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Arquivo da tag: Estudos Bíblicos

Crédito com Deus

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É bom ter crédito na praça?

Logicamente essa pergunta parece absurda. Afinal, todos nós queremos e precisamos ter crédito para podermos fazer as transações comerciais necessárias. Mas não apenas na área financeira. Em todas as coisas e situações isso é importante e se faz necessário.

Apesar disso, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) cerca de 56% das famílias brasileiras estão endividadas.  Como consequência, muitos não podem comprar a prazo.

Se gozar da confiança de uma empresa ou de alguém já é algo maravilhoso, imagine ter crédito com Deus?  Não há dúvida de que é fantástico.   E as Sagradas Escrituras estão cheias de exemplos de pessoas que desfrutavam da confiança do Senhor, mas também de outras tantas que não tinham a aprovação dele. Infelizmente.

Quando olhamos para a história dos reis de Israel e de Judá, vemos muitas vezes a seguinte expressão a respeito deles: “E fez o que parecia mal aos olhos do Senhor”, como está escrito em II Reis 17:2 sobre Oséias ou como está registrado sobre Acaz: “… e não fez o que era reto aos olhos do Senhor Deus, como Davi, seu pai” – II Reis 16:2. Por essa razão, esses homens não tinham crédito com o Senhor e deixaram de desfrutar das bênçãos do Pai.

Por outro lado, também encontramos o seguinte sobre alguns reis: “E fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo o que fizera Davi, seu pai” – II Reis 18:3. Esse foi o caso de Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá, sobre o qual meditaremos um pouco.

E não para por aí. Veja os versículos 5, 6 e 7a: “No Senhor Deus de Israel confiou, de maneira que depois dele não houve quem lhe fosse semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele, porque se chegou ao Senhor, não se apartou dele, e guardou os mandamentos que o Senhor tinha dado a Moisés. Assim foi o Senhor com ele; para onde quer que saía se conduzia com prudência…”

Que declaração maravilhosa! Porém, mais fantástico ainda foi o que aconteceu com esse homem de Deus, como resultado da sua obediência ao Senhor: recebeu o favor de Deus tanto no exercício do seu governo quanto na vida pessoal.

Em se tratando de seu serviço como governante, quando Senaqueribe, rei da Assíria, invadiu todas as cidades fortes de Judá, apossou-se delas e começou a fazer uma grande pressão psicológica sobre Ezequias e seu povo, o rei pegou as cartas e as estendeu diante do Senhor e orou apresentando as ameaças que seu adversário havia feito, pedindo livramento para todos os servos do Senhor.

Por causa de sua fidelidade, veja a resposta que o Senhor enviou a ele através do profeta Isaías: “Assim diz o Senhor Deus de Israel: O que me pediste acerca de Senaqueribe, rei da Assíria, ouvi” – II Reis 19:20. A seguir, o Altíssimo enviou um grande livramento ao seu povo.

Em outro momento, Ezequias adoeceu e o Senhor mais uma vez falou com ele através de Isaías: “Assim diz o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás” – II Reis 20:1.

Que notícia terrível, não é? Contudo, lembre-se de que ele havia feito o que era reto aos olhos do Senhor. O rei não fizera o que parecia reto aos seus próprios olhos, e isso lhe garantiu um enorme crédito com Deus ao longo de toda sua vida.

Ao ouvir tal sentença, ele não Read the rest of this entry »

 

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Mantenha distância

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Sempre que trafegamos pelas rodovias, ou mesmo em vias urbanas, vemos caminhões ou similares com a seguinte advertência: “Mantenha distância”. Normalmente, trata-se de veículos que transportam produtos inflamáveis ou corrosivos. Outros, porém, levam quaisquer tipos de cargas, mas, ainda assim trazem esse alerta.

Talvez, por ser algo muito comum, os olhos leem, mas o cérebro parece não mais dar a devida importância à mensagem em questão. Isso, obviamente, pode representar um grande perigo a quem se aproxima demais. Justamente por essa razão, é comum, até demais, ocorrerem acidentes gravíssimos, os quais poderiam ser evitados se os motoristas levassem a sério esse aviso. Vidas seriam poupadas. Sofrimentos e prejuízos diversos não fariam parte da vida de tantas pessoas, não é mesmo?

Fazendo uma analogia com as demais áreas da vida, ou seja, uma relação, correlação ou aproximação, veremos que há muita semelhança. Quando tratamos da área espiritual, isso fica ainda mais evidente. Por esse motivo, quero compartilhar com você algumas reflexões sobre a necessidade de manter distância do mal. Para isso, veja o que diz Jó 1:1: Havia, na terra de Uz, um homem chamado Jó, íntegro, reto (ou justo), que temia a Deus e fugia do mal.

Considero essa declaração bíblica sobre Jó como uma das mais belas a respeito de uma pessoa. Entretanto, além da beleza, nela existem preciosas lições, as quais, se compreendidas e acatadas, sem sombra de dúvida evitarão que sejamos atropelados pelas carretas e caminhões que trafegam pela mesma estrada da vida que este veículo tão frágil, que somos todos nós.

A primeira coisa que me chama à atenção é que esse homem era (re)conhecido por sua integridade, isto é, por ter-se mantido ileso, intato, que não foi atingido ou agredido. No texto em questão, quer dizer que ele não havia sido afetado negativamente pela decadência moral e espiritual existentes em seu tempo. Apesar de conviver com a desonestidade e a falta de valores éticos, morais e espirituais de seus contemporâneos, Jó continuava sendo honesto. E, se você almeja obedecer aos mandamentos divinos, também precisa viver dessa maneira.

A segunda é que o texto declara que ele era reto. Segundo o dicionário, essa palavra quer dizer “que não tem curvatura, cujo traçado é linear; direto, direito. Em outras palavras: significa que ele seguia pela estrada da vida sem se desviar nem para a direita nem para a esquerda. Isso me faz lembrar do que Deus disse a Josué: “Somente seja forte e muito corajoso! Tenha o cuidado de obedecer a toda a lei que o meu servo Moisés lhe ordenou; não se desvie dela, nem para a direita nem para a esquerda, para que você seja bem-sucedido por onde quer que andar” –Josué 1:7.

Pelo que percebemos aqui, Jó agia desse modo. Ele se mantinha dentro da linha traçada por Deus. Ao fazer essa declaração, lembrei-me da antiga propaganda de uma marca de tênis. Ela mostrava duas situações bem distintas. Numa, a pessoa começava a correr em linha reta, entretanto, em pouco tempo, ia tombando para a direita e trombava num poste, porque estava calçando uma marca qualquer.

Logo em seguida, a segunda cena mostrava alguém que corria à vontade, fazia as curvas normalmente e chegava ao seu destino sem o menor problema porque usava o calçado da marca X. Pelo registro bíblico, vemos que Jó era assim, pois usava o calçado da obediência à palavra do Senhor. Além disso, vemos que ele era direito, ou seja, seguia a lei e os bons costumes; justo, correto, honesto; andava de acordo com os costumes, as normas morais e éticas etc.; certo, correto, justo.

Certamente foi por isso que esse homem recebeu tanto crédito de Deus e um lugar de destaque nas páginas do Livro Sagrado para os cristãos. Mas isso não é privilégio dele, pois o Pai não tem filhos prediletos: “Então Pedro, tomando a palavra, disse: Na verdade reconheço que Deus não faz acepção de pessoas” – Atos 10:34. Por isso, nós também precisamos e devemos ter tais características. Mesmo que vivamos no meio de tanta podridão moral, devemos viver dignamente diante do Senhor e dos nossos pares. Aliás, o Senhor não nos chamou para sermos iguais, mas diferentes (Romanos  12:2). Humildemente diferentes para o bem.

Outra razão que incluiu Jó nas Escrituras foi o fato de ser temente a Deus. Temer nesse caso não significa ter medo. O temor a Deus é um sentimento de Read the rest of this entry »

 

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Amado como Jesus

Deus me ama

Geralmente as crianças gostam de brincar com seus pais. Uma dessas brincadeiras é competir para ver quem ama mais o outro.  É até engraçado ver como são criativas na maneira de “medir” o tamanho desse amor.

Algumas delas chegam a declarar que esse sentimento pelos pais é maior que o mundo inteiro. Os pais, por sua vez, também dizem o mesmo. E, lógico, todos ficam muitos felizes. Afinal, quem não gosta de se sentir amado dessa forma?

Evidentemente, não é possível calcular a intensidade de um sentimento. Não existe um “amorômetro” para fazer a medição. No entanto, pode-se percebê-la e senti-la através de palavras, gestos e atitudes da pessoa que diz amar.

Não sei explicar por que, mas faz um bom tempo que sempre penso no quanto Deus nos ama. E, nessas ocasiões, sempre me vem à mente a fala de Jesus registrada em João 17:23: “Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste”.

Esse texto faz parte da oração de Cristo pelos discípulos. Veja a profundidade dele. O Senhor declara que o amor do Pai para conosco é igual ao do Pai para com ele. Isso gera em meu coração uma alegria sem medida. Ser amado por Deus dessa maneira é algo reconfortante e motivador, não é mesmo?

Mas há algo ainda melhor. Esse amor não está relacionado apenas à salvação eterna. Obviamente, seu objetivo principal e sua manifestação maior atingem seu ponto máximo no sacrifício de Jesus para nos salvar, como lemos em João 3:16: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Entretanto, ele vai muito além, pois Deus sempre nos surpreende, manifestando-o em todas as áreas da nossa vida. Podemos perceber isso diariamente através da paz que ele permite haver em nosso coração, mesmo quando passamos por desertos, vales, tempestades e pelo fogo. Vemos ainda seu amor materializado como, por exemplo, pela provisão diária do alimento, da saúde, do trabalho, da família e de tantas outras maneiras.

Talvez você até me questione, dizendo que não tem visto essas coisas em sua vida. Então, eu o convido a fazer uma lista, escrita ou mesmo mentalmente, de tudo aquilo que um dia você considerou como bênção recebida de Deus. Se o fizer com atenção e sinceridade, não há dúvida de que vai se surpreender com o tamanho dela.

Sendo assim, quero convidá-lo a alegrar-se grandemente por ser amado de forma tão intensa e singular.  Lembre-se de que Jesus era o Unigênito Filho de Deus. Logo, alguém muito especial. Ao enviá-lo para morrer em nosso lugar, o Pai estava fazendo a mais bela declaração de amor que já foi feita neste mundo. Aproveite o momento para, também, agradecer ao Senhor por amar você do mesmo modo e com o mesmíssimo amor com que ama Jesus.

 

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Apenas parte do vocabulário

Palavra II

Todos os dias, mesmo que não percebamos, incluímos novos conceitos e experiências à nossa vida. Alguns deles são positivos, porém outros são altamente negativos ou improdutivos.

Acrescentamos também novas palavras, especialmente se somos leitores assíduos ou ouvimos pessoas com formações diferentes. Desse modo, enriquecemos nosso vocabulário, o que dá condições de nos comunicar de forma mais precisa com todas as pessoas ao nosso redor. E isso é muito bom.

No entanto, nem sempre basta incorporar novas palavras ao vocabulário. É necessário que elas tenham significados precisos para nós mesmos e também à mensagem que desejamos transmitir aos interlocutores, ou seja, aos indivíduos a quem ela é destinada. Assim, de fato o objetivo será satisfatoriamente alcançado.

    Outro dia, enquanto estava assistindo ao filme ‘Uma questão de fé’, uma fala presente num diálogo me chamou à atenção por sua profundidade e coerência. O contexto no qual ela foi empregada era o seguinte: Uma moça com formação pessoal cristã foi para a universidade e começou a vacilar em sua fé. Então um rapaz muito convicto de seus valores cristãos fez alguns questionamentos a ela, dizendo-lhe a seguir que muitos adicionam Jesus à sua vida, entretanto não permitem que ele seja realmente seu Senhor. Desse modo, levou a jovem a refletir sobre sua vida espiritual.

Depois disso, passei a pensar bastante a respeito. E a questionar ainda mais a mim mesmo, pois não quero fazer como se estivesse numa rede social. Nela, acrescentamos pessoas, curtimos suas postagens e até compartilhamos o que consideramos interessante ou importante. Mas, se algum “amigo” pisar na bola, falar ou fizer algo de que discordamos, nós o excluímos sem que isso pese na consciência.

Lamentavelmente, parece que hoje muitos agem assim em relação a Deus. Para estes, ele até faz parte de seu vocabulário cotidiano. Usam expressões como “graças a Deus”, “se Deus quiser”, “Deus me livre” e outras semelhantes a essas. Todavia, quando supõem que Ele não atendeu aos seus desejos ou requer alguma mudança em seus comportamentos, atitudes, conceitos e valores, excluem-no sem piedade do mesmo modo que se faz no facebook, por exemplo.

Mas não convém que seja assim. Para o verdadeiro cristão, Deus não pode ser apenas um conceito ou uma palavra que pode ser deletada a qualquer momento. Não importa apenas adicioná-lo ao repertório de palavras bonitas que almejamos usar, talvez até para impressionar alguém. É necessário que ele seja real e pessoal.

É preciso ainda que ele seja nosso amor maior e Senhor da nossa vida. Isso significa acatar seus ensinamentos como verdadeiros e pautar a vida em conformidade com seus ensinos. Veja o que disse Jesus em Marcos 12:29 e 30, respondendo a uma pergunta do jovem rico: “O mais importante é este: Ouve, ó Israel, o Senhor, o nosso Deus, o Senhor é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças”.

Antes de tudo, amar significa dar crédito ou o devido valor a ele e às suas palavras. Logo, quando alguém diz que o ama, mas rejeita seus ensinamentos, precisa fazer um autoavaliação, pois as duas coisas devem seguir na mesma direção. De maneira alguma pode haver incoerência ou contradição entre elas.

Quando lemos Apocalipse 1:3, encontramos a seguinte declaração: “Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo”.

Já em II Timóteo 3:16 e 17, as Escrituras dizem: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra”.

Quando Deus não é apenas uma palavra que faz parte do nosso vocabulário, damos ouvidos a seu Filho, Jesus, que ensinou da seguinte maneira: “Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.

Tal palavra quer dizer que Deus passa a ocupar em nossa vida o lugar que é dele por direito e ele se torna prioridade para nós. Buscar o reino de Deus implica aceitar seu governo sobre nós, já que todo reino tem um rei, o qual estabelece leis que precisam ser acatadas e respeitadas. E as de Deus não são pesadas ou penosas – I João 5:3.

Hoje, o que vemos são pessoas criando suas próprias leis espirituais, as quais vão ao encontro de seus próprios interesses, não considerando os mandamentos do Rei dos reis e Senhor dos senhores. Portanto, como num reino terreno, mesmo que as intenções sejam boas (o que é raro), estão desrespeitando o que foi estabelecido por Deus.

Por outro lado, em todo reino, os súditos também têm direitos, inclusive o de proteção. Da mesma maneira acontece em relação a Deus. Se estamos sob o seu governo, temos direito àquilo que sua palavra ensina e promete, pois ele é fiel e justo – I João 5:14. Não porque o merecemos, mas por causa de seu amor e de sua maravilhosa graça, a qual ele faz abundar sobre nós (Efésios 2:8 e 9).

Para quem o Senhor não é apenas uma palavra a mais, a busca da justiça de Deus é uma constante. Ou seja, tal indivíduo continuamente procura agir conforme aquilo que é assegurado pelo Direito, justo e digno. Contrapondo-se, então, ao que temos visto atualmente: pessoas fazendo de tudo para atingir seus inescrupulosos objetivos, mesmo que isso signifique proceder com desonestidade, roubar, matar, trapacear, corromper-se.

Quanto aos que colocam o reino de Deus e a justiça dele em primeiro lugar, Jesus prometeu que todas as demais coisas lhes serão acrescentadas. Que coisas? Aquelas de que necessitamos como, por exemplo, alimento, roupa, proteção, paz e outras semelhantes.

Para finalizar, quero dizer que estamos vivendo tempos trabalhosos, conforme a Bíblia fala em II Timóteo 3:1 ao 5. Portanto, se quisermos permanecer de pé diante das tempestades, é preciso que Deus, Jesus e o Espírito Santo não sejam meras palavras de nosso repertório linguístico. Eles precisam ser reais como de fato o são. Assim, podemos recorrer a eles a qualquer momento, bom ou ruim, que seremos ajudados, socorridos, acolhidos em seus braços de amor, misericórdia e justiça. Sendo assim, não delete Deus da sua vida nem deixe de dar crédito aos seus mandamentos – Mateus 13:8.

Sugestão: Música Acredito do cantor Leonardo Gonçalves.

 

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Movendo o coração de Deus

“Nós, pois, jejuamos, e pedimos isto ao nosso Deus, e moveu-se pelas nossas orações.”

(Esdras 8:23)

movendo o coração

Há muitas passagens bíblicas que tratam do assunto oração. Aprecio todas elas. Todavia, existem algumas que me cativam mais do que outras por causa da sua profundidade, expressando verdades tão importantes para a vida de quem deseja tocar e mover o coração de Deus. Uma delas está registrada em Esdras 8:21 ao 23.

Esse texto está no seguinte contexto: Esdras havia saído da Babilônia rumo a Jerusalém com a missão de reconstruir o templo, que fora destruído e, desde então, estava abandonado. Porém, como ele dissera a Artaxerxes, rei da Babilônia, que a bondosa mão do Senhor era com aqueles que o buscam, ficou com vergonha de pedir ao soberano a liberação de alguns soldados para fazerem a segurança da comitiva.

Diante disso, a única estratégia para fazer a viagem em segurança foi a que vemos a seguir: “Então apregoei ali um jejum junto ao rio Aava, para nos humilharmos diante da face de nosso Deus, para lhe pedirmos caminho seguro para nós, para nossos filhos e para todos os nossos bens” – v 21.

Que coisa linda! O mais belo, no entanto, vemos no versículo 23, o qual traz a seguinte declaração de Esdras: “Nós, pois, jejuamos, e pedimos isto ao nosso Deus, e moveu-se pelas nossas orações”. Assim, eles puderam chegar ao destino (Jerusalém) em paz, pois contaram com o exército do Deus Vivo para lhes dar a proteção necessária. E lá ele e seus ajudantes conseguiram realizar a obra para a qual se sentiram chamados: restaurar o Templo onde cultuavam ao Senhor.

Hoje também não é diferente, pois, como lemos em Malaquias 3:6, Deus não mudou. Também em Hebreus 13: 8 há uma confirmação dessa verdade: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente”. Sendo assim, também podemos desfrutar dessa bênção.

Eu não sei quais são suas necessidades neste momento. Contudo, de uma coisa estou convicto: você também pode mover o coração de Deus através do jejum e da oração. Isso porque, ao agir dessa maneira, demonstrará ao Senhor que reconhece sua limitação como ser humano e também que entendeu a necessidade de tirar um tempo para Ele, abrindo mão daquilo que gosta de comer, beber ou de fazer para falar sobre suas carências, angústias, decepções e da sua gratidão por todas as bênçãos já recebidas.

Talvez num primeiro momento você possa até supor que está perdendo tempo. Porém, mais tarde, verá que abrindo mão do que já possui para estar aos pés do Senhor em jejum e oração dará a oportunidade para Deus presenteá-lo com aquilo que você ainda não tem.

Portanto, faça como Esdras. Ele havia falado ao rei Artaxerxes que a mão de Deus é sobre todos os que o buscam, para o bem deles (v 22). Mas não ficou apenas na fala. Ao contrário, buscou a face do Senhor e o coração Dele foi tocado. Você também pode tocar o coração do Pai. E, quando Ele se move por causa da oração e do jejum de um servo Seu, o milagre acontece. Pense nisso. Tire um tempo para falar com Deus sobre tudo o que considerar importante.

 

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Segunda Chance

Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou.” (Lucas 15:20)

filho%20prdigo     Penso que todos nós, em algum momento da vida, já desejamos que alguém nos desse uma segunda chance. Isso pode estar relacionado à área profissional, relacional (conjugal, familiar, social…) ou espiritual. A razão disso é que nossa imperfeição, limitação, ignorância, arrogância e/ou obstinação muitas vezes nos fazem agir de modo insensato e inconsequente.

Como resultado, provocamos e sofremos prejuízos, dor e mágoas que se tornam verdadeiras nódoas ou manchas em nosso coração e também naqueles cuja vida foi afetada negativamente por nós. Mas será que em situações como essa descrita existe alguma solução ou um escape?

A resposta a essa indagação é o que veremos a seguir, mergulhando humildemente na Parábola do filho pródigo – Lucas 15:11 ao 27- ,  a qual é rica em preciosas lições para todo aquele em cujo coração saltita o desejo de ser uma pessoa segundo o coração de Deus e, consequentemente, feliz.

Para nos situar melhor, farei um breve resumo da história narrada por Jesus. Depois, com a ajuda do Espírito Santo, analisaremos passo a passo essa narrativa: “Um homem tinha dois filhos. O mais novo pediu que o pai lhe desse a parte da herança que lhe cabia por direito. Após recebê-la, partiu para uma terra longínqua, onde gastou irresponsavelmente todo o dinheiro. Quando percebeu a bobagem que fizera, propôs em seu coração retornar para a casa de seu pai, mesmo que não fosse mais aceito como filho. Para ele, se fosse aceito como um empregado, já estava de bom tamanho. E assim ele fez”.

No versículo 12, somos informados de que o filho mais novo pediu a parte da herança que lhe cabia. Para um judeu, agir dessa forma é uma terrível desonra ao pai. Mesmo em nossa cultura, tal atitude soa, no mínimo, como uma insensatez do filho. Nesse caso, é ainda pior porque o jovem não a queria para fazer um sábio investimento. Ao contrário, ele queria curtir a vida numa boa, sem a interferência de seu genitor.

No entanto, mais grave que pedir a herança antecipadamente, era o que estava por trás dessa atitude. Eram os motivos que o levaram a fazê-lo. Agindo assim, ele demonstrou claramente sua insatisfação com a vida que o pai lhe dava. Por certo, já se considerava suficientemente capaz para agir nas mais diversas situações; inclusive nas desconhecidas e perigosas que viveria mundo afora.

Suas ações revelaram que ele não percebia que ali estava protegido, tinha suas necessidades físicas, emocionais e espirituais supridas. Enfim, era amado e estava em segurança. Lá fora, ao contrário, ficaria na mira de pessoas mal intencionadas e inescrupulosas, cujo objetivo principal seria aproveitar-se dele.

Quando olhamos para nós mesmos com humildade, vemos que a história desse jovem é a nossa também. Quantas vezes, espiritualmente falando, agimos como ele! O sentimento de autossuficiência e o nariz empinado nos levam a supor que a Casa do Pai não mais está satisfazendo nossas necessidades. A comida não é boa. Não existe a tão desejada liberdade. Não somos amados como supomos merecer. Não temos necessidade da presença, provisão e proteção do Pai. Evidentemente, tudo isso segundo nossa embaçada e comprometida visão espiritual. Por isso, tomamos a decisão pegar nossa viola e ir cantar em outro lugar, como fez o filho pródigo, ou seja, esbanjador – Lucas 15: 13.

Antes de prosseguir analisando o texto, quero voltar ao versículo 12, pois há algo que considero muito importante. Veja: “Assim, ele {o pai} repartiu sua propriedade entre eles”. Aqui não existe nenhum registro de que o pai tentou convencê-lo a ficar, mostrando-lhe não ser a decisão mais acertada. Se ele tinha autoridade para impor sua vontade, por que agiu dessa forma? Será que de fato não o amava? Acaso queria ficar apenas com o mais velho?

A resposta é simples: Read the rest of this entry »

 

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Segundo o coração de Deus

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“… Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração…” (Atos 13:22)

     Outro dia, enquanto ministrava um estudo na escola bíblica, perguntei aos participantes qual seria, de acordo com o ponto de vista deles, a razão pela qual Deus fez tal declaração.     Evidentemente, as respostas foram muitas e variadas. Por exemplo: ele era obediente; temente; adorava ao Senhor com inteireza de coração; era destemido e justo; quando pecou, reconheceu seu erro e prostrou-se, arrependido, aos pés de Deus; e outras tão relevantes e verdadeiras quanto essas. Mas, para mim, ainda faltavam justificativas, as quais considero muito importantes. Por isso, almejo compartilhá-las com você.

Davi amava Deus, a Sua palavra  e também estar no templo. Em toda a sua trajetória de vida, constatamos isso em suas declarações e atitudes. Porém, é no livro dos Salmos que fica ainda mais clara essa intensa paixão. E, como entendo que a história dele pode nos inspirar e motivar, convido você para ver alguns textos que esclarecem o que foi dito acima.

Veja o que ele declara: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus?” e também: “Ó Deus, tu és o meu Deus, eu te busco intensamente; a minha alma tem sede de ti! Todo o meu ser anseia por ti, numa terra seca, exausta e sem água” (Salmos 42:2; 63:1; veja ainda 143:6).

Muitos de nós temos sede de muitas coisas: dinheiro, fama, sucesso, reconhecimento humano, atenção e carinho (o que é justo), riquezas, bens materiais e coisas semelhantes a essas. Já Davi tinha sede de Deus. Mas… o que significa isso? Quer dizer que tinha um desejo vivo, ardente e imoderado, o  qual o levava a buscar a face do Senhor continuamente.

Mais uma razão está no fato de o salmista ter imenso prazer em ir ao templo do Senhor: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor” – Salmo 122:1. Ele chega ao ponto de dizer que “vale mais um dia nos teus átrios do que em outras partes mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios” – Salmo 84:10.

Outro motivo pelo qual Deus se refere a Davi dessa maneira é seu prazer em meditar na e guardar a palavra do Pai. Veja o Salmo 119:20,140,174: “Como anseio pelos teus preceitos!”; “Como anseio pelos teus preceitos!” “Anseio pela tua salvação, Senhor, e a tua lei é o meu prazer”.

O resultado de tudo isso não poderia ser outro: tornar-se um homem segundo o coração de Deus, sábio e bem-sucedido. Veja: “Como eu amo a tua lei! Medito nela o dia inteiro. Os teus mandamentos me tornam mais sábio que os meus inimigos, porquanto estão sempre comigo. Tenho mais discernimento que todos os meus mestres, pois medito nos teus testemunhos. Tenho mais entendimento que os anciãos, pois obedeço aos teus preceitos” – Salmo119:97ao100.
Se Davi colheu tantos frutos por causa da sua forma de ser e de agir em relação ao Senhor, também nós podemos. No entanto, é preciso atentar para as mesmas coisas que ele. Em outras palavras: ter sede de Deus, isto é, um desejo vivo, ardente e sem moderação; amar a Sua palavra (Uma pesquisa recente revelou que apenas 26% dos evangélicos leem a Bíblia diariamente. Que triste!); alegrar-se quando pode ir à casa do Pai; sentir prazer na lei do Senhor, pois é bem-aventurado o homem que possui esse sentimento e medita na Sua lei de dia e de noite – Salmo 1º:2 e 3. Agindo assim, certamente seremos pessoas segundo o coração de Deus.

 

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Tempo para tudo

Time

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para cada propósito debaixo do céu.” (Eclesiastes 3:1)

Já faz algum tempo que venho refletindo sobre esse tema tão apetitoso, profundo e complexo. Talvez, seja porque muitas vezes me sinto meio escravizado pelo relógio. São tantos os compromissos diários, que me parecem poucas as vinte e quatro horas de cada dia. Às vezes, dá a impressão de que preciso de umas seis horas a mais.

Por outro lado, em outras ocasiões fico até com a consciência meio pesada por ter a sensação de que desperdiço tempo com algumas coisas, as quais, aparentemente, não são tão importantes. Como assistir à televisão, por exemplo. Assim, vivo certo dilema: “Fazê-las ou não fazê-las? Eis a questão”. Não sei se esse também é o seu caso. Porém, caso seja, ou mesmo não sendo, almejo compartilhar com você algumas reflexões sobre o tempo, baseadas em Eclesiastes 3:1 ao 8.

A primeira delas é que, como foi dito no texto de abertura deste artigo, tudo tem o seu tempo determinado e também para cada propósito debaixo do céu, ou seja, aquilo que se busca alcançar. Portanto, querer algo antes do momento estabelecido por Deus ou mesmo por alguém que exerce autoridade sobre nós, como nossos pais, pode não ser de fato uma bênção. Por essa razão, gerar terríveis consequências ou um resultado bem abaixo da expectativa. Provocando, assim, frustração, decepção ou não a satisfação total e o prazer esperados.

Talvez você até esteja pensando que “viajei”. Por isso, quero convidá-lo a relembrar comigo a Parábola do filho pródigo – Lucas 15:11 ao 24. Antes, porém, desejo recordá-lo de que parábolas são narrativas figuradas, cujo objetivo é transmitir uma lição de moral ou um ensinamento de vida. Elas eram muito comuns no Oriente e Jesus, como uma pessoa integrada à cultura de seu tempo e de seu povo, usou-as magistralmente com o intuito de ensinar profundas verdades terrenas e espirituais aos discípulos e às multidões que se sentavam a seus pés para aprender.

Nessa história, vemos que o filho mais moço quis, antecipadamente, sua parte da herança. Isso se constituía em um grande desrespeito ao seu pai, e há aqui muitas coisas a serem analisadas. Contudo quero me ater somente ao fato de ele não estar amadurecido o suficiente para administrá-la com a sabedoria e a competência necessárias. Consequentemente, em pouco tempo torrou todo o dinheiro e passou a mendigar o pão. Vale lembrar que ele chegou a desejar a comida dos porcos, mas nem isso lhe davam. Então, aquilo que ele pensava ser bênção, recebê-lo antes do tempo lhe gerou muita dor, sofrimento e prejuízos desnecessários.

A segunda: existe tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou – 3:2. Em outras palavras: é preciso esperar a semente germinar, a planta crescer, florescer e dar frutos. Só depois de passar por todos esses estágios é que os frutos estarão maduros e prontos para serem saboreados. E não há nada melhor do que desfrutar das obras das próprias mãos, conforme vemos em Isaías 65:21 ao 24; 1:19; Salmo 1:1 ao 3. É o sonho de Deus para cada um de nós.

Entretanto, o que temos visto na sociedade em que vivemos são pessoas extremamente apressadas e precipitadas em tudo. São filhos que querem um carro antes do tempo certo ou outros bens de consumo. Falando nisso, recordei-me de uma pessoa que desabafou comigo um dia desses. Seu enteado, mal começou a trabalhar e nem mesmo tinha recebido seu primeiro salário, já queria comprar um celular muito caro. E o pior: se não fosse a intervenção dela, o pai do garoto havia comprado.

Faltou-lhe sabedoria para aproveitar a ocasião e ensinar ao filho preciosas lições de vida como, por exemplo, sobre a necessidade de não fazer dívidas, de economizar, de investir em sua formação profissional, fazer um curso de inglês… Faltou-lhe sabedoria e autoridade para dizer-lhe que primeiro ele precisava ser, para depois ter. Infelizmente, não são poucas as pessoas que agem assim. Desse modo, elas criam filhos extremamente consumistas e também sem nenhuma sabedoria para administrarem suas finanças, gastando ao invés de investir sabiamente.

A terceira está no versículo 3. Nele, o escritor fala que “há tempo de derrubar e tempo de construir”. Isso significa que existem ocasiões nas quais precisamos derrubar algumas coisas em nossa vida. Podem ser conceitos errados, especialmente sobre Deus ou outras coisas que construímos supondo que seriam benéficas, mas que, com o tempo, se demonstraram nocivas. Quem sabe seja nossa arrogância que precisa ser destruída para podermos desfrutar das benesses divinas ou ter  relacionamentos pessoais saudáveis, seja com o cônjuge, com os filhos ou pais, com colegas de trabalho ou quaisquer outros.

Depois de termos destruído o que era prejudicial, chegou a hora de edificar. Mas construir o quê? Tudo o que de fato é bom, importante e necessário. Veja que eu disse importante e necessário depois de bom. Isso porque nem tudo se encaixa nesse critério. Assim, não vale a pena receber investimentos de nossa parte. E, nesse pacote de importância e necessidade, podemos pôr: formação profissional, relacionamentos pessoais, e outros de igual quilate. Ah, considero relevante ressaltar que para construir é preciso sábio investimento de tempo e dos demais recursos. Daí carecer de sabedoria e paciência, a fim de alcançar o objetivo desejado.

A quarta se encontra no versículo 4. Nele, lemos assim: “Tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de dançar”. No entanto, muitos agem como se a vida fosse uma eterna piada. É evidente que precisamos relaxar. Baixar a guarda, como se diz no boxe, brincar e rir. Se isso não acontecer, existe alguma coisa errada conosco. A vida precisa de humor. Caso contrário, fica sem graça e se torna um fardo pesado demais para suportarmos. Eu mesmo, sempre que oportuno, digo que na vida conjugal, por exemplo, não pode faltar amor, beijo, sexo e humor. Isso pela simples razão de ser o tempero do casamento. Quanto ao item em destaque, por deixar o cotidiano mais leve. Em relação às outras áreas, podemos aplicar o mesmo princípio: deve haver humor. Aliás, quem gosta de ficar perto de uma pessoa que vive de cara fechada? Read the rest of this entry »

 

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Vento Contrário…

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Navegar em alto mar deve ser uma experiência fantástica e inesquecível. Por outro lado, também é algo que causa receio e apreensão, pois, por mais moderna, bem equipada e segura que pareça ser a embarcação, diante da força das águas e do vento ela se torna muito frágil.

Caso voltemos há quase dois mil anos atrás, verificaremos que a simples ação de navegar já era uma grande aventura. Se fosse em alto mar, o grau de dificuldade era ainda maior. Sendo em meio a uma tempestade, então, o risco de perder a vida atingia seu nível mais elevado. Isso porque os recursos para navegação eram poucos e as embarcações não eram providas de equipamentos de segurança como as de hoje.

Quando olhamos para Mateus 14:22 ao 33, vemos os discípulos de Jesus passando por uma situação complicadíssima. Já era madrugada e eles estavam atravessando o mar, como o Mestre lhes ordenara. De repente, o barco no qual navegavam começou a ser açoitado pelas ondas, pois o vento soprava contra ele. E, mesmo sendo homens experientes, visto que muitos deles eram pescadores profissionais, certamente não conseguiam controlar a embarcação como era preciso e desejado.

Olhando para nossa vida, veremos que em alguns momentos acontece algo semelhante, ou seja, embora estejamos seguindo alguma orientação do Senhor, o vento contrário também começa a atingir nosso barco, deixando-nos com os sentimentos de impotência, de dúvida e de medo por não sabermos como agir, mesmo que sejamos especialistas naquela área.

Ora, se Jesus era onisciente, isto é, sabia de todas as coisas, também tinha conhecimento de que seus discípulos enfrentariam uma tempestade em alto mar. Por que, então, ele lhes deu tal ordem? Porventura, queria vê-los sofrer ou mesmo morrer? E conosco, será que tem prazer em nos ver envolvidos em situações que nos colocam em risco?

Evidentemente, não. No entanto, o Mestre sabe que precisamos crescer e, acima de tudo, crer e confiar que ele está no controle. Por outro lado, muitas vezes, ou na maior parte delas, fazemos determinadas coisas, assumimos compromissos ou nos envolvemos em relacionamentos por nossa conta e risco. Não o consultamos antes de tomarmos decisões e depois queremos culpá-los por nossos fracassos e sofrimento.

Muitos, inclusive, começam a blasfemar ou murmurar contra Deus. O que, de fato, não é justo nem justificável. Logo, não podemos nem devemos atribuir ao Senhor a responsabilidade de algo que foi fruto da nossa imprudência, irresponsabilidade, incredulidade ou do sentimento de autossuficiência, o qual nos levou a agir por conta própria, sem consultá-lo, sem buscar orientações em sua Santa Palavra.

Mas, nesse caso específico, eles estavam seguindo a ordem de Cristo. Todavia, isso não evitou que passassem por aquela tão grande adversidade. Ora, qualquer pessoa que entra no mar está sujeita a tempestades. Conosco não é diferente. Viver é uma grande aventura. E nela os altos riscos são uma realidade. Contudo, se estivermos agindo de acordo com a palavra de Deus, certamente não estaremos sozinhos no mar revolto, açoitados pelas fortes ondas e pelo implacável vento.

Ao contrário. Mateus 14:25 diz que à quarta vigília da noite, ou seja, às três horas da madrugada Jesus se dirigiu a eles, caminhando por cima do mar. Que cena magnífica! Isso significava que, para ele, aquela tempestade não era nada ou nem existia. Queria dizer ainda que ele tinha total controle da situação. Não podemos nos esquecer de que, além de onisciente, ele também é onipotente, ou melhor, pode todas as coisas ou tem todo o poder.

A seguir ocorre uma cena engraçada – Mateus 14:26 e 27. Talvez movidos por determinadas crenças ou superstições e pelo medo que os envolvera, ao verem alguém andado sobre as águas, pensaram ser um fantasma. Conosco não é diferente. As terríveis adversidades pelas quais passamos (e todos nós passamos em algum ou em alguns momentos da vida – João 16:33) também nos fazem sentir como se estivéssemos num mar revolto. Nessas ocasiões não enxergamos uma solução ou não discernimos, em meio a elas, que é o Senhor quem está vindo em nossa direção. Por isso, também ficamos apavorados e gritamos em consequência disso.

A cena posterior nos é muito reconfortante. Jesus se dirige a eles e lhes fala: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo!” – Mateus 14:27. Ao ouvir isso, Pedro, sempre o mais afoito, argumenta: “Se é o senhor mesmo, mande que eu vá andando em cima das águas até onde o Senhor está” – Mateus 14:28. Então Jesus lhe disse para ir ao seu encontro – 14:29.

Pedro desceu do barco e andou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentido o vento forte, ficou com medo e começou a afundar. Nesse momento, clamou: “Senhor, salve-me!” – 14:30. E Jesus, estendendo a mão, segurou-o e disse-lhe: “Como é pequena a sua fé! Por que você duvidou?” – 14:31.

Quem sabe, você esteja pensando que Pedro realmente foi insensato e fraco na fé. Porém, eu lhe pergunto: “Você já andou sobre as águas alguma vez? Já viu outra pessoa na Bíblia que tenha feito isso além dele?” Penso que não. Eu nunca vi. Ele é o único que pode bater no peito e dizer: “Eu andei sobre as águas!”.

No entanto, o que há de mais importante aqui não é saber que esse homem andou, literalmente, sobre as águas. É saber que Jesus não abandonara seus discípulos. Apenas os deixara por um momento, para que tivessem experiências mais profundas, as quais os tornariam mais maduros espiritualmente falando.

Também fez isso para esse fato servir de lição a todos nós, a fim de sabermos que, mesmo em meio às mais terríveis tempestades que se levantam conta a nossa vida, Deus não se esquece de nós ou nos abandona à própria sorte. No entanto, é preciso entender que Ele é o Senhor e não um fantasma. Portanto, mesmo que os ventos sejam fortes, que as ondas sejam gigantescas e que o barco da nossa vida esteja sendo jogado de um lado para o outro em alto mar, Jesus sempre está vindo em nossa direção. Sendo assim, ao invés de nos desesperarmos, clamemos como Pedro: “Senhor, salve-nos!” Em vez de fugirmos dele, fujamos para ele.

Caso façamos essa oração tão curta, mas de forma tão sincera como esse discípulo, também seremos atendidos. Lembremo-nos que o desejo do Pai não é que pereçamos por causa das adversidades ou das tempestades. Elas vêm. Todos nós estamos sujeitos a passar por desertos e mares bravios ou até mesmo pelo vale da sombra da morte. Porém, se mantivermos nossos olhos fitos em Deus, e não nas circunstâncias, certamente o socorro virá. Podemos até perder algumas batalhas; contudo, não seremos destruídos.

Para finalizar, quero que leia Isaías 49:15 e 16 a: “Pode uma mãe esquecer-se do filho que cria, que não tenha compaixão dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, não me esquecerei de você. Veja,  eu gravei você nas palmas das minhas mãos…”. Sendo assim, saiba que mesmo que o vento seja totalmente contrário, existe alguém que é a seu favor: Jesus Cristo, o Emanuel, ou seja, Deus conosco. Então, em vez de perder a fé e afundar no mar revolto, continue crendo em Deus e buscando o socorro.

 

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Declaração de amor

 

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Quem nunca fez uma declaração de amor que atire a primeira pedra.

Seja olhando no olho da pessoa amada, através de cartas ou pegando carona numa música, penso que todas as pessoas normais já declararam seu amor a alguém.

Certa feita, falando sobre esse tema, o poeta português Fernando Pessoa disse: “Só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas”. Ainda bem que não sou ridículo!!!

Logicamente, eu não pegaria tão pesado como ele. No entanto, suponho que todo aquele que ama  almeja, de alguma maneira, declarar-se à pessoa amada. Afinal, quem não gosta de ouvir ou ler palavras sinceras de amor? Seja do cônjuge, dos filhos, dos pais ou de amigos, é sempre muito bom ser alvo de uma declaração dessa natureza. Parece que tais palavras agem em nosso ser como um eficiente remédio, o qual fortalece todas as áreas da nossa vida e nos dá disposição para prosseguirmos rumo à realização dos nossos sonhos.

Penso ser exatamente pelo que afirmei no parágrafo anterior que Deus decidiu fazer uma declaração de amor a Jesus. Conforme lemos em Mateus 3:13 ao 17, o Senhor foi até o rio Jordão para ser batizado por João Batista, para que se cumprisse toda a justiça divina. Assim que ele saiu da água, o Espírito de Deus desceu sobre ele e uma voz dos céus disse: “Este é o meu Filho amado, em quem me agrado“. Há outra versão que fala: “Este é meu Filho querido, que me dá muita alegria!”.

Que bela declaração de amor! Todavia, além da beleza dessas palavras, por certo existem razões bem definidas pelas quais Deus resolveu se declarar a Jesus, tendo como testemunhas todas as pessoas presentes naquele momento tão especial. E é justamente sobre elas que desejo conversar com você neste momento.

A primeira delas: O Pai tinha motivos para se declarar publicamente. Não há dúvida de que Deus o amava muito e ansiava pelo momento em que poderia compartilhar isso com seu povo. Isso revela haver entre os dois uma relação saudável e uma perfeita sintonia. E, sempre que existe isso, a pessoa tem prazer que outros saibam.

Em se tratando da nossa relação com Deus, também é preciso saber que somos amados com o mesmo amor com o qual o Altíssimo ama Jesus. Veja o que diz o Mestre em João 3:23: “Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste”. Que maravilha, não é mesmo?

A segunda: Jesus tinha uma importantíssima missão a cumprir: resgatar o ser humano, que estava escravizado por toda sorte de males, e reconciliá-lo com o Pai. Contudo, não seria nada fácil fazer isso. Ao contrário, depois do batismo, o Senhor iria para o deserto, onde começaria uma fase de testes, para ver se de fato ele estava apto para salvar a humanidade e reconduzi-la a Deus.

Deus sabia que era muito, mas muito importante mesmo que Cristo soubesse o quanto era amado. Como eu disse anteriormente, uma declaração sincera de amor fortalece e dá disposição para seguir em frente. O Senhor estava convicto da sua missão e também das dificuldades que enfrentaria. Aliás, ele precisava resistir a todas as tentações às quais seria submetido, pois somente assim estaria realmente apto para nos salvar. Portanto, precisava saber que era amado pelo Pai, porque isso o ajudaria a manter o foco e o ânimo.

Penso que saber que era tão amado foi uma das razões pelas quais o Senhor saiu-se vitorioso e fortalecido nessa prova de fogo. Sobre a consequência disso, o escritor aos hebreus declara: “Por essa razão era necessário que ele se tornasse semelhante a seus irmãos em todos os aspectos, para se tornar sumo sacerdote misericordioso e fiel com relação a Deus e fazer propiciação pelos pecados do povo. Porque, tendo em vista o que ele mesmo sofreu quando tentado, ele é capaz de socorrer aqueles que também estão sendo tentados” –Hebreus 2:17 e 18.

No entanto, é importante lembrar que Jesus só pode nos auxiliar porque ele foi tentado, porém não cedeu ao pecado, conforme lemos em Hebreus 4:15. Caso ele tivesse pecado, não teria autoridade para ajudar-nos a vencer as batalhas contra o maligno. Teria fracassado em sua missão e nós  estaríamos no mato sem cachorro, à mercê de todos os perigos e armadilhas que o mundo arma contra a nossa vida. Além disso, não teríamos sido reconciliados com o Pai – Romanos 5:11; II Coríntios 5:18. Logo, não haveria salvação para o ser humano.

Do mesmo modo acontece conosco hoje. Saber que somos extremamente amados pelo Senhor e que ele passou por todas as provas lá no deserto para nos compreender e socorrer no momento da nossa necessidade torna-nos mais fortalecidos e seguros. É, de fato, muito reconfortante ter a certeza de que também nos sairemos vitoriosos nas grandes e terríveis batalhas que enfrentarmos durante nossa peregrinação aqui na terra, pois o amor de Deus para conosco nos fortalece e encoraja a lutar.

A terceira: Penso que ter convicção do amor do Pai para com ele foi uma das razões pelas quais, no momento mais importante e difícil pelo qual passou lá no Getsêmani, antes de sua prisão,  Jesus pôde declarar: “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres” – Mateus 26:39. Sem dúvida, a certeza de ser amado deu-lhe lucidez e sabedoria para compreender que o Pai estava no controle. E, se Deus estava no comando, ele podia enfrentar a mais terrível e preciosa batalha da sua vida. E sair-se triunfante.

A quarta: Conosco também não acontece de modo diferente. Também precisaremos encarar muitos gigantes ao longo da vida. O mesmo ocorre com nossos entes queridos, sejam filhos, cônjuge, irmãos ou outros que nos são especiais. O pior é que não dá para fugirmos dessas batalhas, muitas das quais travadas dentro de nós mesmos, pois, não raramente, as maiores guerras acontecem na nossa mente. Quer tenhamos consciência disso ou não.

No entanto, existe uma supervitamina que nos fortalece e dá motivação para enfrentarmos os inimigos que se levantam contra nós: a certeza de que somos verdadeiramente amados por Deus e por  nossos entes queridos. Por esse motivo, não nos sentiremos sozinhos ou fracos e incapazes para derrotarmos tais adversários.

Ah, quero que saiba que quando falo desses inimigos com quem precisamos lutar não me refiro a pessoas, porém às adversidades e tentações pelas quais todos nós passamos. Vale lembrar que as Escrituras Sagradas ensinam assim em Efésios 6:12: “… a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais”.

Então jamais se esqueça de que nossa luta é contra as forças do mal que nos querem dominar e vencer. É lógico que muitas vezes pessoas são usadas para nos atingir. No entanto, como servos de Deus precisamos ter discernimento e sabedoria para não atirarmos flechas em alvos errados, isto é, em pessoas.

Quanto aos nossos filhos hoje, alguns dos maiores gigantes que precisam enfrentar, quando saem para o campo de guerra (o mundo), são as drogas, a prostituição, a violência, a inversão e perda de valores, a falta de temor a Deus, a incredulidade, o bombardeio da “infernet” com toda sorte de coisas que corrompem os bons costumes, a concorrência desleal desse mundo dominado pelo capitalismo selvagem, os medos, a depressão, a revolta e outros males tão destruidores quantos estes.

Vale lembrar ainda que, mesmo não havendo como fugir dessas batalhas, se eles souberem o quanto são amados por nós, pais, certamente se sentirão mais seguros e fortes para enfrentarem todos esses adversários e se saírem vencedores. Por isso, precisamos demonstrar-lhes, a cada dia, com palavras e, principalmente, com atitudes correspondentes às palavras declaradas, que os amamos, que são de fato importantes para nós e que podem contar conosco. Agindo assim, ajudaremos, e muito, na formação de pessoas de bom caráter, seguras, tementes a Deus e bem-sucedidas em seus empreendimentos. E, mesmo se forem derrotadas em algum momento da vida, como a fênix ressurgirão das cinzas.

 

 

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