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Quem planta colhe

04 out

semeadura

Uma das verdades mais concretas é a que diz respeito à lei da semeadura. Ela tanto pode ser aplicada em seu sentido mais comum, ou seja, de plantar arroz, feijão, milho, amendoim ou qualquer outro grão como de modo metafórico, isto é, figurado ou simbólico.

Lembro-me perfeitamente de que, quando meu pai queria colher arroz, ele não depositava feijão no solo e, se seu objetivo era colher milho, não plantava amendoim. Isso por uma questão óbvia. Recordo-me também que ele sempre comprava boas sementes, pois seu desejo era fazer uma boa colheita.

Quando penso sobre esse assunto, me vem à mente um texto bíblico muito interessante, o qual está registrado em Gálatas 6:7 e diz o seguinte: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer, porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. Há outra versão que fala: “De Deus não se zomba”. Que coisa séria!

Logicamente, é possível entender esse texto de duas maneiras: a negativa e a positiva. Negativamente falando, significa que se alguém fizer coisas más certamente colherá o mal. Por outro lado, caso pensemos em seu aspecto positivo, perceberemos que Deus não fica devendo nada a ninguém, porque não aceita ser alvo de escárnio ou de deboche.

Isso quer dizer que, se ele prometeu algo, não há dúvida de que vai cumprir. No entanto, é óbvio que no tempo dele e da maneira que considerar a mais adequada; porém, sempre respeitando o que diz sua palavra, pois “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?” – Números 23:19.

Por essa razão, precisamos estar atentos ao que declara Paulo em Gálatas 6:9: “E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido ou desanimado”. Por certo, o apóstolo assim escreveu porque muitos ou todos nós temos uma tendência natural de começar bem, mas, aos poucos, ir perdendo o ânimo até deixar de fazer algo ou mesmo permitir que aquilo caia no esquecimento.

Quero, porém, que não me entenda mal. Não estou julgando aqueles que perdem a motivação, pois, muitas vezes as circunstâncias são tão adversas que, aparentemente, a decisão mais sábia parece ser jogar tudo para o alto, colocar a viola no saco e ir cantar em outro lugar. Ou não cantar mais. Eu mesmo já me senti assim um sem-número de vezes. Infelizmente.

Apenas almejo dizer que nesses momentos existe algo que me tira esse desânimo: a Palavra de Deus, a qual age como combustível que dá energia e potência para esse motor talvez um tanto danificado pelas circunstâncias desfavoráveis e frustrantes – meu coração e mente.

Quando me sinto sem forças ou sem motivos para continuar, reflito sobre o que dizem as Escrituras Sagradas nos textos a seguir e isso faz ressurgir a razão de continuar servindo a Deus com alegria e também para executar as tarefas diárias com integridade, sempre buscando a excelência, ainda que às vezes ela pareça brincar de esconde – esconde.  Veja-os:

E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens,  sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis.” (Colossenses 3:23)

Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus; servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens. Sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre.” (Efésios 6:6 ao 8)

Nesses dois trechos bíblicos há algo em comum. Em ambos, o apóstolo Paulo nos admoesta, ou seja, aconselha a realizar nossas atividades como se estivéssemos fazendo diretamente ao Senhor, de quem receberemos o galardão, isto é, a recompensa pelo bem que fizermos.

Diz ele também que devemos fazer de todo o coração, servindo de boa vontade como a Deus. Obviamente, nossas tarefas diárias envolvem e afetam pessoas como nós. No entanto, conforme disse Jesus, se dermos um copo de água a alguém, é como se déssemos diretamente a ele. Veja Mateus 10:42: “E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão.

Há, ainda, algo que desejo destacar: “fazer de todo o coração” e “servindo de boa vontade”. Isso significa que não podemos nem devemos fazer de qualquer jeito. Caso a ação envolvesse Jesus em carne e osso, faríamos de qualquer maneira? Penso que não. Logo, precisamos seguir essa mesma lógica quando se trata de pessoas. É fácil? Sem dúvida, não. Entretanto, se pedirmos sabedoria e força ao Senhor, certamente conseguiremos manter o foco e executaremos nossas atividades, sejam elas profissionais ou não, com qualidade. A qualidade que o Senhor merece.

Sendo assim, quero incentivá-lo a continuar na prática do bem sem deixar a peteca cair, isto é, sem desanimar, sem perder as forças e a motivação. Mesmo que as situações sejam adversas ou que não esteja vendo nenhum resultado imediato, persista e prossiga para o alvo.

Lembre-se de que uma semente pode levar alguns dias para germinar, muitos outros para crescer e outros tantos para frutificar. No entanto, se a árvore for bem cuidada, há de produzir bons frutos. Portanto: escolha bem as sementes, zele da plantação e aguarde a colheita a trinta, a sessenta e a cem por um, porque fiel é o que prometeu – o Senhor nosso Deus, o qual certamente não irá decepcioná-lo. Há um grande galardão esperando por você. É simplesmente uma questão de tempo para ele vir para os seus braços.

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