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Arquivo da categoria: Artigos Bíblicos

Quem é Jesus para você?

interrogaçao

Estamos vivendo tempos trabalhosos, especialmente no que diz respeito ao exercício da fé em Cristo. Diariamente temos sido bombardeados com conceitos e ideologias que ferem de forma brutal os mandamentos divinos e o bom senso.

Além disso, em diversas partes do mundo, os cristãos são perseguidos, expulsos da sua casa, torturados e até mesmo mortos por se recusarem a negar a fé Jesus. Entretanto, tanto a ONU (Organização as Nações Unidas) como outros órgãos ligados aos “Direitos Humanos” e a grande mídia fazem vistas grossas para tal problema, como se não tivessem nada a ver com ele.

Graças a Deus, no Brasil, ainda não há cristãos sendo mortos por causa da sua fé. No entanto, isso não significa que não existem perseguições. Ao contrário, nos últimos tempos, em diversos programas de televisão, manifestações nas ruas, em shows, peças de teatro e outras supostas expressões artísticas nossa fé e até mesmo Cristo são alvos de desrespeito e vilipêndio (fazer com que alguém se sinta humilhado, menosprezado e ofendido, através de palavras, gestos ou ações), o que é crime segundo a lei brasileira.

Há alguns dias, por exemplo, um desses “artistas” chamou Jesus de “travesti” e “bicha”. A ironia é que o perfil oficial da ONU no Brasil saiu em defesa desse indivíduo, chegando a dizer o seguinte: “Solidariedade a Johnny Hoocker – contra os ataques de ódio e discriminação”. Chega a ser engraçado. Ele desrespeitou a fé de cerca de 85% da população brasileira, que é cristã, e dizem que ele é quem está sendo vítima.

Outra ironia é que a emissora de televisão que mais tem ofendido os símbolos cristãos e Cristo “promoveu” o suposto artista, convidando-o para participar de um programa que tem o objetivo de ajudar crianças. Contudo a lamentável postura dessa emissora não é nenhuma surpresa. Como não o é a perseguição, que sempre existiu e continuará a existir.

Talvez, você esteja se perguntando aonde eu quero chegar, e já lhe respondo. Sabendo que Jesus já nos prevenira sobre as perseguições, o foco não são elas ou os perseguidores. É você. Sou eu. É todo aquele que tem sede e fome de servir ao Senhor com sinceridade de coração, dando-lhe a devida honra, louvor, adoração e gratidão por toda a maravilhosa graça derramada sobre sua vida, em especial pela salvação eterna, conquistada por Cristo lá na sangrenta cruz do Calvário.

Quando olhamos para Mateus 5: 10 ao 12, vemos Jesus nos dizer: “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.  Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós”.

Lá em João 15: 18 ao 25, o Mestre também fala sobre perseguições. No entanto, vou pegar apenas o versículo 20, no qual o Senhor declara: “Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa”.

    Veja como o Mestre nos preveniu sobre a existência desse problema. O mais lindo, porém, é que ele declara que devemos nos considerar bem-aventurados, isto é, verdadeiramente felizes quando as perseguições vierem. E vai além: devemos manifestar grande alegria, porque será grande o nosso galardão nos céus.

Parece contraditório o que Jesus falou, mas não é. Ele quis dizer que se o cristão é perseguido significa que ele está no caminho certo, ou seja, realmente ele está servindo de sal e luz para este mundo, cujos valores morais e espirituais estão apodrecidos e perecem em densas trevas. E vou além: se os ímpios (A palavra ‘ímpio’ no grego, quer dizer: ‘destituído de temor reverente a Deus’.) não se sentirem incomodados com os cristãos, devemos nos preocupar, pois significa que não estamos fazendo nenhuma diferença neste mundo pecaminoso.

Portanto, como foi dito antes, nosso foco não são os que perseguem os cristãos. De certo modo, não importa o que eles falam de nós e de Cristo. Afinal, para os ímpios, o Mestre não significa nada ou nem mesmo existiu. Para outros, ele não passa de um profeta ou de um espírito iluminado. Para os que seguem o islamismo, por exemplo, ele é um profeta menor do que Maomé, e assim por diante.

Em Mateus 16:13, Jesus perguntou para os discípulos quem as pessoas pensavam que ele era. Então, eles lhe disseram: “Alguns dizem que é João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, Jeremias ou um dos profetas” – Mateus 16:14. A seguir, Cristo lhes perguntou: “E vocês? “Quem vocês dizem que eu sou?” – Mateus 16:15. Observe que o maior interesse de Jesus era saber o que seus discípulos pensavam sobre ele.

Veja o que lhe respondeu Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” – Mateus. 16:16. Mas o que é ser o Cristo? Read the rest of this entry »

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Tudo posso em Cristo

tudo posso em cristo

Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece. ” (Filipenses 4:13)Filipenses

Quaisquer pessoas, mesmo as iniciantes na fé, sabem que não se pode pegar um texto, fora do contexto, para usá-lo como pretexto, atendendo a interesses escusos. Aliás, isso é regra básica da hermenêutica (ciência ou técnica que tem por objeto a interpretação de textos religiosos ou filosóficos, especialmente das Sagradas Escrituras).

Afinal, caso alguém proceda dessa forma leviana, certamente vai induzir as pessoas ao erro teológico. E, sem sombra de dúvida, não é o que Deus deseja que aconteça, pois não quer que seus filhos sejam confundidos: “Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos” – I Coríntios 14:33.

No entanto, não é o que se vê hoje. Vivemos tempos confusos e, às vezes, com ensinamentos também assim, gerando, em consequência disso, frustração e decepção com Deus, como se a culpa por alguma coisa fosse dele. Por isso, gostaria de convidá-lo a refletir comigo sobre o texto da Filipenses 4:13, o qual, usado fora do contexto, gera esse tipo de sentimento.

Geralmente, esse versículo é empregado com o sentido de que nós nos sairemos vitoriosos ou triunfantes em todas as batalhas da vida. Ou seja, sempre nos remete à ideia de que derrotaremos todos os gigantes que se contrapõem a nós. Porém, Paulo vai mostrar que não é bem assim.

Desse modo, os ensinos que nos induzem a pensar dessa maneira não têm sustentação bíblica. Se fosse desse jeito, grandes homens e mulheres de Deus, inclusive os apóstolos, deveriam ser considerados um fracasso, já que perderam diversas batalhas. Contudo, o Senhor os considerou um sucesso, colocando muitos deles na Galeria dos Heróis da Fé em Hebreus 11.

Para entender melhor essa argumentação, é preciso conhecer algumas coisas sobre o apóstolo Paulo (o autor) e a carta aos irmãos filipenses: A epístola foi escrita, provavelmente, entre 53 e 58 D.C. E, segundo a tradição, teria sido redigida numa prisão em Roma, para a igreja em Filipos. Entretanto, há pesquisadores que argumentam que ela pode ter sido escrita numa prisão em Cesaréia ou ainda em Éfeso. Todavia, o que nos importa de fato saber é que ele estava preso por pregar o evangelho.

Se essa era a situação dele, não era nada confortável. Por melhor que fosse o tratamento dado a ele, certamente Paulo preferia ter o que todos nós queremos: liberdade. Então, como ele podia falar isso estando preso?

O apóstolo pôde dizer tais palavras por ter entendido que o conceito de sucesso e de fracasso de Deus é muitíssimo diferente do nosso. Portanto, ele estava apto para fazer essa contundente afirmação.

Quando olhamos para o texto como um todo, compreendemos claramente o que Paulo quis dizer. Então, vamos ao contexto, especialmente a partir do versículo 10: ele estava demonstrando sua gratidão por tudo o que os cristãos da igreja de Filipos generosamente lhe fizeram, suprindo suas necessidades materiais.

Agora veja os versículos 11 e 12: “Não digo isto porque tenha receio de me ver na pobreza; já aprendi a contentar-me com o que tenho no momento. Sei o que é passar necessidades e sei também o que é ter em abundância. Já Aprendi a viver em todas as circunstâncias: tanto na fartura como na fome; tanto no conforto como nas privações”.

Você deve ter percebido que o apóstolo deixou bem claro que sua fé, gratidão, fidelidade e convicções sobre Deus não estavam condicionadas a uma vida só de abundância, de alegrias ou de qualquer coisa que consideramos como bênçãos.

Por causa disso, nos versículos 19 e 20 ele declara: “E o mesmo Deus, que cuida de mim, satisfará todas as vossas necessidades, segundo as suas riquezas, através de Cristo Jesus. Que ao nosso Deus e Pai seja dada honra e louvor para todo o sempre. Esse é o nosso desejo! ”.

Ora, só tem condições de dizer isso quem se sente abençoado e, como resultado, grato ao Senhor por seus benefícios, independentemente da situação ou circunstâncias. Além disso, somente pode falar assim com tanta serenidade e convicção quem atingiu um alto nível de maturidade espiritual. E é isso que Deus espera de cada um de nós.

No entanto, por causa dessa interpretação bem equivocada desse texto e de tantos outros, muitos cristãos têm se tornado infelizes e revoltados contra Deus, mesmo que de maneira velada, isto é, oculta ou disfarçada.

A consequência disso é que se tornam amargos, desiludidos e descrentes nas promessas do Pai. Esquecem-se de que Jesus já havia antecipado que a vida dos cristãos não seria um mar de rosas ou um conto de fadas.

Veja o que o Senhor diz em João 16:33: Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições (ou tribulações); contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”.

A palavra aflição vem do grego thlipsis e significa: ato de prensar, imprensar, pressão; e metaforicamente pode trazer o significado de opressão, tribulação, angústia, dilema. Já a palavra tribulação no original tem o sentido de apertar, comprimir ou esfregar. Deriva-se de tribulum, que era uma vara para moer grão.

Percebeu? Depois que aceitamos a Cristo como nosso Senhor e Salvador, não será conforme diz uma música: “Agora é só vitória”. Muitas vezes, passaremos por aflições e tribulações, as quais nos fazem sentir prensados, pressionados, oprimidos, apertados, comprimidos e esfregados.

Entretanto, nossos olhos não podem ler o texto apenas até o ponto onde fala isso. Eles não apenas precisam, mas devem lê-lo até o fim: “… contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”. Logo, entendemos que se o Senhor venceu o mundo temos condições de ter paz de espírito, mesmo em meio à tempestade, e coragem para enfrentar de cabeça erguida as batalhas travadas na mente, na família, no casamento, no trabalho ou quaisquer outras semelhantes às citadas.

Se olharmos o contexto de João 16:33, veremos que o Senhor Jesus estava falando com os discípulos sobre as tribulações e perseguições pelas quais em breve passariam. Alertava também para o fato de que ele seria preso e morto e eles se sentiriam sem chão naquele momento. Por isso, precisavam, mais do que nunca, ter firmeza na fé, a fim de não perderem as esperanças e a força espiritual. Caso isso acontecesse, sucumbiriam diante das adversidades que viriam.

Mas o que vejo de mais animador é que Cristo lhes diz que eles não estarão sozinhos nessas batalhas. Em João 14:18, ele declara: “Não os deixarei órfãos…”. E no capítulo 16:13 o Senhor os conforta, dizendo: “Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir”.

Por que é animador? Porque essa palavra também se aplica a nós hoje. O Espírito Santo continua ajudando os cristãos a vencerem as batalhas da vida e suas fraquezas. Em Romanos 8:26, Paulo escreve: “Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos orar como convém, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis”.

    Ora, se podemos contar com o auxílio do Santo Espírito de Deus, certamente temos condições de manter a chama da fé bem acesa, a confiança no Senhor e uma viva esperança de que, independentemente da situação ou Read the rest of this entry »

 

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Tocando as vestes de Jesus

tocando Jesus

E disse Jesus: Alguém me tocou, porque bem conheci que de mim saiu virtude.” (Lucas 8:46)

Hoje, é muito comum os fãs de um determinado artista, atleta ou qualquer indivíduo famoso querer abraçá-lo e triar uma selfie com ele. Outros se contentam apenas em tocá-lo. Já aqueles que são mais atiradinhos querem beijá-lo e ganhar um autógrafo. E, quando são atendidos, saem felicíssimos ostentando o grande feito.

Logicamente, não há nada de mal nisso, desde que sejam respeitados os limites do bom senso. Porém, por mais importante que seja tal pessoa, muito provavelmente ela não poderá ou não irá fazer muita coisa além disso pelo fã. O que também é normal.

Refletindo sobre isso, veio-me à mente uma das mais belas histórias bíblicas, a qual fala sobre uma mulher que tocou as vestes de Jesus (Marcos 5:25 ao 34; Lucas 8:43 ao 48).

O contexto em que essa narrativa acontece é o seguinte: A filha de Jairo, um dos principais da sinagoga, estava muito doente e ele veio pedir que Jesus fosse até a casa dele socorrer a garota, sendo prontamente atendido pelo Senhor (Marcos 5:22 ao 24).

Enquanto se dirigia à casa de Jairo, uma multidão o seguia. Então, uma mulher que padecia há doze anos com uma hemorragia e que já gastara todas as suas posses e, mesmo assim, ia de mal a pior, ouvindo falar de Jesus, veio por trás do Senhor e tocou-lhe as vestes.

A mulher fez isso porque pensava desta maneira: “Se tão-somente tocar nas suas vestes, sararei” – Marcos 5:28. E foi justamente o que ocorreu. Veja: “E logo se lhe secou a fonte do seu sangue; e sentiu no seu corpo estar já curada daquele mal” – Marcos 5:29.

Nesse momento, Jesus voltou-se para a multidão e perguntou: Quem tocou nas minhas vestes? – Marcos 5:30b. Ora, esse era um questionamento aparentemente tolo. Se ele estava cercado por tanta gente, era normal que isso acontecesse.

Os discípulos também pensavam dessa forma. Por isso, disseram-lhe: “Vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou?” – Marcos 5:31.

Pela maneira como falaram, entende-se que eles consideraram a fala de Cristo absurda ou, no mínimo, descabida. Caso estivéssemos lá naquele momento, creio que também pensaríamos assim.

No entanto, mal sabiam eles que aquele episódio nos deixaria como legado grandes e preciosos ensinamentos. Vamos meditar sobre alguns deles?

Primeiro: Multidões sempre acompanharam o Mestre. Muitos o faziam por acreditarem que de fato ele era o Messias (o YESHUA HAMASHIA, Jesus Cristo, o ungido de Deus). Outros, por considerá-lo um popstar ou superstar. Outra parte o seguia para ver o show de milagres e havia quem o seguisse por causa da comida. Hoje, não é muito diferente disso. Todavia, quem o segue com a motivação errada jamais vai conhecê-lo de fato.

Segundo: Aquela mulher tocou o Senhor de uma forma diferente. Mas qual era a diferença entre o toque dela e o das demais pessoas? Read the rest of this entry »

 

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Escolhendo a boa parte

marta e maria

“Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.”  (Lucas 10:42)

Basicamente a vida é feita de escolhas, que podem ser individuais ou coletivas. Além dessas, há também ocasiões nas quais elas envolvem apenas um casal.

Independentemente de quem envolvem, de modo geral, elas nos levam ao sucesso em algum empreendimento ou ao fracasso, trazendo como resultado alegria ou tristeza, sentimento de realização ou a frustração.

É logico que existem ocasiões ou situações nas quais nos sentimos convictos e seguros para fazermos determinada opção. Contudo, o tempo mostra que ela não foi boa ou tão boa quanto esperávamos ser.

Por outro lado, há outras que nos deixam com a pulga atrás da orelha, mas que, com o tempo, se revelará excelente. Isso pode acontecer com uma profissão, por exemplo.

Dentre as escolhas que alguém pode fazer, uma é importante e necessária, pois influenciará todas as áreas da nossa vida. Ao dizer isso, refiro-me à necessidade de querer andar com Deus e a aprender dele.

Para entendermos melhor, tomarei como base e referência o exemplo de Marta e Maria, as quais eram irmãs de Lázaro. Entretanto, já vou adiantar para você que não vou crucificar Marta. Ao contrário, desejo aprender com as duas e sobretudo com o Mestre Jesus.

A história sobre elas está registrada em Lucas 10:38 ao 42. Antes, porém, se faz necessário dizer que essa família era amiga de Jesus. Por isso, a Bíblia se refere aos membros dela em três episódios com o Senhor: um, o que já foi mencionado e os outros estão em João, capítulos 11 e 12.

Sabendo disso, fica mais fácil compreender por que o Senhor estava na casa delas e, em consequência, aprender preciosas lições com essa intrigante e estimulante história.

Também nos ajuda a entender melhor relembrarmos que as duas irmãs tiveram posturas bem distintas nessa ocasião: Maria assentou-se aos pés de Jesus e Marta envolveu-se com os serviços domésticos.

Vale dizer ainda que, por certo, o Mestre não estava sozinho. Considerando que ele sempre andava com seus doze discípulos e que já havia três pessoas na casa, reuniam-se ali dezesseis pessoas no momento. Talvez, até mais.

Quem sabe os visitantes vinham de longe. Por esse motivo, certamente estavam sedentos e famintos. Sendo assim, precisavam beber água e ser alimentados. Afinal, toda dona de casa hospitaleira quer receber bem suas visitas. Com elas não era diferente, eu penso.

No entanto, fazer isso não era uma tarefa simples, como pode parecer a princípio. Elas não dispunham de meios práticos, como temos hoje, para comprar comida pronta. Por isso, precisavam fazer tudo em casa, o que demandava tempo e esforço. E alimentar dezesseis pessoas ou mais não era nada fácil. As donas de casa sabem muito bem disso.

Além disso, a água precisava ser tirada do poço, o que nem sempre era uma tarefa simples. E mais: às vezes o poço era muito fundo e ficava distante de casa.

Quando olhamos para o versículo 38, vemos que quem recebeu o Senhor foi Marta. Logo, entendemos que ela era uma pessoa hospitaleira. Algo que nós, como cristãos, também precisamos ser. Especialmente quando se trata de Jesus.

Já no 39, lemos o seguinte: “E tinha Marta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra”. Olha que interessante: Read the rest of this entry »

 

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Até rei tem temores

Rei (2)

Quando pensamos em um rei, logo vem à nossa mente a imagem de alguém muito forte, corajoso e preparado para enfrentar quaisquer dificuldades ou inimigos que, porventura, se levantarem contra ele. Imaginamos ainda uma pessoa sábia, a qual tem a reposta para todos as questões postas diante dele.

Afinal, ele precisa passar para os seus súditos comuns ou para seus soldados a certeza de que estão entrando numa batalha protegidos e orientados por alguém que sabe o que está fazendo e que pode levá-los à vitória sobre seus adversários.

Caso contrário, seus guerreiros perceberão a fraqueza de seu governante e não lutarão com segurança ao lado dele. Evidentemente, refiro-me a reis do passado, os quais saíam à peleja juntamente com seu exército, e iam à frente para passar confiança e segurança àqueles que lutariam naquela batalha.

Mas tenho uma notícia para você: mesmo um rei forte, corajoso e sábio passa por situações que lhe causam temor. “O que você está dizendo?” ─ Você pode me perguntar. E eu lhe respondo: “É isso mesmo!”

Ainda que seja a maior e mais temida autoridade, o rei não é Deus. Sendo assim, não é onipotente, ou seja, não pode todas as coisas, não é invencível e não está livre desse sentimento que ninguém gosta de demonstrar, nem de outros semelhantes a ele.

Para você entender melhor, venha comigo ao Salmo 34:4, onde vemos Davi, o rei mais temido, respeitado e vitorioso da História de Israel, dizendo: “Busquei o Senhor, e ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores”.

Percebeu? Davi não tinha apenas um temor. Ele diz: “… livrou-me de todos os meus temores”. É plural. Indica a existência de mais que um. Quais seriam eles? Temores de quê?

Como todo rei de sua época, ele estava sujeito a ataques de povos circunvizinhos. Como Davi estava no topo, certamente era odiado e invejado por seus inimigos. Por isso, estava sujeito a ataques-surpresa.

Além disso, mesmo entre seu povo havia pessoas que não o aceitavam como rei porque ele tinha cometido um pecado. E mais: Absalão, seu próprio filho, inveja-o e queria tomar seu lugar de monarca.

No entanto, além desses problemas que eram visíveis, suponho que como homem de carne e osso igual a você e a mim, Davi tinha medo de ficar doente, de não ser aceito ou amado, de perder um ente querido, de não atingir as expectativas dos outros em relação ao seu governo, de desagradar a Deus ou outros parecidos com esses.

Mas não para por aí. No versículo 6, ele declara: “Clamou este pobre, e o Senhor o ouviu, e o salvou de todas as suas angústias”. Que coisa, não? Davi tinha medos e também angústias!!! Muitas! O fato de ser tão poderoso não o livrava desses males. Ele era tão humano quanto nós. Ainda bem!

Se parasse esse artigo neste ponto, você poderia pensar que a vida é assim mesmo. Que a gente precisa se conformar com isso. Que não existe solução. Porém (e quando entra um porém, vai acontecer algo oposto ao anterior), há alguns detalhes que não podemos deixar passar despercebidos. Vamos analisá-los?

Ao iniciar o Salmo 34, Davi diz: “ Louvarei ao SENHOR em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca. A minha alma se gloriará no Senhor; os mansos o ouvirão e se alegrarão. Engrandecei ao Senhor comigo; e juntos exaltemos o seu nome”.

Ora, se ele disse que louvaria o Senhor em todo o tempo, é porque Read the rest of this entry »

 

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Crédito com Deus

linha-de-credito

É bom ter crédito na praça?

Logicamente essa pergunta parece absurda. Afinal, todos nós queremos e precisamos ter crédito para podermos fazer as transações comerciais necessárias. Mas não apenas na área financeira. Em todas as coisas e situações isso é importante e se faz necessário.

Apesar disso, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) cerca de 56% das famílias brasileiras estão endividadas.  Como consequência, muitos não podem comprar a prazo.

Se gozar da confiança de uma empresa ou de alguém já é algo maravilhoso, imagine ter crédito com Deus?  Não há dúvida de que é fantástico.   E as Sagradas Escrituras estão cheias de exemplos de pessoas que desfrutavam da confiança do Senhor, mas também de outras tantas que não tinham a aprovação dele. Infelizmente.

Quando olhamos para a história dos reis de Israel e de Judá, vemos muitas vezes a seguinte expressão a respeito deles: “E fez o que parecia mal aos olhos do Senhor”, como está escrito em II Reis 17:2 sobre Oséias ou como está registrado sobre Acaz: “… e não fez o que era reto aos olhos do Senhor Deus, como Davi, seu pai” – II Reis 16:2. Por essa razão, esses homens não tinham crédito com o Senhor e deixaram de desfrutar das bênçãos do Pai.

Por outro lado, também encontramos o seguinte sobre alguns reis: “E fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo o que fizera Davi, seu pai” – II Reis 18:3. Esse foi o caso de Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá, sobre o qual meditaremos um pouco.

E não para por aí. Veja os versículos 5, 6 e 7a: “No Senhor Deus de Israel confiou, de maneira que depois dele não houve quem lhe fosse semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele, porque se chegou ao Senhor, não se apartou dele, e guardou os mandamentos que o Senhor tinha dado a Moisés. Assim foi o Senhor com ele; para onde quer que saía se conduzia com prudência…”

Que declaração maravilhosa! Porém, mais fantástico ainda foi o que aconteceu com esse homem de Deus, como resultado da sua obediência ao Senhor: recebeu o favor de Deus tanto no exercício do seu governo quanto na vida pessoal.

Em se tratando de seu serviço como governante, quando Senaqueribe, rei da Assíria, invadiu todas as cidades fortes de Judá, apossou-se delas e começou a fazer uma grande pressão psicológica sobre Ezequias e seu povo, o rei pegou as cartas e as estendeu diante do Senhor e orou apresentando as ameaças que seu adversário havia feito, pedindo livramento para todos os servos do Senhor.

Por causa de sua fidelidade, veja a resposta que o Senhor enviou a ele através do profeta Isaías: “Assim diz o Senhor Deus de Israel: O que me pediste acerca de Senaqueribe, rei da Assíria, ouvi” – II Reis 19:20. A seguir, o Altíssimo enviou um grande livramento ao seu povo.

Em outro momento, Ezequias adoeceu e o Senhor mais uma vez falou com ele através de Isaías: “Assim diz o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás” – II Reis 20:1.

Que notícia terrível, não é? Contudo, lembre-se de que ele havia feito o que era reto aos olhos do Senhor. O rei não fizera o que parecia reto aos seus próprios olhos, e isso lhe garantiu um enorme crédito com Deus ao longo de toda sua vida.

Ao ouvir tal sentença, ele não Read the rest of this entry »

 

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Pedido irrecusável

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“Dá-me, filho meu, o teu coração…” (Provérbios 23:26)

    Por certo, todos nós já fizemos muitos pedidos e também já nos fizeram um sem-número deles. Alguns foram justos; outros, não; uns eram interessantes; porém, houve aqueles que, no mínimo, tinham uma cara estranha. Muitos puderam ser atendidos; no entanto, existiram os que não foram. E isso é normal para qualquer pessoa.

Outra coisa interessante é que tais pedidos foram feitos a pessoas de diversos níveis ou profissões ou por indivíduos também assim, porque todos, indistintamente, têm necessidades e sonhos.

Mais uma observação a ser feita é que eles aconteceram em momentos bem variados, uma vez que havia necessidades diferentes ou bem específicas. O que também é normal para pessoas “normais”, como nós todos.

Sendo assim, neste artigo, gostaria de refletir um pouco com você sobre este tema tão comum e, ao mesmo tempo, instigante. Entretanto, almejo destacar um desses pedidos, o qual não podemos ignorar.

Para isso, convido você a pensar um pouco sobre o momento do ano no qual estamos vivendo, que antecede o Natal e o Ano Novo. Isso porque muitos, especialmente as crianças, começam a fazer sua lista de coisas que gostariam de ganhar e das pessoas de quem esperam receber um presente: pais, amigos, tios, primos, colegas de trabalho ou outros considerados importantes.

Também é comum fazermos uma listinha com os nomes daqueles que pretendemos presentear. Fazendo isso, sem dúvida, demonstramos o quanto essas pessoas são especiais para nós. (É lógico que há aqueles que presenteiam somente para cumprirem uma obrigação ou um ritual comum à época do ano; contudo, refiro-me apenas a quem o faz com a motivação correta.)

Outra ocorrência corriqueira nessa fase do ano é fazermos pedidos ao Senhor. Afinal, quem não gostaria de receber os presentes que ele pode nos dar: a cura de uma enfermidade física ou mental, a solução de um problema familiar que tanto incomoda, a abertura de uma porta de emprego, um casamento feliz, uma casa, um carro novo, um filho ou qualquer outro?

Penso que todos nós gostaríamos, pois temos necessidades ou sonhos, não é mesmo? E entendo que não existe nenhum mal nisso porque Deus, como um pai amoroso que é, tem prazer em ver o bem-estar e a prosperidade de seus filhos: “Cantem e alegrem-se os que amam a minha justiça, e digam continuamente: O Senhor seja engrandecido, o qual ama a prosperidade/ o bem-estar do seu servo” – Salmos 35:27.

A tudo isso já estamos acostumados. Todavia, em Provérbios 23:26, há um pedido intrigante, pois foi feito por alguém improvável e que nos pede algo incomum. Veja: “Meu filho, dê-me o seu coração; mantenha os seus olhos em meus caminhos”.

Ora, estamos acostumados a pedir coisas ao Senhor. Porém, aqui acontece o contrário: é ele, o Deus Todo-Poderoso, que nos faz um pedido! E mais: quer o nosso CORAÇÃO!!!… Parece-nos um tanto incoerente e impossível atendê-lo. Afinal, como atenderemos seu pedido?

Apesar de parecer estranho, não é. Soa assim porque estamos habituados com pedidos humanos. Isso significa que normalmente eles envolvem coisas relacionadas à nossa vida terrena e a tudo aquilo que faz parte dela, seja algo material como uma casa, seja imaterial como paz, alegria, felicidade, segurança ou outros semelhantes a esses.

No entanto, nossa vida envolve coisas que ultrapassam os limites daquilo que é terreno e, em consequência disso, temporário ou efêmero. Por isso, aqui, o Senhor está falando de algo eterno e celestial. Daí, nossa incompreensão num primeiro momento.

Para compreendermos melhor, é preciso que vasculhemos nosso coração e tentemos entender ou descobrir a que ou a quem o temos dado. Ao fazermos essa profunda investigação, talvez alguns de nós descobriremos que o entregamos de bandeja aos maus sentimentos, ao materialismo ou aos vícios, os quais parecem ser bons. Entretanto, depois, percebemos que geram tão-somente uma realização e felicidade temporárias.

Quem sabe, outros hão de descobrir que entregaram seu coração a pessoas ou a relacionamentos que só geraram ou ainda geram prejuízos de natureza material ou, pior ainda, sofrimentos emocionais, psicológicos ou espirituais. Finalmente, descobrem que seu coração na realidade continua vazio e necessitado de paz.

É por essa razão que HOJE se faz Read the rest of this entry »

 

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