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MAIS QUE VENCEDORES

26 nov

 

vencedor

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         Mais que vencedores – Rayssa e Ravel

         Mais que vencedores – Voz da Verdade

                    Há na Bíblia dois textos muito conhecidos que todos, ou quase todos os leitores, sabem de cor. Um deles é: “Posso todas as coisas em Cristo, que me fortalece” (Fl 4:13). O outro: “Mas em todas essas coisas somos mais que vencedores por aquele {Cristo} que nos amou(Rm 8:37). 

         No entanto, apesar de serem tão conhecidos, a maioria das pessoas os sabe intelectualmente, isto é, conhecem as palavras, porém não os tomou como grandes e profundas verdades de Deus para sua vida. Por isso, quando muito, tais palavras agem somente em suas emoções, trazendo um refrigério ou motivação imediatos, contudo superficiais, transitórios, temporários. Não se tornam, portanto, armas poderosas contra as adversidades que mais cedo ou mais tarde lhes sobrevirão.

         Após esse breve período de tempo, voltam o medo, a insegurança, as frustrações que imperavam em suas mentes e continuam como antes.

         Mesmo entre os cristãos praticantes dos ensinamentos bíblicos, muito bem-intencionados, não são poucos os que têm uma enorme dificuldade de interiorizar essas verdades.

         Crêem no que as Escrituras Sagradas dizem sobre a existência de um único Deus, que há somente um caminho que leva ao Pai – Jesus -, no seu perdão, sua salvação até com certa facilidade. Porém, em se tratando da sua vida secular, não conseguem crer que o Senhor os tem chamado para serem vencedores. Assim, vivem de modo miserável ou no mínimo medíocre e, portanto, muito aquém do padrão e do desejo do Senhor, e ainda acham que é a vontade de Deus para eles. Não conseguem discernir que estão sendo vítimas de si mesmos ou do maligno, que se aproveita da situação para subjugá-los, contrariando, dessa maneira, o sonho magnífico do Pai Amado de dar-lhes vida abundante. 

         Querido, é evidente que a prioridade de Deus para nós é a reconciliação consigo, já que o pecado nos afastou Dele (Is 59:l,2),  e a salvação. Essa verdade fica bem clara quando Jesus questiona: “De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma?” (Mt 16:26). E ainda no episódio em que Ele enviou os setenta discípulos para anunciarem o reino de Deus e eles voltaram eufóricos e admirados porque curaram enfermos, expulsaram demônios… Ao ouvir o relato deles, o Senhor revela-lhes algo que era muito mais importante que tudo isso: “… alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus” (Lc 10:20). Ou seja: nada é mais importante do que a salvação eterna. Foi por ela que Ele precisou morrer.

         Para nos abençoar com coisas temporais, tais como: saúde, alimento, emprego, vestes, casa, carro e outros não seria necessária sua morte. Basta relembrar que o Senhor fez de Abraão, de Davi e de Salomão alguns dos homens mais ricos de suas gerações sem que fosse preciso alguém morrer por eles. No entanto, para que tivéssemos direito à salvação, Jesus precisou morrer, pois “Não há remissão de pecados sem derramamento de sangue” (Hb 9:22). 

         Por outro lado, o projeto do Altíssimo para seus filhos é completo e envolve também bênçãos temporais. Dentre os muitos textos que embasam esse argumento, há mais alguns que quero destacar. São eles: “O ladrão (satanás) não vem senão para roubar, matar e destruir; Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância {disse Jesus}” (João 10:10).

         Creio piamente que a vida abundante conquistada lá na cruz e oferecida a nós pelo Senhor envolve todas as áreas da nossa vida: pessoal, profissional, financeira, familiar, social, conjugal.

         Outro texto que fundamenta melhor tal afirmativa está em romanos 8:32: “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou {Deus} antes o entregou por todos nós, como não nos dará com Ele todas as coisas?”. 

         Que coisas seriam essas? Tudo aquilo que propicia aos seus filhos bem-estar, estabilidade, felicidade… “Todas as coisas” significa “todas as coisas”. Não existe outra explicação. É tudo!!!!

         Em Romanos 8:14-17, Paulo diz que “somos filhos de Deus, logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo”. E em Gálatas 3:14, 28 e 29, mais precisamente no 29, o apóstolo afirma que “se somos de Cristo, então somos descendentes de Abraão, e herdeiros conforme a promessa”.  

         “Herdeiros de quê?” eu lhe pergunto. Mas antes de responder veja comigo o que abrange a promessa de Deus a Abraão, registrada em Gênesis 12:2 “E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção”.

         Percebeu? O Senhor disse que o abençoaria, torná-lo-ia pai de uma grande nação e engrandeceria o seu nome.  E não foi isso mesmo que ocorreu? Em tudo Deus o abençoou e o fez prosperar: tornou-se um dos homens mais ricos de sua época (Gn 12:16; 13:2,6; 24:35), teve seu nome engrandecido e reconhecido, foi presenteado com um filho, contrariando todas as impossibilidades humanas e com seus descendentes formou o chamado “Povo de Israel”. Esse povo, sempre que honrou ao Senhor, foi bendito na terra. 

         Mas… o que é um herdeiro? Alguém que recebe uma herança, isto é, um patrimônio deixado por outrem – especialmente o pai; aquele que recebe por hereditariedade, ou seja, passa de pai para filho.  

         Posso e podemos compreender, então, que Abraão deixou-nos um patrimônio, um legado, uma herança da qual podemos usufruir, pois é direito nosso. Não é desonesto nem desonroso: é privilégio, é direito adquirido e garantido por Cristo. 

         E mais: a herança é para os filhos, não é? Logo, tudo o que Deus criou e permitiu que o homem através da sua inteligência criasse ou descobrisse, desde que não transgredisse os princípios divinos, foi para os seus filhos. Não foi só para servir de enfeite, para despertar o desejo em nós ou para quem não é filho. Então, se você é filho, é um herdeiro legítimo de seu Pai.

         Ademais, faz-se necessário registrar que as bênçãos temporais devem ser desfrutadas aqui na terra: família feliz, emprego, casa, carro, saúde, alimento, viagens, roupas, formação escolar, sucesso e realização profissional, talentos não foram feitos para quando estivermos no céu. Foram feitos para tornarem nosso tempo de peregrinação aqui na terra mais agradável e feliz, pois, quando formos morar definitivamente com o Senhor, não careceremos mais dessas coisas, visto que teremos recebido de Jesus um corpo semelhante ao Dele, que não tem necessidade disso (I Co 15:35,40,42,44,49,50 ao54). 

         Entretanto, tais dádivas não cairão do céu sobre nós e nos “atropelarão”. Deve existir nossa co-participação nesse processo de aquisição e de desfrute das bênçãos; em outras palavras: precisamos fazer nossa parte, pois Deus não a fará por nós. 

         Se queremos sucesso na nossa vida profissional, um encaixe numa empresa ou uma promoção onde trabalhamos, é mister que nos preparemos para isso. De que forma? Fazendo cursos que nos capacitarão e possibilitarão o acesso ao novo cargo ou função. Do contrário, mesmo que tenhamos o reconhecimento do nosso superior, ele não poderá colocar-nos num cargo que exige uma formação que não temos.

         É indiscutível que, se quiser, Deus pode pegar qualquer pessoa e torná-la gerente de uma empresa, dona de seu próprio negócio ou rica. Afinal, Ele é Deus e pode todas as coisas. Todavia, esse não é o caminho trilhado por Ele. Normalmente, o Senhor trabalha com as ferramentas que temos, com aquilo que podemos e faz o que não conseguimos.

         Por conseguinte, se alguém quer ser reconhecido por seu chefe ou patrão e ser promovido, mas é um funcionário relaxado, irresponsável, não tem atitude/iniciativa, só faz o que lhe pedem ou mandam {muitas vezes reclamando}, quando o chefe vira as costas deixa de cumprir suas obrigações, tem uma minúscula chance de atingir seus objetivos. E está claríssimo que tal pessoa ignora o que a Bíblia diz sobre os deveres do empregado: “Vocês, empregados, obedecei a vossos patrões segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo; não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus; servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens. Sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre” (Ef 6:5-8). 

         Observe que devemos fazer como ao Senhor, sabendo que receberemos Dele todo o bem que fizermos. Ou seja: É ele que nos fará prosperar e, para que isso se concretize, usará nossos superiores ou quaisquer outras pessoas necessárias. Eles serão, então, instrumentos usados por Deus para entregar a nós o presente, a recompensa por nossa fidelidade e dedicação.

         Além disso, caso a pessoa não consiga entender e aceitar que o mundo moderno está em constante evolução e exige funcionários cada vez competentes e atualizados, é certo que, quando muito, conseguirá manter-se no mesmo cargo ou função por algum tempo. Mas, se continuar com a mesma mentalidade, achando que os cursos que já fez são suficientes, logo será substituído e terá muita dificuldade de se recolocar no mercado de trabalho.

         Portanto, meu querido, quero concluir esse texto salientando algumas coisas imprescindíveis a qualquer cristão que quer ser herdeiro legal das bênçãos de Deus: Tome posse das verdades bíblicas. Não apenas as tenha em sua mente, mas sobretudo em seu coração, pois elas são para você também. Faça a sua parte: prepare-se, estude, evolua, esteja sempre aberto ao aprendizado, aprenda outro idioma, faça um curso de informática. Se já tem, atualize-se, uma vez que é uma área que evolui muito rápido. Preste concursos públicos. Seja um funcionário exemplar. Tenha iniciativa/atitude: não espere que o mande fazer aquilo que você sabe que precisa ser feito. Faça o melhor. Busque sempre a excelência no que faz, independentemente de ser um faxineiro ou um doutor. Lembre-se de que Deus inúmeras vezes diz “esforça-te” e também diz “Eu te ajudarei”. Lembre-se de que foi chamado para ser cabeça e não cauda, para estar por cima e não por baixo (Dt 28:13). Não se esqueça também de que o Senhor fará o que nos é impossível; entretanto aquilo que está ao nosso alcance, que é a nossa parte Ele não fará. Jamais o Pai descerá do céu a fim de fazer o que é cabível ao homem. Basta olhar os exemplos bíblicos e você verá: Moisés não tinha poder de si mesmo ou em si mesmo para fazer aqueles sinais ante a face do faraó, mas precisou ir até lá e falar com ele; não podia abrir o mar Vermelho, porém teve que tocar nas águas; Josué não podia derrubar os muros de Jericó, no entanto precisou ordenar ao povo que marchasse ao redor do muro; Davi não conseguiria derrotar Golias, contudo teve de atirar a pedra com sua funda; Gideão não poderia vencer os midianitas com apenas trezentos homens, todavia careceu cumprir a determinação de Deus. Depois de fazerem sua parte, o Senhor entrou em ação e realizou o que jamais conseguiriam. Meu querido, com você e comigo não é diferente, cumpramos o que nos compete e confiemos piamente que Deus é fiel e justo e agirá em nosso benefício, concretizando, trazendo à existência  as dádivas de que necessitamos ou que almejamos, pois, como filhos seus que somos, Ele, até mais do que nós mesmos, anseia que sejamos mais do que vencedores (Jr 29:11). Afinal, que pai há que se sente feliz possuindo filhos fracassados, perdedores, vítimas de si mesmos ou do maligno e, conseqüentemente, infelizes? 

         Querido, para que o desejo do Pai se cumpra em nossa vida, é mister que, como disse Paulo, não sejamos conformados com este mundo, mas sejamos transformados pela renovação do nosso entendimento {ou mente}, a fim de que experimentemos qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12:2). Porém, caso você considere muito difícil conseguir sozinho essa mudança, peça ao Espírito Santo, que é o nosso Ajudador (João 14:16, 26; 16:7 ao 15).

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