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Pedido irrecusável

16 dez

amor_de_deus

“Dá-me, filho meu, o teu coração…” (Provérbios 23:26)

    Por certo, todos nós já fizemos muitos pedidos e também já nos fizeram um sem-número deles. Alguns foram justos; outros, não; uns eram interessantes; porém, houve aqueles que, no mínimo, tinham uma cara estranha. Muitos puderam ser atendidos; no entanto, existiram os que não foram. E isso é normal para qualquer pessoa.

Outra coisa interessante é que tais pedidos foram feitos a pessoas de diversos níveis ou profissões ou por indivíduos também assim, porque todos, indistintamente, têm necessidades e sonhos.

Mais uma observação a ser feita é que eles aconteceram em momentos bem variados, uma vez que havia necessidades diferentes ou bem específicas. O que também é normal para pessoas “normais”, como nós todos.

Sendo assim, neste artigo, gostaria de refletir um pouco com você sobre este tema tão comum e, ao mesmo tempo, instigante. Entretanto, almejo destacar um desses pedidos, o qual não podemos ignorar.

Para isso, convido você a pensar um pouco sobre o momento do ano no qual estamos vivendo, que antecede o Natal e o Ano Novo. Isso porque muitos, especialmente as crianças, começam a fazer sua lista de coisas que gostariam de ganhar e das pessoas de quem esperam receber um presente: pais, amigos, tios, primos, colegas de trabalho ou outros considerados importantes.

Também é comum fazermos uma listinha com os nomes daqueles que pretendemos presentear. Fazendo isso, sem dúvida, demonstramos o quanto essas pessoas são especiais para nós. (É lógico que há aqueles que presenteiam somente para cumprirem uma obrigação ou um ritual comum à época do ano; contudo, refiro-me apenas a quem o faz com a motivação correta.)

Outra ocorrência corriqueira nessa fase do ano é fazermos pedidos ao Senhor. Afinal, quem não gostaria de receber os presentes que ele pode nos dar: a cura de uma enfermidade física ou mental, a solução de um problema familiar que tanto incomoda, a abertura de uma porta de emprego, um casamento feliz, uma casa, um carro novo, um filho ou qualquer outro?

Penso que todos nós gostaríamos, pois temos necessidades ou sonhos, não é mesmo? E entendo que não existe nenhum mal nisso porque Deus, como um pai amoroso que é, tem prazer em ver o bem-estar e a prosperidade de seus filhos: “Cantem e alegrem-se os que amam a minha justiça, e digam continuamente: O Senhor seja engrandecido, o qual ama a prosperidade/ o bem-estar do seu servo” – Salmos 35:27.

A tudo isso já estamos acostumados. Todavia, em Provérbios 23:26, há um pedido intrigante, pois foi feito por alguém improvável e que nos pede algo incomum. Veja: “Meu filho, dê-me o seu coração; mantenha os seus olhos em meus caminhos”.

Ora, estamos acostumados a pedir coisas ao Senhor. Porém, aqui acontece o contrário: é ele, o Deus Todo-Poderoso, que nos faz um pedido! E mais: quer o nosso CORAÇÃO!!!… Parece-nos um tanto incoerente e impossível atendê-lo. Afinal, como atenderemos seu pedido?

Apesar de parecer estranho, não é. Soa assim porque estamos habituados com pedidos humanos. Isso significa que normalmente eles envolvem coisas relacionadas à nossa vida terrena e a tudo aquilo que faz parte dela, seja algo material como uma casa, seja imaterial como paz, alegria, felicidade, segurança ou outros semelhantes a esses.

No entanto, nossa vida envolve coisas que ultrapassam os limites daquilo que é terreno e, em consequência disso, temporário ou efêmero. Por isso, aqui, o Senhor está falando de algo eterno e celestial. Daí, nossa incompreensão num primeiro momento.

Para compreendermos melhor, é preciso que vasculhemos nosso coração e tentemos entender ou descobrir a que ou a quem o temos dado. Ao fazermos essa profunda investigação, talvez alguns de nós descobriremos que o entregamos de bandeja aos maus sentimentos, ao materialismo ou aos vícios, os quais parecem ser bons. Entretanto, depois, percebemos que geram tão-somente uma realização e felicidade temporárias.

Quem sabe, outros hão de descobrir que entregaram seu coração a pessoas ou a relacionamentos que só geraram ou ainda geram prejuízos de natureza material ou, pior ainda, sofrimentos emocionais, psicológicos ou espirituais. Finalmente, descobrem que seu coração na realidade continua vazio e necessitado de paz.

É por essa razão que HOJE se faz ainda mais importante atender esse pedido do Senhor: “Dá-me, filho meu, o teu coração”. Todavia, o mais relevante é que ao fazermos isso não estamos arcando com nenhum tipo de prejuízo ou danos. Ao contrário, veremos que, ao invés de ficarmos com menos, ficamos com mais, pois a matemática do Senhor é diferente da nossa.

Lucramos ao tomar essa decisão porque o Senhor vai preencher nosso coração com sua presença bendita, a qual traz consigo os sentimentos de paz, alegria, felicidade, segurança, realização, satisfação e, sobretudo, certeza da salvação eterna, que é o principal motivo da vinda de Cristo a esse mundo: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” – João 3:16.

Por tudo isso, convido você a ler Apocalipse 3:20 com os olhos e os ouvidos do coração iluminados pelo Espírito Santo e a ouvir Jesus dizer: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo”.

Portanto, desejo que cada um de nós entenda o quanto importante é abrir a porta do seu coração e convidar o Senhor para entrar e fazer morada nele, permitindo assim que Ele seja seu companheiro e o ajude a administrar sua vida de modo correto, andando nos seus caminhos e, como Davi, cumprindo o propósito Dele na geração em que vive.

Anseio também que cada um entregue seus medos, tristezas, dúvidas, insegurança, revolta, descrença, frustrações, decepções, ansiedade, preocupações, fracassos, sonhos, ou quaisquer outras coisas semelhantes a essas ao Senhor, pois certamente ele pode e quer substituí-las por aquilo que seu coração anseia e tanto carece. Agindo assim, mesmo quando vierem os dias maus, as tempestades ou os desertos (e eles virão para todos nós), permaneceremos de pé e confiantes.

Ao fazermos isso, não apenas o dia 25 de dezembro será um dia festivo para nós, mas todos os dias serão, visto que a presença do Senhor nos traz confiança, segurança e esperança reais.  Desse modo, todos os dias serão o Natal do Senhor em nosso coração. Por tudo isso, vale a pena tomar a decisão de aceitar esse pedido irrecusável feito pelo Senhor e entregar-lhe o coração, para que Ele sempre esteja presente em nossa vida.

Sugestão: Música “Entrega” com Heloísa Rosa.

 

 

 

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