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PORTO SEGURO

11 ago

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Guia-me sempre – Heloisa Rosa (ouça)

         Quando perdemos alguém ou alguma coisa que consideramos muito importante para nós (pai, mãe, filho, cônjuge, amigo, emprego, casa ou outros), ficamos, como se diz popularmente, “sem chão”; sentimo-nos completamente perdidos. Aliás, não são poucos os que entram em depressão ou desespero, mesmo se as perdas envolverem coisas fúteis e passageiras, como ver seu time do coração ser rebaixado. Há até quem mate ou se mate por esse motivo.

          Outras vezes, isso acontece ao sermos decepcionados por uma pessoa considerada especial. Tínhamos grandes expectativas em relação a ela. No entanto, vemos tudo ir por água abaixo; vemos nossos sonhos se desfazerem; nossos castelos ruírem.

 

Um fato semelhante a esse ocorreu com bastantes discípulos de Jesus. Certa feita, o Mestre fez um discurso falando sobre quem Ele era, como haveria de morrer e a respeito da incredulidade do povo (João 6). Desde então, muitos dos seus seguidores tornaram para trás, e já não andavam com ele (Jo 6:66).

Ao ver a desistência dessas pessoas, o Senhor se dirige aos doze e pergunta-lhes: “Quereis vós também retirar-vos?” (Jo 6:67). Mas Pedro, assumindo a posição de porta-voz do grupo, responde: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho de Deus” (Jo 6:68,69).

Gostaria de a partir de agora fazer algumas considerações sobre a aplicação dessa declaração de Pedro à nossa vida, já que, em muitas ocasiões, também desistimos de seguir Jesus. Não que isso ocorra de modo físico e geográfico, ou seja, não deixamos de ir à igreja, orar, ler a Bíblia, louvar através de cânticos, etc… etc… etc… Todavia, passamos a não agir mais por fé mas, sim, de forma religiosa e mecânica, ritualística. Por conseguinte, não aceitável por Deus, já que tudo feito sem fé constitui-se pecado (Rm 14:23b).

A primeira delas é que ao dizer isso o apóstolo demonstra estar plenamente convicto de que não havia melhor pessoa a quem recorrer. Para ele, Jesus era o único com quem eles deveriam estar, pois o Mestre possuía e podia dar algo que sobrepujava qualquer coisa que outro: as palavras da vida eterna.

Certamente todas as experiências que tivera antes de conhecer o Messias eram inferiores à “viagem” que o Senhor proporcionara. É provável que suas vivências anteriores tenham sido frustrantes, não tenham preenchido por completo o vazio de seu coração ou mesmo suprido suas necessidades espirituais e seculares. Por isso pôde proferir de maneira tão enfática sua opinião.

Mas Pedro não pára por aí. Ele faz  outra declaração veraz e fundamental a todo aquele que ainda está duvidoso, vive coxeando entre dois ou mais pensamentos: “E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente” (Jo 6:69).  

Ao dizer isso, ele traz à tona uma verdade extremamente significativa, uma vez que sua fala anterior só fazia sentido se eles cressem e conhecessem que Jesus era o Messias, o Cristo do Deus vivo.

E quanto a nós? Para quem iremos, se o Senhor é:

  • 1. Jeová-Nissi (a minha bandeira)? Se estamos sob a autoridade dessa bandeira, nada nem ninguém tem o direito ou pode nos ferir (Êx 17:15). É assim que funciona em relação às coisas terrenas: ninguém tem o direito de tocar em um cidadão sem permissão oficial do Governo de seu país. Com Deus não é diferente.
  • 2. Jeová-Shalom ( Jeová é paz)? Se estamos justificados por Cristo, temos paz com Deus e, consequentemente, a paz que provém Dele (Rm 5:1; Jz 6:24).
  • 3. Jeová-Samá (Jeová está ali ou Deus presente)? Ele não é um Deus distante ou não está longe. Então podemos nos dirigir a Ele confiantemente, sabendo que o encontraremos. Jesus mesmo disse que estaria conosco todos os dias até a consumação dos séculos (Ez 48:35; Mt 28:20).
  • 4. Jeová- Tsidkenu (Jeová é a nossa justiça)? Se sofremos alguma injustiça de alguém, o Senhor é a nossa justiça e juiz. Logo, julgará a causa com equidade e dar-nos-á um veredito favorável (Êx 14:14; Jr 16:33; Sl 103:6; 140:12).
  • 5. Jeová-Rafá (o Senhor que te sara)? Quando estamos doentes, seja do corpo, da alma ou do espírito, temos o direito de recorrer a Ele, visto que há uma promessa de cura para nós (Êx 15:26; Sl 103: 3; Is 53 4,5; Lc 4:17-19).
  •               Além disso, o Senhor é nosso pastor, que em nada nos falta, como declara Davi no Salmo 23. E mais: é o nosso Jeová-Jirê ( o Deus provedor). Somente isso já resume tudo o que o Senhor é para os que Nele têm uma viva esperança: tudo. Ele nos supre em todas as nossas necessidades.
  •                Sendo assim, só podemos chegar a uma conclusão: não temos outro melhor ou mais poderoso a quem podemos ou devemos recorrer; somente o Deus todo poderoso. Sobretudo porque, além das bênçãos materiais e seculares, Ele nos dá a vida eterna ( Jo 3:16).
  •               Entretanto, para que essa promessa se concretize, cumpre-nos também declarar como Pedro: “E nó temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente”. Caso contrário, o sacrifício vicário do Messias terá sido debalde. E, para que tal não ocorra, minha súplica é que o Senhor abra os olhos do nosso coração, a fim de podermos ter bem claro em nossa mente: não estamos como um náufrago no meio do tempestuoso mar a mercê de todos os males ou da própria sorte. Temos Cristo, nosso porto seguro, no qual podemos nos abrigar do revolto mar.
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