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Declaração de amor

13 mar

 

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Quem nunca fez uma declaração de amor que atire a primeira pedra.

Seja olhando no olho da pessoa amada, através de cartas ou pegando carona numa música, penso que todas as pessoas normais já declararam seu amor a alguém.

Certa feita, falando sobre esse tema, o poeta português Fernando Pessoa disse: “Só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas”. Ainda bem que não sou ridículo!!!

Logicamente, eu não pegaria tão pesado como ele. No entanto, suponho que todo aquele que ama  almeja, de alguma maneira, declarar-se à pessoa amada. Afinal, quem não gosta de ouvir ou ler palavras sinceras de amor? Seja do cônjuge, dos filhos, dos pais ou de amigos, é sempre muito bom ser alvo de uma declaração dessa natureza. Parece que tais palavras agem em nosso ser como um eficiente remédio, o qual fortalece todas as áreas da nossa vida e nos dá disposição para prosseguirmos rumo à realização dos nossos sonhos.

Penso ser exatamente pelo que afirmei no parágrafo anterior que Deus decidiu fazer uma declaração de amor a Jesus. Conforme lemos em Mateus 3:13 ao 17, o Senhor foi até o rio Jordão para ser batizado por João Batista, para que se cumprisse toda a justiça divina. Assim que ele saiu da água, o Espírito de Deus desceu sobre ele e uma voz dos céus disse: “Este é o meu Filho amado, em quem me agrado“. Há outra versão que fala: “Este é meu Filho querido, que me dá muita alegria!”.

Que bela declaração de amor! Todavia, além da beleza dessas palavras, por certo existem razões bem definidas pelas quais Deus resolveu se declarar a Jesus, tendo como testemunhas todas as pessoas presentes naquele momento tão especial. E é justamente sobre elas que desejo conversar com você neste momento.

A primeira delas: O Pai tinha motivos para se declarar publicamente. Não há dúvida de que Deus o amava muito e ansiava pelo momento em que poderia compartilhar isso com seu povo. Isso revela haver entre os dois uma relação saudável e uma perfeita sintonia. E, sempre que existe isso, a pessoa tem prazer que outros saibam.

Em se tratando da nossa relação com Deus, também é preciso saber que somos amados com o mesmo amor com o qual o Altíssimo ama Jesus. Veja o que diz o Mestre em João 3:23: “Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste”. Que maravilha, não é mesmo?

A segunda: Jesus tinha uma importantíssima missão a cumprir: resgatar o ser humano, que estava escravizado por toda sorte de males, e reconciliá-lo com o Pai. Contudo, não seria nada fácil fazer isso. Ao contrário, depois do batismo, o Senhor iria para o deserto, onde começaria uma fase de testes, para ver se de fato ele estava apto para salvar a humanidade e reconduzi-la a Deus.

Deus sabia que era muito, mas muito importante mesmo que Cristo soubesse o quanto era amado. Como eu disse anteriormente, uma declaração sincera de amor fortalece e dá disposição para seguir em frente. O Senhor estava convicto da sua missão e também das dificuldades que enfrentaria. Aliás, ele precisava resistir a todas as tentações às quais seria submetido, pois somente assim estaria realmente apto para nos salvar. Portanto, precisava saber que era amado pelo Pai, porque isso o ajudaria a manter o foco e o ânimo.

Penso que saber que era tão amado foi uma das razões pelas quais o Senhor saiu-se vitorioso e fortalecido nessa prova de fogo. Sobre a consequência disso, o escritor aos hebreus declara: “Por essa razão era necessário que ele se tornasse semelhante a seus irmãos em todos os aspectos, para se tornar sumo sacerdote misericordioso e fiel com relação a Deus e fazer propiciação pelos pecados do povo. Porque, tendo em vista o que ele mesmo sofreu quando tentado, ele é capaz de socorrer aqueles que também estão sendo tentados” –Hebreus 2:17 e 18.

No entanto, é importante lembrar que Jesus só pode nos auxiliar porque ele foi tentado, porém não cedeu ao pecado, conforme lemos em Hebreus 4:15. Caso ele tivesse pecado, não teria autoridade para ajudar-nos a vencer as batalhas contra o maligno. Teria fracassado em sua missão e nós  estaríamos no mato sem cachorro, à mercê de todos os perigos e armadilhas que o mundo arma contra a nossa vida. Além disso, não teríamos sido reconciliados com o Pai – Romanos 5:11; II Coríntios 5:18. Logo, não haveria salvação para o ser humano.

Do mesmo modo acontece conosco hoje. Saber que somos extremamente amados pelo Senhor e que ele passou por todas as provas lá no deserto para nos compreender e socorrer no momento da nossa necessidade torna-nos mais fortalecidos e seguros. É, de fato, muito reconfortante ter a certeza de que também nos sairemos vitoriosos nas grandes e terríveis batalhas que enfrentarmos durante nossa peregrinação aqui na terra, pois o amor de Deus para conosco nos fortalece e encoraja a lutar.

A terceira: Penso que ter convicção do amor do Pai para com ele foi uma das razões pelas quais, no momento mais importante e difícil pelo qual passou lá no Getsêmani, antes de sua prisão,  Jesus pôde declarar: “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres” – Mateus 26:39. Sem dúvida, a certeza de ser amado deu-lhe lucidez e sabedoria para compreender que o Pai estava no controle. E, se Deus estava no comando, ele podia enfrentar a mais terrível e preciosa batalha da sua vida. E sair-se triunfante.

A quarta: Conosco também não acontece de modo diferente. Também precisaremos encarar muitos gigantes ao longo da vida. O mesmo ocorre com nossos entes queridos, sejam filhos, cônjuge, irmãos ou outros que nos são especiais. O pior é que não dá para fugirmos dessas batalhas, muitas das quais travadas dentro de nós mesmos, pois, não raramente, as maiores guerras acontecem na nossa mente. Quer tenhamos consciência disso ou não.

No entanto, existe uma supervitamina que nos fortalece e dá motivação para enfrentarmos os inimigos que se levantam contra nós: a certeza de que somos verdadeiramente amados por Deus e por  nossos entes queridos. Por esse motivo, não nos sentiremos sozinhos ou fracos e incapazes para derrotarmos tais adversários.

Ah, quero que saiba que quando falo desses inimigos com quem precisamos lutar não me refiro a pessoas, porém às adversidades e tentações pelas quais todos nós passamos. Vale lembrar que as Escrituras Sagradas ensinam assim em Efésios 6:12: “… a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais”.

Então jamais se esqueça de que nossa luta é contra as forças do mal que nos querem dominar e vencer. É lógico que muitas vezes pessoas são usadas para nos atingir. No entanto, como servos de Deus precisamos ter discernimento e sabedoria para não atirarmos flechas em alvos errados, isto é, em pessoas.

Quanto aos nossos filhos hoje, alguns dos maiores gigantes que precisam enfrentar, quando saem para o campo de guerra (o mundo), são as drogas, a prostituição, a violência, a inversão e perda de valores, a falta de temor a Deus, a incredulidade, o bombardeio da “infernet” com toda sorte de coisas que corrompem os bons costumes, a concorrência desleal desse mundo dominado pelo capitalismo selvagem, os medos, a depressão, a revolta e outros males tão destruidores quantos estes.

Vale lembrar ainda que, mesmo não havendo como fugir dessas batalhas, se eles souberem o quanto são amados por nós, pais, certamente se sentirão mais seguros e fortes para enfrentarem todos esses adversários e se saírem vencedores. Por isso, precisamos demonstrar-lhes, a cada dia, com palavras e, principalmente, com atitudes correspondentes às palavras declaradas, que os amamos, que são de fato importantes para nós e que podem contar conosco. Agindo assim, ajudaremos, e muito, na formação de pessoas de bom caráter, seguras, tementes a Deus e bem-sucedidas em seus empreendimentos. E, mesmo se forem derrotadas em algum momento da vida, como a fênix ressurgirão das cinzas.

 

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