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Motivação – parte 3

18 ago

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ESPÍRITO DE EXCELÊNCIA  

     Uma das mais belas histórias bíblicas que mostra Deus capacitando seus filhos com espírito de excelência, segundo meu conceito, é a que trata da construção do tabernáculo, ou seja, do templo portátil e móvel onde os israelitas realizavam o culto público, desde o início da peregrinação até o reinado de Salomão. Era não só o templo de Deus, mas também Sua habitação, o lugar marcado para o encontro com o seu povo.

Nessa história, vemos o Senhor dizendo a Moisés como Ele queria que fosse feita aquela obra e todos os utensílios a serem usados nas cerimônias que se realizariam nele. Na realidade, era algo fenomenal, uma vez que fora projetado pelo próprio Senhor.

     No entanto, Deus sabia que eles não conseguiriam fazer aquela obra de modo que o agradasse, basicamente por dois motivos: nunca haviam feito uma antes e pela tão grande riqueza de detalhes.

Por isso, como o Senhor queria algo que estivesse à altura de receber a Sua presença e como Ele é justo e, portanto, não exige nada que fuja à capacidade e à possibilidade humanas, decidiu habilitá-los para que cumprissem aquela tarefa tão sofisticada.

Assim, quando lemos Êxodo 35: 30 a 35, vemos que Bezalel foi cheio do “Espírito de Deus, de habilidade, de inteligência e de conhecimento  em todo artifício, para elaborar desenhos e trabalhar em ouro, em prata, em bronze, para lapidação de pedras de engaste, para entalho de madeira, para toda sorte de lavores”.

Observe que o Senhor concedeu a Bezalel todas as ferramentas necessárias para que ele fosse bem-sucedido naquele empreendimento. Caso pudéssemos visualizar o tabernáculo depois de pronto, certamente ficaríamos boquiabertos diante de tamanha beleza. Logo, podemos chegar apenas a uma conclusão: só mesmo o Espírito do Altíssimo, que é sapientíssimo, poderia capacitá-lo e também a seus ajudantes para cumprir à risca as tarefas que lhes foram atribuídas.

Mas não para por aí. O Espírito de Deus ainda o tornou sábio e “lhe dispôs o coração para ensinar a outrem…”.

Então quero convidá-lo para, juntamente comigo, refletir sobre algumas coisas importantes. São elas:

  • Aquela era uma tarefa com finalidades espirituais. Isso porque a presença de Deus estaria ali e Ele seria adorado e glorificado naquele lugar. Porém exigiria a feitura de atividades/serviços materiais. Por isso, podemos entender que a capacitação que recebemos para realizar tarefas ditas “materiais” deve, também, resultar em glória para o Senhor. Tal afirmação, creio eu, encontra sustentação no texto que diz “… glorificai, pois, a Deus no vosso corpo” (I Coríntios 6:20). E ainda: “E tudo quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Colossenses 3:17).
  • Assim como Deus deu capacidade àqueles homens para fazer toda obra de mestre, até a mais engenhosa (talentosa, inventiva) também pode e quer fazer o mesmo conosco. Primeiro porque “Ele não muda” (Malaquias 3:6). Em segundo lugar por não ter filhos prediletos, “Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas” (Romanos 2:11; Deuteronômio 10:17). Por fim, quer que “sejamos cabeça e não cauda; que estejamos por cima e não por baixo…” (Deuteronômio 28:13). Ele quer que prosperemos como diz o Salmo 1º e porque “ ama a  prosperidade de seu servo” (Salmo 35:27). Ou, como diz a Nova Versão Internacional: “…O Senhor seja engrandecido! Ele tem prazer no bem-estar do seu servo”.
  • Deus é a fonte de toda capacidade, habilidade, inteligência e sabedoria. Por conseguinte, se como seus filhos queremos ser bem-sucedidos em nossos empreendimentos, devemos buscar todas essas ferramentas nessa fonte inesgotável de saber e amor. Dessa forma, teremos um diferencial em relação àqueles que não querem ou não o conhecem.
  • Aqueles homens receberam do Espírito de Deus a capacitação para ensinar  a outrem. Então entendemos que o Senhor deseja que compartilhemos com outros aquilo que Ele nos deu. Ou seja: não quer que retenhamos para nós o que é bom, pois, ao contrário do que pensa o mundo, para o Senhor, quando dividimos, não ficamos com menos. Aliás, há multiplicação, visto que se aplica a essa prática a lei da semeadura, isto é, quem planta colhe; quem não planta fica só com a semente.
  • Aqueles homens poderiam ter se recusado a aceitar tão grande e complexa tarefa. Seria muito mais cômodo para eles. Entretanto, aceitaram o desafio, saíram da zona de conforto e, assim, realizaram aquela magnífica obra. O mesmo pode ocorrer conosco. Temos o livre arbítrio e escolhemos uma ou outra coisa. Contudo, se fizermos como eles, desfrutaremos da mesma alegria, satisfação e da recompensa dada pelo Senhor (II Crônicas 15:7).

Além desse exemplo de pessoas que receberam o espírito de excelência para realizarem essa grande obra, existem vários outros. Basta-nos pensar em Salomão, a quem a Bíblia chama de “o homem mais sábio da terra”. No entanto, quero convidá-lo a “viajar” comigo pela história de Daniel, Ananias, Misael e Azarias, a qual está registrada no primeiro capítulo de Daniel.

Certamente você já sabe muito bem que eles eram jovenzinhos hebreus, de família nobre e que haviam sido levados cativos à Babilônia juntamente com milhares de israelitas. Lá, foram escolhidos para receberem instrução na língua e em toda a ciência dos caldeus, a fim de que pudessem estar diante do rei Nabucodonosor.

Ora, ser escolhido dessa forma e para esse fim era ou seria um grande privilégio. Todavia, Daniel viu algo além daquilo que os olhos carnais podem ver: que por trás de tudo aquilo, de toda a aparência de sucesso pessoal e status social, havia algo diabólico. Logo, participar dos manjares e da bebida do rei seria, automaticamente, aceitar a idolatria e práticas que feriam profundamente os mandamentos de Deus. Por isso, decidiu falar com seus irmãos hebreus sobre sua decisão de não se contaminar desse modo. Eles entenderam que era de Deus e também resolveram recusar aquela dieta.

Então Deus, que tudo vê e que sempre age com perfeita equidade, decidiu dar-lhes dez vezes mais sabedoria, inteligência, entendimento e conhecimento em relação aos demais jovens que fizeram “faculdade, mestrado e doutorado na universidade da Babilônia”. Ademais, fisicamente eles também atendiam melhor os requisitos exigidos pelo rei.

Quanto a Daniel, o Senhor resolveu presenteá-lo com um espírito excelente (Daniel 5:12; 6:3). Talvez porque foi ele quem teve a iniciativa de não se contaminar com os “manjares do rei”. Assim, esse jovem  teve condições de interpretar sonhos e tornar-se o braço direito de três reis, fazendo a diferença e levando até mesmo ímpios a reconhecerem a grandeza de Deus e, consequentemente, dar a glória devida ao Rei dos reis e Senhor dos senhores (Daniel 6:20 ao 28).

Diante do que foi exposto, entendo que esses grandes homens aqui tomados como exemplo e outros como José, Moisés e Davi não são filhos prediletos do Senhor. Evidentemente, eles foram importantíssimos e cumpriram o propósito de Deus em sua geração e são referenciais para servirem de motivação a todos nós, levando-nos a compreender e a crer que cada um, em sua geração, fez a diferença porque o Pai era com eles. Porém eles já morreram e aguardam o dia em que estarão na glória. Agora é a nossa vez e hora e o Senhor quer fazer história conosco como fez com eles.

Outra observação que gostaria de fazer é que o maligno tem, ao logo da História, capacitado homens e mulheres ímpios para criar fantásticas armas ou formas de destruição em massa nas mais diversas áreas: física, emocional, psicológica, familiar, conjugal, social, financeira e acima de tudo na espiritual. Por acaso, não pode Deus ou não quer habilitar seus filhos a fim de criarem poderosas armas de construção em massa nessas mesmas áreas e mesmo em outras, objetivando consolidar a vida abundante conquistada por Cristo lá na cruz do Calvário (João 10:10) e otimizar nosso trabalho?

Tenho certeza absoluta de que um  dos maiores sonhos que o Senhor tem em relação a nós enquanto estivermos neste mundo é que sejamos prósperos em tudo, ou seja, que colhamos bons frutos e obtenhamos bons resultados. Basta-nos retomar o Salmo 1º, no qual está registrado que o justo – o homem temente a Deus, que guarda os seus mandamentos – prosperará em tudo o que fizer. Já Isaías 1:19, diz: “Se quiserdes e obedecerdes, comereis o melhor/ o bem desta terra”.

No entanto, nunca é demais lembrar que há uma parte que deve ser feita pelo homem, a qual o Senhor não fará. Ele jamais se sentará em uma sala de aula em seu lugar, como também não o fez com Daniel e seus amigos. Eles devem ter “ralado” para atingir o nível desejado. E Deus fez o que não conseguiam e deu-lhes aquele diferencial.  O Senhor jamais estudará em seu lugar, enquanto você assiste à televisão, sai com seus amigos ou fica navegando pela internet horas e horas a esmo. Mas fará aquilo que lhe é impossível (Lucas 1:37).

Há mais algumas coisas que considero importante dizer:

  • O nível de excelência varia de indivíduo para indivíduo, ou seja, cada um de nós chega a um determinado patamar. Isso se dá de acordo com nossa característica pessoal e também como resultado da nossa dedicação, determinação e disciplina para superar limites e nossa busca incessante em Deus. Sendo assim, não podemos simplesmente nos comparar com outras pessoas, visto que tal atitude poderá gerar frustração, decepção e, consequentemente, desmotivar-nos, caso percebamos que outros estão num nível superior ao nosso.
  • Cada pessoa desenvolve habilidades que a levarão a ser competente em determinada área. Portanto, existe lugar para todos neste mundo. Sempre haverá uma área com a qual nos identificamos e em que seremos peritos, pois “a manifestação do Espírito {Santo} é dada a cada um, para o que for útil” (I Coríntios 12:7). E creio eu que não apenas para o exercício de atividades consideradas como “espirituais”.
  • O nosso potencial e a nossa inteligência não são determinados por testes de Q.I. (Quociente de Inteligência) ou por simples testes de aptidão. Eles são determinados por aquele que nos criou e disse: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança…” (Gênesis 1:26). Pois, como declara o apóstolo Paulo: “Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus” (II Coríntios 3:5). Logo, não podemos e não devemos ficar sentados no muro da lamentação reclamando da nossa origem, da nossa classe ou condição social ou do nosso nível intelectual, já que não importa de onde viemos, mas aonde queremos chegar – como disse um sábio.

      Pense nisso e corrija o seu foco. Mude conceitos, se preciso. Abandone distrações, pois elas não o levarão ao sucesso almejado. Esteja realmente focado em Deus e na construção de uma vida vitoriosa em Cristo. Esteja realmente motivado para transformar seus sonhos em realidade. Para isso, certamente você poderá contar com a ajuda do Senhor.

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