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Arquivo da tag: Livre dos temores

Até rei tem temores

Rei (2)

Quando pensamos em um rei, logo vem à nossa mente a imagem de alguém muito forte, corajoso e preparado para enfrentar quaisquer dificuldades ou inimigos que, porventura, se levantarem contra ele. Imaginamos ainda uma pessoa sábia, a qual tem a reposta para todos as questões postas diante dele.

Afinal, ele precisa passar para os seus súditos comuns ou para seus soldados a certeza de que estão entrando numa batalha protegidos e orientados por alguém que sabe o que está fazendo e que pode levá-los à vitória sobre seus adversários.

Caso contrário, seus guerreiros perceberão a fraqueza de seu governante e não lutarão com segurança ao lado dele. Evidentemente, refiro-me a reis do passado, os quais saíam à peleja juntamente com seu exército, e iam à frente para passar confiança e segurança àqueles que lutariam naquela batalha.

Mas tenho uma notícia para você: mesmo um rei forte, corajoso e sábio passa por situações que lhe causam temor. “O que você está dizendo?” ─ Você pode me perguntar. E eu lhe respondo: “É isso mesmo!”

Ainda que seja a maior e mais temida autoridade, o rei não é Deus. Sendo assim, não é onipotente, ou seja, não pode todas as coisas, não é invencível e não está livre desse sentimento que ninguém gosta de demonstrar, nem de outros semelhantes a ele.

Para você entender melhor, venha comigo ao Salmo 34:4, onde vemos Davi, o rei mais temido, respeitado e vitorioso da História de Israel, dizendo: “Busquei o Senhor, e ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores”.

Percebeu? Davi não tinha apenas um temor. Ele diz: “… livrou-me de todos os meus temores”. É plural. Indica a existência de mais que um. Quais seriam eles? Temores de quê?

Como todo rei de sua época, ele estava sujeito a ataques de povos circunvizinhos. Como Davi estava no topo, certamente era odiado e invejado por seus inimigos. Por isso, estava sujeito a ataques-surpresa.

Além disso, mesmo entre seu povo havia pessoas que não o aceitavam como rei porque ele tinha cometido um pecado. E mais: Absalão, seu próprio filho, inveja-o e queria tomar seu lugar de monarca.

No entanto, além desses problemas que eram visíveis, suponho que como homem de carne e osso igual a você e a mim, Davi tinha medo de ficar doente, de não ser aceito ou amado, de perder um ente querido, de não atingir as expectativas dos outros em relação ao seu governo, de desagradar a Deus ou outros parecidos com esses.

Mas não para por aí. No versículo 6, ele declara: “Clamou este pobre, e o Senhor o ouviu, e o salvou de todas as suas angústias”. Que coisa, não? Davi tinha medos e também angústias!!! Muitas! O fato de ser tão poderoso não o livrava desses males. Ele era tão humano quanto nós. Ainda bem!

Se parasse esse artigo neste ponto, você poderia pensar que a vida é assim mesmo. Que a gente precisa se conformar com isso. Que não existe solução. Porém (e quando entra um porém, vai acontecer algo oposto ao anterior), há alguns detalhes que não podemos deixar passar despercebidos. Vamos analisá-los?

Ao iniciar o Salmo 34, Davi diz: “ Louvarei ao SENHOR em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca. A minha alma se gloriará no Senhor; os mansos o ouvirão e se alegrarão. Engrandecei ao Senhor comigo; e juntos exaltemos o seu nome”.

Ora, se ele disse que louvaria o Senhor em todo o tempo, é porque Read the rest of this entry »

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Orfandade

O mundo está cheio de órfãos. Órfãos de pais, de filhos, de afeto, de atenção... órfãos de tudo!!

“Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.” (João 14:18)

 

Quando se fala em orfandade, logo nos lembramos de coisas extremamente negativas. Por isso, um dos textos bíblicos pelos quais sou apaixonado é o que utilizei na abertura deste artigo. E, justamente por considerá-lo uma das pérolas de maior valor das Escrituras Sagradas, se é que posso fazer tal afirmação já que todos trazem lições assaz relevantes para nós, quero compartilhar com você algumas das reflexões que podemos fazer a respeito dele e dos ensinamentos preciosos que ele traz.

Para isso, convido-o a pensar comigo na palavra orfandade e em suas implicações, pois, como afirmei na introdução, ela nos remete a algo ruim. Vamos lá?

Em primeiro lugar, vale lembrar que ser órfão significa não ter o pai e a mãe ou pelo menos não ter um dos dois genitores. Assim, quando Jesus diz aos discípulos que não os deixaria órfãos, está declarando que eles não ficariam sem pai. Enquanto esteve com eles, o Senhor lhes foi como um pai. Basta lembrar que em João 10:30 ele fala: “Eu e o Pai somos um”. Logo, entendemos que o Mestre assumiu esse papel durante o período de tempo que esteve aqui na terra.

Em segundo lugar, é importante recordar que a ausência dos pais gera nos filhos os sentimentos de solidão, de vazio, de insegurança, de abandono, de medo quanto ao que há de acontecer. Enfim, passam a se sentir perdidos como um barco à deriva num mar tempestuoso.

Em terceiro lugar, um órfão se sente como um marinheiro que não tem um porto seguro onde possa atracar o seu navio. Sente-se um pássaro sem árvore e sem ninho onde possa repousar depois de um dia de vôos, de caçadas e de fugas de implacáveis predadores. Ao dizer isso, passei a pensar em mim mesmo, pois perdi meus pais há muitos anos e até hoje há situações nas quais me sinto desse modo. Tenho vontade de compartilhar alegrias e tristezas com eles, mas não os tenho por perto. Tenho vontade de sentar-me ou deitar-me em seu colo para desabafar ou rir, porém não me é possível fazê-lo.

Em quarto lugar, a falta de genitores também lembra a ausência de um provedor. Dependendo da idade ou das condições financeiras de um indivíduo, existe a carência de alguém que lhe supra suas necessidades primárias, tais como o alimento, a roupa, o calçado, o remédio e outras semelhantes a essas. No entanto, essa dependência ou precisão ultrapassam o limite do que foi posto como exemplo. Ao dizer isso, refiro-me a coisas que o dinheiro não pode comprar ou não podem ser classificadas como materiais. Digo, por exemplo, da provisão de amor, de carinho, de companheirismo, de compreensão, de cumplicidade, de atenção, de palavras de conforto ou de motivação, de estímulo ou cobrança, de elogio ou de um puxão de orelha na hora certa e outros da mesma natureza.

Portanto, quando Jesus falou que não nos deixaria órfão, creio piamente que queria dizer Read the rest of this entry »

 

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PORTO SEGURO

porto_seguro

Guia-me sempre – Heloisa Rosa (ouça)

         Quando perdemos alguém ou alguma coisa que consideramos muito importante para nós (pai, mãe, filho, cônjuge, amigo, emprego, casa ou outros), ficamos, como se diz popularmente, “sem chão”; sentimo-nos completamente perdidos. Aliás, não são poucos os que entram em depressão ou desespero, mesmo se as perdas envolverem coisas fúteis e passageiras, como ver seu time do coração ser rebaixado. Há até quem mate ou se mate por esse motivo.

          Outras vezes, isso acontece ao sermos decepcionados por uma pessoa considerada especial. Tínhamos grandes expectativas em relação a ela. No entanto, vemos tudo ir por água abaixo; vemos nossos sonhos se desfazerem; nossos castelos ruírem.

 

Um fato semelhante a esse ocorreu com bastantes discípulos de Jesus. Certa feita, o Mestre fez um discurso falando sobre quem Ele era, como haveria de morrer e a respeito da incredulidade do povo (João 6). Desde então, muitos dos seus seguidores tornaram para trás, e já não andavam com ele (Jo 6:66). Read the rest of this entry »

 

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LIVRE DOS TEMORES

 

Não temas – Nani Azevedo

“Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha forte mão.” (Isaías 41:10)

            Um dos males que mais têm assolado o homem dos dias atuais é o temor. Medo da doença, da separação conjugal, do desemprego, da violência, das drogas, da perda dos bens ou riquezas, da morte, do futuro incerto, do desconhecido, de coisas ignoradas e até mesmo existe o temor de não se sabe o quê.
            Até certo ponto isso poderia ser considerado normal, ou mesmo aceitável. No entanto, muitas vezes, o temor atinge um nível tão elevado que se transforma numa intensa ansiedade, que vira um “fantasma” que persegue a pessoa continuamente, levando-a ao pavor, ao pânico (medo incontrolável, inexplicável e não raramente de origem desconhecida) e à depressão, cujos reflexos são perceptíveis no corpo, na alma e no espírito. 
            Evidentemente, esse mal deixa o indivíduo totalmente inseguro e infecundo, acorrentado, paralisado e, conseqüentemente, frustrado e infeliz.
Quando alguém está nessa situação, tudo aparenta não ter solução, estar definitivamente perdido, visto que se sente impotente e incapaz de reverter esse quadro. Mas… será que realmente é irreversível tal situação ou condição? Read the rest of this entry »

 
 

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