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Casa limpa e adornada

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“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” (Provérbios 4:23)

         Outro dia, em uma das minhas caminhadas de oração, comecei a pedir a Deus que me ajudasse a retirar do meu coração todo lixo que porventura houvesse nele, pois, ainda que tenhamos sido redimidos por Cristo, como humanos que somos, estamos sujeitos a pecar. E, se não tomarmos cuidado, nem perceberemos que entristecemos o Espírito Santo.

Enquanto conversava com o Senhor, veio-me à mente a imagem de uma casa e comecei a comparar nosso coração a ela. Por isso, gostaria de compartilhar com você algumas coisas que considero ser importantes para todos nós como cristãos desejosos de viver em comunhão com o Pai.

A primeira delas é que uma casa recém-construída é bela e bem asseada. Tudo está em ordem e a decoração lhe dá um toque especial. Então, o ambiente se torna realmente agradável e dá gosto de apresentá-la e compartilhá-la com alguém, sobretudo se for a pessoa a quem amamos e com a qual almejamos viver nossos dias e nossos sonhos.

Da mesma forma ocorre conosco quando entregamos nossa vida a Jesus, aceitando-o como nosso Senhor e Salvador. A casa, que é o nosso coração, é restaurada e todas as velharias e lixo são jogados fora. Há, agora, cheiro de novo, cheiro de limpeza, cheiro de vida. Sentimo-nos bem. Isso ocorre porque “se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Co 5:17). Logo, almejamos compartilhar com Deus tudo o que diz respeito a essa “casa nova”.

A segunda observação é que, com o passar dos dias, se a casa não for bem cuidada, a poeira começa a se acumular; a poluição faz com que a pintura se torne opaca; o lixo vai se acumulando; surgem insetos. Se houver terra, começam a nascer ervas daninhas. E a beleza de seus primeiros dias cede lugar à feiura. O brilho da alegria reinante Read the rest of this entry »

 

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Crédito com Deus

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É bom ter crédito na praça?

Logicamente essa pergunta parece absurda. Afinal, todos nós queremos e precisamos ter crédito para podermos fazer as transações comerciais necessárias. Mas não apenas na área financeira. Em todas as coisas e situações isso é importante e se faz necessário.

Apesar disso, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) cerca de 56% das famílias brasileiras estão endividadas.  Como consequência, muitos não podem comprar a prazo.

Se gozar da confiança de uma empresa ou de alguém já é algo maravilhoso, imagine ter crédito com Deus?  Não há dúvida de que é fantástico.   E as Sagradas Escrituras estão cheias de exemplos de pessoas que desfrutavam da confiança do Senhor, mas também de outras tantas que não tinham a aprovação dele. Infelizmente.

Quando olhamos para a história dos reis de Israel e de Judá, vemos muitas vezes a seguinte expressão a respeito deles: “E fez o que parecia mal aos olhos do Senhor”, como está escrito em II Reis 17:2 sobre Oséias ou como está registrado sobre Acaz: “… e não fez o que era reto aos olhos do Senhor Deus, como Davi, seu pai” – II Reis 16:2. Por essa razão, esses homens não tinham crédito com o Senhor e deixaram de desfrutar das bênçãos do Pai.

Por outro lado, também encontramos o seguinte sobre alguns reis: “E fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo o que fizera Davi, seu pai” – II Reis 18:3. Esse foi o caso de Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá, sobre o qual meditaremos um pouco.

E não para por aí. Veja os versículos 5, 6 e 7a: “No Senhor Deus de Israel confiou, de maneira que depois dele não houve quem lhe fosse semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele, porque se chegou ao Senhor, não se apartou dele, e guardou os mandamentos que o Senhor tinha dado a Moisés. Assim foi o Senhor com ele; para onde quer que saía se conduzia com prudência…”

Que declaração maravilhosa! Porém, mais fantástico ainda foi o que aconteceu com esse homem de Deus, como resultado da sua obediência ao Senhor: recebeu o favor de Deus tanto no exercício do seu governo quanto na vida pessoal.

Em se tratando de seu serviço como governante, quando Senaqueribe, rei da Assíria, invadiu todas as cidades fortes de Judá, apossou-se delas e começou a fazer uma grande pressão psicológica sobre Ezequias e seu povo, o rei pegou as cartas e as estendeu diante do Senhor e orou apresentando as ameaças que seu adversário havia feito, pedindo livramento para todos os servos do Senhor.

Por causa de sua fidelidade, veja a resposta que o Senhor enviou a ele através do profeta Isaías: “Assim diz o Senhor Deus de Israel: O que me pediste acerca de Senaqueribe, rei da Assíria, ouvi” – II Reis 19:20. A seguir, o Altíssimo enviou um grande livramento ao seu povo.

Em outro momento, Ezequias adoeceu e o Senhor mais uma vez falou com ele através de Isaías: “Assim diz o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás” – II Reis 20:1.

Que notícia terrível, não é? Contudo, lembre-se de que ele havia feito o que era reto aos olhos do Senhor. O rei não fizera o que parecia reto aos seus próprios olhos, e isso lhe garantiu um enorme crédito com Deus ao longo de toda sua vida.

Ao ouvir tal sentença, ele não Read the rest of this entry »

 

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Pedido irrecusável

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“Dá-me, filho meu, o teu coração…” (Provérbios 23:26)

    Por certo, todos nós já fizemos muitos pedidos e também já nos fizeram um sem-número deles. Alguns foram justos; outros, não; uns eram interessantes; porém, houve aqueles que, no mínimo, tinham uma cara estranha. Muitos puderam ser atendidos; no entanto, existiram os que não foram. E isso é normal para qualquer pessoa.

Outra coisa interessante é que tais pedidos foram feitos a pessoas de diversos níveis ou profissões ou por indivíduos também assim, porque todos, indistintamente, têm necessidades e sonhos.

Mais uma observação a ser feita é que eles aconteceram em momentos bem variados, uma vez que havia necessidades diferentes ou bem específicas. O que também é normal para pessoas “normais”, como nós todos.

Sendo assim, neste artigo, gostaria de refletir um pouco com você sobre este tema tão comum e, ao mesmo tempo, instigante. Entretanto, almejo destacar um desses pedidos, o qual não podemos ignorar.

Para isso, convido você a pensar um pouco sobre o momento do ano no qual estamos vivendo, que antecede o Natal e o Ano Novo. Isso porque muitos, especialmente as crianças, começam a fazer sua lista de coisas que gostariam de ganhar e das pessoas de quem esperam receber um presente: pais, amigos, tios, primos, colegas de trabalho ou outros considerados importantes.

Também é comum fazermos uma listinha com os nomes daqueles que pretendemos presentear. Fazendo isso, sem dúvida, demonstramos o quanto essas pessoas são especiais para nós. (É lógico que há aqueles que presenteiam somente para cumprirem uma obrigação ou um ritual comum à época do ano; contudo, refiro-me apenas a quem o faz com a motivação correta.)

Outra ocorrência corriqueira nessa fase do ano é fazermos pedidos ao Senhor. Afinal, quem não gostaria de receber os presentes que ele pode nos dar: a cura de uma enfermidade física ou mental, a solução de um problema familiar que tanto incomoda, a abertura de uma porta de emprego, um casamento feliz, uma casa, um carro novo, um filho ou qualquer outro?

Penso que todos nós gostaríamos, pois temos necessidades ou sonhos, não é mesmo? E entendo que não existe nenhum mal nisso porque Deus, como um pai amoroso que é, tem prazer em ver o bem-estar e a prosperidade de seus filhos: “Cantem e alegrem-se os que amam a minha justiça, e digam continuamente: O Senhor seja engrandecido, o qual ama a prosperidade/ o bem-estar do seu servo” – Salmos 35:27.

A tudo isso já estamos acostumados. Todavia, em Provérbios 23:26, há um pedido intrigante, pois foi feito por alguém improvável e que nos pede algo incomum. Veja: “Meu filho, dê-me o seu coração; mantenha os seus olhos em meus caminhos”.

Ora, estamos acostumados a pedir coisas ao Senhor. Porém, aqui acontece o contrário: é ele, o Deus Todo-Poderoso, que nos faz um pedido! E mais: quer o nosso CORAÇÃO!!!… Parece-nos um tanto incoerente e impossível atendê-lo. Afinal, como atenderemos seu pedido?

Apesar de parecer estranho, não é. Soa assim porque estamos habituados com pedidos humanos. Isso significa que normalmente eles envolvem coisas relacionadas à nossa vida terrena e a tudo aquilo que faz parte dela, seja algo material como uma casa, seja imaterial como paz, alegria, felicidade, segurança ou outros semelhantes a esses.

No entanto, nossa vida envolve coisas que ultrapassam os limites daquilo que é terreno e, em consequência disso, temporário ou efêmero. Por isso, aqui, o Senhor está falando de algo eterno e celestial. Daí, nossa incompreensão num primeiro momento.

Para compreendermos melhor, é preciso que vasculhemos nosso coração e tentemos entender ou descobrir a que ou a quem o temos dado. Ao fazermos essa profunda investigação, talvez alguns de nós descobriremos que o entregamos de bandeja aos maus sentimentos, ao materialismo ou aos vícios, os quais parecem ser bons. Entretanto, depois, percebemos que geram tão-somente uma realização e felicidade temporárias.

Quem sabe, outros hão de descobrir que entregaram seu coração a pessoas ou a relacionamentos que só geraram ou ainda geram prejuízos de natureza material ou, pior ainda, sofrimentos emocionais, psicológicos ou espirituais. Finalmente, descobrem que seu coração na realidade continua vazio e necessitado de paz.

É por essa razão que HOJE se faz Read the rest of this entry »

 

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Chamado para ser bênção

bênção

“Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção.” (Gênesis 12:2)

É muito bom ser lembrado por alguém. Especialmente, quando a pessoa que se lembra de nós é importante ou tem algo especial para nos oferecer.

Muitos, por exemplo, querem ser lembrados por pessoas famosas e influentes na sociedade. Entretanto, nada é mais importante do que ser lembrado por Deus e chamado por ele para cumprir uma missão especial: ser bênção.

Quando olhamos para a história de Abraão, descobrimos que ele era filho de Terá ou Tera, o qual era idólatra (Josué 24:2). Porém, Deus tomou Abraão para si e o fez andar por toda a Canaã até que todas as promessas que lhe foram feitas se cumprissem à risca (Josué 24:3).

Apesar de não estar muito claro nas Escrituras o motivo pelo qual Deus o escolheu entre tantas outras pessoas de seu tempo, podemos supor que havia nele algo especial, que chamou a atenção do Senhor. Talvez, esse homem não concordasse com a idolatria, a imoralidade, corrupção nem com todas as formas de injustiça comuns em sua época.

Quem sabe, ele questionava se os deuses feitos por seus familiares e contemporâneos realmente podiam fazer alguma coisa por eles, se escutavam suas preces ou se recebiam o culto prestado a eles.

Provavelmente, embora vivesse no meio da idolatria, não havia se contaminado com ela e prestasse seu culto ao único e verdadeiro Deus, o Senhor dos Exércitos, o qual era o único capaz de ouvi-lo, responder às suas perguntas e preencher o vazio de seu coração.

Ainda que não saibamos o que de fato chamou a atenção do Senhor para Abraão, do propósito divino temos conhecimento: “Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção.  Abençoarei os que o abençoarem, e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados” – Gênesis 12:2 e 3.

Nesse texto, vemos que a primeira razão pela qual o Altíssimo o elegeu é que queria formar um povo que verdadeiramente andasse em seus caminhos e O representasse aqui na terra, para que, através dessa nação, todos os povos soubessem que Ele existe. E, pelo que entendemos, esse homem apresentava os valores humanos e as características necessárias para a concretização desse plano.

A partir dessa escolha, o Senhor prometeu que Read the rest of this entry »

 

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Batalha entre vontade e razão

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      “Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua {disse Jesus}.” (Lucas 22:42)

Ao longo de sua vida, Jesus transmitiu-nos inúmeros exemplos a serem seguidos e ensinamentos a ser praticados. Todos eles, evidentemente, muito relevantes; verdadeiros tesouros “escondidos” nas Escrituras. Por isso, como alguém procura incansavelmente por uma joia de rara beleza e valor, assim deve procurá-los todo aquele que almeja viver para a glória de Deus e desfrutar de todas as bênçãos conquistadas a preço de sangue por Cristo.

Dentre esses verdadeiros diamantes, quero destacar um que se faz presente na abertura desse texto: a importância de submeter a vontade à razão.

Então, para início de conversa, veja comigo o significado do vocábulo “vontade”, segundo o Dicionário Brasileiro Globo: Faculdade de querer, de livremente praticar ou deixar de praticar algum ato; necessidade física ou moral. (Do latim voluntate.)

Como um indivíduo pleno, Jesus era dotado dessa faculdade e, obviamente, podia fazer uso dela a qualquer momento, caso quisesse. Inclusive no que dizia respeito ao sacrifício que faria por nós na cruz.

Vale a pena registrar que Ele estava consciente de que sua missão aqui na terra consistia em anunciar as boas novas de salvação e, por fim, padecer e morrer em nosso lugar. Mesmo assim, aceitou o desafio e veio (Fp 2:5-11).

Conforme sabemos, ele viveu entre os homens 100% como Deus, mas também 100% como homem, exceto o fato de não cometer pecado (Hb 2:14-18; 4:14-16). Por isso, quando chegou o momento de ser entregue na mão dos malfeitores para que fosse preso, julgado, condenado, castigado e morto no seu e no meu lugar, o lado humano do Mestre quis falar mais alto e, por um momento, parece ter querido recuar. Sua agonia era tanta, que chegou a suar gotas de sangue (Lc 22:44).

No entanto, foi justamente nesse momento imensamente terrível que Ele escreveu em sua biografia uma das maiores e mais belas lições. Qual foi? Diante da crise e do caos, não deixou a vontade prevalecer. Antes a submeteu à sua razão, embora tivesse o direito de desistir.

Mas… o que é razão? Read the rest of this entry »

 

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Sábia decisão

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    Ao longo da vida, tomamos muitas decisões que consideramos importantes; outras, nem tanto e uma parte delas, bem equivocadas, das quais, mais tarde, nos arrependemos profundamente.

Basicamente tudo na vida, ou quase tudo, é uma questão de escolha pessoal ou de decisão. Por exemplo: se hoje estamos vestidos com determinada roupa é porque a escolhemos. Caso contrário, estaríamos com outra. Até quem não decide, na verdade, já decidiu não escolher, mesmo que isso não lhe seja de fato consciente.

Mais uma observação a fazer é que dentre as decisões importantes há sempre as que são mais relevantes, urgentes e necessárias que outras. Justamente por esse motivo, precisamos estar atentos, pois uma decisão errada normalmente leva a uma escolha também equivocada, cujas consequências em geral são bem desagradáveis ou mesmo desastrosas.

Por outro lado, sempre que procedemos de modo sábio, os resultados serão satisfatórios e sobremodo prazerosos. Falando nisso, retomemos o texto bíblico presente na imagem posta acima, o qual nos é muito revelador e inspirador também. Contudo, para entendê-lo melhor, vejamos antes o contexto em que ele é proferido.

Para começar, precisamos lembrar que quem disse “eu e minha casa serviremos ao Senhor” foi Josué. Ele teve a árdua missão de substituir Moisés. E, com a ajuda de Deus, cumpriu seu ministério com excelência, levando o povo à terra prometida, dando-lhe ainda repouso de seus inimigos. Todavia, agora já estava velho (Josué 23:1) e, em breve, partiria para estar com o Senhor.

Por essa razão, como vemos no capítulo 24, ele procurou trazer à memória dos israelitas tudo o que o Senhor havia feito por eles. No versículo 14, vemo-lo dizer aos seus irmãos: “Agora temam o Senhor e sirvam-no com integridade e fidelidade (ou verdade). Joguem fora os deuses que os seus antepassados adoraram além do Eufrates e no Egito, e sirvam ao Senhor”.

Josué sabia que o ser humano tem uma forte tendência de se esquecer das coisas, por mais importantes que elas tenham sido. Afinal, presenciara toda a rebeldia e murmuração de seu povo desde que saíra do Egito, o que irritou tanto o Senhor que os fez ficar peregrinando por quarenta anos no deserto. Como consequência, daqueles adultos que saíram da escravidão egípcia, somente ele e Calebe, juntamente com suas respectivas famílias, entraram em Canaã.

Por todos as coisas presenciadas por Josué, esse conselho é muito pertinente. Mas não apenas por isso. Também porque vira muitos de seu povo se contaminarem com a idolatria praticada pelos povos que os rodeavam. O que se fez, então, mais necessário ainda dizer que deviam servir a Deus com integridade e fidelidade, uma vez que o Altíssimo não aceitava servi-lo de qualquer modo. Afinal, ele cumprira à risca suas promessas.

No entanto, sua advertência não para por aí. No versículo 15, Josué deixa claro que os israelitas tinham o direito de escolher se iriam servir ao Senhor com integridade e fidelidade ou não. Eles eram livres para escolher. Porém, quanto a ele e à sua família, a escolha já havia sido feita: eles serviriam ao Senhor dos Exércitos.

Depois de ter vivido tantas experiências com o Altíssimo, seria uma tremenda estupidez da parte dele ignorar as magníficas obras do Pai em sua vida, em sua família e na vida de todo o povo. Desse modo, estava convicto do que faria, até que o Senhor os levasse para si.

Quando olho para esse texto, até me emociono, pois ele nos traz uma lição de valor incalculável. Hoje, por causa da força e do alcance da mídia, temos visto muitos exemplos de pais que tomam decisões tão estúpidas que até nos revoltam e, logicamente, nos entristecem sobremaneira.

Existem aqueles que têm tomado a decisão de viverem no mundo das drogas. Entretanto, muitos não se contentam em destruir apenas sua vida. Ao contrário, levam sua família para o abismo junto com eles. Inclusive já vi notícias de pais que drogam filhos ainda bebês. Que triste e revoltante!

Há outros que se tornam corruptos e levam seus familiares junto. A televisão já mostrou diversos casos de políticos e empresários que agem assim. Não têm escrúpulos, ou seja, nojo, repugnância ou arrependimento do que fazem. Além de caminharem para o abismo, também destroem o caráter de seus filhos e os levam junto para o buraco. Por isso, é bem comum ver jovens se tornando piores do que seus pais.

Mas não para por aí. Existem aqueles que adentram a toda sorte de caminhos sombrios e perigosos e arrastam seus filhos para lá, sem o menor constrangimento ou peso na consciência. Por certo, esse também é um dos motivos do caos moral e social em que vive a sociedade dos nossos tempos.

Por outro lado, graças a Deus, há uma boa quantidade de pais que têm levado seus filhos para o caminho da integridade e da fidelidade ao Senhor, como as Sagradas Escrituras ensinam: “Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor” – Efésios 6:4. Dessa forma, contribuem grandemente para a construção de um mundo melhor. Para estes, certamente existe galardão, isto é, recompensa divina.

Quem sabe, neste ponto você esteja pensando: “Não tenho filhos” ou “minha família não quer nem saber de Deus”. Entendo perfeitamente seu pensamento. Porém, VOCÊ pode decidir fazer como Josué, ou melhor, servir ao Senhor com fidelidade e integridade. Afinal, cada um vai responder pelos próprios atos diante de Deus (Ezequiel 18:4e 20 ao 24).

Contudo, cada um de nós também pode, e deve orar pelas pessoas que ama, a fim de que sintam a necessidade de se voltarem para o Senhor, pois ele não quer que ninguém se perca, mas que todos venham ao conhecimento da verdade (II Pedro 3:9; João 14:6).

Vale mencionar ainda que “pau que nasce torto não precisa morrer torto”, porque o Carpinteiro Jesus de Nazaré é especialista em consertar pessoas que são consideradas casos perdidos ou a escória da sociedade. E podemos ter um papel importante nesse processo, pedindo a intervenção do Senhor.

Assim, retomo as palavras de Josué: “Mas, eu e a minha família serviremos ao Senhor”. Ele estava convicto de que havia um grande e avultado galardão para quem escolhesse servir ao Senhor (Hebreus 10:35 ao 39). Esse homem e sua família foram sábios fazendo isso.

Sem dúvida, a mulher dele era uma pessoa sábia e juntos eles não abriram mão de seus filhos. Seja sábio também. Mesmo vivendo no meio de pessoas não valorizam essa instituição divina chamada família, VOCÊ tem condições de ser diferente e de fazer a diferença.

Ouça: A minha família é bênção do Senhor – Regis Danese

Família  – Aline Barros

 

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Deus no banco dos réus

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Seria isso possível?

Por mais absurdo que pareça ser ou que de fato seja o que diz o título, ele reflete exatamente o pensamento de muitas pessoas. Até mesmo entre aquelas que se dizem cristãs.

Uma vez, por exemplo, ouvi da boca de uma aluna uma declaração que confirma o que foi dito. Segundo me disse, ela era uma serva de Deus e exercia um ministério. Porém, um dia, foi traída pelo marido.

Resultado? Jogou tudo para o alto. Abandonou o marido – e realmente tinha o direito de fazê-lo, pois a Bíblia assegura esse direito à vítima. A igreja e Deus também. Sim, Ele mesmo, porque, conforme desabafou comigo, o Senhor não deveria ter deixado o marido traí-la. Se aconteceu, então Ele era o culpado. E, como tal, foi posto no banco dos réus.

Lamentavelmente, ela não é um caso isolado. Há muitas pessoas assim. Boa parte afastou-se completamente. Outros continuam frequentando assiduamente a igreja, contudo totalmente decepcionados com o Senhor e, como consequência disso, magoados, revoltados e incrédulos.

Na realidade, tais pessoas não mais adoram a Deus em espírito e em verdade, como é o desejo Dele (João 4:23,24). Apenas cumprem “tarefas religiosas”, assinando periodicamente o ponto na igreja, como um indivíduo faz na empresa onde trabalha.

Mas será que o Senhor é mesmo o culpado de nossas tragédias pessoais? Ou é o próprio homem o responsável?

Para entendermos melhor, pensemos num exemplo bem próximo da nossa realidade: João é pai de dez filhos. É amoroso, justo, fiel, um educador extremamente sábio e trata a todos de igual modo. Inclusive quando precisa corrigi-los.  Além disso, não é autoritário; logo, não os obriga a nada. Somente os ensina e mostra-lhes o melhor caminho: da ética, da moral, da justiça, da honestidade, da integridade, do sucesso pessoal, da responsabilidade social, do temor a Deus, etc… etc… E permite que eles façam suas escolhas.

Que pai maravilhoso, não? É do tipo que todos gostariam de ter.

No entanto, um deles se torna Read the rest of this entry »

 

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Com quem você tem andado?

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Já faz um bom tempo que essa pergunta está saltitando em minha mente. Ela vem e vai como se quisesse ser notada e receber a atenção merecida. Por essa razão, entendo que o Senhor quer dizer-nos alguma coisa a partir dela. E, para início de conversa, sugiro que, assim como eu, você faça essa indagação, usando a primeira pessoa do discurso: Com quem tenho andado?.

Para refletir sobre esse tema tão apetitoso, vamos a Gênesis 5:22 ao 24, que diz: “E viveu Enoque sessenta e cinco anos, e gerou a Matusalém. E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos, e gerou filhos e filhas. E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos. E andou Enoque com Deus; e não foi visto mais, porque Deus para si o tomou”.

As Escrituras não trazem muitas informações sobre Enoque. Aliás, somente nessa passagem há uma referência mais completa sobre ele. Apesar disso, há uma riqueza extraordinária a ser explorada nela, a qual pode ser de extrema utilidade para nós, se tivermos olhos e ouvidos atentos ao que Deus quer nos mostrar.

A primeira delas é que não sabemos se antes de gerar seu primeiro filho ele já andava com Deus. Talvez, e apenas talvez, durante essa fase da sua vida, Enoque tinha escolhido andar como as demais pessoas da sua época. E, pelas informações bíblicas, a maioria absoluta de seus contemporâneos optava por seguir o seu próprio caminho, pouco se importando se isso agradava ou não ao Senhor.

É possível, não provável, que, como os outros, ele quisesse “curtir” a vida à sua maneira. Sair com os amigos. Namorar. Fazer descobertas próprias da juventude. Viver aventuras que lhe dessem muita adrenalina. Que fizessem a vida valer a pena. E, até certo ponto, não havia nada de errado com isso.

A segunda observação a fazer é que a Bíblia não registra por que ele passou a andar com Deus. No entanto, podemos supor que houve motivos importantes para que sua vida desse uma virada de 180º. Penso que, conforme ele foi amadurecendo, o deslumbramento com as coisas do mundo deixou de existir.

Quem sabe ele começou a perceber que a “curtição” não preenchia por completo seu vazio interior. É possível que a alegria produzida pelo vinho, as travessuras, as paqueras ou namoros e a presença dos amigos já não mais o completassem como ele desejava ou precisava. Nem mesmo os bens materiais ou a aprovação dos outros.

Talvez o jovem Enoque tenha observado que o mesmo acontecia com seus amigos. Possivelmente, percebeu que a vida fútil e sem propósito que levavam produzia tão-somente uma alegria momentânea e insuficiente para fazê-los de fato realizados e felizes. Como resultado dessa constatação, passou a refletir sobre o verdadeiro propósito da vida.

A terceira se refere ao momento em que ele decidiu Read the rest of this entry »

 

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Porta-voz de boas novas

                    porta voz

“O Senhor será a tua esperança e guardará os teus pés de serem presos.” (Provérbios 3:26)     

     Diariamente somos bombardeados por más notícias. Os meios de comunicação de massa despejam, todos os dias, uma enorme quantidade de acontecimentos locais ou internacionais, que agem como verdadeiras bombas em nossa mente e coração. Como consequência disso,     ficamos emocionalmente abalados, revoltados ou frios em relação à dor, à miséria e a toda sorte de sofrimento que envolve nossos irmãos.

Outras vezes, recebemos tais informações de pessoas com quem convivemos. Porém, não raramente nós mesmos, ainda que não percebamos, também somos transmissores ou retransmissores desse veneno. No entanto, podemos e devemos agir de forma diferente. Se quisermos, temos condições de ser porta-vozes de boas novas, como o fez André, um dos primeiros discípulos de Jesus.

Para entendermos melhor, visitemos as Escrituras Sagradas. Lá em João 1: 35 ao 42, vemos que o Senhor estava passando perto do lugar onde João o batizara no dia anterior. Ao vê-lo, o profeta disse: “Eis aqui o Cordeiro de Deus”.

André era um dos que ouviram tal palavra e decidiu seguir Jesus, que os levou para conhecerem sua casa. No versículo 39, lemos que “ficaram com ele aquele dia”.

Não existe nenhum registro sobre o que conversaram. No entanto, podemos supor que foi um diálogo maravilhoso. Parece que estou vendo Jesus falando-lhes acerca do Reino de Deus e do propósito da vinda dele ao mundo.

Por certo, as palavras do Mestre tocaram tão profundamente o coração daqueles jovens que, ao saírem dali, a vida deles não foi mais a mesma. Creio que as doces palavras de Cristo soaram como boa música nos ouvidos deles, despertando neles a esperança de dias melhores. De libertação.

Pelo jeito, André foi o mais impactado dos dois. Isso fica claro porque, ao sair dali, ele encontrou seu irmão Simão Pedro e foi logo dizendo: “Achamos o Messias.” e levou-o a Jesus – João 1:41 e 42. E, a partir desse maravilhoso encontro, a vida dos dois irmãos tomou um rumo completamente oposto ao de antes. Mas para muito melhor.

Olhando para nós, o que podemos aprender com essa história? A resposta é simples, contudo profunda: também podemos levar uma palavra de esperança às pessoas, em especial àquelas que fazem parte da nossa família ou convivência.

Estou falando isso porque André, assim como todos os judeus, vivia sob o domínio do império romano. Logicamente, tal situação era muito ruim, pois eram oprimidos, explorados e não tinham liberdade para viverem integralmente a cultura judaica, conforme eram acostumados. Além disso, essa não era a vida que Deus planejara para eles.

Somente quem já viveu num regime político opressor ou quem foi escravo pode entender plenamente o que isso significa. Todavia, conseguimos compreender, embora minimamente, que era algo desconfortável e revoltante para os judeus.

Toda essa situação somente os fazia  mais desejosos da chegada da boa notícia de que a opressão romana havia chegado ao fim. Desse modo, o encontro de André com o Senhor alimentou ainda mais o desejo de libertação. Entretanto, aquilo não podia ficar somente para ele. Era preciso compartilhar essa preciosa e reconfortante informação com outros, a começar por sua família. E assim o fez.

Hoje não é diferente. Também nos sentimos oprimidos pelos políticos que governam o país. Aliás, nesses últimos anos, têm vindo à tona muita sujeira envolvendo nossos “representantes”. Nas últimas semanas, então, nem se fala. Obviamente, esse bombardeio nos faz sentir revoltados, desrespeitados, humilhados e até mesmo ultrajados.

Sentimo-nos assim porque, se de um lado vemos os cofres públicos sendo assaltados inescrupulosamente por quem devia guardá-los, do outro nos chocamos com a morte e a miséria de nossos irmãos por causa do descaso do poder público, justamente com aqueles que pagam tantos impostos e que deveriam ser atendidos e protegidos em seus mais básicos direitos.

Além disso, muitas vezes, somos sobrecarregados por tantos compromissos ou problemas, que ansiamos por uma libertação ou um libertador. Por isso, quando encontramos um porta-voz de boas notícias, é como se tivéssemos descoberto um oásis num deserto.

Com as pessoas com quem convivemos não é diferente. Sendo irmão de Pedro e trabalhando no mar com ele, penso que já haviam conversado muito sobre a situação na qual viviam e a respeito do desejo de ver cumprida a promessa feita por Deus de que enviaria um Salvador. Então, assim que teve o encontro com o Read the rest of this entry »

 

Confiança: um dos segredos da paz

confiança

Muitas vezes, experiências negativas com pessoas de carne e osso como nós geram consequências que transcendem, ou seja, vão além dos relacionamentos humanos. Seus efeitos podem afetar terrivelmente nosso relacionamento com Deus.

Isso ocorre porque, mesmo inconscientemente, transportamos para a relação com o Senhor os mesmos conceitos que regem as relações humanas. Além disso, também colocamos no mesmo pacote nossas decepções e frustrações, cujo peso é um fator decisivo para aumentar nossa incredulidade. Como consequência, os laços com Deus ficam estremecidos e comprometidos, gerando grandes prejuízos. Porém, não precisa ser assim.

Para isso, podemos aprender com a história de diversas pessoas e situações vividas por elas, especialmente aquelas que estão registradas nas Sagradas Escrituras. No entanto, antes de mergulhar em uma delas, é bom saber o que, de fato, significa confiança.

Essa palavra vem do latim confidentia; originada de confidere, que significa acreditar plenamente, com firmeza.  Ela é formada por com, intensificativo, mais fidere, “acreditar, crer”, que deriva de fides, “fé”. Também é relevante entender o significado de confiar: pôr algo, alguém ou a si próprio sob a guarda ou os cuidados de outrem.

Agora, sim, podemos viajar pela história de Abraão, o qual, antes se chamava Abrão. Para isso, voltemo-nos para Gênesis 12:1 ao 3. Nesse texto, vemos Deus se dirigindo a Abraão e dizendo-lhe: “Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei. Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção”.

Esse homem era riquíssimo. Era casado com uma bela mulher, a quem muito amava.  Além disso, vivia de forma confortável próximo de seus entes queridos. Logo, não tinha nenhum motivo aparente para sair da sua zona de conforto. Sendo assim, podia, perfeitamente, argumentar com o Senhor, dizendo-lhe que estava bem ali e que não tinha a mínima intenção de mudar-se.

Além do mais, como seria pai de um grande povo, ou pai de multidões, se não tinha nenhum filho? Para piorar, ele e sua mulher já estavam envelhecidos. Complicando um pouquinho mais, Sara era estéril. Portanto, havia bastantes motivos para ele não crer e nem confiar naquelas palavras. Muito menos, para deixar o seu cantinho, não é mesmo?

No entanto, ele decidiu crer e confiar que Deus tinha algo muito maior do que ele já possuía e que os planos do Pai eram superiores aos seus. Mas… Como foi possível? Read the rest of this entry »

 

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