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Sepultura vazia: Validação da fé cristã

Sepultura vazia: Validação da fé cristã
“E, se Cristo não ressuscitou, é inútil a nossa pregação, como também é inútil a fé que vocês têm.” (1 Coríntios 15:14)

      Como ensina a tradição, nesta semana, celebra-se a Sexta-feira Santa e a Páscoa. Há quem concorde com essa prática e outros que discordem. Quanto a mim, cabe o respeito à fé de cada pessoa e à liberdade de festejar ou não. Por isso, todas as considerações que farei neste artigo têm o objetivo de levar-nos à reflexão sobre esse tema tão importante, não de julgar pessoas.
     Conforme ensinam as Escrituras, a Páscoa foi instituída por Deus quando seu povo estava prestes a sair do Egito, rumo à Terra Prometida – Êxodo 14:1 ao 28. Essa palavra vem do hebraico Pessach ou Pesach, cujo significado é passagem. Também pode ter o sentido de saltar ou passar adiante. Portanto, entende-se que ao instituí-la, o Senhor estava indicando que os hebreus saltavam ou passavam adiante para outro estágio da vida deles, rumando ao lugar que fora dado a Abraão, de quem eles eram descendentes e herdeiros, segundo a promessa.
     Veja o que diz o versículo 21: “Chamou, pois, Moisés a todos os anciãos de Israel e disse-lhes: Escolhei, e tomai vós cordeiros para vossas famílias, e sacrificai a Páscoa”. Por esse texto, compreende-se que essa festa era do povo hebreu, o qual, posteriormente passou a ser chamado de judeu. 
     Quando Cristo veio, como um bom judeu que era, cumpriu tudo aquilo que ensinavam ou ordenavam as Escrituras Sagradas. Inclusive, a celebração da Páscoa, conforme se lê em Lucas 22:7 ao 20. Entretanto, nesse mesmo texto, vemos que o Mestre instituiu a Ceia, que pode ser entendida como a indicação de que chegara um novo tempo para todo aquele que o reconhecesse como o Messias e o aceitasse como seu Senhor e Salvador.
     Desse modo, quando o servo de Deus comemora a Páscoa hoje, mesmo não sendo uma ordenança do Senhor, deve fazê-lo com entendimento e com sabedoria. Assim como em Êxodo 12:26 e 27 o Senhor orienta os pais a explicarem para seus filhos o porquê dessa celebração, também o cristão que decide comemorar essa data precisa esclarecer a seus filhos que não se trata de coelhinho, ovos de chocolate, churrasco, bebidas e diversão, mas de reconhecimento de que o Senhor Jesus veio ao mundo, exerceu seu ministério, morreu em nosso lugar e ressuscitou.
     Todos nós precisamos saber claramente que ele fez tudo isso para que nós, vis e imerecidos pecadores, pudéssemos ser reconciliados com Deus, tivéssemos nossos pecados perdoados, passássemos a ter o direito de ser chamados de filhos e a certeza da salvação eterna – Efésios 2:13 ao 16; João 1:11 ao 13.  
     Feitas essas considerações, gostaria de tratar com você de quatro pilares muito importantes da fé cristã, os quais já foram mencionados: a vinda do Senhor Jesus, seu ministério, sua morte e ressurreição. Sem eles, todos nós estaríamos irremediavelmente perdidos, segundo nos mostra a Bíblia Sagrada.
     Como já fora anunciado por Deus lá no Éden, logo após a desobediência de Adão e Eva, da semente/descendência da mulher nasceria um que pisaria a cabeça da serpente (uma metáfora, que se refere ao maligno). Lendo  Isaías 7:14, vemos o Altíssimo dizendo: “Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel”.
     Chegando a Lucas 2:25 ao 32, vemos Jesus sendo levado pelos pais ao templo para ser apresentado ao Senhor. Lá, Simeão pega a criança nos braços, louva a Deus e  refere-se àquele menino como o cumprimento da promessa que tinha sido feita fazia tanto tempo. Logo, o primeiro pilar da fé cristã é o nascimento de Cristo.
     O segundo pilar é o ministério de ensino, pregação, cura e libertação exercido pelo Mestre, conforme lemos em Lucas 4:14 ao 22. Veja o que o Senhor declara no versículo 21: “Então, {Jesus} começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos”. 
     O terceiro pilar foi a morte de Cristo. Sem ela, a obra da redenção ainda não estava completa (redenção: do Latim redemptio, de redimere, “redimir”, literalmente “comprar de volta”, de re-, mais emere). As Escrituras fazem a seguinte declaração: “De fato, segundo a Lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue, e sem derramamento de sangue não há perdão/remissão de pecados” – Hebreus 9:22 – NVI.
     Em outras palavras: O senhor precisou derramar seu sangue lá na cruz do Calvário para que pudesse nos comprar de volta para o Pai, uma vez que éramos escravos do pecado, isto é, dominados por coisas e práticas que eram boas aos nossos olhos, mas que não eram retas aos olhos do Pai.
     Então, se hoje temos paz com Deus, devemos isso a Cristo: “Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo qual também temos entrada/acesso pela fé a esta graça, na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus” – Romanos 5:1,2.  
     Ao ler o texto acima, fica claro que não é por sermos “bonzinhos” ou pelo que fazemos que fomos ou somos reconciliados com Deus, mas pelo que JESUS CRISTO fez. Veja ainda: “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie” – Efésios 2:8,9.
     O quarto pilar é a ressurreição de Cristo. Sobre esse assunto, Paulo faz uma longa argumentação em 1 Coríntios 15, pois, já em sua época, havia muitas pessoas influenciadas pelos pensadores (filósofos gregos), as quais não acreditavam nisso. Os saduceus, por exemplo, eram incrédulos quanto a isso. Eles, inclusive, tentaram pegar Jesus em contradição sobre esse assunto – Lucas 20:27 ao 40.
     Quando o apóstolo Paulo fez sua argumentação sobre esse tema, nos versículos 13 e 14 ele falou: “E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé” – 1 Coríntios 15:13,14.
     Como meu objetivo aqui não é provar ou tentar convencer ninguém da veracidade da ressurreição, pois quem faz o convencimento é o Espírito Santo – João 16:7 ao 11, apenas quero declarar o seguinte: Se Cristo tivesse vindo como o Emanuel (Deus conosco), exercido seu maravilhoso ministério de ensino, pregação, libertação e cura, morrido, MAS não tivesse ressuscitado, nossa fé seria vã, ou seja, sem valor ou inútil, como bem o disse Paulo.
    Por isso, esse pilar é muitíssimo importante. Diferentemente de outras religiões ou de filosofias, cujos fundadores e grandes expoentes morreram e permaneceram em seus túmulos (alguns dos quais ainda podem ser visitados, uma vez que seus restos mortais se encontram neles), o túmulo de Cristo está vazio: “Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou” – Lucas 24:5,6.
     Nosso Senhor não se encontra ali desde o domingo depois de sua crucificação e morte. Aleluia!!! Ele foi visto por mais de 500 irmãos, muitos dos quais ainda estavam vivos quando Paulo escreveu sua 1 epístola aos Coríntios, por volta dos anos 55 e 56 da Era Cristã.
     Veja a declaração de Paulo: “Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e que foi visto por Cefas/Pedro e depois pelos doze. Depois, foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também. Depois, foi visto por Tiago, depois, por todos os apóstolos e, por derradeiro de todos, me apareceu também a mim, como a um abortivo. Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus. Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus, que está comigo” – 1 Coríntios 15:3-10.
     Logo, nossa fé não é inútil nem desprovida de embasamento. Existem fatos históricos e científicos que dão credibilidade às Escrituras Sagradas. No entanto, o autêntico cristão não crê apenas no que diz a Ciência e a História, pois ele sabe que “sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam” – Hebreus 11:6.
     Também conhece o que Jesus, já ressuscitado, falou a Tomé: “Depois, disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; chega a tua mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente. Tomé respondeu e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu! Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram!” – João 20:27-29.
     Portanto, se neste domingo você for celebrar a Páscoa, faça-o com entendimento e fé. Ensine a seus filhos e a quem tiver ouvidos para ouvir que essa festa não é sobre coelhinho, ovos de chocolate, reuniões familiares ou outras diversões e distrações (Evidentemente, pode dar, receber, trocar presentes reunir a família e amigos. Não existe nenhum mal nisso). Diga-lhes que ela é uma lembrança e um memorial da vinda, ministério, morte e ressurreição do nosso Senhor Jesus Cristo, para que nossa religação com o Pai fosse e seja possível. Do contrário, estaríamos miseravelmente perdidos e sem esperança de salvação: “… naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel (povo de Deus) e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo” – Efésios 2:12.   
 

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Sinal Amarelo II

     “Olhai, vigiai e orai, porque não sabeis quando chegará o tempo.”  (Marcos 13:33)

     Nestes últimos dias, temos nos defrontado novamente com uma situação que nos deixa sobressaltados, apreensivos e inseguros quanto ao futuro. Evidentemente, refiro-me à guerra envolvendo de forma direta a Rússia e a Ucrânia. Indiretamente, porém, ela atinge todo o mundo, uma vez que os reflexos econômico-financeiros e sociais podem atingir mesmo aqueles que estão, geograficamente, bem distantes dos referidos países.  

    Há dois anos, quando explodiram os casos de Covid-19, houve muitos questionamentos a respeito de ser um sinal ou não da volta de Cristo. Por isso, escrevi um artigo chamado Sinal amarelo https://palavradesabedoria.net/2020/03/30/sinal-amarelo/ , no qual falei um pouco sobre esse tema (Está no blog palavradesabedoria.net). Hoje, também tem havido muitas dúvidas e especulações sobre a chegada do anticristo e a volta de Jesus. Por essa razão, quero refletir mais um pouco com você a respeito desse tema.

     De início, é importante fazer uma analogia entre uma construção com rachaduras e o cumprimento das profecias bíblicas. Para muitos, eu sei, pode ser algo muito simplório (Que me perdoem os teólogos!), mas entendo que ajudará na compreensão desse tão relevante tema.

     Conforme já ouvi de alguns construtores, inclusive de quem construiu minha casa, existe uma movimentação natural do terreno. Isso, segundo eles, pode provocar algumas rachaduras, mas, a princípio, não precisa ser motivo de preocupação. No entanto, entendo ser necessário estar atento, pois, se a fendas começarem a aumentar de tamanho, profundidade e em quantidade, pode ser a evidência de que há algo sério ocorrendo com a estrutura da casa. Comprometendo, dessa forma, a segurança de seus moradores, porque pode fazê-la desabar a qualquer momento.

     Quando olhamos para as Sagradas Escrituras, vemos diversas profecias que já se cumpriram como, por exemplo, as que se referiam ao nascimento de Cristo, sua paixão, morte e ressurreição (Isaías 7:14; 9:1 ao 7; 53:1 ao 12; Lucas 2…). Outras estão se cumprindo e ainda existem aquelas cujo cumprimento se dará apenas quando Cristo vier buscar Sua Igreja. 

     Desse modo, pode-se dizer que o mundo tem sido como uma casa. Nele, sempre houve trincas, as quais, ao longo da História, o ser humano sempre tentou remendar. Algumas tentativas deram certo e o problema foi resolvido. Outras até apresentaram bons resultados, porém temporariamente. Logo o problema reapareceu e com mais força ainda. Há, ainda, algumas coisas que não foram e jamais serão resolvidas, já que a ambição, a ganância, o orgulho, a sede de poder, o sentimento de autossuficiência e o desejo, consciente ou não, de ser deus continuarão a existir na História da humanidade.

     “Então o que caracterizaria a proximidade da volta do Senhor?” ─ Talvez seja essa sua indagação. E muito justa, por sinal. Isso nos leva de volta à analogia feita no início. Se as rachaduras existentes em uma casa passarem a aumentar de tamanho e profundidade, se continuarem a surgir novas trincas e se espalharem pelas paredes, laje e piso, é preciso sair imediatamente dali, visto que pode desabar a qualquer momento. Caso alguém insista em continuar sob aquele teto, certamente se tornará vítima da sua decisão tresloucada.

     Quanto ao mundo, o raciocínio é o mesmo. E temos visto que as rachaduras têm aumentado assustadoramente. Compare o que disse o apóstolo Paulo há cerca de 1900 anos com o que você tem presenciado na sociedade atual e reflita a respeito: “Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se também destes” – 2 Timóteo 3:1-5.   

    Já no tocante às profecias proferidas por Cristo, temos presenciado o cumprimento de várias delas. Veja uma: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará” – Mateus 24:12.  Outra trata da perseguição aos cristãos. Estudos diversos têm constatado um grande aumento disso em todo o mundo   (https://noticias.r7.com/internacional/mais-de-360-milhoes-de-cristaos-foram-perseguidos-em-2021-19012022).

     Em Mateus, Cristo fala sobre diversos acontecimentos que podem ser considerados como sinais anunciadores da proximidade de seu retorno, não para pisar esta terra, mas para buscar Sua Igreja. Veja alguns dos versículos nos quais ele revela vários desses sinais de alerta: “Jesus respondeu: Cuidado, que ninguém os engane. Pois muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo! E enganarão a muitos. Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim. Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá fomes, {e pestes}, e terremotos em vários lugares. Tudo isso será o início das dores. “Então eles os entregarão para serem perseguidos e condenados à morte, e vocês serão odiados por todas as nações por minha causa. Naquele tempo muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros, e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos. Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará, mas aquele que perseverar até o fim será salvo. E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim” – Mateus 24:4-14. 

     Esses eventos mencionados por Cristo devem ser motivo de uma reflexão pessoal. Se fosse somente uma rachadura, até não deveria ser motivo de tanta preocupação. Todavia, por se tratar de muitas trincas, é preciso e necessário estarmos atentos. Caso você pare para analisar questões relacionadas à moralidade, por exemplo, perceberá quanta coisa mudou nestas últimas décadas.

    Isaías profetizou algo cerca de 700 anos antes de Cristo, entretanto parece que foi hoje de manhã: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal! Que fazem da escuridade luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo doce, e do doce, amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes diante de si mesmos! Ai dos que são poderosos para beber vinho e homens forçosos para misturar bebida forte! Ai dos que justificam o ímpio por presentes e ao justo negam justiça!” – Isaías 5:20-23.

     Por acaso, você não tem visto exatamente essa inversão hoje? E mais: o materialismo/secularismo, o hedonismo   (dedicação ao prazer como estilo de vida), a violência em todos os níveis e com todas as suas facetas têm sido algo notório. Enfim, todo tipo de corrupção está devorando a sociedade atual e, infelizmente, se percebe isso até na vida de pessoas que se dizem cristãs (Aliás, todos nós corremos esse risco!).

     Diante de tudo isso, cabe-nos estar atentos aos sinais da vinda de Cristo. No entanto, é urgente cada um de nós fazer uma incursão dentro de si mesmo, com a intenção de analisar a própria vida à luz das Escrituras. O apóstolo Paulo, ensinando a igreja de Corinto sobre a Ceia do Senhor, diz: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo (…) Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo” – 1 Coríntios 11:28, 31,32.   

     Obviamente, quando Paulo trouxe o ensino acima, estava falando sobre a Ceia do Senhor e como se comportar nessa ocasião. Contudo, o princípio é o mesmo em relação a nós. Ou seja: cada um de nós precisa examinar-se e julgar a si mesmo, tomando como referência a Palavra de Deus, para que entenda se está ou não preparado para o encontro com Cristo, quando ele vier buscar “um povo seu especial, zeloso de boas obras” – Tito 2:14. 

     Geralmente, temos o costume de analisar a vida do nosso próximo. Afinal, quem gosta de enxergar erros em si mesmo? Porém, a Bíblia diz que cada um vai prestar contas de seus próprios atos a Deus. Veja: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal” – 2 Coríntios 5:10 (Hebreus 9:27 e Apocalipse 14:13; 20:12 e 13 e 22:12 também falam sobre isso). 

     Portanto, independentemente de essa guerra ser um prenúncio da iminência da volta de Cristo ou não, porque “um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia” – 2 Pedro 3:8; Salmo 90:4 – é muitíssimo importante estarmos preparados para esse evento. Para quem morrer nessa guerra ou para qualquer outra pessoa que partir, é como se o Senhor tivesse voltado, pois já não há mais a possibilidade de mudar de vida. No entanto, para nós que ainda vivemos, há tempo, e ele é mais do que oportuno para nos achegarmos mais e mais a Deus. As Escrituras declaram: “Aproximem-se de Deus, e ele se aproximará de vocês! Pecadores, limpem as mãos, e vocês, que têm a mente dividida, purifiquem o coração” – Tiago 4:8.  

    Então, é hora de observarmos as rachaduras desse mundo corrompido e corruptor e de praticarmos o que disse Jesus: “Olhai, vigiai e orai, porque não sabeis quando chegará o tempo” – Marcos 13:33. Somente agindo assim, ouviremos a doce voz do Senhor a dizer: “Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo” – Mateus 25:34. Eu quero ser recebido pelo Senhor desse jeito juntamente com minha família. E você?

Uma música antiga e mais que atual.
 

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Senhor, salva-me!

    “Mas, quando [Pedro] reparou no vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” (Mateus 14:30)      

    Criticar Pedro seria muito fácil. Mas andar sobre as águas como ele andou seria muito difícil. Por acaso, você já ouviu falar de outra pessoa, além dele e de Jesus, que fez isso sem nenhum tipo de apoio?

     Considero essa história bíblica uma das mais enriquecedoras e impressionantes. Ela está registrada em Mateus 14:22 ao 36 e ocorreu logo após a morte do profeta João Batista.

     Depois de ser informado desse fato, Jesus foi para um lugar deserto, pois queria ficar a sós. No entanto, descobriram para onde ele tinha ido e uma grande multidão foi aonde o Mestre estava. Aliás, sempre havia muitas pessoas nos lugares em que o Senhor se encontrava.

     Foi nesse dia que Cristo fez a primeira multiplicação de pães. Nessa ocasião, com apenas cinco pães e dois peixes, ele alimentou quase cinco mil homens, fora as mulheres e as crianças ali presentes – Mateus 14:13 ao 21. Em seguida, o Senhor ordenou a seus discípulos que entrassem no barco e fossem para a outra banda, onde ficava Genesaré – Mateus 14:22, 34.

     Quando terminou de despedir a multidão, o Mestre subiu ao monte para orar, como era seu costume – v 23. Ele sempre tirava um tempo especial para conversar com o Pai.

     Certamente, nesses momentos, Jesus compartilhava com Deus tudo que havia feito para ensinar e abençoar o povo. Não que o Pai não soubesse (ele é onisciente), mas por ter prazer em dividir suas alegrias e tristezas com ele.

    Enquanto isso, o barco dos discípulos estava no meio do mar, sendo açoitado pelas ondas, uma vez que o vento era contrário – v 24. Para aqueles homens experientes, os quais viviam pescando naquele ambiente, tempestades não eram novidade. Todavia, parece-me que, apesar da experiência deles, não estavam conseguindo avançar rumo à Genesaré.

     Como diz o ditado, “O que está ruim, pode piorar”. E piorou porque Jesus não estava com eles. Desse modo, o desfecho da história poderia ter sido trágico. Afinal, sabemos que, mesmo hoje, como embarcações gigantescas e com a existência sofisticados sistemas e instrumentos de navegação, ainda acontecem naufrágios. Imaginem, então, naquela época! Esses homens tinham apenas remos, velas, a cara e a coragem, como se diz popularmente.

     Por não estar escrito na Bíblia, não posso afirmar. Porém, pelo contexto, entendo que os discípulos ficaram meio perdidos, visto que ninguém consegue resistir à força de um mar revolto. Penso que muitos deles já tinham sido tomados pelo medo de morrer. Entretanto, felizmente, isso não aconteceu, pois, às três horas da manhã, o Senhor foi até eles andando por cima das águas – v 25.

     O que ocorre a seguir chega a ser meio cômico. Dadas as circunstâncias e, possivelmente, por algumas crenças que tinham, supuseram que estavam vendo fantasma e começaram a gritar – v 26. Imagine a cena! Um monte de homem barbado gritando de medo! Não é mesmo algo risível?

     Mas, a partir desse momento, a história começou a mudar. Cristo, imediatamente, lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo” – v 27. Então, Pedro, sempre ele, falou: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro por sobre as águas” – v 28. Que coragem! Que fé! Pero no mucho, ou seja, mas não muito.

     A seguir, Jesus lhe falou: “Venha”. E Pedro realmente foi – v 29. Contudo, quando sentiu o vento forte, teve medo e começou a afundar – v 30. Nesse ponto, talvez a maioria de nós se atreva a declarar que ele foi um fraco. Talvez, estúpido. Mas… Será mesmo?

     Entendo que ele não foi um fraco, como possamos pensar a princípio. Porém, mesmo que tenha sido, isso definitivamente não é mais importante nesse episódio. Aqui, o que importa de verdade são alguns ensinamentos que podemos e devemos aprender e praticar. Então, vamos lá!

  • Quanto ao que fez Jesus, aprendemos que também precisamos reservar periodicamente um tempo para conversar com Deus. O Senhor sempre fazia isso. Assim, tinha comunhão com o Pai e se fortalecia espiritualmente.
  • O Senhor permitiu que os discípulos passassem por aquela adversidade, para que amadurecessem espiritual e emocionalmente. Além disso, percebe-se com clareza que não era o objetivo do Mestre deixá-los perecer, mas lhes ensinar algo que os ajudaria a conhecê-lo melhor. Além disso,  conheceriam a si mesmos e suas limitações.
  • Também quis mostrar que, por mais experientes, habilidosos e/ou inteligentes que sejamos, não somos autossuficientes. Ao contrário, sempre precisamos da intervenção do Senhor para nos ajudar a vencer os desafios e as adversidades que surgem ao longo da nossa trajetória aqui na terra.  

     Embora hoje muitos ensinem que devemos falar repetidamente para nós mesmos “eu posso” ou “eu consigo” (a Teologia do Coaching), Jesus continua declarando a quem tem ouvidos para ouvir: “Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma – João 15:7.

  • Outra lição que podemos aprender é que sempre haverá “ventos contrários”. Ninguém passa pela vida em total calmaria. Sempre há desafios e dificuldades a serem superadas, mas não estamos sozinhos. Veja o que Jesus declarou: “Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo” – João 16:33.
  •  Precisamos tomar cuidado com nossas crenças equivocadas. Aqueles homens não conseguiram reconhecer Jesus. Pensaram ser um fantasma que se aproximava deles. E isso os deixou em pânico, impedindo-os enxergar o Salvador e a salvação que acabaram de chegar.

Hoje também as dificuldades que se nos apresentam podem se tornar insuportáveis, se nossa religiosidade ou incredulidade nos impedirem compreender que o Senhor ainda acalma tempestades, pois ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente – Hebreus 13:8. 

  • Jesus se apresentou a eles, dizendo: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo”. Ele ainda continua se apresentando a nós. De que maneira? Através dos registros das Escrituras Sagradas, mas também gerando uma grande paz interior, mesmo em meio ao caos exterior. Em alguns momentos, o Senhor usa pessoas e eventos para dizê-lo. E, em algumas situações, ele realmente fala de maneira audível.

     Veja o que diz o Senhor em Isaías 41:10: “Por isso não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; eu o segurarei com a minha mão direita vitoriosa”.

  • Pedro teve a coragem de atender ao convite de Cristo, andou um pouco sobre as águas, mas depois sua fé vacilou. Por esse motivo, começou a afundar. Contudo, o Senhor não o deixou perecer. Antes, estendeu-lhe a mão e o salvou.

Conosco não é diferente. Muitas vezes, temos a ousadia de começar a fazer algo ou de crer em um milagre. No entanto, quando surgem as ondas desse imenso mar revolto (que é o mundo), fraquejamos e nossa fé foge de nós. Mas tenho uma boa notícia para você: o Senhor Jesus continua estendendo sua mão para nos sustentar e salvar em situações assim. Portanto, não se desespere, nem se desanime. Continue crendo, a despeito do que está vendo, sentindo, ouvindo ou de experiências negativas do passado.

  • Vendo-se numa situação em que sua força, capacidade e experiência eram insuficientes, ou mesmo nulas, Pedro fez uma sábia oração, usando apenas três palavras: “Senhor, salva-me!”.

Veja que ele não ficou enrolando, nem demonstrando todo o seu conhecimento teológico ou religioso. Também não teve receio de pedir ajuda. Naquele momento, não lhe importava o que os demais discípulos pensariam dele. Ao contrário, foi sincero e objetivo. E o socorro veio imediatamente.

Há momentos assim em nossa vida. Neles, não existe tempo para ficarmos planejando uma oração bonita para impressionar Deus (Como se isso fosse possível!), nem para preconceitos ou para demonstração de profundo conhecimento teológico, bíblico ou religioso. Só precisamos agir com sinceridade e objetividade para com o Senhor, que ele estenderá sua mão e nos salvará.

A palavra salvação, que se origina do latim salvare, pode ser tanto aplicada ao bem-estar físico quanto espiritual. Também tem origem na palavra grega soteria, a qual pode ser empregada com o sentido de cura, recuperação, redenção, remédio e resgate. Já no hebraico essa palavra envolve a ideia de segurança.

Assim, podemos ver que seu emprego engloba todas as áreas da nossa vida. No caso de Pedro, era necessário um tipo de salvação. No seu e no meu, pode ser outro. Mas isso tem pouca importância. O que de fato é relevante é que no Senhor há salvação para todos nós.   

  • Conforme vemos no versículo 32, logo que subiram no barco, o vento cessou. Isso aconteceu porque, a partir daquele momento, Jesus estava presente e no controle. Afinal, ele tem poder sobre tudo, inclusive sobre os elementos da natureza.

Conosco ocorre algo semelhante. Quando clamamos ao Senhor, ele nos estende a mão, entra no nosso barco e traz a calmaria, a paz e a segurança das quais tanto necessitamos, especialmente em dias tão conturbados como os atuais.

Cristo ainda continua chamando: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” – Mateus 11:28-30.  

Sendo assim, se ouvirmos a sua voz e atendermos ao seu chamado, não há dúvida de que haverá salvação plena para cada um de nós.

  • Depois de terem presenciado esse tão grande salvamento, os discípulos se aproximaram do Senhor, adoraram-no, declarando: “Verdadeiramente tu és o Filho de Deus” – Mateus 14:33.

Observe que existem três coisas importantes a serem destacadas aqui:

  1. Aproximaram-se do Senhor. Com eles, isso aconteceu de forma literal, ou seja, achegaram-se fisicamente a ele. Você e eu também não apenas podemos, mas devemos achegar-nos espiritualmente ao Senhor.

     Muitos, lamentavelmente, estão fazendo o contrário, ou melhor, afastando-se cada vez mais dele. Todavia, você pode agir de modo diferente e fazer o correto: aproximar-se.

2. Eles o adoraram. Um autêntico judeu jamais adoraria um ser ao qual não reconhecesse como sendo o Deus verdadeiro. Desde pequenos, ouviam e memorizavam o seguinte texto: “Ouve, ó Israel; o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR. Amarás, pois, ao SENHOR teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te. Também as atarás por sinal na tua mão e te serão por frontais entre os teus olhos; e as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas” – Deuteronômio 6:4-9.

Desse modo, ao prestarem adoração a Jesus, estavam afirmando explicitamente que o reconheciam como Deus. Isso também é algo que precisamos fazer. Caso contrário, não teremos direito à salvação eterna: “Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” – João 17:3.

3. Os discípulos disseram: “Verdadeiramente tu és o Filho de Deus”. Note que eles não apenas o reconheceram como o Filho de Deus, mas verbalizaram. Nós Também precisamos fazer essa declaração pública da nossa crença e fé, pois “Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. Pois com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa para salvação. Como diz a Escritura: Todo o que nele confia jamais será envergonhado” – Romanos 10:9-11.

Agora, só me resta dizer que, independentemente do problema pelo qual está passando, você pode fazer como Pedro, isto é, orar, dizendo: “Senhor, salva-me!”. Muitos talvez o tenham criticado por agir por impulso e depois fracassar. Quem sabe, você também tenha agido impensadamente e falhado. Mas, se clamar por socorro, certamente o Senhor lhe estenderá a mão e o levará em paz e segurança para o seu barco.   

Prof. Marcos Araújo

     Sugestão de música: Salva-me – Cynthia Nascimento

     Link: https://www.youtube.com/watch?v=NvbCSgfH7sY

 

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Como nos dias de Noé

     “Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem – disse Jesus.” (Mateus 24:37)      

     Não me entenda mal, nem me tenha por repetitivo. Mais uma vez, gostaria de iniciar o artigo dizendo que já faz muitos dias que esse assunto teima em povoar minha mente. A princípio, relutei em escrever. Entretanto, compreendi que o Espírito Santo deseja que reflitamos a respeito do que declara a Palavra do Senhor a respeito da vinda de Jesus.

     Antes de começar, porém, sinto ser importante falar que cada pessoa tem o direito de acreditar ou não nos escritos bíblicos. Mas, de acordo com as Escrituras Sagradas, a pessoa de fato temente a Deus sempre crê e procura praticar os ensinos e conselhos presentes no texto Sagrado, porque “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra” – 2 Timóteo 3:16,17. Portanto, incentivo você a refletir sobre o que o Senhor Jesus diz a respeito  desse assunto, com sua mente e coração abertos, desprovido de preconceitos.

     O texto de Mateus 24:36 ao 44 faz parte dos ensinos de Cristo sobre os sinais que precederiam sua volta para buscar Sua Igreja. Esta é formada por pessoas de todos os tempos, lugares, povos e culturas que decidiram crer nele, aceitá-lo como seu Único e Suficiente Senhor e Salvador (João 1:11 ao 13) e praticar os ensinamentos divinos.

     Nesse momento específico do ensino, o Senhor está falando que precisamos estar vigilantes, pois ninguém sabe o dia, nem a hora em que ele retornará a terra para buscar seu povo. No entanto, ele continua dando alguns exemplos e algumas pistas dos sinais que precederiam esse evento. Um deles trata do tempo de Noé, cuja história está registrada em Gênesis, capítulos 6, 7 e 8.

     Para facilitar o entendimento, veja a declaração do Mestre: “Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai. Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem. Pois nos dias anteriores ao dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; e eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do homem. Dois homens estarão no campo: um será levado e o outro deixado” – Mateus 24:36-40.

    No versículo 36, o Senhor nos ensina que NINGUÉM sabe exatamente quando acontecerá o evento da sua volta para buscar Sua Igreja. Portanto, se uma pessoa ou denominação religiosa marcar a data na qual isso ocorrerá, estão indo em direção contrária àquilo que Jesus ensinou. Consequentemente, não merece crédito.

     A partir do versículo 37, o Mestre passa a nos orientar, tomando como referência os tempos de Noé, dizendo: “Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem”. Esse ponto merece uma atenção especial de nossa parte, pois, a seguir, ele vai mostrar como eram aqueles dias.

     Aparentemente, naquele tempo não havia nada demais. Veja que eu disse aparentemente. No versículo 38, está escrito: “Pois nos dias anteriores ao dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca…”

     Talvez você pense e questione: “Mas o que há de errado nisso?” Como eu disse, aparentemente não existe nada de mal nisso. Todavia, esse texto fala de rotina, de costume. De prioridades equivocadas. De psicoadaptação. Ou seja: da adaptação da mente a certos estímulos. Isso é bom, mas também pode se tornar um grande mal, caso esse adaptar-se envolva coisas que nos afastam de Deus, por serem contrárias aos seus ensinos e mandamentos. 

     Para entendermos melhor, é preciso que voltemos a Gênesis (6 e 7). Veja: “O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal” – 6:5). E mais: “A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência” – Gênesis 6:11. Aqui, começa a ficar mais compreensível a fala de Cristo.

     Adaptar-se significa ajustar-se, acomodar-se, amoldar-se ou encaixar-se. Então, entendemos que, de modo geral, a mente dos contemporâneos de Noé já estava completamente ajustada, acomodada, amoldada ou encaixada nos valores, comportamentos, crenças e ideologias, os quais o texto bíblico nos revela que eram totalmente contrários à vontade de Deus. Consequentemente, ofenderam tanto ao Senhor, que ele tomou a decisão de trazer um severo juízo àquele povo.

     Retornando à declaração de Jesus sobre comer, beber, casar-se e dar-se em casamento, entendemos que ele fala de estar tão psicoadaptado e integrado aos valores, costumes, comportamentos e ideologias de seu tempo que já não se faz mais uma avaliação de tudo isso, para verificar se são retos aos olhos de Deus ou não. Desse modo, mesmo as pessoas mais dignas e sinceras começam a agir como os outros, seguindo o fluxo ou a multidão, sendo envolvidas por essa perigosíssima rotina.

     Vale lembrar que seguir a multidão pode ser algo muito nocivo. Afinal, a voz do povo, na maior parte das vezes, não é a voz de Deus. Se fosse, não teriam ignorado seus sábios ensinos, muito menos levado o Senhor à sangrenta cruz. Por isso, é preciso que estejamos atentos aos sinais precursores do retorno de Cristo, apesar de muitos acharem que isso é fanatismo religioso.

     Ainda enfatizando o perigo da rotina e da psicoadaptação em seu aspecto negativo, observemos esse trecho: “…até o dia em que Noé entrou na arca; e eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do homem” – Mateus 24:38,39.

     De acordo com os registros bíblicos, Noé levou muitos anos construindo a arca. Certamente durante esse período, ele foi advertindo o povo sobre o juízo divino que estava por vir. Veja: “Ele {Deus} não poupou o mundo antigo quando trouxe o dilúvio sobre aquele povo ímpio, mas preservou Noé, pregador da justiça, e mais sete pessoas” – 2 Pedro 2:5. Contudo, as pessoas já estavam de tal maneira conformadas ou ajustadas a todas as injustiças, que “acharam” que Noé estava maluco, que era um intolerante, um ultrapassado, um fanático. Então, não lhe deram ouvidos.  

     Hoje nós, todos nós, corremos o risco de também ser totalmente envolvidos pelas “coisas” do nosso tempo que não avaliamos se elas agradam a Deus ou se são abomináveis aos olhos dele. Talvez os pregadores do verdadeiro evangelho, o que está nas Escrituras Sagradas, também sejam considerados fanáticos, ultrapassados, intolerantes, malucos ou quaisquer outros adjetivos depreciativos. Por essa razão, o Mestre continua fazendo essa advertência. 

     “Até que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do homem”. Às vezes, imagino as pessoas debochando de Noé. Talvez algumas delas até o ajudaram a construir a arca para ganhar algum dinheiro. Outras, simplesmente porque gostavam dele como amigo ou simplesmente para ouvirem suas histórias malucas e darem boas risadas de deboche. Afinal, nunca se falara sobre dilúvio. Mas ele veio. E levou a todos, menos Noé e sua família.

     Imagine o desespero das pessoas quando começou a chover e não parava mais. Quantas pessoas que zombaram de Noé e de sua família esquisita foram bater à porta da arca, pedindo socorro. Mas agora nada podia ser feito, porque “o Senhor fechou a porta” – Gênesis 7:16. E, a porta que Deus fecha, ninguém abre; a porta que ele abre, ninguém fecha, conforme lemos em Apocalipse 3:7 e 8.

     “Assim acontecerá na vinda do Filho do homem – disse Jesus.” Observe que esse trecho do sermão de advertência de Cristo é muito importante. Ele está falando de algo que vai se repetir. Ou seja: haverá um dia em que o Senhor vai trazer juízo sobre toda a terra. E eu penso que, se ele disse, devemos dar crédito. Isso significa que enquanto é tempo devemos fazer o que nos admoesta o profeta Isaías: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” – Isaías 55:6. 

     Entendo ser importante lembrar que invocar vem do latim invocare (in= em + vocare= chamar) quer dizer chamar em socorro ou clamar por socorro e sempre está ligado a coisas relacionadas à religião. Mas também nos leva ao sentido de chamar para dentro. Sendo assim, é possível fazer uma ligação com Apocalipse 3:20, onde Jesus diz: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo”

     Nesse ponto, cabe-nos umas perguntas. MAS são questionamentos que cada um deve fazer a si mesmo, tomando como fundamento ou princípio o que ensina a Bíblia: Será que Jesus está à porta do meu coração ou dentro dele? Será que já o chamei para dentro ou  tenho ignorado a voz dele, dando preferência às vozes do mundo, sem avaliar se agradam ao Senhor ou se são contrárias aos seus ensinamentos?

     É muito mais fácil, e até cômodo, dar ouvidos às vozes do mundo e convidar suas crenças, valores, comportamentos e ideologias para dentro de nós. No entanto, cada escolha gera uma consequência. Escolher o mal pode até ser mais atraente,  interessante e “politicamente correto”. MAS escolher o bem, embora muitas vezes exija esforço e sacrifício, sempre redundará em aprovação divina e bênçãos, especialmente a salvação eterna: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna – João 3:16.

     Noé entendeu muito bem essa verdade. Por esse motivo, achou graça aos olhos do Senhor – Gênesis 6:8. Atente para isso: aos olhos do Senhor, não do mundo. Quem sabe, do mundo ele só recebeu críticas, insultos, deboches, indiferença e outras coisas ruins. Mesmo assim, decidiu ser diferente e fazer a diferença: “Noé era varão justo e reto em suas gerações; Noé andava com Deus” – Gênesis 6:9.

     Provavelmente muitos consideram esse homem um pregador fracassado. Tanto tempo falando do dilúvio e apenas sua família foi convencida de que ele falava a verdade. No entanto, o conceito de sucesso e de fracasso de Deus é diferente do nosso. Assim, ele foi um bem-sucedido, pois conseguiu levar seus entes queridos aos pés do Senhor. E nós também seremos um sucesso, se conseguirmos apresentar ao Pai aqueles que ele colocou aos nossos cuidados.

     Existem muitos sinais em nosso tempo que revelam o cumprimento das palavras de Jesus e precisamos atentar para este ensino: “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências/paixões mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piedosamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo, o qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda iniquidade/injustiça e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras” – Tito 2:11-14.

     Como nos dias de Noé, temos visto a multiplicação da maldade, da perversidade, da violência em todos as áreas sociais. Vemos ainda a corrupção e a iniquidade em todos os setores ou segmentos, especialmente na política, cujo resultado é morte de pessoas e o aumento da miséria. Além disso, o ser humano está numa corrida desenfreada em busca de “felicidade e do prazer”. E, para atingir tal objetivo, não importa os meios empregados, ignorando totalmente os ensinos do Senhor.  

     Aliás, a iniquidade parece ter sido institucionalizada, ou seja, oficializada legalmente. Assim, o certo tornou-se errado e o errado, passou a ser considerado como correto. MAS as Sagradas Escrituras declaram: “Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal; que fazem das trevas luz e da luz, trevas; do amargo, doce e do doce, amargo. Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos e inteligentes em sua própria opinião” – Isaías 5:20,21)

     Também vale lembrar que Deus sempre avisa seus servos sobre as coisas que vão acontecer. Foi assim no tempo de Noé e também no do profeta Amós e de tantos outros: “Certamente o SENHOR Soberano não faz coisa alguma sem revelar o seu plano aos seus servos, os profetas” – Amós 3:7. Do mesmo modo, há de ser quando o Senhor decidir que é o momento de buscar Sua Igreja. Por isso, ele já nos avisou faz quase dois mil anos.

     Para concluir, quero destacar que é assaz importante levar a sério o que o Senhor disse. Deus vela por sua palavra para fazê-la cumprir: “O Senhor me disse: Você viu bem, pois estou vigiando para que a minha palavra se cumpra” – Jeremias 1:12. Portanto, que cada um de nós questione a si mesmo sobre esse assunto. Sonde o próprio coração para ver se está dando prioridade a Deus e fazendo aquilo que é reto e justo aos olhos Dele ou não.

     Caso detecte que não está vivendo de acordo com a vontade do Senhor, é hora de seguir o conselho do apóstolo Paulo: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” – Romanos 12:2.

     Também importa estar atento ao que o Senhor Jesus diz: “Olhai, vigiai e orai, porque não sabeis quando chegará o tempo” – Marcos 13:33 e ouvir a sua doce, suave e insistente voz a dizer: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo” – Apocalipse 3:20.

Sugestão de música: Ele vai voltar – Marinalva

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Quem é Jesus para você? (Aconteceu de novo!!)

     “Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra.” (Jeremias 5:30)       

     Em 2018, pela graça de Deus, escrevi um artigo bíblico chamado Quem é Jesus para você?” (você pode ler também no site da IEQ São Paulo). Nele, trato desse tema de tão grande relevância, especialmente em nossos dias. Agora, sinto-me novamente impelido pelo Espírito Santo a retomá-lo e a escrever mais uma vez sobre ele.

     No artigo anterior, o qual está no blog “palavradesabedoria.net”, refiro-me a dois “artistas” conhecidos através da mídia. Na ocasião, tais indivíduos dirigiram-se a Jesus de forma muito desrespeitosa. MAS, naquele episódio, meu questionamento não foi a eles e, sim, a mim mesmo e a você, leitor. E hoje o faço a nós outra vez.

     A mídia brasileira (televisão, rádio, jornais, internet etc.) tem divulgado grandes escândalos nestes últimos dias. Evidentemente, ela está fazendo o papel que lhe compete e, espero, com honestidade e imparcialidade, pois é o que o cidadão íntegro tem esperança que aconteça. Concorda?

     Sei que há muitos casos que poderiam ser tomados como base para a argumentação. No entanto, almejo destacar quatro deles, por considerá-los suficientes para entender e fazer uma autoavaliação, ou seja, uma avaliação de nós mesmos, das nossas ações, comportamentos e atitudes diante do Senhor, da sociedade, da nossa família e da própria consciência.

     Afinal, como dizem as Sagradas Escrituras em Romanos 14:10b,12: “Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus. (…) Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus. E, ainda sobre essa questão, em 2 Coríntios 10:5, lemos: “Pois todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba de acordo com as obras praticadas por meio do corpo, quer sejam boas quer sejam más”.

     Um desses casos trata de uma mãe que expulsou de casa um filho de APENAS dois aninhos de idade![1] Para piorar, ela disse que também já havia expulsado outro filho. Como diz o texto bíblico de abertura, coisa espantosa tem acontecido na terra.

     Quando se fala em mãe, logo pensamos no chamado “instinto maternal”, o qual a leva a fazer de tudo para proteger sua criança. Obviamente, isso também deve se aplicar ao pai. Porém, não foi o que aconteceu. E, lamentavelmente, temos visto muitos casos espantosos, horríveis e revoltantes assim.

     Os outros casos envolvem três líderes religiosos: uma pastora, um padre e um médium espírita. E o curioso é que há diversas coisas em comum entre eles: religião, poder, dinheiro e sexo. Além disso, o primeiro e o terceiro também englobam acusação de assassinato. Por causa disso, mais uma vez, tenho visto alguns setores da mídia explorando exaustivamente essas tragédias, da mesma forma que já vimos em outras ocasiões e com assuntos diversos.

     Atenção!!! Quero que você entenda que não estou dizendo que casos assim não devem ser noticiados. Precisam e devem ser para, além de informar, alertar-nos para a existência de lobos vestidos de cordeiros. Esse é o papel do jornalismo sério e imparcial.

     MAS também penso que os veículos de comunicação social precisam e devem colocar em evidência, e de modo mais frequente (talvez insistentemente), os bons exemplos, os quais, não existe dúvida, são em quantidade muito maior. Faço essa afirmação porque entendo que tudo aquilo que reforçamos produz um resultado maior. Logo, se reforçarmos os maus exemplos, eles é que ocuparão nossa mente. E o contrário também é verdadeiro. Veja que falei reforçar, não ignorar.

     Para ilustrar, quero que você volte comigo há quase dois mil anos. Em Mateus 4:12 ao 22, vemos Jesus iniciando o processo de seleção de 12 homens que iriam compor o grupo de ajudantes dele. A princípio, foram chamados de discípulos (do grego mathetes). Em seu sentido mais comum, significa ser um aluno, aprendiz ou seguidor de um Mestre.

     O mais curioso de tudo é que entre os selecionados havia um que iria trair Jesus: Judas Iscariotes, o qual se tornou mesmo o traidor. Estranho, não? Será que o Senhor não sabia que isso iria acontecer? E a resposta é: Sim, sabia. Então por que o Mestre o aceitou em seu grupo, se havia tantas pessoas melhores que esse cara?

     A resposta não é tão simples. Mas, pelo contexto bíblico, entendemos algumas coisas claramente: o Mestre dá oportunidade para pessoas de todos os tipos e índole, isto é, conjunto de traços e qualidades inerentes ao indivíduo desde o seu nascimento; caráter, inclinação, temperamento. Se não o fizesse assim, haveria uma contradição, pois a Bíblia diz que o Senhor não faz acepção de pessoas: “…porque, para com Deus, não há acepção de pessoas” – Romanos 2:11.

     Além disso, Judas passaria por um longo período de treinamento e teria a oportunidade de mudar. Contudo, a decisão de acatar os ensinos do Mestre e de se tornar diferente estava nas mãos dele. Basta lembrar que o Senhor não impõe sua vontade. Ele a  expõe, dá bons exemplos, MAS a palavra final é de cada um de nós: “No último e mais importante dia da festa, Jesus levantou-se e disse em alta voz: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” – João 7:37,38. E hoje continua sendo assim. A escolha é pessoal. (Se quiser, leia Isaías 1:19.)

     Outra observação a fazer é que até no momento em que, traiçoeiramente, Judas entregou Jesus aos soldados ouviu a seguinte frase: “Amigo, a que vieste?” –  Mateus 26:50. Não é que o Senhor não sabia o motivo de estarem ali. Mas queria que esse homem refletisse sobre seus atos, especialmente o daquele momento.

    Sem dúvida, seria impossível reverter a situação. Todavia, Judas teve a oportunidade de se arrepender e de pedir perdão ao Senhor, o qual, certamente, o receberia de braços abertos e o restauraria. Infelizmente, porém, ele não aproveitou a chance e preferiu tirar a própria vida. Que triste!

     Também preciso relembrá-lo de que certa feita Jesus contou uma parábola sobre o trigo e o joio – Mateus 13:36 ao 43[2]. Essas duas espécies são bem parecidas. Crescem de modo muito semelhante. MAS o joio só tem aparência (casca), enquanto o trigo possui a essência, ou seja, os grãos.

     Conforme o Senhor deixou claro na parábola, foi o maligno que semeou o joio no meio do trigo. Porém, chegaria o tempo da colheita, quando cada um tomaria um rumo diferente. Veja: “Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim também acontecerá no fim desta era. O Filho do homem enviará os seus anjos, e eles tirarão do seu Reino tudo o que faz tropeçar e todos os que praticam o mal. Eles os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no Reino do seu Pai. Aquele que tem ouvidos, ouça” – Mateus 13:40-43.

     Aparentemente, as pessoas que praticam o mal estão no lucro. No entanto, não foi isso que Jesus no ensinou. Haverá, sim, o dia no qual pagarão pelas atrocidades cometidas. Todavia, antes de a justiça de Deus ser executada, a justiça humana deve, urgentemente e de modo imparcial, cumprir seu papel, aplicando as punições previstas na lei. E isso independentemente de se tratar de rico ou pobre, religioso ou não-religioso, novo ou velho, branco ou de qualquer cor ou raça. Afinal, a sociedade merece ser protegida, não ficar vulnerável a todo tipo de mal, especialmente nossas crianças.  

     Outra coisa a registrar é que essas atrocidades não devem surpreender os verdadeiros cristãos. As Escrituras, há muito tempo, nos informam que tais coisas acontecerão. Se você ler 2 Timóteo 3:1 ao 9, verá claramente um desses avisos. Entretanto, não estou querendo dizer com isso que devemos nos acomodar e nos conformar. Antes, se somos genuínos servos de Deus, devemos lutar contra o mal, como nos ensinou o Senhor – Efésios 6:10-18.

     Outro lembrete a fazer é que Jesus nos diz o seguinte em Apocalipse 22:11:  “ Continue o injusto a praticar injustiça; continue o imundo na imundícia; continue o justo a praticar justiça; e continue o santo a santificar-se”. E na sequência, lemos: “E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão/recompensa que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras”. Ou seja: cada um de nós vai ser recompensado pelo Senhor de acordo com o que fez por meio do corpo, conforme já vimos em 2 Coríntios 5:10.

    Ainda preciso registrar o seguinte: nosso verdadeiro referencial é Cristo. Foi ele quem morreu na cruz em nosso lugar para perdoar os nossos pecados, nos reconciliar com Deus e nos garantir a salvação eterna, segundo lemos em 1 João 2:25: “E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna”.

     Na mesma carta, temos a seguinte declaração: “E este é o testemunho: Deus nos deu a vida eterna, e essa vida está em seu Filho. Quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a vida. Escrevi-lhes estas coisas, a vocês que creem no nome do Filho de Deus, para que vocês saibam que têm a vida eterna” – 1 João 5:11-13.

     Já em Hebreus 12:1 e 2, lemos: “Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus. Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos”.  

     Você percebeu? A Bíblia fala que temos de olhar para Jesus. Portanto, os maus exemplos jamais podem ser motivo para descrermos do Senhor, abandonarmos a fé e a Igreja, blasfemarmos, ou tomarmos quaisquer outras atitudes e decisões que não estejam pautadas na Palavra de Deus.

    Muito pelo contrário. Não devemos deixar de congregar: “Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas nos encorajemos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia – Hebreus 10:25.

     Em outras palavras: o verdadeiro servo do Senhor não se escandaliza, nem tem sua fé enfraquecida por causa de escândalos. Pode até se irar, se revoltar ou se entristecer. No entanto, não usará isso como muleta para justificar sua descrença em Deus ou deixar de frequentar sua igreja. Antes, entenderá que é tempo de se aproximar ainda mais do Senhor, pois só ele tem palavras da vida – João 6:68.

     Se você quiser olhar para os maus exemplos, certamente vai encontrar muitos. Mas, se decidir olhar para os bons, não tenho dúvida de que os encontrará em quantidade muito, muito maior.

     Para cada pastor ruim, quantos bons há? Para cada padre ruim, quantos bons existem? Para cada mãe ruim, quantas boas você conhece? Para cada líder espírita, ateu ou de qualquer outro segmento religioso ou social corrupto ou imoral, quantos são homens e mulheres íntegros?

     Podemos até não concordar com aquilo em que eles creem, é um direito que assiste a cada um de nós, MAS temos o dever de reconhecer o valor que possuem e respeitá-los.

     Como vimos no texto inicial, as Escrituras já nos advertiram, dizendo: “Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra” (Jeremias 5:30). Portanto, a questão não são os outros e o que eles fazem. A questão somos nós: Quem é Jesus para nós?  

    Em Mateus 16:13 ao 18, vemos um bate-papo entre Jesus e seus discípulos. E o Senhor lhes faz o seguinte questionamento: “Quem os homens dizem que o Filho do homem é?” – v:13.   Mas, na realidade, o que ele queria mesmo saber era o que seus seguidores pensavam sobre isso: “E vocês?,  perguntou ele. Quem vocês dizem que eu sou?” – v 15.

    Naquele momento, Pedro recebeu a revelação de Deus e declarou: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” – v:16. E hoje o Mestre também deseja que tenhamos essa revelação, pois, se a tivermos, nossos olhos estarão nele, não em pessoas falíveis como eu e você, as quais podem cometer erros gravíssimos, imperdoáveis aos nossos olhos, conceitos e julgamentos, e nos decepcionar.

    Mais uma coisa importante: devemos levar em consideração o conselho que as Escrituras nos dão em 1 Coríntios 10:12: “Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia!”. Observe que o texto diz “aquele que julga estar firme” ou “estar de pé”, segundo outra versão.

     Muitas vezes, nossos julgamentos são equivocados, especialmente os que fazemos de nós mesmos, pois temos uma fortíssima tendência de sermos muito benevolentes conosco, ou melhor, dispostos a nos absolver, complacentes ou indulgentes.

     Por isso, sempre temos que estar atentos e julgar/avaliar nossas ações, atitudes e comportamentos à luz da Bíblia. Além do mais, constantemente precisamos perguntar a nós mesmos: “Quem é Jesus para mim?”.

      A resposta a essa interrogação, sem dúvida, vai revelar de modo muito claro em quem está alicerçada nossa fé e se somos cristãos genuínos ou apenas religiosos e meros cumpridores de tarefas religiosas. Isso porque a questão principal diante de Deus somos nós, não tais pessoas.

     Por fim, sinto que devo registrar esta declaração de Jesus: “Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha. Mas quem ouve estas minhas palavras e não as pratica é como um insensato que construiu a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande a sua queda” – Mateus 7:24-27. Então, que sua fé esteja edificada nele, que é a Rocha Inabalável.

 

Músicas para ouvir e refletir:

Casa na Rocha (Anayle Sulivan)    

Espera (Marcos Antônio)                 

     


[1] Cidade de Paranaíba – mãe expulsa filho de 2 anos de casa

[2] O trigo e o joio – Vídeo esclarecedor, feito na Suíça – 3:30 min.

 

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Tempo de refletir

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” (Eclesiastes 3:1)

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Em maio de 2016, escrevi um artigo chamado “Tempo para tudo”, o qual também está no blog. Naquela ocasião, teci algumas reflexões sobre a importância de administrar adequadamente esse bem precioso chamado tempo, que recebemos de Deus.

Apesar de não fazer tanto tempo que falei desse assunto, senti em meu coração a necessidade de tecer algumas reflexões sobre ele novamente. Deve ser porque nunca houve na geração da qual fazemos parte um momento tão oportuno para promovermos uma viagem dentro de nós mesmos, com o objetivo de avaliarmos ou reavaliarmos alguns conceitos, comportamentos, atitudes e valores até então considerados bons ou “normais”.

Para começar, devo dizer que não vou defender a tese de que o Covid-19 é uma peste ou praga enviada por Deus. Ora, se os estudos de 2007, assinados por diversos cientistas, apontam que esse vírus é comum em determinados animais (o morcego, por exemplo), que ele só contaminou o ser humano porque existem pessoas que os consomem e que havia o risco de uma propagação em massa, eu não seria justo se dissesse que Deus tem responsabilidade nisso (CORONAVÍRUS: O QUE NÃO CONTARAM PARA VOCÊ). Ao contrário, entendo que o próprio homem é responsável pelo que está acontecendo.

Feitas essas considerações, quero “emprestar” a fala de José a seus irmãos, lá no Egito. Por terem sido os responsáveis pelas “desgraças” que aconteceram ao irmão, eles estavam com medo de que ele se vingasse, especialmente a partir daquele momento, porque o pai deles havia morrido. No entanto, José os surpreendeu dizendo o seguinte: “Vós bem intentastes o mal contra mim, porém Deus o tornou em bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar em vida a um povo grande” – Gênesis 50:20.

José era um homem de Deus e havia compreendido com precisão que acima da vontade inicial de seus irmãos, a qual era prejudicá-lo, estava a do Senhor, que era abençoá-lo e torná-lo um instrumento de salvação para toda a sua família (pais, irmãos, sobrinhos, cunhados etc.), pois a fome que atingira toda aquela região poderia ter levado todos eles à morte.

Hoje não é diferente. Mesmo que esse mal tenha sobrevindo a nós como consequência de uma falha humana, Deus, que é riquíssimo em misericórdia, conforme declara o apóstolo Paulo em Efésios 2:4, pode transformá-lo em bênção. Porém, isso só será possível se estivermos com os olhos e os ouvidos atentos àquilo que esse caos, para o meio do qual fomos arrastados, têm mostrado e falado.

Diante disso, a primeira reflexão que podemos fazer, e até devemos, deve envolver nossa família. A correria da vida moderna muitas vezes nos faz deixar de investir tempo nela. Veja que eu disse investir e não gastar. Muitos de nós estamos tão preocupados com o sucesso profissional e financeiro, que acabamos por sacrificar o tempo com o cônjuge e com os filhos. E até certo ponto é necessário e justificável. Contudo, quando isso começa a gerar conflitos, a perda dos vínculos e, consequentemente, o afastamento (embora às vezes continuem vivendo sob o mesmo teto), é hora de rever os valores e as prioridades. E, se ainda não havia caído a ficha, este momento é bem oportuno e propício para ver como a convivência familiar é importante e necessária para um ajudar e apoiar o outro. E mais: para um sentir que precisa do outro.

A segunda reflexão a fazer está diretamente relacionada à necessidade de perceber o quanto nosso trabalho é importante, mas também o do outro. Geralmente não paramos para pensar sobre o quanto é fundamental o serviço do caminhoneiro, do profissional da saúde e de tantos outros. Pior ainda: valorizamos excessivamente a ocupação de algumas pessoas, sem nos dar conta de que as mais necessárias ficam deixadas de lado – I Coríntios 12: 12 ao 27 – e a sociedade é parecida com a Igreja do Senhor.

A terceira é que Read the rest of this entry »

 

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Quem é Jesus para você?

interrogaçao

Estamos vivendo tempos trabalhosos, especialmente no que diz respeito ao exercício da fé em Cristo. Diariamente temos sido bombardeados com conceitos e ideologias que ferem de forma brutal os mandamentos divinos e o bom senso.

Além disso, em diversas partes do mundo, os cristãos são perseguidos, expulsos da sua casa, torturados e até mesmo mortos por se recusarem a negar a fé Jesus. Entretanto, tanto a ONU (Organização as Nações Unidas) como outros órgãos ligados aos “Direitos Humanos” e a grande mídia fazem vistas grossas para tal problema, como se não tivessem nada a ver com ele.

Graças a Deus, no Brasil, ainda não há cristãos sendo mortos por causa da sua fé. No entanto, isso não significa que não existem perseguições. Ao contrário, nos últimos tempos, em diversos programas de televisão, manifestações nas ruas, em shows, peças de teatro e outras supostas expressões artísticas nossa fé e até mesmo Cristo são alvos de desrespeito e vilipêndio (fazer com que alguém se sinta humilhado, menosprezado e ofendido, através de palavras, gestos ou ações), o que é crime segundo a lei brasileira.

Há alguns dias, por exemplo, um desses “artistas” chamou Jesus de “travesti” e “bicha”. A ironia é que o perfil oficial da ONU no Brasil saiu em defesa desse indivíduo, chegando a dizer o seguinte: “Solidariedade a Johnny Hoocker – contra os ataques de ódio e discriminação”. Chega a ser engraçado. Ele desrespeitou a fé de cerca de 85% da população brasileira, que é cristã, e dizem que ele é quem está sendo vítima.

Outra ironia é que a emissora de televisão que mais tem ofendido os símbolos cristãos e Cristo “promoveu” o suposto artista, convidando-o para participar de um programa que tem o objetivo de ajudar crianças. Contudo a lamentável postura dessa emissora não é nenhuma surpresa. Como não o é a perseguição, que sempre existiu e continuará a existir.

Talvez, você esteja se perguntando aonde eu quero chegar, e já lhe respondo. Sabendo que Jesus já nos prevenira sobre as perseguições, o foco não são elas ou os perseguidores. É você. Sou eu. É todo aquele que tem sede e fome de servir ao Senhor com sinceridade de coração, dando-lhe a devida honra, louvor, adoração e gratidão por toda a maravilhosa graça derramada sobre sua vida, em especial pela salvação eterna, conquistada por Cristo lá na sangrenta cruz do Calvário.

Quando olhamos para Mateus 5: 10 ao 12, vemos Jesus nos dizer: “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.  Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós”.

Lá em João 15: 18 ao 25, o Mestre também fala sobre perseguições. No entanto, vou pegar apenas o versículo 20, no qual o Senhor declara: “Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa”.

    Veja como o Mestre nos preveniu sobre a existência desse problema. O mais lindo, porém, é que ele declara que devemos nos considerar bem-aventurados, isto é, verdadeiramente felizes quando as perseguições vierem. E vai além: devemos manifestar grande alegria, porque será grande o nosso galardão nos céus.

Parece contraditório o que Jesus falou, mas não é. Ele quis dizer que se o cristão é perseguido significa que ele está no caminho certo, ou seja, realmente ele está servindo de sal e luz para este mundo, cujos valores morais e espirituais estão apodrecidos e perecem em densas trevas. E vou além: se os ímpios (A palavra ‘ímpio’ no grego, quer dizer: ‘destituído de temor reverente a Deus’.) não se sentirem incomodados com os cristãos, devemos nos preocupar, pois significa que não estamos fazendo nenhuma diferença neste mundo pecaminoso.

Portanto, como foi dito antes, nosso foco não são os que perseguem os cristãos. De certo modo, não importa o que eles falam de nós e de Cristo. Afinal, para os ímpios, o Mestre não significa nada ou nem mesmo existiu. Para outros, ele não passa de um profeta ou de um espírito iluminado. Para os que seguem o islamismo, por exemplo, ele é um profeta menor do que Maomé, e assim por diante.

Em Mateus 16:13, Jesus perguntou para os discípulos quem as pessoas pensavam que ele era. Então, eles lhe disseram: “Alguns dizem que é João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, Jeremias ou um dos profetas” – Mateus 16:14. A seguir, Cristo lhes perguntou: “E vocês? “Quem vocês dizem que eu sou?” – Mateus 16:15. Observe que o maior interesse de Jesus era saber o que seus discípulos pensavam sobre ele.

Veja o que lhe respondeu Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” – Mateus. 16:16. Mas o que é ser o Cristo? Read the rest of this entry »

 

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Batalha entre vontade e razão

vontade x razão

      “Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua {disse Jesus}.” (Lucas 22:42)

Ao longo de sua vida, Jesus transmitiu-nos inúmeros exemplos a serem seguidos e ensinamentos a ser praticados. Todos eles, evidentemente, muito relevantes; verdadeiros tesouros “escondidos” nas Escrituras. Por isso, como alguém procura incansavelmente por uma joia de rara beleza e valor, assim deve procurá-los todo aquele que almeja viver para a glória de Deus e desfrutar de todas as bênçãos conquistadas a preço de sangue por Cristo.

Dentre esses verdadeiros diamantes, quero destacar um que se faz presente na abertura desse texto: a importância de submeter a vontade à razão.

Então, para início de conversa, veja comigo o significado do vocábulo “vontade”, segundo o Dicionário Brasileiro Globo: Faculdade de querer, de livremente praticar ou deixar de praticar algum ato; necessidade física ou moral. (Do latim voluntate.)

Como um indivíduo pleno, Jesus era dotado dessa faculdade e, obviamente, podia fazer uso dela a qualquer momento, caso quisesse. Inclusive no que dizia respeito ao sacrifício que faria por nós na cruz.

Vale a pena registrar que Ele estava consciente de que sua missão aqui na terra consistia em anunciar as boas novas de salvação e, por fim, padecer e morrer em nosso lugar. Mesmo assim, aceitou o desafio e veio (Fp 2:5-11).

Conforme sabemos, ele viveu entre os homens 100% como Deus, mas também 100% como homem, exceto o fato de não cometer pecado (Hb 2:14-18; 4:14-16). Por isso, quando chegou o momento de ser entregue na mão dos malfeitores para que fosse preso, julgado, condenado, castigado e morto no seu e no meu lugar, o lado humano do Mestre quis falar mais alto e, por um momento, parece ter querido recuar. Sua agonia era tanta, que chegou a suar gotas de sangue (Lc 22:44).

No entanto, foi justamente nesse momento imensamente terrível que Ele escreveu em sua biografia uma das maiores e mais belas lições. Qual foi? Diante da crise e do caos, não deixou a vontade prevalecer. Antes a submeteu à sua razão, embora tivesse o direito de desistir.

Mas… o que é razão? Read the rest of this entry »

 

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Se você não pode, Jesus pode

Man sitting desperately under the cross

Não sei se o que vou dizer já aconteceu com você, mas comigo isso já aconteceu muitas vezes: Houve e ainda há situações nas quais me senti ou me sinto impotente e incapaz para agir ou reagir de modo correto a fim de resolver determinado problema. E tenho de confessar que é um sentimento realmente ruim e incômodo.

Por outro lado, sentir-me assim não é de todo mal nem vergonhoso, porque me faz perceber o quanto sou… humano e, consequentemente, limitado. Além disso, também me leva a fazer fantásticas descobertas a respeito do meu Senhor e Salvador. Assim, entendo que não estou sozinho para lutar contra esses leões e gigantes que teimam em se colocar no meu caminho. Desse modo, sinto-me fortalecido, amparado e vejo o quanto sou amado pelo meu Senhor, o qual jamais me desampara.

     Uma das descobertas mais lindas e importantes é que a Bíblia fala que Jesus veio ao mundo em forma divina e também humana. As Sagradas Escrituras ainda revelam os motivos pelos quais seu nascimento foi dessa forma. Veja o que declara o escritor da Epístola ao Hebreus: “Por essa razão, era necessário que ele se tornasse semelhante a seus irmãos em todos os aspectos, para se tornar sumo sacerdote misericordioso e fiel com relação a Deus e fazer propiciação pelos pecados do povo. Porque, tendo em vista o que ele mesmo sofreu quando tentado, ele é capaz de socorrer aqueles que também estão sendo tentados” – 2:17 e 18.

Quão profunda é essa declaração! Sei que jamais vou conseguir externar aquilo que sinto quando a leio. Também minha limitação não me permite explicar totalmente esse texto. No entanto, tenho pedido ao Espírito Santo que caminhe comigo nesta jornada e me capacite para eu poder expressar algumas das verdades presentes aqui, pois creio que serão bênção para sua vida.

Antes, porém, quero dizer que não tenho conhecimento daquilo que está acontecendo com você neste momento. Sei apenas algumas coisas que acontecem com algumas pessoas e comigo. Contudo, isso não importa, porque, mesmo que eu soubesse de tudo, não teria poder para curar suas feridas e suprir suas necessidades mais profundas. Entretanto, vou indicar alguém que pode e tem prazer em socorrê-lo em todo tempo, especialmente naqueles em que está mais carente: Jesus.

Sendo assim, a primeira observação a fazer é que, como diz o texto bíblico mencionado acima, o Senhor se tornou semelhante a nós em todos os aspectos ou em tudo, a fim de nos entender integralmente e, assim, ter condições de nos socorrer quando formos tentados, o que, dependendo do contexto, significa os períodos nos quais passamos por alguma provação ou situação que foge ao nosso controle.

Consequentemente, tudo o que já passamos, estivermos passando ou viermos a passar não é nenhuma novidade ou algo desconhecido pelo Senhor. Se for uma dor física, ele também a sofreu, uma vez que foi espancado pelos soldados. Além do mais, puseram nele, à força, uma coroa de espinhos, causando-lhe uma dor intensa. Caso seja uma dor emocional ou psicológica, ele também a conhece muito bem.

Sendo a dor da humilhação pública, Jesus a sentiu profundamente, pois o despiram diante das pessoas, cuspiram em seu rosto, do qual só emanavam expressões e olhares de amor e de compreensão. Ademais, zombaram dele, disseram-lhe palavras depreciativas que, certamente, doíam no mais profundo da sua alma. Muito mais do que as bofetadas e chicotadas que desferiam em seu corpo.

Se porventura for a dor da decepção com as pessoas, o Senhor sabe muito bem o que isso significa. As pessoas a quem mais dedicara amor, bondade e tempo viraram as costas para ele. Judas o traiu covardemente, mesmo assim Jesus o chamou de amigo – Mateus 26:50. Pedro, que dissera que se preciso fosse morreria com ele, negou conhecê-lo – Mateus 26:35. Os demais discípulos também o abandonaram no momento em que carecia de, pelo menos, uma demonstração de amor e gratidão – Mateus 26:56.

A dor da solidão também não lhe é desconhecida. Como sabemos, Jesus não cometeu nenhum pecado (Hebreus 4:15). Todavia, quando foi posto naquela sangrenta cruz, o Senhor atraiu o pecado e a culpa de todos nós para, dessa forma, reconciliar-nos com o Pai. Por essa razão, naquele momento, Deus precisou se afastar dele, pois o pecado o afasta do homem – Isaías 59:2: “Mas as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá”.

O desprezo e a incompreensão também Read the rest of this entry »

 

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Amado como Jesus

Deus me ama

Geralmente as crianças gostam de brincar com seus pais. Uma dessas brincadeiras é competir para ver quem ama mais o outro.  É até engraçado ver como são criativas na maneira de “medir” o tamanho desse amor.

Algumas delas chegam a declarar que esse sentimento pelos pais é maior que o mundo inteiro. Os pais, por sua vez, também dizem o mesmo. E, lógico, todos ficam muitos felizes. Afinal, quem não gosta de se sentir amado dessa forma?

Evidentemente, não é possível calcular a intensidade de um sentimento. Não existe um “amorômetro” para fazer a medição. No entanto, pode-se percebê-la e senti-la através de palavras, gestos e atitudes da pessoa que diz amar.

Não sei explicar por que, mas faz um bom tempo que sempre penso no quanto Deus nos ama. E, nessas ocasiões, sempre me vem à mente a fala de Jesus registrada em João 17:23: “Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste”.

Esse texto faz parte da oração de Cristo pelos discípulos. Veja a profundidade dele. O Senhor declara que o amor do Pai para conosco é igual ao do Pai para com ele. Isso gera em meu coração uma alegria sem medida. Ser amado por Deus dessa maneira é algo reconfortante e motivador, não é mesmo?

Mas há algo ainda melhor. Esse amor não está relacionado apenas à salvação eterna. Obviamente, seu objetivo principal e sua manifestação maior atingem seu ponto máximo no sacrifício de Jesus para nos salvar, como lemos em João 3:16: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Entretanto, ele vai muito além, pois Deus sempre nos surpreende, manifestando-o em todas as áreas da nossa vida. Podemos perceber isso diariamente através da paz que ele permite haver em nosso coração, mesmo quando passamos por desertos, vales, tempestades e pelo fogo. Vemos ainda seu amor materializado como, por exemplo, pela provisão diária do alimento, da saúde, do trabalho, da família e de tantas outras maneiras.

Talvez você até me questione, dizendo que não tem visto essas coisas em sua vida. Então, eu o convido a fazer uma lista, escrita ou mesmo mentalmente, de tudo aquilo que um dia você considerou como bênção recebida de Deus. Se o fizer com atenção e sinceridade, não há dúvida de que vai se surpreender com o tamanho dela.

Sendo assim, quero convidá-lo a alegrar-se grandemente por ser amado de forma tão intensa e singular.  Lembre-se de que Jesus era o Unigênito Filho de Deus. Logo, alguém muito especial. Ao enviá-lo para morrer em nosso lugar, o Pai estava fazendo a mais bela declaração de amor que já foi feita neste mundo. Aproveite o momento para, também, agradecer ao Senhor por amar você do mesmo modo e com o mesmíssimo amor com que ama Jesus.

 

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