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UNIDADE NA DIVERSIDADE

07 dez

coração

Corpo e família – Comunidade Ágape

 

                   Quando Deus se propôs a criar um povo para que o representasse na terra, escolheu um homem que possuía doze filhos: Jacó. E é importante lembrar que cada filho tinha características peculiares(exclusivas) tanto físicas quanto psicológicas. Será que Ele, como onisciente que é, não sabia disso e dos problemas que isso poderia gerar? É certo que sim. Por que, então, Ele não escolheu uma família perfeita? Ou, ainda, por que não escolheu de famílias diferentes um membro perfeito, para evitar futuros desentendimentos?   

                   Caro irmão em Cristo, tenho para mim, que, como em tudo que foi registrado na Bíblia, o Senhor nos quis ensinar algumas lições, as quais eu gostaria de compartilhar aqui, porém sem ter a mínima pretensão de esgotar o assunto ou de ser o detentor da verdade absoluta ou o detentor absoluto da verdade. Por isso, sugiro que peça ao Espírito Santo que o ajude a junto comigo assimilar algumas das verdades aqui presentes e nos leve a percebermos qual é o propósito de Deus para nossa vida hoje, e também outras verdades.

                   Veja comigo algumas lições que o Pai me tem feito compreender ao longo da minha vida cristã:

                   Primeira: O Senhor não os escolheu porque eram perfeitos. Pelo contrário, havia entre eles assassinos em potencial, invejosos, mentirosos, impiedosos, insubmissos, desunidos e com muitos outros atributos negativos. Logo, não eram nenhum modelo de perfeição. Então, creio que o Senhor fez essa escolha sem considerar isso porque queria trabalhar no caráter e na personalidade de cada um deles, a fim de que pudessem formar um povo forte, unido, único, com o mesmo sangue, isto é, tendo a mesma paternidade e, conseqüentemente, pudessem se amar, se defender, se respeitar, ter uma só mente e coração, um só propósito, mesmo que cada um mantivesse sua própria identidade como pessoa: José continuou sendo José; Rúben continuou sendo Rúben, e assim  com todos os demais.

                   Da mesma maneira ocorre conosco. Somos pessoas diferentes, com peculiaridades. No entanto, o Senhor não se importa com isso, desde que permitamos o seu agir em nós para virmos a ser um só povo, a fim de que haja unidade em nosso meio e a mesma paternidade espiritual. No tocante à Igreja, acontece o mesmo. Há inúmeras denominações, mas carregamos o mesmo DNA: O de Cristo. Formamos um corpo, uma Família. Se uma comunidade é ferida, todo o povo de Deus sofre, é maculado.

                   Em se tratando da nossa denominação, não é diferente. Temos em cada igreja local ou congregação características exclusivas, que nos fazem diferentes em alguns aspectos, com identidade própria. Contudo, corre em nossas veias o mesmíssimo sangue – o de Cristo. Portanto, da mesma maneira que cada uma das doze tribos deveria respeitar e amar as demais, ensinar seus filhos a conviver pacificamente com as diferenças, a ser tolerante, a ser consciente de que não era nem melhor nem pior que as outras, saber que tinha o mesmo patriarca, hoje, Deus, o Senhor absoluto da obra e detentor absoluto da verdade  e da verdade absoluta, quer que cada um de nós, especialmente os líderes, saiba disso e respeite as diferenças, seja tolerante, pois a graça Dele é multiforme, isto é, manifesta-se de muitas formas. Sendo assim, minha visão não precisa e não deve ser necessariamente a sua, porque Ele, o dono da obra, revela-se a cada um como quer, no momento que acha oportuno. Então, a visão da sua comunidade não tem que ser obrigatoriamente a da minha e vice-versa, visto que cada lugar onde está situada uma igreja tem necessidades específicas, requerendo, portanto, diferentes estratégias de alcance.

                   Segunda: O Senhor deseja ardentemente a unidade do seu povo. E unidade é mais do que união. Como exemplo, pense numa caixa cheia de batatas. Elas estão unidas, porém podem ser separadas umas das outras a qualquer momento, principalmente se alguém colocar na dele um selo, ou outra forma de identificação. Imagine, agora, um purê de batatas. Imaginou? Será que é possível identificar “a sua batata”? Certamente, você dirá: “É óbvio que não”. Que pergunta tola,não é? Pois é. Você acertou! Que bom! É assim que se define a unidade desejada por Deus ao povo.

                   Talvez você esteja (se) perguntando aonde quero chegar, e eu lhe digo: Sempre houve na história da Igreja grupos que se consideravam detentores absolutos da Verdade por terem características diferentes;  logo, achavam-se melhores que os outros e os únicos com direito à salvação. Assumindo, assim, a posição de juízes e, conseqüentemente, toda a responsabilidade advinda disso. Esqueciam-se do seu principal objetivo, o de ser testemunha de Cristo, perdendo de vista, por causa disso, o alvo maior – a pregação do Evangelho e da  pessoa central dele: Jesus Cristo, o Messias. O pior é que nos dias atuais com o surgimento de inúmeras denominações e de incontáveis diferenças dentro de uma mesma denominação a quantidade de líderes que perderam de vista o propósito-mor da Igreja do Senhor – a pregação do Evangelho que salva, cura, liberta, restaura e que um dia voltará – também cresceu de forma alarmante. O mais grave de tudo, no entanto, é que, enquanto reúnem-se para discutir ou até mesmo brigar por coisas de pouca ou nenhuma importância e que não trazem nenhum resultado positivo, Bilhões de pessoas estão marchando a passos largos para o inferno. E você sabe sobre quem o sangue delas recairá? Com certeza, sobre aqueles que gastaram seu tempo com coisas fúteis, efêmeras, muitas vezes ridículas, e outras tantas chegando ao ridículo.

                   É por esse motivo, querido líder cristão da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, que quero convidá-lo, rogar-lhe mesmo, em nome do Senhor Jesus, que vivam a unidade na diversidade. Rogar-lhe que perceba que as nossas semelhanças são muito maiores que as nossas diferenças. Por isso, as nossas semelhanças devem ser o motivo da nossa aproximação e respeito; não usar as diferenças para justificar nosso afastamento das demais comunidades. Que as nossas diferenças denominacionais ou locais não criem um muro entre nós, mas uma ponte, pois, creio eu, todos queremos (como Davi) cumprir os propósitos de Deus em nossa geração, ganhando almas para Cristo. Creio piamente que todos nós desejamos cumprir o mandamento da unidade e, principalmente, almejamos morar no Céu, onde não há um espaço exclusivo para cada grupo (denominação ou igreja local). Convido-o, ainda, a “remir o tempo”, visto que o maravilhoso dia da volta de Jesus se aproxima. Almejo, isto é, desejo com a minha alma/espírito lembrá-lo que o Senhor disse que “o mundo saberia que conhecemos a Deus pelo amor demonstrado uns pelos outros”. Penso eu que a unidade é a maior prova de amor que podemos dar para o mundo.

                   Para finalizar, rogo a Deus que o abençoe com toda sorte de bênçãos espirituais e seculares. Que o Espírito Santo o ajude a compreender que o objetivo desse texto é fazê-lo “um obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja bem a Palavra da verdade”.

                   Com amor cristão,

 

                                                Marcos Araújo

                 

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