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Arquivo da tag: Parábolas de Jesus

Palavras com que se escreve uma nova história

     “Desvenda os meus olhos, para que eu veja as maravilhas da tua lei.”               (Salmos 119:18 – ARC)

     Se eu lhe perguntasse quantas vezes leu ou ouviu palestras sobre a Parábola do filho pródigo, certamente você teria dificuldade para dizer a quantidade. No entanto, penso que foram muitas. Afinal, mesmo quem tem pouca familiaridade com as Escrituras Sagradas, conhece alguma coisa a respeito dessa narrativa.

     Desse modo, a princípio parece desnecessário escrever mais um artigo sobre essa história contada por Jesus. Porém, a Palavra de Deus é uma fonte inesgotável de água para o sedento e sempre existe algo para aprender com ela ou, pelo menos, relembrar. E entendo ser justamente por esse motivo que mais uma vez fui levado pelo Espírito Santo a ministrar sobre ela e, agora, a escrever a seu respeito.

     Quando olhamos para o início do capítulo 15 de Lucas, encontramos o seguinte registro: “E chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvir. E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores e come com eles” – 15:1 e 2. Por causa dos comentários inconvenientes desses homens, o Senhor contou três parábolas: A ovelha perdida, A dracma perdida e O filho pródigo.

     A partir do versículo 11, o Mestre começa a contar essa história, dizendo: “Um certo homem tinha dois filhos. E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda” – Lucas 15:11,12.

     Pedir a herança antes da morte do pai era um grande desrespeito. Soava como se desejasse que ele morresse ou que já estivesse morto. Contudo, esse não é o único significado problemático por trás do pedido do jovem. Pedir sua parte antecipadamente era consequência da ingratidão que habitava sua alma. E o efeito disso não podia ser outro: ele não conseguia ver o que desfrutava estando na casa do pai: amor, proteção, segurança, suprimento para suas necessidades básicas e, sobretudo, a presença de seu genitor.

     A ingratidão sempre culmina com a insatisfação. Por isso, todas as coisas materiais ou imateriais recebidas ou não eram vistas ou não eram valorizadas. O simples fato de estar ali o sufocava e, talvez, o revoltava. Quem sabe, ele se sentia reprimido. Impossibilitado de fazer o que viesse à sua cabeça. De satisfazer todos os seus desejos carnais. Assim, para esse jovem, a casa do pai deixou de ser um lar e passou a ser uma prisão.

     O texto continua: “E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente” – Lucas 15:13

     Uma coisa relevante é que aquele filho não saiu de casa logo após ter recebido a parte da herança que lhe cabia por direito, mas alguns dias depois.

     Essa informação é muito interessante e importante. Indica que ele teve tempo para refletir sobre o que fizera. Para se arrepender e se corrigir diante do pai. Talvez, ele tenha vivido um grande conflito interior. Quem sabe, a consciência o acusou e mostrou a necessidade de que pedisse perdão ao pai. Mas não o fez. Não deu ouvidos a ela e convenceu a si mesmo de que ir para longe do pai era o melhor a fazer.

     E se foi. Resoluto. Inconsequente. Com mil planos em sua cabeça, vislumbrando apenas os supostos benefícios resultantes da decisão tomada. Sem dúvida, se lhe passava na mente algum pensamento negativo, logo ele o afugentava bravamente. Afinal, ele era jovem. Dono da própria vida. Sabia o que estava fazendo. A seus próprios olhos, onipotente.

     Esse cenário é diferente do que vemos hoje? Penso que não. Quantas pessoas conhecidas abandonam a Casa do Pai por se sentirem desse jeito! Infelizmente, muitos de nós, em algum momento, desejamos fazer isso também. E, se não a deixamos fisicamente, o fazemos espiritualmente.

     Como diz a Bíblia em Atos 7:39, muitos hebreus que deixaram o Egito sob a liderança de Moisés, o libertador enviado pelo Senhor, voltaram para lá em seu coração (Atos 7:39). Da mesma maneira, voltamos ou nos voltamos para o mundo, deixando-nos enganar pela suposta liberdade que há fora da Casa do Pai e, como o jovem da parábola, tornamo-nos pródigos também.

     Ainda no versículo 13, somos informados de que esse rapaz foi para uma terra longínqua. Isso nos leva a entender que ele almejava romper completamente os laços com seu pai e com seu irmão. Não queria correr o risco de sofrer interferências indesejáveis ou indesejadas.

     No início, parece que tudo transcorreu como ele sonhara. Geralmente quem possui dinheiro consegue fazer muitos “amigos”. Ter os namorados ou as namoradas que desejar. Sexo à vontade. E muito mais… Mas, sempre que acaba o dinheiro, tais pessoas desaparecem, como num passe de mágica, pois a riqueza pode “comprar” momentos de atenção e prazer e supostas amizades. Todavia, jamais comprará amor verdadeiro ou amigos de fato.

     Em minha cidade natal, houve um jovem que ganhou milhões na loteria. Comprou uma fazenda, de porteira fechada – com todo o maquinário, toda a estrutura e o todo o gado que nela havia. Carro novo. Conquistou mulheres. Vivia cercado de “amigos”. Sentado num bar, pagava comida e bebida para todos. Entretanto, quando o dinheiro acabou, os supostos amigos e as moças que o bajulavam passaram a ignorá-lo. O choque de se ver sem todas as regalias compradas pelo dinheiro o deixou doente e, por fim, foi parar num hospital psiquiátrico. Quando recebeu alta, passou a ser “invisível”. Aqueles que antes se diziam seus amigos, agora fugiam dele, fingindo não o conhecer.     

     Por certo, ocorreu algo semelhante com a personagem dessa narrativa. No versículo 13, lemos que o moço desperdiçou todos os seus bens, vivendo irresponsavelmente. Para piorar, veio uma grande fome sobre aquela terra e ele começou a passar necessidade (v 14). O tempo de glória acabara.

     Com fome e sem o dinheiro da herança, o jovem busca trabalho para se sustentar e, desesperado, aceita um cargo que nenhum judeu jamais pensaria ocupar: cuidador de porcos.

      Segundo a lei do Antigo Testamento, porcos eram animais impuros, de maneira que aquele que tivesse contato com esses animais também se tornaria impuro. Portanto, a aceitação desse trabalho, demonstra a total degradação a que chegara esse rapaz.

      Por acaso, não acontece algo semelhante com muitos dos que abandonam a Casa do Pai? Ao chegarem espiritual e financeiramente ao “fundo do poço”, fazem coisas que antes eram inimagináveis, por serem impuras, imorais, degradantes ou humilhantes aos olhos de Deus. 

     Apesar de ter conseguido um trabalho, a história relata que o jovem continuava a passar fome, chegando a desejar a comida que era dada aos porcos, mas nem isso lhe davam – Lucas 15:15 e 16. Em outras palavras: naquele momento, ele estava sendo tratado como um ser inferior àqueles animais.

     Quando esse rapaz passa a ser tratado como inferior aos porcos, podemos dizer que, para a cultura da época, ele não tinha mais valor nenhum. Mas, surpreendentemente, este não foi o seu fim. Que bom!

     O início da grande reviravolta começa a acontecer quando entra em cena outra palavra: reconhecimento. No versículo 17, lemos: “E, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!”.

     Para entendermos melhor, preciso dizer que, quando escreve “caindo em si”, o autor quer dizer que o jovem reconheceu a situação em que estava e como havia errado com seu Pai. Num sentido comum ou corriqueiro, reconhecer significa tomar conhecimento, trazer à mente de novo, certificar-se. Mas vai além disso.Na prática, quer dizer: ter um novo conhecimento ou olhar com outros olhos para o mesmo objeto ou situação. E, ao fazer isso, a pessoa consegue enxergar aquilo que até então não lhe era visível.

     Agora, com seus olhos abertos, ele consegue fazer um julgamento correto da situação na qual se encontrava e uma comparação justa entre sua vida atual e a que tivera na Casa do Pai. Assim, o reconhecimento torna-se o pontapé inicial para a transformação da história desse rapaz.

     O arrependimento autêntico é o primeiro efeito causado pelo reconhecimento. O segundo, a humildade: “Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti. Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus trabalhadores/jornaleiros” – Lucas 15:18,19.

     Arrependimento verdadeiro sempre é acompanhado pela humildade. Sem ela, até pode haver remorso, vergonha de uma atitude tomada, mas nunca verdadeiro arrependimento. Sem a humildade, é possível que o jovem decidisse ir para uma terra ainda mais distante, para evitar que seu pai, irmão e conhecidos soubessem de sua situação degradante. Entretanto, sendo humilde, ele decide não fugir, mas voltar à Casa do Pai.  

     Seu arrependimento é tão verdadeiro e profundo que entende não mais merecer ser tratado como filho. Para o jovem, era mais prudente pedir que seu pai o aceitasse como um trabalhador diarista, sem compromisso formal, recebendo por dia trabalhado. De fato, ele havia compreendido a gravidade do que fizera. Mas o pai tinha outros planos para seu filho. Como Deus também tem para todos nós, pródigos, que decidimos voltar para Casa.

     No versículo 20, vemos que o jovem realmente volta para casa. Penso que houve um grande conflito interior, que aconteceu uma batalha entre o orgulho e a humildade. Suponho que o jovem temeu enfrentar o pai e que, muito provavelmente, pensou em desistir. Mas prosseguiu. Felizmente!

     Ainda nesse versículo, vemos que o pai avistou o filho ainda longe, correu até ele, e o beijou. Algo parece errado. Não era o filho quem devia correr em direção ao pai? Aliás, esse jovem deveria ter se prostrado aos pés do pai em sinal de arrependimento e humildade. Seria o mais lógico a fazer.

     Há muitas lições importantes nessa parte da história, para as quais devemos atentar. Uma delas é que quando decidimos voltar para a Casa do Pai, ele está à espera e ansioso por esse momento. Observe que o pai o avistou ao longe. Ora, isso dá a entender que esse homem estava olhando para a estrada a esperar o retorno do filho. Como o Pai Celestial também sempre aguarda, ansioso, o regresso de filhos pródigos que compreenderam que a Casa dele é o melhor lugar onde um filho pode estar.

     Outra lição é: o pai sabia que, ao voltar para casa, o filho demonstrava estar arrependido, tendo reconhecido os próprios erros. Por isso, o pai o recebe de braços abertos. Assim também Deus, quando nos vê no caminho de volta para casa, recebe-nos calorosamente, sem apontar para nós um dedo de acusação e/ou nos repreender pelas atitudes vergonhosas.

     Para aquele pai, assim como para nosso Pai Celestial, o arrependimento sincero era mais importante do que os erros cometidos. Como sinal disso, o pai pede a seus empregados que tragam para o filho: roupas novas (para cobrir uma possível nudez), restaurando sua dignidade; um anel (para restaurar seu status de filho e herdeiro) e sandálias, para que pudesse caminhar seguro, sem se ferir.

     Em seguida, aquele pai ordena que tragam o bezerro cevado, reservado para eventos especiais, para fazerem um churrasco e comemorar o retorno do filho – Lucas 15:23. Aquela era uma ocasião especialíssima. Logo, merecia uma festa. Isso lembra o que Jesus disse: “Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento” – Lucas 15:7.  

      A seguir, o pai justifica o motivo da celebração: “… porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se” – Lucas 15:23. Que maravilha! Agora aquele filho estava reintegrado à família! Ele certamente enfrentaria problemas em consequência de seus atos (como a rejeição do irmão). No entanto, ele venceria porque novamente estava na casa e na presença de seu pai e podia contar com ele para ajudá-lo.

     Para concluir, bastam apenas algumas considerações:

  • Ainda que sejamos ou ajamos como pródigos, o Pai Celestial sempre está de braços abertos para receber aqueles que reconhecem seus erros, arrependem-se sinceramente e retornam para Casa.
  • Ainda que o filho não entendesse o que significa graça (favor a quem não merece) e perdão, foi justamente o que o Pai, generosamente, lhe ofereceu. Você pode não entender profundamente também. Não importa. Mesmo sem compreender, é isso que o Senhor tem para lhe oferecer quando decidir voltar para a Casa Dele.
  • Você é mais importante do que seus erros. Por isso, Deus enviou Jesus para morrer em seu lugar: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” – João 3:16
  • Os erros sempre trazem consequências negativas, como aconteceu com Davi. Mas, estando na Casa do Pai, você receberá a ajuda necessária para vencer (Romanos 8:26).
  • Não existe dúvida de que depois do perdão e aceitação recebidos na Casa do Pai, aquele filho tornou-se grato por tudo.
  • Estando na casa do Pai, mesmo que não tenha tudo o que deseja ou pensa que merece, você tem o bem maior – a presença e o amor do Pai.
  • Não seja como muitos, que querem a parte da herança (as bênçãos), mas não querem o Pai e a presença dele.

     Compreendemos, dessa maneira, que não existe nada melhor para alguém do que estar e viver na Casa de Deus. Ainda que as propostas do mundo sejam tentadoras, certamente são apenas passageiras e ilusórias. Assim, a alegria e o prazer que geram não valem a pena. Milhões de pessoas já se iludiram com elas e, depois de muito sofrerem, compreenderam que estavam erradas e voltaram.

     Portanto, se esse for o seu caso, volte também. E, se você não saiu fisicamente, mas seu coração já está no mundo, ainda é tempo de refletir e de tomar a decisão de permanecer na Casa do Pai. Por fim, lembre-se de que seu reconhecimento, arrependimento, humildade gerarão graça, perdão, aceitação e acolhimento da parte do Pai Celestial. E é com elas que se escreve uma nova história de vida, de paz, vitória e felicidade verdadeira.

Para ouvir: Filho Pródigo – Voz da Verdade

 

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Tempo para tudo

Time

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para cada propósito debaixo do céu.” (Eclesiastes 3:1)

Já faz algum tempo que venho refletindo sobre esse tema tão apetitoso, profundo e complexo. Talvez, seja porque muitas vezes me sinto meio escravizado pelo relógio. São tantos os compromissos diários, que me parecem poucas as vinte e quatro horas de cada dia. Às vezes, dá a impressão de que preciso de umas seis horas a mais.

Por outro lado, em outras ocasiões fico até com a consciência meio pesada por ter a sensação de que desperdiço tempo com algumas coisas, as quais, aparentemente, não são tão importantes. Como assistir à televisão, por exemplo. Assim, vivo certo dilema: “Fazê-las ou não fazê-las? Eis a questão”. Não sei se esse também é o seu caso. Porém, caso seja, ou mesmo não sendo, almejo compartilhar com você algumas reflexões sobre o tempo, baseadas em Eclesiastes 3:1 ao 8.

A primeira delas é que, como foi dito no texto de abertura deste artigo, tudo tem o seu tempo determinado e também para cada propósito debaixo do céu, ou seja, aquilo que se busca alcançar. Portanto, querer algo antes do momento estabelecido por Deus ou mesmo por alguém que exerce autoridade sobre nós, como nossos pais, pode não ser de fato uma bênção. Por essa razão, gerar terríveis consequências ou um resultado bem abaixo da expectativa. Provocando, assim, frustração, decepção ou não a satisfação total e o prazer esperados.

Talvez você até esteja pensando que “viajei”. Por isso, quero convidá-lo a relembrar comigo a Parábola do filho pródigo – Lucas 15:11 ao 24. Antes, porém, desejo recordá-lo de que parábolas são narrativas figuradas, cujo objetivo é transmitir uma lição de moral ou um ensinamento de vida. Elas eram muito comuns no Oriente e Jesus, como uma pessoa integrada à cultura de seu tempo e de seu povo, usou-as magistralmente com o intuito de ensinar profundas verdades terrenas e espirituais aos discípulos e às multidões que se sentavam a seus pés para aprender.

Nessa história, vemos que o filho mais moço quis, antecipadamente, sua parte da herança. Isso se constituía em um grande desrespeito ao seu pai, e há aqui muitas coisas a serem analisadas. Contudo quero me ater somente ao fato de ele não estar amadurecido o suficiente para administrá-la com a sabedoria e a competência necessárias. Consequentemente, em pouco tempo torrou todo o dinheiro e passou a mendigar o pão. Vale lembrar que ele chegou a desejar a comida dos porcos, mas nem isso lhe davam. Então, aquilo que ele pensava ser bênção, recebê-lo antes do tempo lhe gerou muita dor, sofrimento e prejuízos desnecessários.

A segunda: existe tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou – 3:2. Em outras palavras: é preciso esperar a semente germinar, a planta crescer, florescer e dar frutos. Só depois de passar por todos esses estágios é que os frutos estarão maduros e prontos para serem saboreados. E não há nada melhor do que desfrutar das obras das próprias mãos, conforme vemos em Isaías 65:21 ao 24; 1:19; Salmo 1:1 ao 3. É o sonho de Deus para cada um de nós.

Entretanto, o que temos visto na sociedade em que vivemos são pessoas extremamente apressadas e precipitadas em tudo. São filhos que querem um carro antes do tempo certo ou outros bens de consumo. Falando nisso, recordei-me de uma pessoa que desabafou comigo um dia desses. Seu enteado, mal começou a trabalhar e nem mesmo tinha recebido seu primeiro salário, já queria comprar um celular muito caro. E o pior: se não fosse a intervenção dela, o pai do garoto havia comprado.

Faltou-lhe sabedoria para aproveitar a ocasião e ensinar ao filho preciosas lições de vida como, por exemplo, sobre a necessidade de não fazer dívidas, de economizar, de investir em sua formação profissional, fazer um curso de inglês… Faltou-lhe sabedoria e autoridade para dizer-lhe que primeiro ele precisava ser, para depois ter. Infelizmente, não são poucas as pessoas que agem assim. Desse modo, elas criam filhos extremamente consumistas e também sem nenhuma sabedoria para administrarem suas finanças, gastando ao invés de investir sabiamente.

A terceira está no versículo 3. Nele, o escritor fala que “há tempo de derrubar e tempo de construir”. Isso significa que existem ocasiões nas quais precisamos derrubar algumas coisas em nossa vida. Podem ser conceitos errados, especialmente sobre Deus ou outras coisas que construímos supondo que seriam benéficas, mas que, com o tempo, se demonstraram nocivas. Quem sabe seja nossa arrogância que precisa ser destruída para podermos desfrutar das benesses divinas ou ter  relacionamentos pessoais saudáveis, seja com o cônjuge, com os filhos ou pais, com colegas de trabalho ou quaisquer outros.

Depois de termos destruído o que era prejudicial, chegou a hora de edificar. Mas construir o quê? Tudo o que de fato é bom, importante e necessário. Veja que eu disse importante e necessário depois de bom. Isso porque nem tudo se encaixa nesse critério. Assim, não vale a pena receber investimentos de nossa parte. E, nesse pacote de importância e necessidade, podemos pôr: formação profissional, relacionamentos pessoais, e outros de igual quilate. Ah, considero relevante ressaltar que para construir é preciso sábio investimento de tempo e dos demais recursos. Daí carecer de sabedoria e paciência, a fim de alcançar o objetivo desejado.

A quarta se encontra no versículo 4. Nele, lemos assim: “Tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de dançar”. No entanto, muitos agem como se a vida fosse uma eterna piada. É evidente que precisamos relaxar. Baixar a guarda, como se diz no boxe, brincar e rir. Se isso não acontecer, existe alguma coisa errada conosco. A vida precisa de humor. Caso contrário, fica sem graça e se torna um fardo pesado demais para suportarmos. Eu mesmo, sempre que oportuno, digo que na vida conjugal, por exemplo, não pode faltar amor, beijo, sexo e humor. Isso pela simples razão de ser o tempero do casamento. Quanto ao item em destaque, por deixar o cotidiano mais leve. Em relação às outras áreas, podemos aplicar o mesmo princípio: deve haver humor. Aliás, quem gosta de ficar perto de uma pessoa que vive de cara fechada? Read the rest of this entry »

 

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O PAPEL FUNDAMENTAL DA LEITURA

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            Sempre se soube que a leitura exerce um papel assaz importante no desenvolvimento intelectual e cultural do indivíduo. Porém, muitas vezes, essa afirmação soava como “papo de professor para convencer os educandos a ler”.

         Felizmente, hoje a Neurociência desmistifica essa idéia e prova de modo inquestionável que as vantagens do ato de ler transcendem e muito o desenvolvimento do intelecto e a ampliação da bagagem cultural, o que já seria o bastante para que todos se sentissem motivados a ler.

         Segundo essa Ciência, a leitura é imprescindível porque ela ativa e estimula algumas áreas do cérebro que nenhuma outra atividade consegue.

         Ademais, segundo especialistas dessa área, para o leitor assíduo, há outro benefício impagável: tem muito menos probabilidade de desenvolver Mal de Alzheimer. Alguns deles afirmam que são apenas 10% de chance contrapondo-se aos 90% do não-leitor. Read the rest of this entry »

 

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