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Arquivo da tag: JESUS

Quem é Jesus para você?

interrogaçao

Estamos vivendo tempos trabalhosos, especialmente no que diz respeito ao exercício da fé em Cristo. Diariamente temos sido bombardeados com conceitos e ideologias que ferem de forma brutal os mandamentos divinos e o bom senso.

Além disso, em diversas partes do mundo, os cristãos são perseguidos, expulsos da sua casa, torturados e até mesmo mortos por se recusarem a negar a fé Jesus. Entretanto, tanto a ONU (Organização as Nações Unidas) como outros órgãos ligados aos “Direitos Humanos” e a grande mídia fazem vistas grossas para tal problema, como se não tivessem nada a ver com ele.

Graças a Deus, no Brasil, ainda não há cristãos sendo mortos por causa da sua fé. No entanto, isso não significa que não existem perseguições. Ao contrário, nos últimos tempos, em diversos programas de televisão, manifestações nas ruas, em shows, peças de teatro e outras supostas expressões artísticas nossa fé e até mesmo Cristo são alvos de desrespeito e vilipêndio (fazer com que alguém se sinta humilhado, menosprezado e ofendido, através de palavras, gestos ou ações), o que é crime segundo a lei brasileira.

Há alguns dias, por exemplo, um desses “artistas” chamou Jesus de “travesti” e “bicha”. A ironia é que o perfil oficial da ONU no Brasil saiu em defesa desse indivíduo, chegando a dizer o seguinte: “Solidariedade a Johnny Hoocker – contra os ataques de ódio e discriminação”. Chega a ser engraçado. Ele desrespeitou a fé de cerca de 85% da população brasileira, que é cristã, e dizem que ele é quem está sendo vítima.

Outra ironia é que a emissora de televisão que mais tem ofendido os símbolos cristãos e Cristo “promoveu” o suposto artista, convidando-o para participar de um programa que tem o objetivo de ajudar crianças. Contudo a lamentável postura dessa emissora não é nenhuma surpresa. Como não o é a perseguição, que sempre existiu e continuará a existir.

Talvez, você esteja se perguntando aonde eu quero chegar, e já lhe respondo. Sabendo que Jesus já nos prevenira sobre as perseguições, o foco não são elas ou os perseguidores. É você. Sou eu. É todo aquele que tem sede e fome de servir ao Senhor com sinceridade de coração, dando-lhe a devida honra, louvor, adoração e gratidão por toda a maravilhosa graça derramada sobre sua vida, em especial pela salvação eterna, conquistada por Cristo lá na sangrenta cruz do Calvário.

Quando olhamos para Mateus 5: 10 ao 12, vemos Jesus nos dizer: “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.  Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós”.

Lá em João 15: 18 ao 25, o Mestre também fala sobre perseguições. No entanto, vou pegar apenas o versículo 20, no qual o Senhor declara: “Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa”.

    Veja como o Mestre nos preveniu sobre a existência desse problema. O mais lindo, porém, é que ele declara que devemos nos considerar bem-aventurados, isto é, verdadeiramente felizes quando as perseguições vierem. E vai além: devemos manifestar grande alegria, porque será grande o nosso galardão nos céus.

Parece contraditório o que Jesus falou, mas não é. Ele quis dizer que se o cristão é perseguido significa que ele está no caminho certo, ou seja, realmente ele está servindo de sal e luz para este mundo, cujos valores morais e espirituais estão apodrecidos e perecem em densas trevas. E vou além: se os ímpios (A palavra ‘ímpio’ no grego, quer dizer: ‘destituído de temor reverente a Deus’.) não se sentirem incomodados com os cristãos, devemos nos preocupar, pois significa que não estamos fazendo nenhuma diferença neste mundo pecaminoso.

Portanto, como foi dito antes, nosso foco não são os que perseguem os cristãos. De certo modo, não importa o que eles falam de nós e de Cristo. Afinal, para os ímpios, o Mestre não significa nada ou nem mesmo existiu. Para outros, ele não passa de um profeta ou de um espírito iluminado. Para os que seguem o islamismo, por exemplo, ele é um profeta menor do que Maomé, e assim por diante.

Em Mateus 16:13, Jesus perguntou para os discípulos quem as pessoas pensavam que ele era. Então, eles lhe disseram: “Alguns dizem que é João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, Jeremias ou um dos profetas” – Mateus 16:14. A seguir, Cristo lhes perguntou: “E vocês? “Quem vocês dizem que eu sou?” – Mateus 16:15. Observe que o maior interesse de Jesus era saber o que seus discípulos pensavam sobre ele.

Veja o que lhe respondeu Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” – Mateus. 16:16. Mas o que é ser o Cristo? Read the rest of this entry »

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Se você não pode, Jesus pode

Man sitting desperately under the cross

Não sei se o que vou dizer já aconteceu com você, mas comigo isso já aconteceu muitas vezes: Houve e ainda há situações nas quais me senti ou me sinto impotente e incapaz para agir ou reagir de modo correto a fim de resolver determinado problema. E tenho de confessar que é um sentimento realmente ruim e incômodo.

Por outro lado, sentir-me assim não é de todo mal nem vergonhoso, porque me faz perceber o quanto sou… humano e, consequentemente, limitado. Além disso, também me leva a fazer fantásticas descobertas a respeito do meu Senhor e Salvador. Assim, entendo que não estou sozinho para lutar contra esses leões e gigantes que teimam em se colocar no meu caminho. Desse modo, sinto-me fortalecido, amparado e vejo o quanto sou amado pelo meu Senhor, o qual jamais me desampara.

     Uma das descobertas mais lindas e importantes é que a Bíblia fala que Jesus veio ao mundo em forma divina e também humana. As Sagradas Escrituras ainda revelam os motivos pelos quais seu nascimento foi dessa forma. Veja o que declara o escritor da Epístola ao Hebreus: “Por essa razão, era necessário que ele se tornasse semelhante a seus irmãos em todos os aspectos, para se tornar sumo sacerdote misericordioso e fiel com relação a Deus e fazer propiciação pelos pecados do povo. Porque, tendo em vista o que ele mesmo sofreu quando tentado, ele é capaz de socorrer aqueles que também estão sendo tentados” – 2:17 e 18.

Quão profunda é essa declaração! Sei que jamais vou conseguir externar aquilo que sinto quando a leio. Também minha limitação não me permite explicar totalmente esse texto. No entanto, tenho pedido ao Espírito Santo que caminhe comigo nesta jornada e me capacite para eu poder expressar algumas das verdades presentes aqui, pois creio que serão bênção para sua vida.

Antes, porém, quero dizer que não tenho conhecimento daquilo que está acontecendo com você neste momento. Sei apenas algumas coisas que acontecem com algumas pessoas e comigo. Contudo, isso não importa, porque, mesmo que eu soubesse de tudo, não teria poder para curar suas feridas e suprir suas necessidades mais profundas. Entretanto, vou indicar alguém que pode e tem prazer em socorrê-lo em todo tempo, especialmente naqueles em que está mais carente: Jesus.

Sendo assim, a primeira observação a fazer é que, como diz o texto bíblico mencionado acima, o Senhor se tornou semelhante a nós em todos os aspectos ou em tudo, a fim de nos entender integralmente e, assim, ter condições de nos socorrer quando formos tentados, o que, dependendo do contexto, significa os períodos nos quais passamos por alguma provação ou situação que foge ao nosso controle.

Consequentemente, tudo o que já passamos, estivermos passando ou viermos a passar não é nenhuma novidade ou algo desconhecido pelo Senhor. Se for uma dor física, ele também a sofreu, uma vez que foi espancado pelos soldados. Além do mais, puseram nele, à força, uma coroa de espinhos, causando-lhe uma dor intensa. Caso seja uma dor emocional ou psicológica, ele também a conhece muito bem.

Sendo a dor da humilhação pública, Jesus a sentiu profundamente, pois o despiram diante das pessoas, cuspiram em seu rosto, do qual só emanavam expressões e olhares de amor e de compreensão. Ademais, zombaram dele, disseram-lhe palavras depreciativas que, certamente, doíam no mais profundo da sua alma. Muito mais do que as bofetadas e chicotadas que desferiam em seu corpo.

Se porventura for a dor da decepção com as pessoas, o Senhor sabe muito bem o que isso significa. As pessoas a quem mais dedicara amor, bondade e tempo viraram as costas para ele. Judas o traiu covardemente, mesmo assim Jesus o chamou de amigo – Mateus 26:50. Pedro, que dissera que se preciso fosse morreria com ele, negou conhecê-lo – Mateus 26:35. Os demais discípulos também o abandonaram no momento em que carecia de, pelo menos, uma demonstração de amor e gratidão – Mateus 26:56.

A dor da solidão também não lhe é desconhecida. Como sabemos, Jesus não cometeu nenhum pecado (Hebreus 4:15). Todavia, quando foi posto naquela sangrenta cruz, o Senhor atraiu o pecado e a culpa de todos nós para, dessa forma, reconciliar-nos com o Pai. Por essa razão, naquele momento, Deus precisou se afastar dele, pois o pecado o afasta do homem – Isaías 59:2: “Mas as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá”.

O desprezo e a incompreensão também Read the rest of this entry »

 

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Como ter paz

paz

Atualmente, falar de paz parece ser falta de bom senso, pois, aonde olhamos ou olharmos, há bastantes motivos para nos sentirmos apreensivos e inseguros. Porém, quando voltamos nossos olhos para as Escrituras Sagradas, entendemos ser possível desfrutar desse precioso sentimento sim.

Um dos textos bíblicos que nos dá base para essa afirmação está em Jó 22:21. Nele, lemos o seguinte: “Una-se, pois, a Deus e tenha paz; e o bem lhe sobrevirá”. Assim, compreendemos que o primeiro requisito ou condição para ter esse sentimento de modo verdadeiro é unir-se ao Senhor, uma vez que ele é a fonte da paz genuína e duradoura.

Quando queremos água, por exemplo, precisamos ir direto à fonte ou a um bebedouro, não é? Por que, então, muitas pessoas não se dirigem diretamente ao Senhor, o qual é o Príncipe da paz? Há muitos que a procuram nas drogas, no trabalho, na família, no casamento, no sexo, no dinheiro, na religião ou em quaisquer outras coisas, porque isso as faz sentir-se bem por alguns momentos.

Entretanto, em pouco tempo, estarão como antes. Isso acontece porque é como alguém beber refrigerante ao invés de água, quando se está sedento. Ou seja, não se sentirá saciado de verdade. Apenas enganará a sede por um pouco de tempo, pois, por mais gostoso que seja, refrigerante é refrigerante; não água.

Outro texto que nos dá a certeza de que podemos ter paz mesmo em meio à tempestade está em Isaías 26:3, o qual diz: “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti, porque ele confia em ti”. Ao dizer “tu”, o profeta está se referindo a Deus. Desse modo, entendemos que nos unindo ao Senhor e tendo a mente firme nele seremos conservados em paz, ou seja, ela não existirá apenas por alguns momentos, mas fará parte da nossa vida.

Pelo que é possível compreender, tal fato acontece porque, agindo assim, demonstramos confiar nele. Isso significa reconhecermos que ele está no controle de todas as situações pelas quais passamos ou passarmos. Logo, mesmo que não vejamos uma luz no fim do túnel, manteremos nossos olhos fitos no Senhor, não nas circunstâncias pelas quais estamos envolvidos. E ele, sem dúvida, moverá sua mão em nosso benefício e dará a saída necessária.

Voltando a Jó 22:21, vemos que a consequência dessa união com Deus, além de gerar paz em nosso coração, fará com que o bem, ou como diz a Nova Versão Internacional, a prosperidade nos sobrevenha, isto é, alcance e passe a fazer parte integrante da nossa vida. Vale lembrar que prosperar significa colher bons frutos ou obter bons resultados. 

    Outro texto importante sobre esse tema está registrado em João 16:33 e foi proferido por Jesus. Antes de dizê-lo, o Senhor falava com seus discípulos sobre sua morte e ressurreição. E, para finalizar aquela conversa, o Mestre disse-lhes: “Tenho dito isso para que em mim vocês tenham paz. No mundo vocês terão aflições, mas tenham bom ânimo, porque eu venci o mundo”.

Parece um tanto absurdo Jesus falar a eles sobre paz, pois as circunstâncias não eram favoráveis. Para piorar, o Senhor os advertira, dizendo que no mundo teriam aflições. Contudo, não existe nenhum despropósito nem contradição nisso. O que o Mestre lhes quis ensinar é que a verdadeira e duradoura paz não provém da ausência de aflições ou problemas. Ela é fruto da presença dele na vida da pessoa.

Certamente, foi por essa razão que em João 14:27 ele proferiu as seguintes palavras aos discípulos: “Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem se atemorizem”. Como é a paz que o mundo dá? Ela é resultado da ausência de situações adversas, tais como: doenças, desemprego, problemas familiares ou conjugais ou quaisquer outros semelhantes a esses. Logo, sob esse ponto de vista, não existe paz, uma vez que todos nós passamos pelo fogo, desertos, mares, e violentas tempestades.

No entanto, quando convidamos Jesus para ser nosso Senhor e Salvador, sabemos que não mais estamos abandonados à própria sorte. Podemos ter bom ânimo, ou seja, entusiasmo, coragem ou força moral, porque ele venceu o mundo. Desse modo, subentendemos ou compreendemos que COM ELE também venceremos. Por esse motivo, não precisamos ficar desesperados ou perturbados. Se o Mestre estiver em nosso barco, jamais naufragaremos. As ondas até podem nos açoitar e nos assustar, mas não seremos tragados pelo mar revolto.

Nessa mesma linha de raciocínio, o apóstolo Paulo nos admoesta, ou melhor, orienta, Read the rest of this entry »

 

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Mantenha distância

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Sempre que trafegamos pelas rodovias, ou mesmo em vias urbanas, vemos caminhões ou similares com a seguinte advertência: “Mantenha distância”. Normalmente, trata-se de veículos que transportam produtos inflamáveis ou corrosivos. Outros, porém, levam quaisquer tipos de cargas, mas, ainda assim trazem esse alerta.

Talvez, por ser algo muito comum, os olhos leem, mas o cérebro parece não mais dar a devida importância à mensagem em questão. Isso, obviamente, pode representar um grande perigo a quem se aproxima demais. Justamente por essa razão, é comum, até demais, ocorrerem acidentes gravíssimos, os quais poderiam ser evitados se os motoristas levassem a sério esse aviso. Vidas seriam poupadas. Sofrimentos e prejuízos diversos não fariam parte da vida de tantas pessoas, não é mesmo?

Fazendo uma analogia com as demais áreas da vida, ou seja, uma relação, correlação ou aproximação, veremos que há muita semelhança. Quando tratamos da área espiritual, isso fica ainda mais evidente. Por esse motivo, quero compartilhar com você algumas reflexões sobre a necessidade de manter distância do mal. Para isso, veja o que diz Jó 1:1: Havia, na terra de Uz, um homem chamado Jó, íntegro, reto (ou justo), que temia a Deus e fugia do mal.

Considero essa declaração bíblica sobre Jó como uma das mais belas a respeito de uma pessoa. Entretanto, além da beleza, nela existem preciosas lições, as quais, se compreendidas e acatadas, sem sombra de dúvida evitarão que sejamos atropelados pelas carretas e caminhões que trafegam pela mesma estrada da vida que este veículo tão frágil, que somos todos nós.

A primeira coisa que me chama à atenção é que esse homem era (re)conhecido por sua integridade, isto é, por ter-se mantido ileso, intato, que não foi atingido ou agredido. No texto em questão, quer dizer que ele não havia sido afetado negativamente pela decadência moral e espiritual existentes em seu tempo. Apesar de conviver com a desonestidade e a falta de valores éticos, morais e espirituais de seus contemporâneos, Jó continuava sendo honesto. E, se você almeja obedecer aos mandamentos divinos, também precisa viver dessa maneira.

A segunda é que o texto declara que ele era reto. Segundo o dicionário, essa palavra quer dizer “que não tem curvatura, cujo traçado é linear; direto, direito. Em outras palavras: significa que ele seguia pela estrada da vida sem se desviar nem para a direita nem para a esquerda. Isso me faz lembrar do que Deus disse a Josué: “Somente seja forte e muito corajoso! Tenha o cuidado de obedecer a toda a lei que o meu servo Moisés lhe ordenou; não se desvie dela, nem para a direita nem para a esquerda, para que você seja bem-sucedido por onde quer que andar” –Josué 1:7.

Pelo que percebemos aqui, Jó agia desse modo. Ele se mantinha dentro da linha traçada por Deus. Ao fazer essa declaração, lembrei-me da antiga propaganda de uma marca de tênis. Ela mostrava duas situações bem distintas. Numa, a pessoa começava a correr em linha reta, entretanto, em pouco tempo, ia tombando para a direita e trombava num poste, porque estava calçando uma marca qualquer.

Logo em seguida, a segunda cena mostrava alguém que corria à vontade, fazia as curvas normalmente e chegava ao seu destino sem o menor problema porque usava o calçado da marca X. Pelo registro bíblico, vemos que Jó era assim, pois usava o calçado da obediência à palavra do Senhor. Além disso, vemos que ele era direito, ou seja, seguia a lei e os bons costumes; justo, correto, honesto; andava de acordo com os costumes, as normas morais e éticas etc.; certo, correto, justo.

Certamente foi por isso que esse homem recebeu tanto crédito de Deus e um lugar de destaque nas páginas do Livro Sagrado para os cristãos. Mas isso não é privilégio dele, pois o Pai não tem filhos prediletos: “Então Pedro, tomando a palavra, disse: Na verdade reconheço que Deus não faz acepção de pessoas” – Atos 10:34. Por isso, nós também precisamos e devemos ter tais características. Mesmo que vivamos no meio de tanta podridão moral, devemos viver dignamente diante do Senhor e dos nossos pares. Aliás, o Senhor não nos chamou para sermos iguais, mas diferentes (Romanos  12:2). Humildemente diferentes para o bem.

Outra razão que incluiu Jó nas Escrituras foi o fato de ser temente a Deus. Temer nesse caso não significa ter medo. O temor a Deus é um sentimento de Read the rest of this entry »

 

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Apenas parte do vocabulário

Palavra II

Todos os dias, mesmo que não percebamos, incluímos novos conceitos e experiências à nossa vida. Alguns deles são positivos, porém outros são altamente negativos ou improdutivos.

Acrescentamos também novas palavras, especialmente se somos leitores assíduos ou ouvimos pessoas com formações diferentes. Desse modo, enriquecemos nosso vocabulário, o que dá condições de nos comunicar de forma mais precisa com todas as pessoas ao nosso redor. E isso é muito bom.

No entanto, nem sempre basta incorporar novas palavras ao vocabulário. É necessário que elas tenham significados precisos para nós mesmos e também à mensagem que desejamos transmitir aos interlocutores, ou seja, aos indivíduos a quem ela é destinada. Assim, de fato o objetivo será satisfatoriamente alcançado.

    Outro dia, enquanto estava assistindo ao filme ‘Uma questão de fé’, uma fala presente num diálogo me chamou à atenção por sua profundidade e coerência. O contexto no qual ela foi empregada era o seguinte: Uma moça com formação pessoal cristã foi para a universidade e começou a vacilar em sua fé. Então um rapaz muito convicto de seus valores cristãos fez alguns questionamentos a ela, dizendo-lhe a seguir que muitos adicionam Jesus à sua vida, entretanto não permitem que ele seja realmente seu Senhor. Desse modo, levou a jovem a refletir sobre sua vida espiritual.

Depois disso, passei a pensar bastante a respeito. E a questionar ainda mais a mim mesmo, pois não quero fazer como se estivesse numa rede social. Nela, acrescentamos pessoas, curtimos suas postagens e até compartilhamos o que consideramos interessante ou importante. Mas, se algum “amigo” pisar na bola, falar ou fizer algo de que discordamos, nós o excluímos sem que isso pese na consciência.

Lamentavelmente, parece que hoje muitos agem assim em relação a Deus. Para estes, ele até faz parte de seu vocabulário cotidiano. Usam expressões como “graças a Deus”, “se Deus quiser”, “Deus me livre” e outras semelhantes a essas. Todavia, quando supõem que Ele não atendeu aos seus desejos ou requer alguma mudança em seus comportamentos, atitudes, conceitos e valores, excluem-no sem piedade do mesmo modo que se faz no facebook, por exemplo.

Mas não convém que seja assim. Para o verdadeiro cristão, Deus não pode ser apenas um conceito ou uma palavra que pode ser deletada a qualquer momento. Não importa apenas adicioná-lo ao repertório de palavras bonitas que almejamos usar, talvez até para impressionar alguém. É necessário que ele seja real e pessoal.

É preciso ainda que ele seja nosso amor maior e Senhor da nossa vida. Isso significa acatar seus ensinamentos como verdadeiros e pautar a vida em conformidade com seus ensinos. Veja o que disse Jesus em Marcos 12:29 e 30, respondendo a uma pergunta do jovem rico: “O mais importante é este: Ouve, ó Israel, o Senhor, o nosso Deus, o Senhor é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças”.

Antes de tudo, amar significa dar crédito ou o devido valor a ele e às suas palavras. Logo, quando alguém diz que o ama, mas rejeita seus ensinamentos, precisa fazer um autoavaliação, pois as duas coisas devem seguir na mesma direção. De maneira alguma pode haver incoerência ou contradição entre elas.

Quando lemos Apocalipse 1:3, encontramos a seguinte declaração: “Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo”.

Já em II Timóteo 3:16 e 17, as Escrituras dizem: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra”.

Quando Deus não é apenas uma palavra que faz parte do nosso vocabulário, damos ouvidos a seu Filho, Jesus, que ensinou da seguinte maneira: “Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.

Tal palavra quer dizer que Deus passa a ocupar em nossa vida o lugar que é dele por direito e ele se torna prioridade para nós. Buscar o reino de Deus implica aceitar seu governo sobre nós, já que todo reino tem um rei, o qual estabelece leis que precisam ser acatadas e respeitadas. E as de Deus não são pesadas ou penosas – I João 5:3.

Hoje, o que vemos são pessoas criando suas próprias leis espirituais, as quais vão ao encontro de seus próprios interesses, não considerando os mandamentos do Rei dos reis e Senhor dos senhores. Portanto, como num reino terreno, mesmo que as intenções sejam boas (o que é raro), estão desrespeitando o que foi estabelecido por Deus.

Por outro lado, em todo reino, os súditos também têm direitos, inclusive o de proteção. Da mesma maneira acontece em relação a Deus. Se estamos sob o seu governo, temos direito àquilo que sua palavra ensina e promete, pois ele é fiel e justo – I João 5:14. Não porque o merecemos, mas por causa de seu amor e de sua maravilhosa graça, a qual ele faz abundar sobre nós (Efésios 2:8 e 9).

Para quem o Senhor não é apenas uma palavra a mais, a busca da justiça de Deus é uma constante. Ou seja, tal indivíduo continuamente procura agir conforme aquilo que é assegurado pelo Direito, justo e digno. Contrapondo-se, então, ao que temos visto atualmente: pessoas fazendo de tudo para atingir seus inescrupulosos objetivos, mesmo que isso signifique proceder com desonestidade, roubar, matar, trapacear, corromper-se.

Quanto aos que colocam o reino de Deus e a justiça dele em primeiro lugar, Jesus prometeu que todas as demais coisas lhes serão acrescentadas. Que coisas? Aquelas de que necessitamos como, por exemplo, alimento, roupa, proteção, paz e outras semelhantes.

Para finalizar, quero dizer que estamos vivendo tempos trabalhosos, conforme a Bíblia fala em II Timóteo 3:1 ao 5. Portanto, se quisermos permanecer de pé diante das tempestades, é preciso que Deus, Jesus e o Espírito Santo não sejam meras palavras de nosso repertório linguístico. Eles precisam ser reais como de fato o são. Assim, podemos recorrer a eles a qualquer momento, bom ou ruim, que seremos ajudados, socorridos, acolhidos em seus braços de amor, misericórdia e justiça. Sendo assim, não delete Deus da sua vida nem deixe de dar crédito aos seus mandamentos – Mateus 13:8.

Sugestão: Música Acredito do cantor Leonardo Gonçalves.

 

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Movendo o coração de Deus

“Nós, pois, jejuamos, e pedimos isto ao nosso Deus, e moveu-se pelas nossas orações.”

(Esdras 8:23)

movendo o coração

Há muitas passagens bíblicas que tratam do assunto oração. Aprecio todas elas. Todavia, existem algumas que me cativam mais do que outras por causa da sua profundidade, expressando verdades tão importantes para a vida de quem deseja tocar e mover o coração de Deus. Uma delas está registrada em Esdras 8:21 ao 23.

Esse texto está no seguinte contexto: Esdras havia saído da Babilônia rumo a Jerusalém com a missão de reconstruir o templo, que fora destruído e, desde então, estava abandonado. Porém, como ele dissera a Artaxerxes, rei da Babilônia, que a bondosa mão do Senhor era com aqueles que o buscam, ficou com vergonha de pedir ao soberano a liberação de alguns soldados para fazerem a segurança da comitiva.

Diante disso, a única estratégia para fazer a viagem em segurança foi a que vemos a seguir: “Então apregoei ali um jejum junto ao rio Aava, para nos humilharmos diante da face de nosso Deus, para lhe pedirmos caminho seguro para nós, para nossos filhos e para todos os nossos bens” – v 21.

Que coisa linda! O mais belo, no entanto, vemos no versículo 23, o qual traz a seguinte declaração de Esdras: “Nós, pois, jejuamos, e pedimos isto ao nosso Deus, e moveu-se pelas nossas orações”. Assim, eles puderam chegar ao destino (Jerusalém) em paz, pois contaram com o exército do Deus Vivo para lhes dar a proteção necessária. E lá ele e seus ajudantes conseguiram realizar a obra para a qual se sentiram chamados: restaurar o Templo onde cultuavam ao Senhor.

Hoje também não é diferente, pois, como lemos em Malaquias 3:6, Deus não mudou. Também em Hebreus 13: 8 há uma confirmação dessa verdade: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente”. Sendo assim, também podemos desfrutar dessa bênção.

Eu não sei quais são suas necessidades neste momento. Contudo, de uma coisa estou convicto: você também pode mover o coração de Deus através do jejum e da oração. Isso porque, ao agir dessa maneira, demonstrará ao Senhor que reconhece sua limitação como ser humano e também que entendeu a necessidade de tirar um tempo para Ele, abrindo mão daquilo que gosta de comer, beber ou de fazer para falar sobre suas carências, angústias, decepções e da sua gratidão por todas as bênçãos já recebidas.

Talvez num primeiro momento você possa até supor que está perdendo tempo. Porém, mais tarde, verá que abrindo mão do que já possui para estar aos pés do Senhor em jejum e oração dará a oportunidade para Deus presenteá-lo com aquilo que você ainda não tem.

Portanto, faça como Esdras. Ele havia falado ao rei Artaxerxes que a mão de Deus é sobre todos os que o buscam, para o bem deles (v 22). Mas não ficou apenas na fala. Ao contrário, buscou a face do Senhor e o coração Dele foi tocado. Você também pode tocar o coração do Pai. E, quando Ele se move por causa da oração e do jejum de um servo Seu, o milagre acontece. Pense nisso. Tire um tempo para falar com Deus sobre tudo o que considerar importante.

 

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Vento Contrário…

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Navegar em alto mar deve ser uma experiência fantástica e inesquecível. Por outro lado, também é algo que causa receio e apreensão, pois, por mais moderna, bem equipada e segura que pareça ser a embarcação, diante da força das águas e do vento ela se torna muito frágil.

Caso voltemos há quase dois mil anos atrás, verificaremos que a simples ação de navegar já era uma grande aventura. Se fosse em alto mar, o grau de dificuldade era ainda maior. Sendo em meio a uma tempestade, então, o risco de perder a vida atingia seu nível mais elevado. Isso porque os recursos para navegação eram poucos e as embarcações não eram providas de equipamentos de segurança como as de hoje.

Quando olhamos para Mateus 14:22 ao 33, vemos os discípulos de Jesus passando por uma situação complicadíssima. Já era madrugada e eles estavam atravessando o mar, como o Mestre lhes ordenara. De repente, o barco no qual navegavam começou a ser açoitado pelas ondas, pois o vento soprava contra ele. E, mesmo sendo homens experientes, visto que muitos deles eram pescadores profissionais, certamente não conseguiam controlar a embarcação como era preciso e desejado.

Olhando para nossa vida, veremos que em alguns momentos acontece algo semelhante, ou seja, embora estejamos seguindo alguma orientação do Senhor, o vento contrário também começa a atingir nosso barco, deixando-nos com os sentimentos de impotência, de dúvida e de medo por não sabermos como agir, mesmo que sejamos especialistas naquela área.

Ora, se Jesus era onisciente, isto é, sabia de todas as coisas, também tinha conhecimento de que seus discípulos enfrentariam uma tempestade em alto mar. Por que, então, ele lhes deu tal ordem? Porventura, queria vê-los sofrer ou mesmo morrer? E conosco, será que tem prazer em nos ver envolvidos em situações que nos colocam em risco?

Evidentemente, não. No entanto, o Mestre sabe que precisamos crescer e, acima de tudo, crer e confiar que ele está no controle. Por outro lado, muitas vezes, ou na maior parte delas, fazemos determinadas coisas, assumimos compromissos ou nos envolvemos em relacionamentos por nossa conta e risco. Não o consultamos antes de tomarmos decisões e depois queremos culpá-los por nossos fracassos e sofrimento.

Muitos, inclusive, começam a blasfemar ou murmurar contra Deus. O que, de fato, não é justo nem justificável. Logo, não podemos nem devemos atribuir ao Senhor a responsabilidade de algo que foi fruto da nossa imprudência, irresponsabilidade, incredulidade ou do sentimento de autossuficiência, o qual nos levou a agir por conta própria, sem consultá-lo, sem buscar orientações em sua Santa Palavra.

Mas, nesse caso específico, eles estavam seguindo a ordem de Cristo. Todavia, isso não evitou que passassem por aquela tão grande adversidade. Ora, qualquer pessoa que entra no mar está sujeita a tempestades. Conosco não é diferente. Viver é uma grande aventura. E nela os altos riscos são uma realidade. Contudo, se estivermos agindo de acordo com a palavra de Deus, certamente não estaremos sozinhos no mar revolto, açoitados pelas fortes ondas e pelo implacável vento.

Ao contrário. Mateus 14:25 diz que à quarta vigília da noite, ou seja, às três horas da madrugada Jesus se dirigiu a eles, caminhando por cima do mar. Que cena magnífica! Isso significava que, para ele, aquela tempestade não era nada ou nem existia. Queria dizer ainda que ele tinha total controle da situação. Não podemos nos esquecer de que, além de onisciente, ele também é onipotente, ou melhor, pode todas as coisas ou tem todo o poder.

A seguir ocorre uma cena engraçada – Mateus 14:26 e 27. Talvez movidos por determinadas crenças ou superstições e pelo medo que os envolvera, ao verem alguém andado sobre as águas, pensaram ser um fantasma. Conosco não é diferente. As terríveis adversidades pelas quais passamos (e todos nós passamos em algum ou em alguns momentos da vida – João 16:33) também nos fazem sentir como se estivéssemos num mar revolto. Nessas ocasiões não enxergamos uma solução ou não discernimos, em meio a elas, que é o Senhor quem está vindo em nossa direção. Por isso, também ficamos apavorados e gritamos em consequência disso.

A cena posterior nos é muito reconfortante. Jesus se dirige a eles e lhes fala: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo!” – Mateus 14:27. Ao ouvir isso, Pedro, sempre o mais afoito, argumenta: “Se é o senhor mesmo, mande que eu vá andando em cima das águas até onde o Senhor está” – Mateus 14:28. Então Jesus lhe disse para ir ao seu encontro – 14:29.

Pedro desceu do barco e andou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentido o vento forte, ficou com medo e começou a afundar. Nesse momento, clamou: “Senhor, salve-me!” – 14:30. E Jesus, estendendo a mão, segurou-o e disse-lhe: “Como é pequena a sua fé! Por que você duvidou?” – 14:31.

Quem sabe, você esteja pensando que Pedro realmente foi insensato e fraco na fé. Porém, eu lhe pergunto: “Você já andou sobre as águas alguma vez? Já viu outra pessoa na Bíblia que tenha feito isso além dele?” Penso que não. Eu nunca vi. Ele é o único que pode bater no peito e dizer: “Eu andei sobre as águas!”.

No entanto, o que há de mais importante aqui não é saber que esse homem andou, literalmente, sobre as águas. É saber que Jesus não abandonara seus discípulos. Apenas os deixara por um momento, para que tivessem experiências mais profundas, as quais os tornariam mais maduros espiritualmente falando.

Também fez isso para esse fato servir de lição a todos nós, a fim de sabermos que, mesmo em meio às mais terríveis tempestades que se levantam conta a nossa vida, Deus não se esquece de nós ou nos abandona à própria sorte. No entanto, é preciso entender que Ele é o Senhor e não um fantasma. Portanto, mesmo que os ventos sejam fortes, que as ondas sejam gigantescas e que o barco da nossa vida esteja sendo jogado de um lado para o outro em alto mar, Jesus sempre está vindo em nossa direção. Sendo assim, ao invés de nos desesperarmos, clamemos como Pedro: “Senhor, salve-nos!” Em vez de fugirmos dele, fujamos para ele.

Caso façamos essa oração tão curta, mas de forma tão sincera como esse discípulo, também seremos atendidos. Lembremo-nos que o desejo do Pai não é que pereçamos por causa das adversidades ou das tempestades. Elas vêm. Todos nós estamos sujeitos a passar por desertos e mares bravios ou até mesmo pelo vale da sombra da morte. Porém, se mantivermos nossos olhos fitos em Deus, e não nas circunstâncias, certamente o socorro virá. Podemos até perder algumas batalhas; contudo, não seremos destruídos.

Para finalizar, quero que leia Isaías 49:15 e 16 a: “Pode uma mãe esquecer-se do filho que cria, que não tenha compaixão dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, não me esquecerei de você. Veja,  eu gravei você nas palmas das minhas mãos…”. Sendo assim, saiba que mesmo que o vento seja totalmente contrário, existe alguém que é a seu favor: Jesus Cristo, o Emanuel, ou seja, Deus conosco. Então, em vez de perder a fé e afundar no mar revolto, continue crendo em Deus e buscando o socorro.

 

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