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COM A CABEÇA NO EGITO

05 fev
piramide-no-egito
       

         Conforme registra a Bíblia,  os descendentes de Abraão viveram no Egito por cerca de quatrocentos anos. Durante boa parte desse tempo, foram respeitados e prosperaram grandemente. Porém, nos últimos anos vividos lá, começaram a ser perseguidos e foram transformados em escravos. Conseqüentemente, sofreram humilhações terríveis e torturas (físicas, morais, emocionais e espirituais) de intensidade indizível. Mesmo assim, permaneceram passivos ante aquela situação de opróbrio. Pareciam aceitar como “normal”.

        

 

 

         Entretanto, ainda que já tivessem presenciado o livramento dado por Deus, logo que surgiu o primeiro obstáculo, começaram a murmurar e demonstraram imensa incredulidade em relação ao Senhor. Chegaram ao ato extremado de dizer que teria sido melhor ficar no Egito e morrido lá. No entanto, Jeová-jirê entrou com providência e de maneira tremenda e maravilhosa abriu o Mar Vermelho, permitindo, assim, que passassem para o outro lado com total segurança. Mas, infelizmente, diante de cada nova dificuldade, agiam como se nunca houvessem visto os livramentos divinos. Por quê? O que isso tem a ver conosco? O que podemos aprender com eles?

         Há uma razão muito evidente que nos permite entender por que os israelitas procediam assim: fisicamente tinham saído do Egito, estavam longe geograficamente daquela terra que lhes causara tantos sofrimentos e males. Todavia, psicologicamente e emocionalmente permaneciam presos àquele passado de dor e de um suposto abandono de Deus, pois durante muito tempo supunham que Ele os abandonara à própria sorte. Além disso, a cultura egípcia (costumes pagãos, valores morais, religião, língua, ideologias; enfim, seu modo de viver e ser) se arraigara de tal modo que para eles era extremamente difícil (ou até mesmo impossível) romper com o passado e ajustarem a mente e emoções à nova vida que o Pai começara dar-lhes. E também por se sentirem abandonados naquele período negro de suas vidas por quem prometera abençoá-los e fazer deles uma grande nação, a incredulidade tomara conta de maneira tão profunda, que não eram capazes de aguardar calmamente a provisão divina nas situações adversas pelas quais passavam ou poderiam passar. Podemos dizer, então, que ainda eram escravos. E da pior escravidão: a da mente e emoções desequilibradas.

         Infelizmente, (e é com muita dor que falo isso) muitos de nós também somos ou estamos vivendo desse jeito. Fomos resgatados do “Egito” – o mundo-, fomos transportados para o Reino de Deus por Cristo; no entanto, nossa cabeça ainda continua escrava do passado com suas crenças, valores, insegurança, incredulidade e tudo o mais. Cremos em Deus apenas parcialmente. Ainda temos muitas reservas e, freqüentemente, os sentimentos de abandono e rejeição parecem tomar conta de nós, a ponto de acharmos que o “Egito” era melhor. Mas o pior é que não são poucos os que se deixam levar por esses pensamentos e sentimentos e (se) voltam mesmo para o mundo de pecado ou se tornam desviados dentro da Igreja do Senhor. Entristecendo, assim, o coração da Trindade Santa, que não poupou esforços para nos retirar do lamaçal de pecado onde nos encontrávamos e da conseqüente perdição eterna.

         Para que possamos avaliar se ainda estamos escravos do mundo, eis algumas dicas que nos ajudarão a entender melhor, pois pessoas dessa forma apresentam as seguintes características:

         l. valorizam mais as coisas do mundo que as dádivas do Senhor, embora sejam passageiras, incompletas, opressoras e prejudiciais. Por isso, seus olhos estão sempre voltados para elas, não para o Altíssimo.

         2. esquecem-se com facilidade e rapidez das bênçãos recebidas ou acham que Deus tem a obrigação de socorrê-los; outros acham que o Senhor está continuamente em débito para com eles.

         3. na hora da luta, em vez de correrem para os braços do Pai e de serem mais assíduos às reuniões da igreja local a fim de receberem ajuda e conforto, preferem ficar em casa ou ir para outros lugares mais divertidos, reclamar, blasfemar, olhar e desejar o mundo com suas paixões. Há também os que consideram que os outros é quem tem a obrigação de procurá-los, de socorrê-los, sem contar que muitos jogam a culpa de seus problemas nos irmãos em Cristo ou no próprio Deus. (Não quero dizer com isso que a igreja não tem responsabilidades para com os irmãos e que tem o direito de ficar indiferente à dor deles. Refiro-me à transferência da  responsabilidade pessoal para os demais. Deve ser uma responsabilidade compartilhada.)

         4. são extremamente incrédulas, embora não assumidamente. Agem como se o Senhor fosse leviano e mentiroso e suas promessas não passassem de simples ilusões para trazer um falso conforto na hora da adversidade. Professam uma fé que é desmascarada pelas ações e reações.

         5. o espírito de ingratidão está sempre presente. Raramente reconhece os favores do Pai e quase nunca os agradece com um coração realmente sincero. Muito menos ainda de forma pública, impedindo, assim, que o nome do Senhor seja glorificado e que a fé de outros seja despertada, fortalecida e resulte na busca da solução de seus problemas.

         6. estão continuamente insatisfeitos com o que são e/ou com o que possuem. Por esse motivo, são, não raras vezes, ressentidos com Deus ou invejosos e cobiçosos. Dificilmente sentem alegria verdadeira pelas conquistas de seus irmãos. Aliás, quase sempre acham que eles é que mereciam e não aqueles que receberam a bênção.

         7. criticam tudo e todos, uma vez que só enxergam defeitos. Nunca ou quase nunca vêem as coisas ou as pessoas como de fato são e/ou suas qualidades e virtudes.

         8. são pessimistas em demasia. Raramente, acreditam no seu próprio talento, sucesso ou competência.E muito menos no dos seus semelhantes.

         9. freqüentemente são portadores de más notícias. Normalmente, sentem até um certo “prazer”. Portar boas-novas não é a “praia” dessas pessoas.

         10. normalmente se vêem como “gafanhotos” diante de “gigantes”. Por isso, deixam escapar as oportunidades de crescimento na vida profissional, pessoal e ministerial. Porém, para que não seja descoberto seu complexo de inferioridade, optam por subestimar aquilo que lhes foi oferecido. Mantêm desse jeito uma vida baseada na hipocrisia, usam uma máscara para esconder o verdadeiro Eu.

         Portanto, queridos, como pessoas sábias que somos (pois temos a mente de Cristo) cabe a cada um de nós extrair essa lição deixada pelo povo de Israel  e procurar incansavelmente agir de modo completamente diferente para que possamos experimentar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus, como nos diz Paulo em I Coríntios 12:2.   

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