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Arquivo da categoria: Verdades sobre Deus

Sinal amarelo

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“Olhai, vigiai e orai, porque não sabeis quando chegará o tempo.”    (Marcos 13:33)

 

Antes de qualquer coisa, quero dizer que não desejo afirmar neste artigo que a situação pela qual todos nós estamos passando é consequência de uma ação orquestrada pela China para tirar proveito do caos e se estabelecer como a maior potência econômica e militar do mundo. Se assim o fizesse, eu estaria sendo leviano, pois não tenho provas que me deem autoridade e argumentos para sustentar essa tese.

Além disso, preciso dizer que não posso e também não tenho a pretensão de afirmar que essa peste (Covid-19) é o anúncio de que Jesus está voltando, assim como não o foi a Gripe espanhola, também conhecida com A Gripe de 1918, a qual matou muitos milhões de pessoas. Afinal, quando questionado por seus discípulos sobre sua volta para buscar a Igreja (a qual é composta por todos aqueles que o convidaram para ser seu Senhor e Salvador- João 1:9 ao 14), ele fez a seguinte declaração: “Porém daquele Dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente meu Pai” – Mateus 24:36. Sendo assim, seria uma grande temeridade da minha parte fazer tal afirmação.

Feitos esses registros e considerações, gostaria de convidá-lo a refletir comigo sobre tudo isso que temos visto pela mídia, ouvido e presenciado. Para começar, quero pensar com você sobre o semáforo, o qual também conhecido como farol ou sinaleira. Conforme sabemos, ele é composto por três cores (verde, amarelo e vermelho) e tem a função de organizar o trânsito, especialmente nas grandes cidades, para evitar o caos e acidentes resultantes da desorganização e desobediência de motoristas e de pedestres também. Por acaso, você já viu imagens do horário de pico na Índia?

Mas o que tem isso a ver com a reflexão que almejo fazer? Penso que tudo. Isso porque todos nós sabemos que, quando o sinal está verde, temos o direito de seguir em frente, sem aparentes riscos. Essa sensação de liberdade e direito geralmente nos leva a desligarmos nosso “radarzinho” e a andarmos no piloto automático, ou seja, deixamos de ficar atentos àquilo que acontece ao nosso redor, pois confiamos que estamos protegidos. No entanto, segundo disse acima, a ausência de riscos é apenas aparente. Basta lembrar que não é tão incomum motoristas imprudentes ou sob o efeito de alguma droga invadirem a preferencial e provocar terríveis acidentes.

Fazendo uma analogia com nossa vida, verificamos que não é tão diferente. Muitas vezes, temos a sensação de que tudo está bem e, em consequência disso, baixamos a guarda e não prestamos atenção aos acontecimentos em nosso entorno. Por isso, levamos a vida de qualquer maneira, adotando ideologias e conceitos do momento, sem refletirmos sobre o que ou quem está por trás deles, quais os reais interesses daqueles que os propagam e quais danos eles podem produzir na nossa vida como indivíduo ou em nossa família, casamento, relacionamentos e na sociedade como um todo. Desse modo, é mister que mantenhamos os olhos e os ouvidos bem abertos, a fim de não sermos envolvidos nesse caos moral e espiritual, que são verdadeiras armadilhas, prontas para nos capturar e, se possível, destruir-nos.

Quando olhamos para as Sagradas Escrituras, vemos o Senhor Jesus dizendo o seguinte: “Assim como foi nos dias de Noé, também será nos dias do Filho do homem {Jesus}. O povo vivia comendo, bebendo, casando-se e sendo dado em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Então veio o dilúvio e os destruiu a todos. Aconteceu a mesma coisa nos dias de Ló. O povo estava comendo e bebendo, comprando e vendendo, plantando e construindo. Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu fogo e enxofre do céu e os destruiu a todos. Acontecerá exatamente assim no dia em que o Filho do homem {Jesus} for revelado” – Lucas 17:26-30.

Se pararmos um pouco para pensar e observar o que acontece no mundo atual, veremos que a história se repete. Na época de Noé e de Ló, a maioria das pessoas havia se corrompido moralmente, ignorando por completo os parâmetros estabelecidos por Deus. Elas só pensavam em si mesmas e em como satisfazer seus desejos carnais, e isso a qualquer custo. Como resultado, veio o julgamento de Deus. Percebemos, então, que a segurança deles era apenas aparente, não real e inabalável.

O apóstolo Paulo escreveu assim a Timóteo, seu filho na fé: “Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se também destes” – 2 Timóteo 3:1-5. Mesmo tendo vivido e escrito há mais de 1.900 anos, parece-me que ele estava falando diretamente com a geração atual. Portanto, precisamos estar atentos a esses sinais dos tempos.

E agora, o que vem depois do sinal verde? “Evidentemente, o amarelo” – você me dirá. E não existe dúvida de que está certo. Também todos sabem que esse sinal tem a função de alertar tanto motoristas quanto transeuntes de que deve tomar determinados cuidados, para que não sejam vítimas ou os causadores de um acidente. Continuando a analogia à luz da Bíblia, os sinais da iminência da volta de Jesus são Read the rest of this entry »

 

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Mão estendida

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“E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o e disse-lhe: Homem de pequena fé, por que duvidaste?” (Mateus 14:31)

Certamente todos os feitos de Jesus foram extraordinários e nos deixaram um legado de ensinamentos, cuja riqueza ultrapassa os limites da nossa capacidade de compreensão e assimilação, a não ser que contemos com a ajuda do Espírito Santo – Romanos 8:26; João 14:26. Um deles, por exemplo, está registrado em Mateus 14:22 ao 33.

Antes de ocorrer esse episódio, vemos que o Senhor havia multiplicado cinco pães e dois peixes, matando a fome de quase cinco mil homens, além das mulheres e crianças. Depois desse milagre, ele pediu que seus discípulos entrassem no barco e fossem adiante para a outra banda do mar, rumo à terra de Genesaré. Enquanto isso, o Mestre despediria a multidão, a qual estava desfrutando de sua adorável companhia. E assim aqueles homens fizeram.

Como lemos no versículo 23, despedidas as pessoas, Jesus subiu ao monte para orar sozinho (o que, por sinal, era seu costume). Ele amava ter esses momentos a sós com o Pai. E sempre o fazia, para se fortalecer espiritualmente para enfrentar as tempestades que viriam e ainda manter inabalável o vínculo com o Pai.

Enquanto isso, o barco com os discípulos já estava sendo açoitado pelas ondas no meio do mar, porque “o vento era contrário” – v 24. Pela experiência que tinham na arte da navegação, visto que alguns deles eram pescadores, penso que já haviam empreendido grandes esforços e tentado de todas as formas vencer as águas revoltas. No entanto, pelo contexto, entendemos que não estavam sendo bem-sucedidos naquela luta desigual contra a força do vento e das ondas, apesar de serem homens do mar.

Quando olhamos para o versículo 25, vemos que já de madrugada, entre três e seis horas, o Senhor se dirigiu até eles caminhando por cima das águas. Ao verem aquela cena, e sem reconhecerem que era o Mestre, se assustaram, pensando ser um fantasma – v 26. Por causa disso, começaram a gritar, com medo. Que cena cômica, hem? Mas, se fosse você, agiria de modo diferente?

Ao ver a reação deles, Cristo disse: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo”. Ouvindo isso, Pedro, sempre mais afoito que os demais, disse logo: “Senhor”, se és tu, manda-me ir ao teu encontro por sobre as águas” – v 28. E o Senhor o convidou para ir. E ele foi.

A seguir, vemos Pedro descendo do barco e andando sobre as águas para ir até Jesus. No entanto, sentindo o vento forte, teve medo e começou a afundar. Então clamou por socorro, dizendo: “Senhor, salva-me!” – v 29 e 30.

Nesse ponto, talvez você esteja pensando: “Mas que cabra frouxo!”. Porém, quero desafiá-lo a mergulhar em sua memória para buscar outro exemplo de alguém que conseguiu andar sobre as águas por pelo menos um segundo. Penso que pode fazer uma minuciosa e diligente varredura que não encontrará nenhuma outra pessoa.

Na sequência da história, vai acontecer aquilo que almejo destacar para você, a fim fortalecer a sua fé. Veja o que diz o texto: “Imediatamente Jesus estendeu a mão e o segurou. E disse: “Homem de pequena fé, porque você duvidou? Quando entraram no barco, o vento cessou” – v 31.

A frase “Imediatamente Jesus estendeu a mão e o segurou” é muito significativa. Muitas vezes, também precisamos atravessar mares revoltos, aparentemente sozinhos. Por isso, nosso espírito de autossuficiência nos leva a querer usar a experiência, habilidades naturais e conhecimentos já testados e comprovados em outras situações pelas quais passamos. Porém, tornam-se tentativas fracassadas, as quais, por não surtirem o efeito desejado, nos deixam frustrados, apreensivos, inseguros e desesperados. E por que não dizer também incrédulos?

Talvez, enquanto lutavam contra o mar bravio, alguns discípulos questionavam por que Jesus os mandara fazer a travessia sozinhos. Quem sabe os mais desesperados pensavam: “Se ele é realmente o Cristo, devia saber que isso ia acontecer conosco”. E por aí vai.

Mas não ouse criticá-los. Tomo a liberdade de dizer que se fôssemos nós provavelmente, ou também, agiríamos assim. Caso nossa fé não esteja de fato alicerçada na Rocha, o mais fácil seria tomar essa atitude. Hoje, também é provável que tentemos resolver as coisas do nosso jeito. Todavia, muitas vezes, quebramos a cara.

A boa notícia é que, ainda que não soubessem, Jesus não os abandonara à própria sorte. Embora não tivessem plena compreensão, o Senhor de fato os amava e se preocupava com eles. Mesmo assim, permitiu que a adversidade lhes sobreviesse, talvez para entenderem que suas experiências, conhecimentos e habilidades nem sempre vão resolver todas as coisas.

Por esse motivo, não podiam permitir que o sentimento de autossuficiência os levasse a pensar que não precisavam de Deus. Afinal, eles estavam sendo treinados para missões tão grandiosas que não poderiam se dar ao luxo de se tornarem vítimas de si mesmos. Foi por essa razão que no momento crucial o Senhor foi até eles.

Conosco não é diferente. Também estamos sendo treinados para nos tornarmos pessoas com maturidade espiritual e emocional. Por isso, o Mestre até pode permitir que passemos por mares tempestuosos. Entretanto, do mesmo modo, ele virá em nossa direção andando sobre as águas, ou seja, demonstrando ter poder sobre todas as coisas.

Você viu que num primeiro momento os aqueles homens, ou alguns deles, pensaram que era um fantasma, isto é, não reconheceram que era Jesus. Quem sabe, a escuridão, a forte chuva ou o medo (ou tudo isso) lhes tirara a capacidade de enxergar com nitidez. Por isso, tiraram conclusões precipitadas e, consequentemente, erradas.

Quantas vezes também fizemos isso! Quantas vezes agimos como Pedro! Somos impelidos por uma fagulha de fé, mas, ao sentirmos o vento e as ondas, começamos a naufragar. O que pensou esse discípulo quando começou a afundar? Na família? Nos amigos? Ou simplesmente teve medo de morrer? E nós, o que se passa por nossa cabeça ao vivenciarmos situações nas quais tudo parece perdido?

Que bom que o Senhor foi na direção de Pedro e lhe estendeu a mão! O Senhor ouviu o seu clamor. Ele não precisou fazer uma longa oração nem uma argumentação teológica profunda para explicar ao Senhor sua necessidade. Somente precisou ser sincero e objetivo. Naquele momento, por certo, ele se despojou de todo sentimento de autossuficiência e depositou toda a sua confiança na suficiência de Cristo – vv 31 e 32.

Então, como aconteceu com Pedro, também pode e deve ocorrer conosco. Ou melhor: em situações adversas da nossa vida, quando os recursos humanos são insuficientes e ineficazes, devemos clamar ao Senhor, levando a ele confiantemente nossa necessidade, sabendo que o Mestre também nos estenderá a mão e nos segurará, assumirá o controle e nos levará para dentro do barco em paz e segurança. Veja o que o salmista declara: “Os olhos do Senhor estão sobre os justos; e os seus ouvidos, atentos ao seu clamor” – Salmos 34:15.

Para finalizar, sinto que devo retomar o assunto do versículo 23, no qual o evangelho diz: “Tendo despedido a multidão, subiu sozinho a um monte para orar. Ao anoitecer, ele estava ali sozinho”, pois desejo falar que se Jesus tinha o hábito de ficar a sós com Deus, nós também precisamos ter, porque a oração e a comunhão com Pai Celestial nos darão força, discernimento, sabedoria e direção para vivermos felizes e em paz, mesmo em meio a tempestades.

 

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Tudo posso em Cristo

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Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece. ” (Filipenses 4:13)Filipenses

Quaisquer pessoas, mesmo as iniciantes na fé, sabem que não se pode pegar um texto, fora do contexto, para usá-lo como pretexto, atendendo a interesses escusos. Aliás, isso é regra básica da hermenêutica (ciência ou técnica que tem por objeto a interpretação de textos religiosos ou filosóficos, especialmente das Sagradas Escrituras).

Afinal, caso alguém proceda dessa forma leviana, certamente vai induzir as pessoas ao erro teológico. E, sem sombra de dúvida, não é o que Deus deseja que aconteça, pois não quer que seus filhos sejam confundidos: “Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos” – I Coríntios 14:33.

No entanto, não é o que se vê hoje. Vivemos tempos confusos e, às vezes, com ensinamentos também assim, gerando, em consequência disso, frustração e decepção com Deus, como se a culpa por alguma coisa fosse dele. Por isso, gostaria de convidá-lo a refletir comigo sobre o texto da Filipenses 4:13, o qual, usado fora do contexto, gera esse tipo de sentimento.

Geralmente, esse versículo é empregado com o sentido de que nós nos sairemos vitoriosos ou triunfantes em todas as batalhas da vida. Ou seja, sempre nos remete à ideia de que derrotaremos todos os gigantes que se contrapõem a nós. Porém, Paulo vai mostrar que não é bem assim.

Desse modo, os ensinos que nos induzem a pensar dessa maneira não têm sustentação bíblica. Se fosse desse jeito, grandes homens e mulheres de Deus, inclusive os apóstolos, deveriam ser considerados um fracasso, já que perderam diversas batalhas. Contudo, o Senhor os considerou um sucesso, colocando muitos deles na Galeria dos Heróis da Fé em Hebreus 11.

Para entender melhor essa argumentação, é preciso conhecer algumas coisas sobre o apóstolo Paulo (o autor) e a carta aos irmãos filipenses: A epístola foi escrita, provavelmente, entre 53 e 58 D.C. E, segundo a tradição, teria sido redigida numa prisão em Roma, para a igreja em Filipos. Entretanto, há pesquisadores que argumentam que ela pode ter sido escrita numa prisão em Cesaréia ou ainda em Éfeso. Todavia, o que nos importa de fato saber é que ele estava preso por pregar o evangelho.

Se essa era a situação dele, não era nada confortável. Por melhor que fosse o tratamento dado a ele, certamente Paulo preferia ter o que todos nós queremos: liberdade. Então, como ele podia falar isso estando preso?

O apóstolo pôde dizer tais palavras por ter entendido que o conceito de sucesso e de fracasso de Deus é muitíssimo diferente do nosso. Portanto, ele estava apto para fazer essa contundente afirmação.

Quando olhamos para o texto como um todo, compreendemos claramente o que Paulo quis dizer. Então, vamos ao contexto, especialmente a partir do versículo 10: ele estava demonstrando sua gratidão por tudo o que os cristãos da igreja de Filipos generosamente lhe fizeram, suprindo suas necessidades materiais.

Agora veja os versículos 11 e 12: “Não digo isto porque tenha receio de me ver na pobreza; já aprendi a contentar-me com o que tenho no momento. Sei o que é passar necessidades e sei também o que é ter em abundância. Já Aprendi a viver em todas as circunstâncias: tanto na fartura como na fome; tanto no conforto como nas privações”.

Você deve ter percebido que o apóstolo deixou bem claro que sua fé, gratidão, fidelidade e convicções sobre Deus não estavam condicionadas a uma vida só de abundância, de alegrias ou de qualquer coisa que consideramos como bênçãos.

Por causa disso, nos versículos 19 e 20 ele declara: “E o mesmo Deus, que cuida de mim, satisfará todas as vossas necessidades, segundo as suas riquezas, através de Cristo Jesus. Que ao nosso Deus e Pai seja dada honra e louvor para todo o sempre. Esse é o nosso desejo! ”.

Ora, só tem condições de dizer isso quem se sente abençoado e, como resultado, grato ao Senhor por seus benefícios, independentemente da situação ou circunstâncias. Além disso, somente pode falar assim com tanta serenidade e convicção quem atingiu um alto nível de maturidade espiritual. E é isso que Deus espera de cada um de nós.

No entanto, por causa dessa interpretação bem equivocada desse texto e de tantos outros, muitos cristãos têm se tornado infelizes e revoltados contra Deus, mesmo que de maneira velada, isto é, oculta ou disfarçada.

A consequência disso é que se tornam amargos, desiludidos e descrentes nas promessas do Pai. Esquecem-se de que Jesus já havia antecipado que a vida dos cristãos não seria um mar de rosas ou um conto de fadas.

Veja o que o Senhor diz em João 16:33: Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições (ou tribulações); contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”.

A palavra aflição vem do grego thlipsis e significa: ato de prensar, imprensar, pressão; e metaforicamente pode trazer o significado de opressão, tribulação, angústia, dilema. Já a palavra tribulação no original tem o sentido de apertar, comprimir ou esfregar. Deriva-se de tribulum, que era uma vara para moer grão.

Percebeu? Depois que aceitamos a Cristo como nosso Senhor e Salvador, não será conforme diz uma música: “Agora é só vitória”. Muitas vezes, passaremos por aflições e tribulações, as quais nos fazem sentir prensados, pressionados, oprimidos, apertados, comprimidos e esfregados.

Entretanto, nossos olhos não podem ler o texto apenas até o ponto onde fala isso. Eles não apenas precisam, mas devem lê-lo até o fim: “… contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”. Logo, entendemos que se o Senhor venceu o mundo temos condições de ter paz de espírito, mesmo em meio à tempestade, e coragem para enfrentar de cabeça erguida as batalhas travadas na mente, na família, no casamento, no trabalho ou quaisquer outras semelhantes às citadas.

Se olharmos o contexto de João 16:33, veremos que o Senhor Jesus estava falando com os discípulos sobre as tribulações e perseguições pelas quais em breve passariam. Alertava também para o fato de que ele seria preso e morto e eles se sentiriam sem chão naquele momento. Por isso, precisavam, mais do que nunca, ter firmeza na fé, a fim de não perderem as esperanças e a força espiritual. Caso isso acontecesse, sucumbiriam diante das adversidades que viriam.

Mas o que vejo de mais animador é que Cristo lhes diz que eles não estarão sozinhos nessas batalhas. Em João 14:18, ele declara: “Não os deixarei órfãos…”. E no capítulo 16:13 o Senhor os conforta, dizendo: “Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir”.

Por que é animador? Porque essa palavra também se aplica a nós hoje. O Espírito Santo continua ajudando os cristãos a vencerem as batalhas da vida e suas fraquezas. Em Romanos 8:26, Paulo escreve: “Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos orar como convém, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis”.

    Ora, se podemos contar com o auxílio do Santo Espírito de Deus, certamente temos condições de manter a chama da fé bem acesa, a confiança no Senhor e uma viva esperança de que, independentemente da situação ou Read the rest of this entry »

 

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Deus no banco dos réus

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Seria isso possível?

Por mais absurdo que pareça ser ou que de fato seja o que diz o título, ele reflete exatamente o pensamento de muitas pessoas. Até mesmo entre aquelas que se dizem cristãs.

Uma vez, por exemplo, ouvi da boca de uma aluna uma declaração que confirma o que foi dito. Segundo me disse, ela era uma serva de Deus e exercia um ministério. Porém, um dia, foi traída pelo marido.

Resultado? Jogou tudo para o alto. Abandonou o marido – e realmente tinha o direito de fazê-lo, pois a Bíblia assegura esse direito à vítima. A igreja e Deus também. Sim, Ele mesmo, porque, conforme desabafou comigo, o Senhor não deveria ter deixado o marido traí-la. Se aconteceu, então Ele era o culpado. E, como tal, foi posto no banco dos réus.

Lamentavelmente, ela não é um caso isolado. Há muitas pessoas assim. Boa parte afastou-se completamente. Outros continuam frequentando assiduamente a igreja, contudo totalmente decepcionados com o Senhor e, como consequência disso, magoados, revoltados e incrédulos.

Na realidade, tais pessoas não mais adoram a Deus em espírito e em verdade, como é o desejo Dele (João 4:23,24). Apenas cumprem “tarefas religiosas”, assinando periodicamente o ponto na igreja, como um indivíduo faz na empresa onde trabalha.

Mas será que o Senhor é mesmo o culpado de nossas tragédias pessoais? Ou é o próprio homem o responsável?

Para entendermos melhor, pensemos num exemplo bem próximo da nossa realidade: João é pai de dez filhos. É amoroso, justo, fiel, um educador extremamente sábio e trata a todos de igual modo. Inclusive quando precisa corrigi-los.  Além disso, não é autoritário; logo, não os obriga a nada. Somente os ensina e mostra-lhes o melhor caminho: da ética, da moral, da justiça, da honestidade, da integridade, do sucesso pessoal, da responsabilidade social, do temor a Deus, etc… etc… E permite que eles façam suas escolhas.

Que pai maravilhoso, não? É do tipo que todos gostariam de ter.

No entanto, um deles se torna Read the rest of this entry »

 

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Amado como Jesus

Deus me ama

Geralmente as crianças gostam de brincar com seus pais. Uma dessas brincadeiras é competir para ver quem ama mais o outro.  É até engraçado ver como são criativas na maneira de “medir” o tamanho desse amor.

Algumas delas chegam a declarar que esse sentimento pelos pais é maior que o mundo inteiro. Os pais, por sua vez, também dizem o mesmo. E, lógico, todos ficam muitos felizes. Afinal, quem não gosta de se sentir amado dessa forma?

Evidentemente, não é possível calcular a intensidade de um sentimento. Não existe um “amorômetro” para fazer a medição. No entanto, pode-se percebê-la e senti-la através de palavras, gestos e atitudes da pessoa que diz amar.

Não sei explicar por que, mas faz um bom tempo que sempre penso no quanto Deus nos ama. E, nessas ocasiões, sempre me vem à mente a fala de Jesus registrada em João 17:23: “Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste”.

Esse texto faz parte da oração de Cristo pelos discípulos. Veja a profundidade dele. O Senhor declara que o amor do Pai para conosco é igual ao do Pai para com ele. Isso gera em meu coração uma alegria sem medida. Ser amado por Deus dessa maneira é algo reconfortante e motivador, não é mesmo?

Mas há algo ainda melhor. Esse amor não está relacionado apenas à salvação eterna. Obviamente, seu objetivo principal e sua manifestação maior atingem seu ponto máximo no sacrifício de Jesus para nos salvar, como lemos em João 3:16: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Entretanto, ele vai muito além, pois Deus sempre nos surpreende, manifestando-o em todas as áreas da nossa vida. Podemos perceber isso diariamente através da paz que ele permite haver em nosso coração, mesmo quando passamos por desertos, vales, tempestades e pelo fogo. Vemos ainda seu amor materializado como, por exemplo, pela provisão diária do alimento, da saúde, do trabalho, da família e de tantas outras maneiras.

Talvez você até me questione, dizendo que não tem visto essas coisas em sua vida. Então, eu o convido a fazer uma lista, escrita ou mesmo mentalmente, de tudo aquilo que um dia você considerou como bênção recebida de Deus. Se o fizer com atenção e sinceridade, não há dúvida de que vai se surpreender com o tamanho dela.

Sendo assim, quero convidá-lo a alegrar-se grandemente por ser amado de forma tão intensa e singular.  Lembre-se de que Jesus era o Unigênito Filho de Deus. Logo, alguém muito especial. Ao enviá-lo para morrer em nosso lugar, o Pai estava fazendo a mais bela declaração de amor que já foi feita neste mundo. Aproveite o momento para, também, agradecer ao Senhor por amar você do mesmo modo e com o mesmíssimo amor com que ama Jesus.

 

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Segundo o coração de Deus

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“… Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração…” (Atos 13:22)

     Outro dia, enquanto ministrava um estudo na escola bíblica, perguntei aos participantes qual seria, de acordo com o ponto de vista deles, a razão pela qual Deus fez tal declaração.     Evidentemente, as respostas foram muitas e variadas. Por exemplo: ele era obediente; temente; adorava ao Senhor com inteireza de coração; era destemido e justo; quando pecou, reconheceu seu erro e prostrou-se, arrependido, aos pés de Deus; e outras tão relevantes e verdadeiras quanto essas. Mas, para mim, ainda faltavam justificativas, as quais considero muito importantes. Por isso, almejo compartilhá-las com você.

Davi amava Deus, a Sua palavra  e também estar no templo. Em toda a sua trajetória de vida, constatamos isso em suas declarações e atitudes. Porém, é no livro dos Salmos que fica ainda mais clara essa intensa paixão. E, como entendo que a história dele pode nos inspirar e motivar, convido você para ver alguns textos que esclarecem o que foi dito acima.

Veja o que ele declara: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus?” e também: “Ó Deus, tu és o meu Deus, eu te busco intensamente; a minha alma tem sede de ti! Todo o meu ser anseia por ti, numa terra seca, exausta e sem água” (Salmos 42:2; 63:1; veja ainda 143:6).

Muitos de nós temos sede de muitas coisas: dinheiro, fama, sucesso, reconhecimento humano, atenção e carinho (o que é justo), riquezas, bens materiais e coisas semelhantes a essas. Já Davi tinha sede de Deus. Mas… o que significa isso? Quer dizer que tinha um desejo vivo, ardente e imoderado, o  qual o levava a buscar a face do Senhor continuamente.

Mais uma razão está no fato de o salmista ter imenso prazer em ir ao templo do Senhor: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor” – Salmo 122:1. Ele chega ao ponto de dizer que “vale mais um dia nos teus átrios do que em outras partes mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios” – Salmo 84:10.

Outro motivo pelo qual Deus se refere a Davi dessa maneira é seu prazer em meditar na e guardar a palavra do Pai. Veja o Salmo 119:20,140,174: “Como anseio pelos teus preceitos!”; “Como anseio pelos teus preceitos!” “Anseio pela tua salvação, Senhor, e a tua lei é o meu prazer”.

O resultado de tudo isso não poderia ser outro: tornar-se um homem segundo o coração de Deus, sábio e bem-sucedido. Veja: “Como eu amo a tua lei! Medito nela o dia inteiro. Os teus mandamentos me tornam mais sábio que os meus inimigos, porquanto estão sempre comigo. Tenho mais discernimento que todos os meus mestres, pois medito nos teus testemunhos. Tenho mais entendimento que os anciãos, pois obedeço aos teus preceitos” – Salmo119:97ao100.
Se Davi colheu tantos frutos por causa da sua forma de ser e de agir em relação ao Senhor, também nós podemos. No entanto, é preciso atentar para as mesmas coisas que ele. Em outras palavras: ter sede de Deus, isto é, um desejo vivo, ardente e sem moderação; amar a Sua palavra (Uma pesquisa recente revelou que apenas 26% dos evangélicos leem a Bíblia diariamente. Que triste!); alegrar-se quando pode ir à casa do Pai; sentir prazer na lei do Senhor, pois é bem-aventurado o homem que possui esse sentimento e medita na Sua lei de dia e de noite – Salmo 1º:2 e 3. Agindo assim, certamente seremos pessoas segundo o coração de Deus.

 

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Vento Contrário…

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Navegar em alto mar deve ser uma experiência fantástica e inesquecível. Por outro lado, também é algo que causa receio e apreensão, pois, por mais moderna, bem equipada e segura que pareça ser a embarcação, diante da força das águas e do vento ela se torna muito frágil.

Caso voltemos há quase dois mil anos atrás, verificaremos que a simples ação de navegar já era uma grande aventura. Se fosse em alto mar, o grau de dificuldade era ainda maior. Sendo em meio a uma tempestade, então, o risco de perder a vida atingia seu nível mais elevado. Isso porque os recursos para navegação eram poucos e as embarcações não eram providas de equipamentos de segurança como as de hoje.

Quando olhamos para Mateus 14:22 ao 33, vemos os discípulos de Jesus passando por uma situação complicadíssima. Já era madrugada e eles estavam atravessando o mar, como o Mestre lhes ordenara. De repente, o barco no qual navegavam começou a ser açoitado pelas ondas, pois o vento soprava contra ele. E, mesmo sendo homens experientes, visto que muitos deles eram pescadores profissionais, certamente não conseguiam controlar a embarcação como era preciso e desejado.

Olhando para nossa vida, veremos que em alguns momentos acontece algo semelhante, ou seja, embora estejamos seguindo alguma orientação do Senhor, o vento contrário também começa a atingir nosso barco, deixando-nos com os sentimentos de impotência, de dúvida e de medo por não sabermos como agir, mesmo que sejamos especialistas naquela área.

Ora, se Jesus era onisciente, isto é, sabia de todas as coisas, também tinha conhecimento de que seus discípulos enfrentariam uma tempestade em alto mar. Por que, então, ele lhes deu tal ordem? Porventura, queria vê-los sofrer ou mesmo morrer? E conosco, será que tem prazer em nos ver envolvidos em situações que nos colocam em risco?

Evidentemente, não. No entanto, o Mestre sabe que precisamos crescer e, acima de tudo, crer e confiar que ele está no controle. Por outro lado, muitas vezes, ou na maior parte delas, fazemos determinadas coisas, assumimos compromissos ou nos envolvemos em relacionamentos por nossa conta e risco. Não o consultamos antes de tomarmos decisões e depois queremos culpá-los por nossos fracassos e sofrimento.

Muitos, inclusive, começam a blasfemar ou murmurar contra Deus. O que, de fato, não é justo nem justificável. Logo, não podemos nem devemos atribuir ao Senhor a responsabilidade de algo que foi fruto da nossa imprudência, irresponsabilidade, incredulidade ou do sentimento de autossuficiência, o qual nos levou a agir por conta própria, sem consultá-lo, sem buscar orientações em sua Santa Palavra.

Mas, nesse caso específico, eles estavam seguindo a ordem de Cristo. Todavia, isso não evitou que passassem por aquela tão grande adversidade. Ora, qualquer pessoa que entra no mar está sujeita a tempestades. Conosco não é diferente. Viver é uma grande aventura. E nela os altos riscos são uma realidade. Contudo, se estivermos agindo de acordo com a palavra de Deus, certamente não estaremos sozinhos no mar revolto, açoitados pelas fortes ondas e pelo implacável vento.

Ao contrário. Mateus 14:25 diz que à quarta vigília da noite, ou seja, às três horas da madrugada Jesus se dirigiu a eles, caminhando por cima do mar. Que cena magnífica! Isso significava que, para ele, aquela tempestade não era nada ou nem existia. Queria dizer ainda que ele tinha total controle da situação. Não podemos nos esquecer de que, além de onisciente, ele também é onipotente, ou melhor, pode todas as coisas ou tem todo o poder.

A seguir ocorre uma cena engraçada – Mateus 14:26 e 27. Talvez movidos por determinadas crenças ou superstições e pelo medo que os envolvera, ao verem alguém andado sobre as águas, pensaram ser um fantasma. Conosco não é diferente. As terríveis adversidades pelas quais passamos (e todos nós passamos em algum ou em alguns momentos da vida – João 16:33) também nos fazem sentir como se estivéssemos num mar revolto. Nessas ocasiões não enxergamos uma solução ou não discernimos, em meio a elas, que é o Senhor quem está vindo em nossa direção. Por isso, também ficamos apavorados e gritamos em consequência disso.

A cena posterior nos é muito reconfortante. Jesus se dirige a eles e lhes fala: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo!” – Mateus 14:27. Ao ouvir isso, Pedro, sempre o mais afoito, argumenta: “Se é o senhor mesmo, mande que eu vá andando em cima das águas até onde o Senhor está” – Mateus 14:28. Então Jesus lhe disse para ir ao seu encontro – 14:29.

Pedro desceu do barco e andou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentido o vento forte, ficou com medo e começou a afundar. Nesse momento, clamou: “Senhor, salve-me!” – 14:30. E Jesus, estendendo a mão, segurou-o e disse-lhe: “Como é pequena a sua fé! Por que você duvidou?” – 14:31.

Quem sabe, você esteja pensando que Pedro realmente foi insensato e fraco na fé. Porém, eu lhe pergunto: “Você já andou sobre as águas alguma vez? Já viu outra pessoa na Bíblia que tenha feito isso além dele?” Penso que não. Eu nunca vi. Ele é o único que pode bater no peito e dizer: “Eu andei sobre as águas!”.

No entanto, o que há de mais importante aqui não é saber que esse homem andou, literalmente, sobre as águas. É saber que Jesus não abandonara seus discípulos. Apenas os deixara por um momento, para que tivessem experiências mais profundas, as quais os tornariam mais maduros espiritualmente falando.

Também fez isso para esse fato servir de lição a todos nós, a fim de sabermos que, mesmo em meio às mais terríveis tempestades que se levantam conta a nossa vida, Deus não se esquece de nós ou nos abandona à própria sorte. No entanto, é preciso entender que Ele é o Senhor e não um fantasma. Portanto, mesmo que os ventos sejam fortes, que as ondas sejam gigantescas e que o barco da nossa vida esteja sendo jogado de um lado para o outro em alto mar, Jesus sempre está vindo em nossa direção. Sendo assim, ao invés de nos desesperarmos, clamemos como Pedro: “Senhor, salve-nos!” Em vez de fugirmos dele, fujamos para ele.

Caso façamos essa oração tão curta, mas de forma tão sincera como esse discípulo, também seremos atendidos. Lembremo-nos que o desejo do Pai não é que pereçamos por causa das adversidades ou das tempestades. Elas vêm. Todos nós estamos sujeitos a passar por desertos e mares bravios ou até mesmo pelo vale da sombra da morte. Porém, se mantivermos nossos olhos fitos em Deus, e não nas circunstâncias, certamente o socorro virá. Podemos até perder algumas batalhas; contudo, não seremos destruídos.

Para finalizar, quero que leia Isaías 49:15 e 16 a: “Pode uma mãe esquecer-se do filho que cria, que não tenha compaixão dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, não me esquecerei de você. Veja,  eu gravei você nas palmas das minhas mãos…”. Sendo assim, saiba que mesmo que o vento seja totalmente contrário, existe alguém que é a seu favor: Jesus Cristo, o Emanuel, ou seja, Deus conosco. Então, em vez de perder a fé e afundar no mar revolto, continue crendo em Deus e buscando o socorro.

 

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