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Batalha entre vontade e razão

11 nov

vontade x razão

      “Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua {disse Jesus}.” (Lucas 22:42)

Ao longo de sua vida, Jesus transmitiu-nos inúmeros exemplos a serem seguidos e ensinamentos a ser praticados. Todos eles, evidentemente, muito relevantes; verdadeiros tesouros “escondidos” nas Escrituras. Por isso, como alguém procura incansavelmente por uma joia de rara beleza e valor, assim deve procurá-los todo aquele que almeja viver para a glória de Deus e desfrutar de todas as bênçãos conquistadas a preço de sangue por Cristo.

Dentre esses verdadeiros diamantes, quero destacar um que se faz presente na abertura desse texto: a importância de submeter a vontade à razão.

Então, para início de conversa, veja comigo o significado do vocábulo “vontade”, segundo o Dicionário Brasileiro Globo: Faculdade de querer, de livremente praticar ou deixar de praticar algum ato; necessidade física ou moral. (Do latim voluntate.)

Como um indivíduo pleno, Jesus era dotado dessa faculdade e, obviamente, podia fazer uso dela a qualquer momento, caso quisesse. Inclusive no que dizia respeito ao sacrifício que faria por nós na cruz.

Vale a pena registrar que Ele estava consciente de que sua missão aqui na terra consistia em anunciar as boas novas de salvação e, por fim, padecer e morrer em nosso lugar. Mesmo assim, aceitou o desafio e veio (Fp 2:5-11).

Conforme sabemos, ele viveu entre os homens 100% como Deus, mas também 100% como homem, exceto o fato de não cometer pecado (Hb 2:14-18; 4:14-16). Por isso, quando chegou o momento de ser entregue na mão dos malfeitores para que fosse preso, julgado, condenado, castigado e morto no seu e no meu lugar, o lado humano do Mestre quis falar mais alto e, por um momento, parece ter querido recuar. Sua agonia era tanta, que chegou a suar gotas de sangue (Lc 22:44).

No entanto, foi justamente nesse momento imensamente terrível que Ele escreveu em sua biografia uma das maiores e mais belas lições. Qual foi? Diante da crise e do caos, não deixou a vontade prevalecer. Antes a submeteu à sua razão, embora tivesse o direito de desistir.

Mas… o que é razão?

Ainda segundo o Dicionário Brasileiro Globo, quer dizer: Faculdade espiritual do homem, por meio da qual ele pode conhecer e julgar; bom senso. (Do latim ratione). Ou seja: na origem, razão é a capacidade intelectual para pensar e exprimir-se correta e claramente, para pensar e dizer as coisas como são ou de usar a cabeça em lugar do coração, como se diz de modo coloquial.

Teria sido muito mais fácil para o Messias desistir. Ele não era obrigado a fazer aquilo. E um dos seus seguidores até quis dar uma ajudazinha cortando a orelha de um daqueles que vieram prendê-lo. Contudo, foi severamente repreendido e proibido pelo Senhor (Mt 26:51-54).

Ao agir dessa maneira, o Mestre estava dizendo aos seus servos que era preciso sobrepor a razão à vontade. Que em muitas ocasiões ou circunstâncias é necessário fazer determinadas coisas que nosso coração não deseja ou que nos causam terror, deixam-nos apreensivos, mas que são cabíveis naquele contexto, sabendo que há um propósito maior. No caso Dele, nossa reconciliação com o Pai e salvação aos que aceitarem Jesus (Rma 5:8-11; Jo 1:11 ao 13).

No entanto, existe outra lição ainda mais excelente: precisamos submeter nossa vontade e razão à vontade e razão de Deus.

Jesus sabia que desde a queda do homem lá no Éden Seu Pai alimentava o sonho de trazer seus filhos de volta à comunhão perfeita com ele e que havia a promessa de que da semente da mulher o Senhor levantaria alguém que pisaria a cabeça da serpente (Gn 3:15). Por isso, a despeito de todo o sofrimento por que passaria, o Messias não recuou. Preferiu ser obediente até a morte, e morte de cruz, permitindo que a vontade e a razão divinas prevalecessem sobre a sua.

Ao declarar “… todavia não seja feita minha vontade, mas a tua”, Cristo deixou claro que Deus sabe o que é melhor para cada um e, em particular, para seu povo. E mais: ainda que por um pouco de tempo possamos ter aparentes prejuízos, o resultado final é vitória sobre o inimigo das nossas almas, sobre a morte, sobre nós mesmos. E os benefícios transcendem os limites da individualidade e atinge a coletividade, e podemos ser de fato uma bênção (Gn 12:3).

Outrossim: essa verdade pode e deve ser aplicada a todas as áreas da nossa vida. Por exemplo: muitos não gostam de estudar, mas o mercado de trabalho e o mundo prezam sobremodo a formação e o conhecimento. Logo, devem usar a razão e se preparar. Outros não têm o hábito de ler, porém sabem que determinados conhecimentos e habilidades não são adquiridos na escola e, sim, pela leitura. Portanto, passam a ler. Existem aqueles que não apreciam atividades físicas ou uma alimentação mais regrada. Mas, por saberem da necessidade e importância, incorporam no seu cotidiano essa prática. Há, ainda, quem não goste de orar, ler a Bíblia, ir à igreja. Todavia, por ter ciência do quanto é fundamental, começa a fazer tais coisas. E assim por diante.

Conclusão: como Jesus, nosso Mestre por excelência, foi sábio ao submeter sua vontade à sua razão e sua vontade e razão à de seu Pai, do mesmo modo devemos ser e proceder. Esse princípio também se emprega às demais áreas da nossa vida. Então, ainda que por um pouco de tempo tenhamos a impressão ou a sensação de que teremos sérios prejuízos, precisamos estar cônscios de que o resultado será bênção, tanto para nós quanto àqueles com quem convivemos. Lembra-se de Jesus? A atitude dele resultou na salvação da humanidade. Inclusive na sua e na minha e foi exaltado soberanamente pelo Pai e recebeu de presente um nome que está acima de todos (Fp 2:9).

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