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Jesus: a Pérola de grande valor

“E, tendo achado a pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha e a comprou.” (Mateus 13:46)

Hand holding a pearl over turquoise ocean waves and rocky cliffs

Por acaso você já teve vontade de possuir alguma coisa que considerava importante ou interessante, mas não tinha os recursos financeiros necessários para fazer a compra? Será que em algum momento passou por sua cabeça a ideia de vender um carro ou um imóvel para realizar seu sonho de adquirir esse item desejado?

Penso que todos nós, em algum momento da vida, no mínimo já cogitamos essa possibilidade ou pelo menos dissemos: “Ah, se eu tivesse condições de comprar tal coisa!…”. Nessas ocasiões, há pessoas que dizem: “Como é dura a vida de pobre!”. Muitos, inclusive, invejam com grande intensidade aqueles que possuem bastante dinheiro e, portanto, podem comprar o que desejarem.

Outros falam: “Se eu tivesse tal coisa, seria a pessoa mais feliz do mundo!”, supondo que a felicidade mora naquilo que o dinheiro pode comprar, na fama que adquire por seus talentos e habilidades ou mesmo se tornando uma “celebridade” criada pela internet.

Mas… será que realmente valorizamos aquilo que já temos? Será que conseguimos enxergar a beleza ou a importância daquilo que já possuímos, especialmente o que recebemos do Senhor? Será que temos sido gratos pelas bênçãos de Deus já derramadas sobre nós? Será que a gratidão tem morada permanente em nosso coração?

Infelizmente, nem sempre entendemos o valor do que possuímos. Entretanto isso não é novo, pois: “O que foi tornará a ser, o que foi feito se fará novamente; não há nada novo debaixo do sol” — Eclesiastes 1:9 (NVI). Em outras palavras: os fatos se repetem, pois o ser humano, desse sempre, é limitado e carente da graça de Deus.

Justamente por essa razão, ao abrirmos o Livro dos livros, deparamo-nos com a história de profetas, sacerdotes, levitas, reis, um pseudoapóstolo e outras pessoas que não souberam dar o devido valor àquilo que receberam do Eterno. Consequentemente, deixaram de viver uma vida com sentido, propósito, sentimento de realização e paz de espírito.

Por outro lado, também encontramos nas Escrituras Sagradas, e ao longo da História, relatos sobre indivíduos, casais, famílias e mesmo comunidades que tomaram a sábia decisão de dar o devido valor aos mandamentos e promessas divinas. Por conseguinte, viveram ou estão vivendo o melhor de Deus em sua vida, pois, como lemos em Isaías 1:19: “Se vocês estiverem dispostos a obedecer, comerão os melhores frutos desta terra”.

Para refletirmos um pouco sobre a necessidade de valorizar adequadamente aquilo que o Senhor generosamente tem posto à nossa disposição, quero convidar você a passear comigo pela história de quatro pessoas e suas respectivas tomadas de decisão, as quais definiram a vida que viveram e até como alguns deles morreram. 

Em primeiro lugar, vamos seguir os passos de Esaú, filho de Isaque, herdeiro da promessa que o Senhor fizera a Abrãao, sobre quem repousava a inefável graça: “E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” – Gênesis 12:2,3 | ACF.

A história bíblica relata que Isaque e Rebeca tiveram filhos gêmeos. Como Esaú nasceu primeiro, pela tradição da época, tinha o que se chamava de direito de primogenitura, o que garantia a ele o dobro da herança que o segundo ou todos os outros, caso houvesse vários irmãos. Além disso, o primogênito exercia liderança sobre os demais, representava os pais em eventos importantes, inclusive quando iam oferecer sacrifícios a Deus. Logo, podemos dizer que era um cara sortudo.

Apesar de haver todos esses privilégios ou benefícios, Esaú subestimou a importância de ter nascido primeiro, vivendo de um modo que desagradava ao Senhor e aos seus pais. Inclusive, num dia em que estava com fome e cansado, queria comer a comida que seu irmão gêmeo fizera. Então, Jacó fez-lhe esta proposta: “Vende-me hoje a tua primogenitura” – Gênesis 25:31b | ACF.

Em vez de dizer: “Você está doido, cara! Jamais farei tal besteira!”, ele simplesmente disse: “Eis que estou a ponto de morrer; para que me servirá a primogenitura?” – Gênesis 25:32b | ACF. E vendeu seu direito. Simples assim.

Depois que a ficha dele caiu, pois perdera a bênção a que tinha direito, tentou reavê-la. Porém, era tarde demais. Veja: “E ninguém seja fornicador, ou profano, como Esaú, que por uma refeição vendeu o seu direito de primogenitura. Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que com lágrimas o buscou” – Hebreus 12:16,17 | ACF.

Revoltado, queria consertar um erro cometendo outro gravíssimo: matar seu irmão. Felizmente, isso não aconteceu porque Jacó fugiu para bem longe, onde casou-se e prosperou grandemente em tudo.

Cerca de vinte anos mais tarde, Jacó, que tivera seu nome trocado por Deus para Israel, sente que é hora de voltar para casa e dar continuidade aos planos do Senhor. E assim o fez, mesmo temendo o que poderia acontecer a ele e à família.

Quando soube disso, Esaú enfureceu-se e decidiu pôr seu desejo de vingança em prática. Todavia, Deus tinha outros planos para os dois, pois não queria que um se tornasse assassino, nem que o outro deixasse de cumprir sua promessa de que a descendência de Abraão seria numerosa. Então, em vez do cometimento de um crime, vemos um indo em direção ao outro, fazendo as pazes e vivendo sem o fardo que carregaram durante tanto tempo (Gênesis, capítulos 32 e 33).

Em segundo lugar, vem Sansão, filho de Manoá, da tribo de Dã. Para começar, sua vida era um milagre, visto que sua mão era estéril. Logo, ele era um presente de Deus para aquela família e viera para enxugar as lágrimas de seus pais (Juízes, capítulos 13 ao 16).

Além do mais, ele foi escolhido para ser um nazireu*, isto é, uma pessoa consagrada, dedicada ou separada de maneira especial para o serviço de Deus, no antigo Israel. Em outras palavras: o Senhor tinha grandes planos para ele. No entanto, Sansão não teve discernimento suficiente para entender que havia uma grande bênção para a vida dele e, por isso, não deu o devido valor.      

A Bíblia registra que esse jovem passou a fazer coisas que desagradavam ao Senhor e a seus pais. Por exemplo: relacionar-se com mulheres que não pertenciam aos israelitas, o que era proibido por Deus. Também usava de maneira irresponsável a força que o Eterno lhe dera.

O motivo de o Espírito do Senhor descer sobre ele com uma força descomunal não era para dar espetáculo, impressionar as pessoas, massagear seu ego, provocar os filisteus (os quais oprimiam os israelitas), ou para conquistar mulheres, mas para ser um defensor do povo de Deus. Contudo, ele vivia brincando de forma temerária com a bênção recebida.

Evidentemente, “deu ruim pra ele”, como se diz popularmente. Afinal, quem brinca com fogo geralmente se queima ou sai com cheiro de fumaça, no mínimo. E foi o que aconteceu com Sansão.

Depois de tanto brincar, caiu na cilada armada por Dalila e entregou-lhe o segredo da sua inigualável força. Veja: “E lhe descobriu todo o seu coração, e disse-lhe: Nunca passou navalha pela minha cabeça, porque sou nazireu de Deus desde o ventre de minha mãe; se viesse a ser rapado, ir-se-ia de mim a minha força, e me enfraqueceria, e seria como qualquer outro homem” – Juízes 16:17 | ACF.

A revelação do motivo da sua força decretou o fim desse homem: “Então ela o fez dormir sobre os seus joelhos, e chamou a um homem, e rapou-lhe as sete tranças do cabelo de sua cabeça; e começou a afligi-lo, e retirou-se dele a sua força” – Juízes 16:19 | ACF.

Em seguida, fizeram isto com ele: “Então os filisteus pegaram nele, e arrancaram-lhe os olhos, e fizeram-no descer a Gaza, e amarraram-no com duas cadeias de bronze, e girava ele um moinho no cárcere” – Juízes 16:21 | ACF.

Um dia, não sei quanto tempo depois da prisão, os filisteus se reuniram para agradecer aos seus deuses por suporem que as divindades é que tinham dado Sansão nas mãos deles. Então, depois de beberem e se alegrarem, mandaram buscá-lo para dar um pequeno “espetáculo”. Na verdade, queriam ridicularizá-lo diante de todos os presentes – Juízes 16:25. 

Aproveitando o momento, Sansão clamou ao Eterno, dizendo: “Senhor Deus, peço-te que te lembres de mim, e fortalece-me agora só esta vez, ó Deus, para que de uma vez me vingue dos filisteus, pelos meus dois olhos” – Juízes 16:28b | ACF.

Como é extremamente misericordioso, o Senhor atendeu ao pedido dele. E a história desse homem acaba assim: “E disse Sansão: Morra eu com os filisteus. E inclinou-se com força, e a casa caiu sobre os príncipes e sobre todo o povo que nela havia; e foram mais os mortos que matou na sua morte do que os que matara em sua vida” – Juízes 16:30 | ACF. 

A pergunta que fica saltitando em minha cabeça é: Será que era essa a vida e o fim que o Senhor planejara para ele? E a resposta que me vem à mente é: Não! Porém, Deus sempre pode transformar o mal em bem. E assim o fez. Por isso, em Hebreus 11:32, encontramos o nome dele entre os Heróis da fé.

Antes de passar para a próxima pessoa, quero chamar sua atenção para algo muito relevante: Hoje também há muitos cristãos brincando com fogo, especialmente jovens. Uns, com o uso de drogas (lícitas e/ou ilícitas), presumindo que quando quiserem podem parar. Porém se tornam escravos delas e dificilmente conseguem se libertar.

 Outros “flertam” com a pornografia, com o sexo antes do tempo certo e outras coisas também perigosas e reprovadas por Deus, como jogos viciantes. Consequentemente vivem uma vida vazia, desprovida de sentido e propósito, depressivos, revoltados ou apáticos, sofrendo e causando sofrimento às pessoas que os amam, sobretudo seus pais.

Além disso, envergonham o nome de Deus, a quem dizem servir: “Pois, como está escrito: “O nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vocês” – Romanos 2:24 | NAA. Portanto, ouça o que o apóstolo Paulo continua dizendo a mim e a você: “Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia” – 1Coríntios 10:12 | KJA.

Em terceiro lugar, encontramos a história de mais um jovem – Lucas 15:11 ao 32. Agora, em forma de uma parábola, conhecida como Parábola do filho pródigo, a qual ilustra muito bem a vida de muitos de nós. Ou de todos nós, uma vez que, em algum momento da vida, agimos como esse rapaz ou como o irmão mais velho dele.  

Já no começo da fala de Jesus, lemos que esse moço pediu ao Pai (que ainda estava vivo, logicamente) a parte da herança que, segundo o pródigo, lhe pertencia por direito. Mesmo sabendo que isso era uma grande desonra e afronta, o Pai respeitou o livre-arbítrio do filho e lhe entregou o que pedira.

Poucos dias depois, ele foi embora para uma terra longínqua, onde gastou irresponsavelmente tudo o que possuía. Assim, os “amigos” e as mulheres que o “amavam” se afastaram, já que ele não tinha mais nada para lhes oferecer. Para piorar, uma grande fome bateu à porta daquele lugar.

Então, ele começou a procurar trabalho. Quando encontrou um, era para apascentar porcos, algo extremamente humilhante e proibido para um judeu. Mas, conforme dizem por aí, “se está ruim, pode piorar”. E foi o que aconteceu: nem as bolotas que os porcos comiam davam para ele.

É justamente isso que acontece com servos de Deus que não valorizam a Casa do Pai. Por se sentirem presos, reprimidos e sufocados, decidem ir embora. Tais indivíduos geralmente chegam ao fundo do poço da humilhação, do vazio interior, dos vícios, do desprezo, do escárnio daqueles que um dia diziam ser amigos. Só se forem amigos da onça, não é?             Mas que bom que num momento de lucidez ele começou a refletir sobre sua deprimente e humilhante situação, comparando com aquilo a que tinha direito na casa do Pai. Ao fazer essa reflexão, a ficha caiu de verdade.

Veja: “Então, caindo em si, disse: “Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui estou morrendo de fome! Vou me arrumar, voltar para o meu pai e lhe dizer: ‘Pai, pequei contra Deus e diante do senhor; já não sou digno de ser chamado de seu filho; trate-me como um dos seus trabalhadores”. E, arrumando-se, foi para o seu pai” – Lucas 15:17-20a | NAA.

Conforme eu disse anteriormente, o Pai é misericordioso. Sendo assim, ao vê-lo quando ainda estava longe, moveu-se de íntima compaixão, correu ao seu encontro, abraçou-o e beijou-o, demonstrando o quanto o amava. Ou seja: esse jovem foi bem recebido pelo Pai, reintegrado à família e à comunhão e voltou a desfrutar de todas as bênçãos reservadas a um filho.

Diante disso, novamente pergunto: Será que ele precisava passar por todo esse sofrimento e humilhação? Precisava desperdiçar tanto tempo e recursos? E a resposta também é: Não! O pai tinha planos muito melhores: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor.  Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos” – Isaías 55:8,9 | ACF.

Vale lembrar novamente que o pai da parábola representa Deus. E, assim como esse homem, o Senhor também não nos obriga a ficar na casa dele. Ao contrário, sempre o vemos dizer: “Se vocês quiserem…”. Então, se deixou a Casa e a companhia dele, talvez decepcionado com pessoas que falharam com você, volte enquanto há tempo de se reconciliar (Isaías 55:6), pois ele está de braços abertos esperando seu retorno.

Em quarto lugar, siga comigo os passos de um homem popularmente conhecido como “o ladrão da cruz”. Na realidade, havia dois ladrões ou malfeitores**. A princípio, ambos escarneciam de Jesus: “Também os ladrões que haviam sido crucificados com ele o insultavam” – Mateus 27:44 | NAA.

No entanto, em dado momento, a ficha de um deles caiu. Provavelmente, ele parou para observar a postura de Cristo diante das ofensas das autoridades judaicas, das pessoas comuns e dos soldados romanos, seus algozes. Por isso, repreendeu o outro malfeitor, o qual estava blasfemando do Senhor: “Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez” – Lucas 23:41 | ACF.

Depois, virando-se para o Senhor Jesus, disse: “Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu Reino” – Lucas 23:42. Então, recebeu a mais confortadora resposta do Mestre: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” – Lucas 23:43b | ACF.

Que promessa maravilhosa o Senhor fez àquele homem! Mas também cabem as perguntas a seguir: Será que ele precisava mesmo viver na criminalidade, tornando-se um condenado à morte mais cruel que existia no Império Romano? Será que os pais dele tinham planejado essa vida marginal e esse terrível fim? Será que era esse o propósito e a missão que Deus projetara para ele? Novamente a resposta é: Não!

Embora não tenha sido essa a vontade de Deus para a vida dele, que bom que ele reconheceu, no último instante, que Jesus era a Pérola de maior valor que ele poderia ter encontrado na vida! Que bom que esse homem, além de reconhecer, soube agarrar com unhas e dentes essa oportunidade de ouro e humildemente pediu que Jesus se lembrasse dele!

Mas… e quanto a você? Que tipo de vida tem levado? Que pérolas você tem buscado: dinheiro, riquezas, fama, influência, poder, status social, mulheres/homens? O que você tem feito com as bênçãos que o Senhor lhe tem dado, seus talentos e suas habilidades? O que você tem feito da sua vida e com a sua vida?

Nesse ponto, desafio você a fazer uma profunda reflexão sobre as perguntas acima. Todavia, seja totalmente honesto consigo mesmo e com Deus. Compare suas respostas com aquilo que as Escrituras Sagradas ensinam. Reveja a história de Esaú, de Sansão, do filho pródigo e do ladrão da cruz. Questione se para eles valeu a pena viver a vida do jeito deles, como se não existisse amanhã.

Por fim, lembre-se de que todas as parábolas contadas por Cristo em Mateus 13 têm o objetivo de mostrar que não existe nada mais importante para nós do que ele próprio (a Pérola de grande valor), o perdão dos nossos pecados, a salvação eterna resultante do convite que fazemos a ele, pedindo que seja nosso Senhor e Salvador pessoal. Consequentemente, todas as bênçãos terrenas, adicionadas pela generosidade dele, valerão a pena. Caso contrário, não, pois de que adianta uma eternidade distante do Criador e Senhor? Como Cristo declarou: “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” –  M ateus 16:26 | ACF.

*As Três Regras Principais: 1. Não cortar o cabelo: O cabelo comprido era o sinal externo e visível de sua consagração e submissão a Deus. 2.  Não consumir produtos da videira: Era proibido beber vinho, suco de uva, vinagre ou comer uvas (frescas ou passas), simbolizando pureza e abstinência de prazeres mundanos. 3.  Não tocar em cadáveres: O nazireu não podia se aproximar de nenhum morto, nem mesmo de parentes próximos, para evitar qualquer tipo de impureza ritual.

** Os evangelhos usam a palavra grega lēstēs (geralmente traduzida como “ladrão” ou “malfeitor”), que descrevia salteadores de estradas, bandidos cruéis ou rebeldes envolvidos em atos de violência política contra Roma.

 

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