemos perceber isso diariamente através da paz que ele permite haver em nosso coração, mesmo quando passamos por desertos, vales, tempestades e pelo fogo. Vemos ainda seu amor materializado como, por exemplo, pela provisão diária do alimento, da saúde, do trabalho, da família e de tantas outras maneiras.

Talvez você até me questione, dizendo que não tem visto essas coisas em sua vida. Então, eu o convido a fazer uma lista, escrita ou mesmo mentalmente, de tudo aquilo que um dia você considerou como bênção recebida de Deus. Se o fizer com atenção e sinceridade, não há dúvida de que vai se surpreender com o tamanho dela.

Sendo assim, quero convidá-lo a alegrar-se grandemente por ser amado de forma tão intensa e singular.  Lembre-se de que Jesus era o Unigênito Filho de Deus. Logo, alguém muito especial. Ao enviá-lo para morrer em nosso lugar, o Pai estava fazendo a mais bela declaração de amor que já foi feita neste mundo. Aproveite o momento para, também, agradecer ao Senhor por amar você do mesmo modo e com o mesmíssimo amor com que ama Jesus.

 

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Movendo o coração de Deus

“Nós, pois, jejuamos, e pedimos isto ao nosso Deus, e moveu-se pelas nossas orações.”

(Esdras 8:23)

movendo o coração

Há muitas passagens bíblicas que tratam do assunto oração. Aprecio todas elas. Todavia, existem algumas que me cativam mais do que outras por causa da sua profundidade, expressando verdades tão importantes para a vida de quem deseja tocar e mover o coração de Deus. Uma delas está registrada em Esdras 8:21 ao 23.

Esse texto está no seguinte contexto: Esdras havia saído da Babilônia rumo a Jerusalém com a missão de reconstruir o templo, que fora destruído e, desde então, estava abandonado. Porém, como ele dissera a Artaxerxes, rei da Babilônia, que a bondosa mão do Senhor era com aqueles que o buscam, ficou com vergonha de pedir ao soberano a liberação de alguns soldados para fazerem a segurança da comitiva.

Diante disso, a única estratégia para fazer a viagem em segurança foi a que vemos a seguir: “Então apregoei ali um jejum junto ao rio Aava, para nos humilharmos diante da face de nosso Deus, para lhe pedirmos caminho seguro para nós, para nossos filhos e para todos os nossos bens” – v 21.

Que coisa linda! O mais belo, no entanto, vemos no versículo 23, o qual traz a seguinte declaração de Esdras: “Nós, pois, jejuamos, e pedimos isto ao nosso Deus, e moveu-se pelas nossas orações”. Assim, eles puderam chegar ao destino (Jerusalém) em paz, pois contaram com o exército do Deus Vivo para lhes dar a proteção necessária. E lá ele e seus ajudantes conseguiram realizar a obra para a qual se sentiram chamados: restaurar o Templo onde cultuavam ao Senhor.

Hoje também não é diferente, pois, como lemos em Malaquias 3:6, Deus não mudou. Também em Hebreus 13: 8 há uma confirmação dessa verdade: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente”. Sendo assim, também podemos desfrutar dessa bênção.

Eu não sei quais são suas necessidades neste momento. Contudo, de uma coisa estou convicto: você também pode mover o coração de Deus através do jejum e da oração. Isso porque, ao agir dessa maneira, demonstrará ao Senhor que reconhece sua limitação como ser humano e também que entendeu a necessidade de tirar um tempo para Ele, abrindo mão daquilo que gosta de comer, beber ou de fazer para falar sobre suas carências, angústias, decepções e da sua gratidão por todas as bênçãos já recebidas.

Talvez num primeiro momento você possa até supor que está perdendo tempo. Porém, mais tarde, verá que abrindo mão do que já possui para estar aos pés do Senhor em jejum e oração dará a oportunidade para Deus presenteá-lo com aquilo que você ainda não tem.

Portanto, faça como Esdras. Ele havia falado ao rei Artaxerxes que a mão de Deus é sobre todos os que o buscam, para o bem deles (v 22). Mas não ficou apenas na fala. Ao contrário, buscou a face do Senhor e o coração Dele foi tocado. Você também pode tocar o coração do Pai. E, quando Ele se move por causa da oração e do jejum de um servo Seu, o milagre acontece. Pense nisso. Tire um tempo para falar com Deus sobre tudo o que considerar importante.

 

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Segundo o coração de Deus

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“… Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração…” (Atos 13:22)

     Outro dia, enquanto ministrava um estudo na escola bíblica, perguntei aos participantes qual seria, de acordo com o ponto de vista deles, a razão pela qual Deus fez tal declaração.     Evidentemente, as respostas foram muitas e variadas. Por exemplo: ele era obediente; temente; adorava ao Senhor com inteireza de coração; era destemido e justo; quando pecou, reconheceu seu erro e prostrou-se, arrependido, aos pés de Deus; e outras tão relevantes e verdadeiras quanto essas. Mas, para mim, ainda faltavam justificativas, as quais considero muito importantes. Por isso, almejo compartilhá-las com você.

Davi amava Deus, a Sua palavra  e também estar no templo. Em toda a sua trajetória de vida, constatamos isso em suas declarações e atitudes. Porém, é no livro dos Salmos que fica ainda mais clara essa intensa paixão. E, como entendo que a história dele pode nos inspirar e motivar, convido você para ver alguns textos que esclarecem o que foi dito acima.

Veja o que ele declara: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus?” e também: “Ó Deus, tu és o meu Deus, eu te busco intensamente; a minha alma tem sede de ti! Todo o meu ser anseia por ti, numa terra seca, exausta e sem água” (Salmos 42:2; 63:1; veja ainda 143:6).

Muitos de nós temos sede de muitas coisas: dinheiro, fama, sucesso, reconhecimento humano, atenção e carinho (o que é justo), riquezas, bens materiais e coisas semelhantes a essas. Já Davi tinha sede de Deus. Mas… o que significa isso? Quer dizer que tinha um desejo vivo, ardente e imoderado, o  qual o levava a buscar a face do Senhor continuamente.

Mais uma razão está no fato de o salmista ter imenso prazer em ir ao templo do Senhor: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor” – Salmo 122:1. Ele chega ao ponto de dizer que “vale mais um dia nos teus átrios do que em outras partes mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios” – Salmo 84:10.

Outro motivo pelo qual Deus se refere a Davi dessa maneira é seu prazer em meditar na e guardar a palavra do Pai. Veja o Salmo 119:20,140,174: “Como anseio pelos teus preceitos!”; “Como anseio pelos teus preceitos!” “Anseio pela tua salvação, Senhor, e a tua lei é o meu prazer”.

O resultado de tudo isso não poderia ser outro: tornar-se um homem segundo o coração de Deus, sábio e bem-sucedido. Veja: “Como eu amo a tua lei! Medito nela o dia inteiro. Os teus mandamentos me tornam mais sábio que os meus inimigos, porquanto estão sempre comigo. Tenho mais discernimento que todos os meus mestres, pois medito nos teus testemunhos. Tenho mais entendimento que os anciãos, pois obedeço aos teus preceitos” – Salmo119:97ao100.
Se Davi colheu tantos frutos por causa da sua forma de ser e de agir em relação ao Senhor, também nós podemos. No entanto, é preciso atentar para as mesmas coisas que ele. Em outras palavras: ter sede de Deus, isto é, um desejo vivo, ardente e sem moderação; amar a Sua palavra (Uma pesquisa recente revelou que apenas 26% dos evangélicos leem a Bíblia diariamente. Que triste!); alegrar-se quando pode ir à casa do Pai; sentir prazer na lei do Senhor, pois é bem-aventurado o homem que possui esse sentimento e medita na Sua lei de dia e de noite – Salmo 1º:2 e 3. Agindo assim, certamente seremos pessoas segundo o coração de Deus.

 

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Tempo para tudo

Time

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para cada propósito debaixo do céu.” (Eclesiastes 3:1)

Já faz algum tempo que venho refletindo sobre esse tema tão apetitoso, profundo e complexo. Talvez, seja porque muitas vezes me sinto meio escravizado pelo relógio. São tantos os compromissos diários, que me parecem poucas as vinte e quatro horas de cada dia. Às vezes, dá a impressão de que preciso de umas seis horas a mais.

Por outro lado, em outras ocasiões fico até com a consciência meio pesada por ter a sensação de que desperdiço tempo com algumas coisas, as quais, aparentemente, não são tão importantes. Como assistir à televisão, por exemplo. Assim, vivo certo dilema: “Fazê-las ou não fazê-las? Eis a questão”. Não sei se esse também é o seu caso. Porém, caso seja, ou mesmo não sendo, almejo compartilhar com você algumas reflexões sobre o tempo, baseadas em Eclesiastes 3:1 ao 8.

A primeira delas é que, como foi dito no texto de abertura deste artigo, tudo tem o seu tempo determinado e também para cada propósito debaixo do céu, ou seja, aquilo que se busca alcançar. Portanto, querer algo antes do momento estabelecido por Deus ou mesmo por alguém que exerce autoridade sobre nós, como nossos pais, pode não ser de fato uma bênção. Por essa razão, gerar terríveis consequências ou um resultado bem abaixo da expectativa. Provocando, assim, frustração, decepção ou não a satisfação total e o prazer esperados.

Talvez você até esteja pensando que “viajei”. Por isso, quero convidá-lo a relembrar comigo a Parábola do filho pródigo – Lucas 15:11 ao 24. Antes, porém, desejo recordá-lo de que parábolas são narrativas figuradas, cujo objetivo é transmitir uma lição de moral ou um ensinamento de vida. Elas eram muito comuns no Oriente e Jesus, como uma pessoa integrada à cultura de seu tempo e de seu povo, usou-as magistralmente com o intuito de ensinar profundas verdades terrenas e espirituais aos discípulos e às multidões que se sentavam a seus pés para aprender.

Nessa história, vemos que o filho mais moço quis, antecipadamente, sua parte da herança. Isso se constituía em um grande desrespeito ao seu pai, e há aqui muitas coisas a serem analisadas. Contudo quero me ater somente ao fato de ele não estar amadurecido o suficiente para administrá-la com a sabedoria e a competência necessárias. Consequentemente, em pouco tempo torrou todo o dinheiro e passou a mendigar o pão. Vale lembrar que ele chegou a desejar a comida dos porcos, mas nem isso lhe davam. Então, aquilo que ele pensava ser bênção, recebê-lo antes do tempo lhe gerou muita dor, sofrimento e prejuízos desnecessários.

A segunda: existe tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou – 3:2. Em outras palavras: é preciso esperar a semente germinar, a planta crescer, florescer e dar frutos. Só depois de passar por todos esses estágios é que os frutos estarão maduros e prontos para serem saboreados. E não há nada melhor do que desfrutar das obras das próprias mãos, conforme vemos em Isaías 65:21 ao 24; 1:19; Salmo 1:1 ao 3. É o sonho de Deus para cada um de nós.

Entretanto, o que temos visto na sociedade em que vivemos são pessoas extremamente apressadas e precipitadas em tudo. São filhos que querem um carro antes do tempo certo ou outros bens de consumo. Falando nisso, recordei-me de uma pessoa que desabafou comigo um dia desses. Seu enteado, mal começou a trabalhar e nem mesmo tinha recebido seu primeiro salário, já queria comprar um celular muito caro. E o pior: se não fosse a intervenção dela, o pai do garoto havia comprado.

Faltou-lhe sabedoria para aproveitar a ocasião e ensinar ao filho preciosas lições de vida como, por exemplo, sobre a necessidade de não fazer dívidas, de economizar, de investir em sua formação profissional, fazer um curso de inglês… Faltou-lhe sabedoria e autoridade para dizer-lhe que primeiro ele precisava ser, para depois ter. Infelizmente, não são poucas as pessoas que agem assim. Desse modo, elas criam filhos extremamente consumistas e também sem nenhuma sabedoria para administrarem suas finanças, gastando ao invés de investir sabiamente.

A terceira está no versículo 3. Nele, o escritor fala que “há tempo de derrubar e tempo de construir”. Isso significa que existem ocasiões nas quais precisamos derrubar algumas coisas em nossa vida. Podem ser conceitos errados, especialmente sobre Deus ou outras coisas que construímos supondo que seriam benéficas, mas que, com o tempo, se demonstraram nocivas. Quem sabe seja nossa arrogância que precisa ser destruída para podermos desfrutar das benesses divinas ou ter  relacionamentos pessoais saudáveis, seja com o cônjuge, com os filhos ou pais, com colegas de trabalho ou quaisquer outros.

Depois de termos destruído o que era prejudicial, chegou a hora de edificar. Mas construir o quê? Tudo o que de fato é bom, importante e necessário. Veja que eu disse importante e necessário depois de bom. Isso porque nem tudo se encaixa nesse critério. Assim, não vale a pena receber investimentos de nossa parte. E, nesse pacote de importância e necessidade, podemos pôr: formação profissional, relacionamentos pessoais, e outros de igual quilate. Ah, considero relevante ressaltar que para construir é preciso sábio investimento de tempo e dos demais recursos. Daí carecer de sabedoria e paciência, a fim de alcançar o objetivo desejado.

A quarta se encontra no versículo 4. Nele, lemos assim: “Tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de dançar”. No entanto, muitos agem como se a vida fosse uma eterna piada. É evidente que precisamos relaxar. Baixar a guarda, como se diz no boxe, brincar e rir. Se isso não acontecer, existe alguma coisa errada conosco. A vida precisa de humor. Caso contrário, fica sem graça e se torna um fardo pesado demais para suportarmos. Eu mesmo, sempre que oportuno, digo que na vida conjugal, por exemplo, não pode faltar amor, beijo, sexo e humor. Isso pela simples razão de ser o tempero do casamento. Quanto ao item em destaque, por deixar o cotidiano mais leve. Em relação às outras áreas, podemos aplicar o mesmo princípio: deve haver humor. Aliás, quem gosta de ficar perto de uma pessoa que vive de cara fechada? Read the rest of this entry »

 

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Declaração de amor

 

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Quem nunca fez uma declaração de amor que atire a primeira pedra.

Seja olhando no olho da pessoa amada, através de cartas ou pegando carona numa música, penso que todas as pessoas normais já declararam seu amor a alguém.

Certa feita, falando sobre esse tema, o poeta português Fernando Pessoa disse: “Só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas”. Ainda bem que não sou ridículo!!!

Logicamente, eu não pegaria tão pesado como ele. No entanto, suponho que todo aquele que ama  almeja, de alguma maneira, declarar-se à pessoa amada. Afinal, quem não gosta de ouvir ou ler palavras sinceras de amor? Seja do cônjuge, dos filhos, dos pais ou de amigos, é sempre muito bom ser alvo de uma declaração dessa natureza. Parece que tais palavras agem em nosso ser como um eficiente remédio, o qual fortalece todas as áreas da nossa vida e nos dá disposição para prosseguirmos rumo à realização dos nossos sonhos.

Penso ser exatamente pelo que afirmei no parágrafo anterior que Deus decidiu fazer uma declaração de amor a Jesus. Conforme lemos em Mateus 3:13 ao 17, o Senhor foi até o rio Jordão para ser batizado por João Batista, para que se cumprisse toda a justiça divina. Assim que ele saiu da água, o Espírito de Deus desceu sobre ele e uma voz dos céus disse: “Este é o meu Filho amado, em quem me agrado“. Há outra versão que fala: “Este é meu Filho querido, que me dá muita alegria!”.

Que bela declaração de amor! Todavia, além da beleza dessas palavras, por certo existem razões bem definidas pelas quais Deus resolveu se declarar a Jesus, tendo como testemunhas todas as pessoas presentes naquele momento tão especial. E é justamente sobre elas que desejo conversar com você neste momento.

A primeira delas: O Pai tinha motivos para se declarar publicamente. Não há dúvida de que Deus o amava muito e ansiava pelo momento em que poderia compartilhar isso com seu povo. Isso revela haver entre os dois uma relação saudável e uma perfeita sintonia. E, sempre que existe isso, a pessoa tem prazer que outros saibam.

Em se tratando da nossa relação com Deus, também é preciso saber que somos amados com o mesmo amor com o qual o Altíssimo ama Jesus. Veja o que diz o Mestre em João 3:23: “Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste”. Que maravilha, não é mesmo?

A segunda: Jesus tinha uma importantíssima missão a cumprir: resgatar o ser humano, que estava escravizado por toda sorte de males, e reconciliá-lo com o Pai. Contudo, não seria nada fácil fazer isso. Ao contrário, depois do batismo, o Senhor iria para o deserto, onde começaria uma fase de testes, para ver se de fato ele estava apto para salvar a humanidade e reconduzi-la a Deus.

Deus sabia que era muito, mas muito importante mesmo que Cristo soubesse o quanto era amado. Como eu disse anteriormente, uma declaração sincera de amor fortalece e dá disposição para seguir em frente. O Senhor estava convicto da sua missão e também das dificuldades que enfrentaria. Aliás, ele precisava resistir a todas as tentações às quais seria submetido, pois somente assim estaria realmente apto para nos salvar. Portanto, precisava saber que era amado pelo Pai, porque isso o ajudaria a manter o foco e o ânimo.

Penso que saber que era tão amado foi uma das razões pelas quais o Senhor saiu-se vitorioso e fortalecido nessa prova de fogo. Sobre a consequência disso, o escritor aos hebreus declara: “Por essa razão era necessário que ele se tornasse semelhante a seus irmãos em todos os aspectos, para se tornar sumo sacerdote misericordioso e fiel com relação a Deus e fazer propiciação pelos pecados do povo. Porque, tendo em vista o que ele mesmo sofreu quando tentado, ele é capaz de socorrer aqueles que também estão sendo tentados” –Hebreus 2:17 e 18.

No entanto, é importante lembrar que Jesus só pode nos auxiliar porque ele foi tentado, porém não cedeu ao pecado, conforme lemos em Hebreus 4:15. Caso ele tivesse pecado, não teria autoridade para ajudar-nos a vencer as batalhas contra o maligno. Teria fracassado em sua missão e nós  estaríamos no mato sem cachorro, à mercê de todos os perigos e armadilhas que o mundo arma contra a nossa vida. Além disso, não teríamos sido reconciliados com o Pai – Romanos 5:11; II Coríntios 5:18. Logo, não haveria salvação para o ser humano.

Do mesmo modo acontece conosco hoje. Saber que somos extremamente amados pelo Senhor e que ele passou por todas as provas lá no deserto para nos compreender e socorrer no momento da nossa necessidade torna-nos mais fortalecidos e seguros. É, de fato, muito reconfortante ter a certeza de que também nos sairemos vitoriosos nas grandes e terríveis batalhas que enfrentarmos durante nossa peregrinação aqui na terra, pois o amor de Deus para conosco nos fortalece e encoraja a lutar.

A terceira: Penso que ter convicção do amor do Pai para com ele foi uma das razões pelas quais, no momento mais importante e difícil pelo qual passou lá no Getsêmani, antes de sua prisão,  Jesus pôde declarar: “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres” – Mateus 26:39. Sem dúvida, a certeza de ser amado deu-lhe lucidez e sabedoria para compreender que o Pai estava no controle. E, se Deus estava no comando, ele podia enfrentar a mais terrível e preciosa batalha da sua vida. E sair-se triunfante.

A quarta: Conosco também não acontece de modo diferente. Também precisaremos encarar muitos gigantes ao longo da vida. O mesmo ocorre com nossos entes queridos, sejam filhos, cônjuge, irmãos ou outros que nos são especiais. O pior é que não dá para fugirmos dessas batalhas, muitas das quais travadas dentro de nós mesmos, pois, não raramente, as maiores guerras acontecem na nossa mente. Quer tenhamos consciência disso ou não.

No entanto, existe uma supervitamina que nos fortalece e dá motivação para enfrentarmos os inimigos que se levantam contra nós: a certeza de que somos verdadeiramente amados por Deus e por  nossos entes queridos. Por esse motivo, não nos sentiremos sozinhos ou fracos e incapazes para derrotarmos tais adversários.

Ah, quero que saiba que quando falo desses inimigos com quem precisamos lutar não me refiro a pessoas, porém às adversidades e tentações pelas quais todos nós passamos. Vale lembrar que as Escrituras Sagradas ensinam assim em Efésios 6:12: “… a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais”.

Então jamais se esqueça de que nossa luta é contra as forças do mal que nos querem dominar e vencer. É lógico que muitas vezes pessoas são usadas para nos atingir. No entanto, como servos de Deus precisamos ter discernimento e sabedoria para não atirarmos flechas em alvos errados, isto é, em pessoas.

Quanto aos nossos filhos hoje, alguns dos maiores gigantes que precisam enfrentar, quando saem para o campo de guerra (o mundo), são as drogas, a prostituição, a violência, a inversão e perda de valores, a falta de temor a Deus, a incredulidade, o bombardeio da “infernet” com toda sorte de coisas que corrompem os bons costumes, a concorrência desleal desse mundo dominado pelo capitalismo selvagem, os medos, a depressão, a revolta e outros males tão destruidores quantos estes.

Vale lembrar ainda que, mesmo não havendo como fugir dessas batalhas, se eles souberem o quanto são amados por nós, pais, certamente se sentirão mais seguros e fortes para enfrentarem todos esses adversários e se saírem vencedores. Por isso, precisamos demonstrar-lhes, a cada dia, com palavras e, principalmente, com atitudes correspondentes às palavras declaradas, que os amamos, que são de fato importantes para nós e que podem contar conosco. Agindo assim, ajudaremos, e muito, na formação de pessoas de bom caráter, seguras, tementes a Deus e bem-sucedidas em seus empreendimentos. E, mesmo se forem derrotadas em algum momento da vida, como a fênix ressurgirão das cinzas.

 

 

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Apenas Um

apenas um

Onde estão os outros nove?” (Lucas 17:17)

     Entender as pessoas realmente não é nada fácil. Aliás, não existe como compreendê-las plenamente. No entanto, das suas ações, atitudes, comportamentos, de seus acertos e também de seus erros podemos extrair preciosas e benéficas lições.

Se elas forem positivas, para que as imitemos (no bom sentido da palavra, é claro); porém, caso sejam más, para não cairmos nos mesmos erros. Como declara o doutor Mike Murdock: “As pessoas inteligentes aprendem com seus próprios erros; as sábias aprendem com os erros dos outros”. E nós precisamos aumentar cada vez mais o nível do nosso reservatório de sabedoria, não é mesmo?

Como você sabe muito bem, a Bíblia está repleta de belas e enriquecedoras histórias. Uma delas está registrada em Lucas 17:11 ao 19. Nela, vemos que Jesus estava a caminho de Jerusalém e passou pela divisa entre Samaria e Galiléia. Entrando num povoado, dez leprosos se dirigiram a ele, ficando a certa distância, pois, segundo a lei, pessoas com essa doença eram consideradas imundas; logo, não podiam estar com quem era saudável.

Leprosos nem mesmo podiam conviver com sua família. A pessoa que levava a comida tinha que deixá-la a certa distância, retirar-se do local e, só depois, o doente ia pegar o alimento. Que tristeza! Como devia ser terrível estar nessa condição e situação, não é?

Se não bastasse o sofrimento físico e mental causado pela doença do corpo que, aos poucos, ia apodrecendo até a pessoa não suportar mais e morrer, tais indivíduos também sofriam muitíssimo com a discriminação, porque eram considerados amaldiçoados. Isso certamente os fazia adoecer ainda mais da mente e do coração.

Apesar de ainda não existir a palavra depressão, penso que muitos ficavam tão deprimidos que, fatalmente, tornavam-se mais debilitados, pois a condição psicológica interfere diretamente na física. Como consequência, marchavam a passos ainda mais largos para a morte. Logo, o estado físico e mental de pessoas nessa situação devia mesmo ser caótico. Suponho ser impossível se colocar no lugar de alguém assim e compreendê-lo profundamente.

Desse modo, fica um pouco mais fácil entender por que aqueles homens pararam bem longe e clamaram por misericórdia quando souberam que era Jesus quem passava por ali – Lucas 17: 12 e 13. Presumo que alguém lhes dissera haver uma pessoa que se importava com a dor deles, com poder para curá-los daquela moléstia e que agora era a chance de ouro para eles voltarem a viver de fato.

Portanto, não poderiam desperdiçar aquela que, sem dúvida, era uma oportunidade única na vida deles, pois a medicina da época não possuía conhecimento nem recursos para restabelecer a saúde deles. Assim, decidiram agarrar-se firmemente àquele fio de esperança. E foi isso que fizeram. Levantaram um clamor por socorro, dando, então, o primeiro passo rumo a uma nova vida.

Lucas 17:14 mostra-nos que Jesus prontamente usou de misericórdia para com eles e lhes disse que fossem se mostrar aos sacerdotes, conforme a determinação da lei de Moisés, pois somente eles tinham autoridade para receber a oferta estabelecida para casos assim, declará-los curados e aptos para retornar ao convívio familiar e também social.

Creio ser relevante registrar que Jesus não fez uma investigação para saber que pecado eles haviam cometido para terem sido punidos com a lepra. Mesmo que a doença fosse resultado de uma desobediência aos mandamentos de Deus, o Mestre da Vida mostra-lhes, e também a nós, que todo aquele que clama por misericórdia é prontamente atendido pelo Autor da Vida, embora nem sempre o Senhor responda da maneira que desejamos. Afinal, ele é soberano e sabe o que é o melhor e quando deve estender sua amorosa mão para nós.

Pelo pouco conhecimento que tenho das ações do Senhor, entendo ainda que para ele aquelas pessoas eram muito mais importantes do que o erro cometido, se fosse esse o caso. Além disso, Jesus conhecia o coração delas e certamente sabia que tinham se arrependido de seus pecados, caso eles fossem os causadores da lepra, conforme já mencionado.

Ainda no versículo 14, somos informados de que enquanto iam se mostrar aos sacerdotes esses homens perceberam que tinham ficado limpos. Isso era um sinal de que foram curados da lepra. O milagre já havia acontecido. Que maravilha, não é mesmo?

Penso que esses homens ficaram extremamente felizes quando perceberam o milagre realizado em sua vida. E não é para menos! Agora, tudo voltaria ao normal. Sendo assim, o mais lógico era que voltassem correndo para agradecer pela cura recebida.

Talvez, até houvesse uma competição entre eles para ver quem seria o primeiro a alcançar o Senhor para prostrar-se a seus pés e agradecê-lo. Afinal, haviam sido tão grandemente abençoados por Aquele que era muito maior que os sacerdotes aos quais deviam se mostrar. Era justo agir assim. É… Mas não foi bem isso que aconteceu, não.

Nos versículos 15 e16, Lucas relata que apenas UM deles, vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz. E mais: Read the rest of this entry »

 

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Vaso restaurado

vaso rest

     Por mais bem feita e bonita que seja uma casa só se torna realmente completa quando, além do acabamento, recebe uma boa decoração. Dentre os objetos usados para decorar ambientes, quero destacar os vasos, os quais podem ser de cristal, metal, vidro, barro, ouro ou quaisquer outros materiais.

Recentemente, eu e minha esposa fomos a Poços de Caldas. Lá, existe uma loja que vende objetos de decoração e Márcia quis conhecê-la. E fomos. Que coisa linda! Há coisas que enchem nossos olhos de tão belas que são. Fiquei imaginando umas daquelas peças em nossa casa. Certamente, deixariam o ambiente mais lindo. Pena que são muito caras!

Como em tudo ou de tudo podemos extrair grandes lições, gostaria de compartilhar com você algo relacionado a vasos, pois já faz algum tempo que uma passagem bíblica que trata desse assunto vem à minha mente. Para isso, tomarei o texto registrado em Jeremias 18:1 ao 6, no qual o Senhor se dirige ao profeta para lhe ensinar uma grande verdade sobre o povo de Israel e a respeito de si mesmo, o maior e melhor oleiro do mundo.

Para iniciar nossa prosa, quero dizer que quando uma peça de cerâmica cai das mãos de uma pessoa ou é derrubada pelo vento, sobram apenas cacos. Na melhor das hipóteses, fica trincada. Desse modo, perde a beleza original ou a utilidade, caso a intenção do dono seja utilizá-la para armazenar algo líquido. Consequentemente, gera prejuízo a quem a adquiriu. No entanto, se esse objeto for parar nas mãos de um excelente artesão, não há dúvida de que será restaurado por completo e poderá ser utilizado para o propósito inicial do dono.

Caso olhemos com atenção para nossa vida ou a algumas pessoas com as quais convivemos, vamos perceber que, em muitas situações, nos assemelhamos a um vaso quebrado. Isso pode ser resultado de uma doença (seja ela física, psicológica ou psicossomática), do desemprego ou de dificuldades no trabalho, de problemas familiares ou conjugais e tantos outros.

Não sei quanto a você; porém, já passei e, às vezes, ainda passo por situações nas quais me sinto como um vaso quebrado. Já houve momentos em que me pareceu ter sido atropelado por um trem. Minha impressão, nessas ocasiões, era que não havia mais condições de prosseguir. Todavia, eu estava redondamente equivocado. Graças a Deus!!!

Ao olharmos para o texto de Jeremias, citado acima, vemos o Senhor falando sobre isso. Naquele momento da História, o povo de Israel passava por uma grave crise espiritual, pois havia se afastado de Deus. Veja: “O meu povo esqueceu-se de mim: queimam incenso a ídolos inúteis, que os fazem tropeçar em seus caminhos e nas antigas veredas, para que andem em desvios, em estradas não aterradas” – Jeremias 18:15. Assim, espiritualmente falando, os israelitas estavam como um vaso quebrado.

Por esse motivo, o Pai procura o profeta e diz para ele descer à casa do oleiro, a fim de ouvir a mensagem que tinha para ele. E assim Jeremias fez. Foi para lá e ficou observando o trabalho daquele homem, o qual devia ser admirável. Contudo, de repente, o vaso se quebrou na mão do artesão. E agora, o que fazer? Talvez, se fosse eu, tinha jogado fora. Entretanto, o oleiro agiu de maneira diferente. Ele o refez, moldando-o de acordo com a sua vontade (Jeremias 18:2 ao 4).

Nesse momento, o Senhor entra em ação e declara: “Ó comunidade de Israel, será que não posso eu agir com vocês como fez o oleiro? – pergunta o Senhor. Como barro nas mãos do oleiro, assim são vocês em minhas mãos, ó comunidade de Israel” – Jeremias
18:6. Que maravilhoso!

Quem sabe a minha e a sua vida têm sido, em muitos aspectos, semelhantes a do povo de Israel, ou seja, um vaso quebrado por causa dos mais variados problemas. Talvez, assim como esse povo, nós também tenhamos nos afastado dos caminhos do Senhor. Veja que eu não disse da igreja, mas dos caminhos de Deus, visto que são duas coisas bem diferentes. Podemos ir ao templo regularmente apenas para cumprir Read the rest of this entry »

 

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Porção multiplicada

peixe pão

“Aqui está um rapaz com cinco pães de cevada e dois peixinhos, mas o que é isto para tanta gente?” (João 6:9)

     Todo ser humano almeja ser feliz. Por isso, todos correm em busca da felicidade. E não existe nada de errado nisso. Ao contrário, Deus sonhou isso para nós desde que criou o homem. Navegando pelas páginas das Escrituras, vemos claramente esse desejo dele. Aliás, parece-me que o Senhor quer até mesmo mais do que nós.   

Mas… O que é preciso para ser feliz? É lógico que a resposta não é tão simples assim. Não existe uma receita. No entanto, a origem da palavra nos dá pistas importantes. Por exemplo: feliz vem do latim felix, que significa “fértil, fecundo; que dá frutos”. Já felicidade originou-se de felicitas, que é da mesma família de felix. Daí, compreendemos que uma das maneiras de conseguir a bendita e tão desejada felicidade é sendo fecundo, ou seja, produzindo frutos.

Quem sabe, você se questione como pode ser assim, se não tem grandes talentos, condições financeiras favoráveis, saúde ou mesmo tempo. E eu lhe respondo: Todos nós temos alguma coisa que pode ser colocada à disposição do Senhor para ele usar como uma semente de bênção na vida de outros. Pode ser uma ideia, uma palavra amiga, um pedaço de pão, um copo de água, um bocadinho de tempo para ouvir seu próximo ou uma oração por alguém com alguma necessidade.

Quando olhamos para Mateus 14:13 ao 21, vemos o relato da primeira multiplicação de pães e peixes. Onde Jesus estava sempre havia uma multidão para ouvi-lo de fato. Outros vinham até ele apenas para receber um milagre ou simplesmente a fim de ver o que o Mestre fazia como se fosse um espetáculo de um renomado artista. Nesse episódio, por certo, não foi diferente.

Nessa ocasião, milhares de pessoas seguiram o Senhor, que, movido de íntima compaixão, curou os enfermos ali presentes. Porém, ficou muito tarde e o lugar era deserto. Logo, não era possível voltarem para casa em segurança. Portanto, havia um grande problema: Como alimentar todas as pessoas? Jesus ordenou que os discípulos dessem comida à multidão. Então eles disseram: “Tudo o que temos aqui são cinco pães e dois peixes” – Mateus 14:17.

Relatando esse fato, João o registra assim: “Aqui está um rapaz com cinco pães de cevada e dois peixinhos, mas o que é isto para tanta gente?” – João 6:9. Parece brincadeira ou piada de mau gosto, não é? O que fariam com apenas cinco pães e dois peixinhos? Pela lógica humana, nada. Contudo, aqui está o segredo: Deus não trabalha simplesmente com o natural. Ao contrário, sua especialidade é o sobrenatural, ou seja, o milagre.

Justamente por esse motivo, o que almejo destacar aqui é o seguinte: A pequena porção que aquele rapaz tinha foi a semente que permitiu a realização do milagre. Por isso, quando o Senhor ora, abençoando aquele alimento, acontece o impensável – Mateus 14:19 ao 21. Todos se saciaram e ainda foram recolhidos doze cestos cheios de pedaços que sobraram. E não foram poucas pessoas. Ali estavam presentes cinco mil homens, além das mulheres e crianças!

Que maravilha! Creio que jamais os discípulos pensaram ser possível alimentar toda aquela multidão, apesar de já terem presenciado tantos milagres. Veja que eles perguntaram: “… mas o que é isto para tanta gente?”. Realmente, não era nada se dependesse somente da capacidade deles ou do jovem. Todavia, Jesus estava no controle da situação. E isso bastava!

Penso também que aquele rapaz jamais imaginou que seria um instrumento de bênção nas mãos de Jesus. Mas foi. Foi porque colocou o que possuía à disposição do Mestre. Para ele, era muito pouco. Entretanto, como já vimos, o mínimo nas mãos do Senhor se torna gigantesco. Bem mais do que o suficiente.

Tenho certeza de que o jovem ficou radiante de felicidade por poder colaborar com Jesus. Certamente, a vida dele não foi mais a mesma a partir daquele momento. Penso que ele se tornou muito mais feliz, pois produziu frutos benignos.

Há, ainda, outro detalhe que preciso destacar dada a sua importância: Aquele rapaz poderia ter se negado a abrir mão dos pães e dos peixes, argumentando que se os desse aos outros faltaria para ele, sem contar que não mataria a fome daquela multidão. E ninguém poderia considerá-lo egoísta. Afinal, seria uma argumentação justíssima. Porém, não agiu desse modo. Assim, demonstrou profundo altruísmo, isto é, atitude de amor ao próximo e, sobretudo, confiança no Senhor.

Agindo dessa maneira, contribuiu para que o nome do Senhor fosse engrandecido e para suprir a necessidade das pessoas. E o mais lindo: A ele também não faltou nada. Sua fome foi saciada. Como diz o doutor Mike Murdock: “Quando uma pessoa abre mão do que possui para abençoar alguém, Deus abre mão do que Ele possui para abençoá-la”. Não foi justamente o que aconteceu ao rapaz? Sem dúvida, sim.  

Comigo e com você não é ou não precisa ser diferente. Os peixes e os pães eram as sementes que ele possuía. E uma semente produz uma grande quantidade. Pense, por exemplo, num grão de milho e na espiga ou espigas que ele produz.

Sendo assim, ainda que tenhamos muito pouco para oferecer e também questionemos: “O que é isto para tanta gente?”, o pouco que temos, nas mãos do Mestre, pode ser multiplicado quantas vezes forem necessárias. Talvez hoje não precisemos alimentar uma multidão, mas uma pessoa em especial. Mesmo assim, pensamos que não temos nada ou que é muito pouco. No entanto, todos têm algo sim e é suficiente para gerar o milagre necessário.

Portanto, devemos colocá-lo à disposição do Senhor e, assim, seremos fecundos. Consequentemente, mais realizados e felizes. Falo isso também por experiência própria. Ser bênção na vida de alguém é realmente fantástico. É inexplicável! E o que Deus disse a Abraão também o diz a cada um de nós: “… você será uma bênçãoGênesis 12:2.

 

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Motivação – parte 3

Parte 1 – Clique Aqui

Parte 2 – Clique Aqui

ESPÍRITO DE EXCELÊNCIA  

     Uma das mais belas histórias bíblicas que mostra Deus capacitando seus filhos com espírito de excelência, segundo meu conceito, é a que trata da construção do tabernáculo, ou seja, do templo portátil e móvel onde os israelitas realizavam o culto público, desde o início da peregrinação até o reinado de Salomão. Era não só o templo de Deus, mas também Sua habitação, o lugar marcado para o encontro com o seu povo.

Nessa história, vemos o Senhor dizendo a Moisés como Ele queria que fosse feita aquela obra e todos os utensílios a serem usados nas cerimônias que se realizariam nele. Na realidade, era algo fenomenal, uma vez que fora projetado pelo próprio Senhor.

     No entanto, Deus sabia que eles não conseguiriam fazer aquela obra de modo que o agradasse, basicamente por dois motivos: nunca haviam feito uma antes e pela tão grande riqueza de detalhes.

Por isso, como o Senhor queria algo que estivesse à altura de receber a Sua presença e como Ele é justo e, portanto, não exige nada que fuja à capacidade e à possibilidade humanas, decidiu habilitá-los para que cumprissem aquela tarefa tão sofisticada.

Assim, quando lemos Êxodo 35: 30 a 35, vemos que Bezalel foi cheio do “Espírito de Deus, de habilidade, de inteligência e de conhecimento  em todo artifício, para elaborar desenhos e trabalhar em ouro, em prata, em bronze, para lapidação de pedras de engaste, para entalho de madeira, para toda sorte de lavores”.

Observe que o Senhor concedeu a Bezalel todas as ferramentas necessárias para que ele fosse bem-sucedido naquele empreendimento. Caso pudéssemos visualizar o tabernáculo depois de pronto, certamente ficaríamos boquiabertos diante de tamanha beleza. Logo, podemos chegar apenas a uma conclusão: só mesmo o Espírito do Altíssimo, que é sapientíssimo, poderia capacitá-lo e também a seus ajudantes para cumprir à risca as tarefas que lhes foram atribuídas.

Mas não para por aí. O Espírito de Deus ainda o tornou sábio e “lhe dispôs o coração para ensinar a outrem…”.

Então quero convidá-lo para, juntamente comigo, refletir sobre algumas coisas importantes. São elas: Read the rest of this entry »

 

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