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Porta-voz de boas novas

10 jun

                    porta voz

O Senhor será a tua esperança e guardará os teus pés de serem presos.” (Provérbios 3:26)     

     Diariamente somos bombardeados por más notícias. Os meios de comunicação de massa despejam, todos os dias, uma enorme quantidade de acontecimentos locais ou internacionais, que agem como verdadeiras bombas em nossa mente e coração. Como consequência disso,     ficamos emocionalmente abalados, revoltados ou frios em relação à dor, à miséria e a toda sorte de sofrimento que envolve nossos irmãos.

Outras vezes, recebemos tais informações de pessoas com quem convivemos. Porém, não raramente nós mesmos, ainda que não percebamos, também somos transmissores ou retransmissores desse veneno. No entanto, podemos e devemos agir de forma diferente. Se quisermos, temos condições de ser porta-vozes de boas novas, como o fez André, um dos primeiros discípulos de Jesus.

Para entendermos melhor, visitemos as Escrituras Sagradas. Lá em João 1: 35 ao 42, vemos que o Senhor estava passando perto do lugar onde João o batizara no dia anterior. Ao vê-lo, o profeta disse: “Eis aqui o Cordeiro de Deus”.

André era um dos que ouviram tal palavra e decidiu seguir Jesus, que os levou para conhecerem sua casa. No versículo 39, lemos que “ficaram com ele aquele dia”.

Não existe nenhum registro sobre o que conversaram. No entanto, podemos supor que foi um diálogo maravilhoso. Parece que estou vendo Jesus falando-lhes acerca do Reino de Deus e do propósito da vinda dele ao mundo.

Por certo, as palavras do Mestre tocaram tão profundamente o coração daqueles jovens que, ao saírem dali, a vida deles não foi mais a mesma. Creio que as doces palavras de Cristo soaram como boa música nos ouvidos deles, despertando neles a esperança de dias melhores. De libertação.

Pelo jeito, André foi o mais impactado dos dois. Isso fica claro porque, ao sair dali, ele encontrou seu irmão Simão Pedro e foi logo dizendo: “Achamos o Messias.” e levou-o a Jesus – João 1:41 e 42. E, a partir desse maravilhoso encontro, a vida dos dois irmãos tomou um rumo completamente oposto ao de antes. Mas para muito melhor.

Olhando para nós, o que podemos aprender com essa história? A resposta é simples, contudo profunda: também podemos levar uma palavra de esperança às pessoas, em especial àquelas que fazem parte da nossa família ou convivência.

Estou falando isso porque André, assim como todos os judeus, vivia sob o domínio do império romano. Logicamente, tal situação era muito ruim, pois eram oprimidos, explorados e não tinham liberdade para viverem integralmente a cultura judaica, conforme eram acostumados. Além disso, essa não era a vida que Deus planejara para eles.

Somente quem já viveu num regime político opressor ou quem foi escravo pode entender plenamente o que isso significa. Todavia, conseguimos compreender, embora minimamente, que era algo desconfortável e revoltante para os judeus.

Toda essa situação somente os fazia  mais desejosos da chegada da boa notícia de que a opressão romana havia chegado ao fim. Desse modo, o encontro de André com o Senhor alimentou ainda mais o desejo de libertação. Entretanto, aquilo não podia ficar somente para ele. Era preciso compartilhar essa preciosa e reconfortante informação com outros, a começar por sua família. E assim o fez.

Hoje não é diferente. Também nos sentimos oprimidos pelos políticos que governam o país. Aliás, nesses últimos anos, têm vindo à tona muita sujeira envolvendo nossos “representantes”. Nas últimas semanas, então, nem se fala. Obviamente, esse bombardeio nos faz sentir revoltados, desrespeitados, humilhados e até mesmo ultrajados.

Sentimo-nos assim porque, se de um lado vemos os cofres públicos sendo assaltados inescrupulosamente por quem devia guardá-los, do outro nos chocamos com a morte e a miséria de nossos irmãos por causa do descaso do poder público, justamente com aqueles que pagam tantos impostos e que deveriam ser atendidos e protegidos em seus mais básicos direitos.

Além disso, muitas vezes, somos sobrecarregados por tantos compromissos ou problemas, que ansiamos por uma libertação ou um libertador. Por isso, quando encontramos um porta-voz de boas notícias, é como se tivéssemos descoberto um oásis num deserto.

Com as pessoas com quem convivemos não é diferente. Sendo irmão de Pedro e trabalhando no mar com ele, penso que já haviam conversado muito sobre a situação na qual viviam e a respeito do desejo de ver cumprida a promessa feita por Deus de que enviaria um Salvador. Então, assim que teve o encontro com o Messias, foi logo compartilhando a excelente notícia de que a palavra do Pai estava se concretizando. E isso transformou a realidade deles e de todos aqueles que tiveram ouvidos para ouvi-los.

Com você pode acontecer a mesma coisa. Mesmo que seja uma pessoa simples ou com pouco conhecimento do Evangelho, VOCÊ tem condições sim de dizer a alguém que está sofrendo que existe esperança para ele. Pode dizer que Deus enviou um Libertador e Salvador para ele.

Também quero ser um portador de boas novas para você. Por essa razão, digo-lhe que embora o mundo esteja caótico, que o Brasil está numa situação crítica e revoltante ou que sua vida esteja repleta de problemas e que tudo aparenta estar perdido, existe esperança para você: Jesus Cristo – I Timóteo 1:1.

Há, ainda, outra coisa que não posso deixar de dizer: não existe dúvida de que precisamos da ajuda do Senhor para superarmos todas as adversidades da vida. No entanto, a Bíblia nos adverte, dizendo: “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” – I Coríntios 15:19.

Portanto, lembremo-nos sempre do que disse Jesus: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” – João 3:16. O Senhor morreu naquela terrível cruz para termos muito mais que saúde física ou mental, bem-estar, sucesso, fama ou prosperidade material. O principal foi isto: “E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna” – I João 2:25.

Para finalizar, é bom recordar de um dos mais relevantes ensinamentos do nosso bom Mestre e Senhor: Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas – Mateus 6:33.

Preciso lembrá-lo também de que a sua esperança não são os políticos ou quaisquer outras pessoas, pois, por melhores que sejam, todas elas são limitadas e sujeitas a falhas. Mas o Senhor não. Afinal, ele foi e é o maior portador de boas notícias: “… eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância – João  10:10b.

 

Música: Há esperança com André e Felipe.

 

 

 

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