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O nascimento da esperança

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“… Cristo em vocês, esperança da glória.” (Colossenses 1:27)

Diariamente, somos criminosamente bombardeados com muitas mensagens negativas. Esse bombardeio é tão pesado que parece ter decretado a morte da esperança em muitas pessoas. Talvez na maioria de nós. Mesmo aqueles que são cristãos fervorosos não estão livres dessa terrível epidemia.

Outro dia, uma colega de profissão, que é leitora assídua dos artigos bíblicos que Deus me dá graça para escrever, sugeriu-me que escrevesse sobre esse tão importante e apetitoso tema, pois ela também nota a existência desse câncer social, ou seja, a perda da esperança, especialmente nos mais jovens.  Quem sabe isso ocorra porque a mídia aparenta ter prazer de noticiar desgraças. Boas notícias e reportagens com bons exemplos são aves raras, quando devia ser justamente o oposto disso.

Se voltarmos até a época da escravidão do povo hebreu no Egito, veremos que os anos de sofrimento e de espera por um libertador fez com que a maioria das pessoas perdesse a fé e a esperança em Deus. Por esse motivo, muitos passaram a cultuar os deuses egípcios e a viver como se pertencessem de fato àquele lugar. Outras tantas jogaram a toalha e se acomodaram com o fato de serem escravas, como se fosse a vontade de Deus para a vida delas. Lamentável!

Entretanto, houve um grupo que não se conformou com aquela situação e passou a clamar por socorro. Em resposta, o Senhor enviou Moisés, através do qual manifestou o seu poder, a sua força e a sua glória, libertando e conduzindo o povo com mão forte pelo deserto. E, se não fosse a rebeldia das pessoas, todas elas tinham entrado na terra prometida – Canaã – onde manava leite e mel, isto é, havia fartura (Êxodo 2:23 ao 25; 3:7 ao 12).

Caso nos transportemos até os dias que antecederam a vinda de Jesus, notaremos que não foi diferente. Os muitos anos de sofrimento sob o domínio dos romanos também levaram os judeus a lutar com suas próprias forças contra aquela situação ou a deixar de crer que o Pai enviaria um Salvador, segundo prometera. Que triste, não?

No entanto, nesse período também existiram pessoas em cujo coração a fé, a confiança e a esperança continuaram vivas como nunca. Simeão e Ana são exemplos disso, conforme podemos ler em Lucas 2:25 ao 38. Veja o relato do apóstolo:

Havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem era justo e temente a Deus, esperando a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele.  E fora-lhe revelado, pelo Espírito Santo, que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor.  E pelo Espírito foi ao templo e, quando os pais trouxeram o menino Jesus, para com ele procederem segundo o uso da lei,  Ele, então, o tomou em seus braços, e louvou a Deus, e disse:  Agora, Senhor, despede em paz o teu servo, segundo a tua palavra; 
pois já os meus olhos viram a tua salvação,  a qual tu preparaste perante a face de todos os povos;  Luz para iluminar as nações, e para glória de teu povo Israel. E José, e sua mãe, se maravilharam das coisas que dele se diziam.  E Simeão os abençoou, e disse a Maria, sua mãe: Eis que este é posto para queda e elevação de muitos em Israel, e para sinal que é contraditado (E uma espada traspassará também a tua própria alma); para que se manifestem os pensamentos de muitos corações.  E estava ali a profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Esta era já avançada em idade, e tinha vivido com o marido sete anos, desde a sua virgindade;  e era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia. E sobrevindo na mesma hora, ela dava graças a Deus, e falava dele a todos os que esperavam a redenção em Jerusalém”. 

Que maravilha!!! Simeão e Ana estão entre os primeiros a quem o Espírito Santo revelou que Jesus era o Messias tão esperado pelos israelitas. Porém, vale lembrar que Lucas os descreve como pessoas justas, tementes a Deus e que serviam ao Senhor em espírito e em verdade. Por isso, tiveram tão grande e indescritível  privilégio: encontrar-se com o Salvador.

Conforme eu afirmei acima, mesmo quem professa a fé cristã, corre o risco de perder sua esperança. Isso porque as instituições que deveriam ser responsáveis pela geração desse sentimento ou virtude cristã essencial a todos nós têm feito exatamente o contrário. No entanto, há uma luz no fim do túnel.

Como nos dois momentos da História citados acima, hoje também é fundamental mantermos os olhos fitos no Senhor e permanecermos alicerçados naquilo que diz a Bíblia. Especialmente, nesses dias que antecedem o Natal e o início de um novo ano, é preciso acender, reacender ou manter a chama da fé e da esperança no Altíssimo.

Há pouco mais de dois mil anos, Jesus nasceu, cumprindo a promessa de Deus feita ao seu povo – Isaías 7:14; 9:2 e 6. Muitos não o compreenderam, mas todos quantos abriram seu coração e mente para ele passaram a ser pessoas cheias de vida e de esperança. Uma luz brilhou no meio das densas trevas em que viviam e passaram a enxergar a grandeza Read the rest of this entry »

 

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Está escrito!

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“Jesus, porém, respondendo, disse: Está escrito…”

     Todas as lições deixadas por Jesus são, realmente, pérolas de inestimável valor para nós. Cada vez que mergulhamos nas páginas das Escrituras Sagradas, temos saciadas a fome e a sede da nossa alma. Entretanto, sempre há algumas delas que se sobressaem dada a sua importância e aplicação a situações do dia a dia. Dentre elas, posso destacar a que está registrada em Mateus 4: 1 ao 11, mais precisamente resumida em duas palavras: “Está escrito”.

Toda vez que esse texto vem à minha memória, descubro o quanto ele é importante e como me ajuda a vencer as batalhas travadas diariamente, seja no meu trabalho seja, sobretudo, em minha mente. Como essa palavra me tem feito vitorioso e também por ter vindo com frequência ao meu coração, almejo compartilhar com você algumas reflexões sobre ela.

A primeira delas é que até mesmo Jesus foi tentado. Como sabemos, depois de ser batizado, o Senhor foi para o deserto, onde permaneceu durante quarenta dias e quarenta noites. Logicamente, após tão grande período de jejum, ele estava física e mentalmente debilitado. Percebendo isso, o maligno se aproximou dele, querendo tirar proveito da situação.

Conosco não é diferente. O adversário da nossa alma percebe quando estamos debilitados em alguma área e tenta dar o bote, pois, como diz em I Pedro 5:8, ele anda em nosso derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar. Entretanto, se recorrermos à Palavra, como o fez nosso Mestre, também venceremos a batalha travada.

A segunda: Cristo foi tentado nas três áreas que compõem nosso ser, ou seja, no corpo, na alma e espírito. Veja que a primeira proposta feita a Jesus foi transformar pedras em pães (Mateus 4:3). Por quê? Porque o Senhor estava com fome (Mateus 4:3). Porém, aquele período de jejum o fortalecera espiritualmente. Assim, ele teve discernimento suficiente para entender que aquela proposta tinha o objetivo de fazê-lo perder o foco e, consequentemente, fracassar. Se a aceitasse, pecaria e não poderia resgatar a humanidade das garras do diabo. Todavia ele venceu, dizendo: “Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”.

A terceira: o adversário quis convencê-lo a obedecer a um comando dele, ordenando que se jogasse de cima do ponto mais alto do templo, o pináculo. Caso o fizesse, o Mestre pecaria. Ele não veio para obedecer às ordens de satanás. Ao contrário, veio para exercer autoridade sobre ele e vencê-lo para também nos fazer vencedores. Por isso, mais uma vez o Senhor o venceu, declarando: “Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus” ou “… não ponha à prova o Senhor, o seu Deus.” – Mateus 4:7.

A quarta: Read the rest of this entry »

 

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Cuidando da figueira

cuidando da figueira

“Quem cuida de uma figueira comerá do seu fruto…” (Provérbios 27:18 a)

     Não sei se o que vou dizer acontece com você. Mas comigo ocorre com certa frequência: uma palavra, uma música ou texto bíblico vão e voltam à minha mente como se estivessem dizendo: “Ei, você aí, dê atenção a mim, pois desejo lhe falar alguma coisa importante”.  Com o texto acima tem sido dessa forma. Por isso, almejo compartilhar algumas considerações sobre ele, já que há muitas e preciosas verdades a serem observadas.

Em primeiro lugar: é que todo lavrador sábio, que deseja fazer uma boa colheita, deve cuidar bem da sua plantação. Para começar, deve preparar bem a terra; comprar sementes de boa qualidade; adubar e irrigar, caso precise; cortar as ervas daninhas; retirar brotos inferiores para não atrapalhar o crescimento dos demais, a fim de fazer uma colheita satisfatória e, quem sabe, até mesmo que supere as expectativas.

Outra coisa é que, todas as vezes que me vem à cabeça esse texto, penso ser possível  entendê-lo e aplicá-lo tanto em seu sentido literal, ou seja, real ou comum quanto de modo metafórico, isto é, figurado ou simbólico. Então veja algumas dessas possibilidades.

A primeira é que, se você almeja obter bons resultados ou êxito em seus estudos ou em sua vida profissional, deve cuidar bem delas. Para isso, precisa dedicar-se, ter determinação e disciplina e manter-se interiormente motivado, mesmo havendo fatores externos que o bombardeiem, tentando fazê-lo ficar pelo caminho ou perder o foco.

A segunda é que essa figueira podem ser seus filhos. Para isso ocorrer, também é preciso você que aja da mesma maneira que o lavrador descrito no segundo parágrafo. Aliás, precisa ser ainda mais dedicado, pois eles lhes foram confiados pelo Senhor. Ainda que estejam crescidos ou adultos, jamais podem ficar sem os cuidados necessários, especialmente o da oração e orientação.  Assim, se já produzem bons frutos, produzirão mais. E o melhor: não se desviarão dos caminhos do Senhor.

A terceira é que a figueira podem ser seu cônjuge e seu casamento. Logo, é preciso e indispensável todo cuidado para com eles. Infelizmente, existem pessoas que os trocam pelo trabalho, amigos,  pela internet ou por qualquer outra coisa,  praticamente os abandonando e, mesmo assim, lamentam por não colherem bons frutos. Engraçadinhos, não?

A quarta: a figueira é, antes de tudo, sua vida espiritual. Lamentavelmente, há tantas pessoas em extremo dedicadas a tudo e a todos, mas que abandonam o mais importante: seu relacionamento com Deus. Tais indivíduos abandonam sua vida de oração, a leitura da Palavra do Senhor, a ida aos cultos e a observância  dos mandamentos do Pai. Desse modo, mesmo que sejam bem-sucedidas em todas as demais áreas da sua vida, não se sentem de fato felizes e realizadas,  visto que só é “bem-aventurado, ou seja, feliz aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos” – Salmo 128:1.

Sendo assim, quero convidá-lo e instigá-lo a cuidar bem da figueira, ou seja, daquilo que realmente é importante, insubstituível e indispensável. Somente agindo desse jeito é que você se sentirá feliz e realizado. E essa é a vontade de Deus para sua vida – Salmo 35:27 e João 10:10.

 

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Quem planta colhe

semeadura

Uma das verdades mais concretas é a que diz respeito à lei da semeadura. Ela tanto pode ser aplicada em seu sentido mais comum, ou seja, de plantar arroz, feijão, milho, amendoim ou qualquer outro grão como de modo metafórico, isto é, figurado ou simbólico.

Lembro-me perfeitamente de que, quando meu pai queria colher arroz, ele não depositava feijão no solo e, se seu objetivo era colher milho, não plantava amendoim. Isso por uma questão óbvia. Recordo-me também que ele sempre comprava boas sementes, pois seu desejo era fazer uma boa colheita.

Quando penso sobre esse assunto, me vem à mente um texto bíblico muito interessante, o qual está registrado em Gálatas 6:7 e diz o seguinte: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer, porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. Há outra versão que fala: “De Deus não se zomba”. Que coisa séria!

Logicamente, é possível entender esse texto de duas maneiras: a negativa e a positiva. Negativamente falando, significa que se alguém fizer coisas más certamente colherá o mal. Por outro lado, caso pensemos em seu aspecto positivo, perceberemos que Deus não fica devendo nada a ninguém, porque não aceita ser alvo de escárnio ou de deboche.

Isso quer dizer que, se ele prometeu algo, não há dúvida de que vai cumprir. No entanto, é óbvio que no tempo dele e da maneira que considerar a mais adequada; porém, sempre respeitando o que diz sua palavra, pois “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?” – Números 23:19.

Por essa razão, precisamos estar atentos ao que declara Paulo em Gálatas 6:9: “E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido ou desanimado”. Por certo, o apóstolo assim escreveu porque muitos ou todos nós temos uma tendência natural de começar bem, mas, aos poucos, ir perdendo o ânimo até deixar de fazer algo ou mesmo permitir que aquilo caia no esquecimento.

Quero, porém, que não me entenda mal. Não estou julgando aqueles que perdem a motivação, pois, muitas vezes as circunstâncias são tão adversas que, aparentemente, a decisão mais sábia parece ser jogar tudo para o alto, colocar a viola no saco e ir cantar em outro lugar. Ou não cantar mais. Eu mesmo já me senti assim um sem-número de vezes. Infelizmente.

Apenas almejo dizer que nesses momentos existe algo que me tira esse desânimo: a Palavra de Deus, a qual age como combustível que dá energia e potência para esse motor talvez um tanto danificado pelas circunstâncias desfavoráveis e frustrantes – meu coração e mente.

Quando me sinto sem forças ou sem motivos para continuar, reflito sobre o que dizem as Escrituras Sagradas nos textos a seguir e isso faz ressurgir a razão de continuar servindo a Deus com alegria e também para executar as tarefas diárias com integridade, sempre buscando a excelência, ainda que às vezes ela pareça brincar de esconde – esconde.  Veja-os:

E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens,  sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis.” (Colossenses 3:23)

Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus; servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens. Sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre.” (Efésios 6:6 ao 8)

Nesses dois trechos bíblicos há algo em comum. Em ambos, o apóstolo Paulo nos admoesta, ou seja, aconselha a realizar nossas atividades como se estivéssemos fazendo diretamente ao Senhor, de quem receberemos o galardão, isto é, a recompensa pelo bem que fizermos.

Diz ele também que devemos fazer de todo o coração, servindo de boa vontade como a Deus. Obviamente, nossas tarefas diárias envolvem e afetam pessoas como nós. No entanto, conforme disse Jesus, se dermos um copo de água a alguém, é como se déssemos diretamente a ele. Veja Mateus 10:42: “E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão.

Há, ainda, algo que desejo destacar: “fazer de todo o coração” e “servindo de boa vontade”. Isso significa que não podemos nem devemos fazer de qualquer jeito. Caso a ação envolvesse Jesus em carne e osso, faríamos de qualquer maneira? Penso que não. Logo, precisamos seguir essa mesma lógica quando se trata de pessoas. É fácil? Sem dúvida, não. Entretanto, se pedirmos sabedoria e força ao Senhor, certamente conseguiremos manter o foco e executaremos nossas atividades, sejam elas profissionais ou não, com qualidade. A qualidade que o Senhor merece.

Sendo assim, quero incentivá-lo a continuar na prática do bem sem deixar a peteca cair, isto é, sem desanimar, sem perder as forças e a motivação. Mesmo que as situações sejam adversas ou que não esteja vendo nenhum resultado imediato, persista e prossiga para o alvo.

Lembre-se de que uma semente pode levar alguns dias para germinar, muitos outros para crescer e outros tantos para frutificar. No entanto, se a árvore for bem cuidada, há de produzir bons frutos. Portanto: escolha bem as sementes, zele da plantação e aguarde a colheita a trinta, a sessenta e a cem por um, porque fiel é o que prometeu – o Senhor nosso Deus, o qual certamente não irá decepcioná-lo. Há um grande galardão esperando por você. É simplesmente uma questão de tempo para ele vir para os seus braços.

 

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A morte encontra a Vida

Filho da viúva de Naim

Jesus sempre estava em movimento. Mas não confunda isso com uma correria desenfreada e sem objetivo definido. Ao contrário, ele estava no lugar certo, na hora certa e mudava as circunstâncias e situações, caso fosse preciso. Inclusive andava em sentido oposto à ordem natural das coisas, produzindo, assim, seus milagres.

Numa de suas andanças evangelísticas, vemo-lo indo à cidade de Naim juntamente com muitos dos seus discípulos – Lucas 7:11 ao 17. Perto da porta da cidade, encontram uma mãe viúva que ia enterrar seu único filho. Que situação triste! Ter perdido o marido já era algo terrível, pois, além de ser seu companheiro, supria suas necessidades sentimentais, emocionais, afetivas e sexuais, era o provedor do sustento da casa.

No entanto, ainda havia uma esperança para ela: o filho. Porém, ele também morrera. Não sabemos sua idade nem a causa de sua morte. Todavia, independentemente de termos ou não essas informações, podemos perceber que o mundo desabara sobre a cabeça dessa pobre mãe. O que pensava naquele momento? Que rumo tomaria se não tivesse posses para se sustentar? E se não houvesse ninguém que pudesse socorrê-la naquele momento tão triste e, por que não, desesperador? Para dizer a verdade, eu não queria estar na pele dela. Não mesmo.

Nesse ponto, é importante observar que uma grande multidão seguia com aquela mulher em direção ao lugar onde o filho seria sepultado – 7:12. Por certo, a família dela era querida. Entretanto, o que poderiam fazer as pessoas além de participar do enterro e tentar consolá-la? Talvez, por algum tempo a visitassem para confortá-la e levar alguma ajuda financeira. Contudo, com o passar dos dias, as visitas iriam rareando. Ademais, tudo o que fizessem seria insuficiente para aplacar a dor daquela mãe com o coração partido, não é mesmo? Quem sabe você conhece bem de perto o que significa a perda de pessoas tão importantes por já ter passado por uma situação igual ou semelhante a essa.

Mas a morte encontrou a vida. Como assim? O defunto deparou-se com Jesus antes de descer à sepultura! E, quando ocorre um encontro desses, algo maravilhoso e sobrenatural também acontece. Lembre que eu disse que o Mestre não anda sem rumo. Seus passos eram mínima e sabiamente calculados para mudar a história de pessoas como essa pobre mãe.

Quando lemos o versículo 13, vemos Lucas dizer: “E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores”. Mas… Aparentemente não há nada de surpreendente nessa fala de Jesus. Aliás, qualquer pessoa poderia der dito o mesmo. Inclusive eu. No entanto, dizer para alguém que perdeu um ente querido: “Não chores.” é mais para ser educado ou para cumprir tabela, pois assim reza uma (in)consciente tradição. Porém, de quase nada adianta.

Talvez, houve pessoas entre os presentes que começaram a criticar o Mestre por atrapalhar a caminhada deles. Quem sabe alguns, já sabendo da fama do Senhor, começaram a questionar por que ele não se dispunha a fazer alguma coisa para ajudá-la. É possível ainda que alguns tenham pensado ou mesmo falado: “Se ele é o Messias, por que não ressuscita esse rapaz?”.

Contudo, eu disse “aparentemente”, pois o desenrolar dos fatos mostrará que a vida daquela mulher jamais seria a mesma depois desse surpreendente e vivificante encontro. O Senhor sabia muito bem o que estava fazendo. Então vamos mergulhar um pouquinho comigo nesse versículo?

Todas as vezes que há  esse registro “… o Senhor moveu-se de íntima compaixão”, a seguir vemos o milagre acontecendo. E foi justamente o que ocorreu. Veja: “E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o defunto assentou-se, e começou a falar.  E entregou-o à sua mãe” (7:14 e 15). Aleluia!!!

Você consegue imaginar qual foi a reação daquela mãe e como seu coração ficou? Certamente ela ficou estupefata, ou seja, boquiaberta, pasmada ou atônita diante daquilo. Suponho que por uns instantes ela pensou não ser verdade o que seus olhos viam. E não era para menos. Quem não ficaria? Talvez, se fosse eu, diria: “Ei, me belisque para eu ver se é verdade!”. E de fato era real. Glórias a Deus!

Creio que a partir daquele dia sua vida recobrou o brilho perdido e passou a ser muito mais feliz. Não é para menos, pois aquilo que o Senhor faz gera felicidade real e duradoura. Novamente ela podia expressar seu amor e cuidado maternos. Também podia sentir-se amada e protegida pelo filho e seguir seu caminho segurando na mão de Deus, cumprindo, desse modo, o propósito da vida.

Veja o que aconteceu quando as pessoas presentes viram o milagre da ressurreição: “E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo” – v 16Além de ter trazido a alegria de volta àquela mãe, Jesus gerou uma oportunidade para que as pessoas o reconhecessem como alguém especial e glorificassem a Deus. Não é magnífico?

Agora, quero chamar a sua atenção para algo Read the rest of this entry »

 

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Pela fé

Pela fé

“Mas o justo viverá da fé…” (Hebreus 10:38)

     Vivemos dias em que as pessoas desistem facilmente das coisas, daquilo que se propõem a fazer e mesmo de outras pessoas. Parece-me que qualquer motivo, por mais banal que seja, é mais do que suficiente para jogarem tudo para o alto ou se tornarem amargas, revoltadas ou deprimidas. No entanto, o pior de tudo é que isso ocorre até em relação a Deus, por se  considerarem injustiçadas ou esquecidas por Ele.

Faz muitos dias que esse assunto tem saltando em minha mente repetidas vezes. E, ao refletir sobre ele, sempre saltita em meu coração Hebreus 11. Penso então que devo falar um pouco a respeito dele, analisando-o à luz da Bíblia, pois ela é um farol que alumia nosso caminho para enxergamos com nitidez aquilo que se nos apresenta diariamente e nos conduz às águas tranquilas e aos pastos verdejantes onde podemos saciar nossa alma e coração (Salmo 23:1 ao 3).

Mas… por que esse capítulo de Hebreus salta diante de mim? Por que ele fala de pessoas que venceram suas batalhas pela fé. Deus poderia, se quisesse, determinar que as coisas acontecessem em nossa vida como num passe de mágica ou ordenar que fossem registrados nas Escrituras apenas feitos heroicos das pessoas escolhidas para cumprirem uma tarefa. Entretanto, permitiu que também suas fraquezas e limitações entrassem para a História, para que entendamos ser possível vencermos as nossas lutas diárias. Isso me faz admirá-lo ainda mais e entender que também posso ser vencedor.

Diante do exposto, quero alimentar sua alma e coração com exemplos de pessoas que se tornaram mais que vencedoras (“Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” – Romanos 8:37)  e entraram para a Galeria dos Heróis da Fé. Não por serem perfeitas, mas por tomarem a firme decisão de viverem pela fé no Senhor, a despeito de qualquer coisa.

O primeiro deles foi Noé (Hebreus 11:7). Pensa que foi fácil para ele? Certamente, não. Foram 120 anos enfrentando todas as adversidades e dificuldades advindas da decisão de obedecer a Deus. Por certo, tornou-se alvo da zombaria dos incrédulos da sua época. Penso que o maligno tenha tentado colocar dúvida em seu coração ou fazê-lo se distrair com futilidades. Porém ele conseguiu manter o foco, e venceu pela fé.

O segundo foi Abraão (Hebreus 11:8). Para ele cumprir o desígnio de Deus, era ainda mais complicado, pois já estava velho para se tornar pai e sua mulher também. Para piorar, ela era estéril. Deus lhes promete um filho e demora 25 anos para concretizar a promessa. Depois, pede que ele ofereça seu filho em sacrifício. Quanta complicação! Todavia, esse homem decidiu crer: “E não enfraquecendo na fé, não atentou para o seu próprio corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara.  E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus,  estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer” – Romanos 4:19 ao 21. Já em Hebreus 11:18 diz que ele considerou que Deus era poderoso para até ressuscitar dos mortos Isaque. E ele também venceu pela fé. E mais: tornou-se o “Pai da fé” – Romanos 4:16.

O terceiro foi Isaque. Pela fé, ele abençoou Jacó e Esaú com respeito ao futuro deles – Hebreus 11:20. Que lindo! Pela fé, ele vislumbrou e profetizou bênçãos sobre seus filhos. Contudo também passou por grandes lutas. Mesmo assim, tornou-se um vencedor pela fé.

O quarto foi Jacó – Hebreus 11:21. Mesmo próximo da morte, abençoou cada um dos filhos de José e adorou a Deus apoiado na extremidade do seu bordão. Esse homem, embora tenha passado por duras provas, de ter corrido o risco de ser morto por seu irmão e de ter sido enganado por seu sogro, chegou ao fim de seus dias como vencedor por causa da sua fé.

O quinto foi José – Hebreus 11:22. Como sabemos, não era aceito por seus irmãos, pois o consideravam “o queridinho do papai”. Por causa disso, quase o mataram. Depois, venderam-no como escravo. Quando tudo parecia bem, tornou-se vítima da esposa do patrão. Foi parar na prisão injustamente. Parecia que seu destino era morrer na prisão. Mas Deus tinha outros planos para ele: torná-lo governador de todo o Egito, estando abaixo apenas do faraó. Além disso, ele sabia que seu povo iria para a Terra Prometida. Por isso, quis que seus ossos fossem levados embora desse país. Ele também venceu as batalhas da vida pela inabalável fé em Deus.

O sexto foi Moisés – Hebreus 11:23 ao 29. Permanecer vivo foi um milagre, já que o faraó dera ordem para matar todos os bebês hebreus. Pela fé, ele entendeu que sua boa vida no palácio não se comparava àquilo que o Pai preparara para o seu povo e saiu do Egito, não temendo a ira do rei, porque ficou firme como vendo o invisível e cumpriu o propósito para sua vida, vencendo os maiores desafios que se lhe apresentavam.

Além desses exemplos, existem muitos outros registrados nas Escrituras e fora dela ao longo da História do povo de Deus. Porém almejo mencionar apenas o de Cristo. Lembra que ele foi submetido a duríssimas provas, inclusive  à mais terrível morte, a qual era reservada aos piores bandidos? Contudo venceu todas elas, porque já vislumbrava o céu povoado por aqueles que haveriam de crer em seu evangelho. Dentre os quais estamos todos nós que o aceitamos pela fé.

Para finalizar, então, quero lembrá-lo de que todos eles passaram por grandes batalhas, e poderiam ter desistido, jogado tudo para o alto, se tornado pessoas amargas ou revoltadas com Deus. No entanto, tomaram a sábia decisão de cumprir à risca o desígnio do Senhor para sua vida e entraram para a História como mais que vencedores. Logo, com você e comigo não precisa ser diferente. Por isso, mesmo que passe por terríveis tempestades, não fuja de Deus; ao contrário, corra para os braços do Pai. Não desista facilmente. Vença pela fé suas batalhas, por mais assustadoras que sejam, e torne-se membro da Galeria dos heróis da fé, pois você não foi esquecido por Deus, conforme lemos em Isaías 49:15 e 16 a.

 

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Andar com Deus – Abraão

passos na areia

Andar com Deus é algo realmente muito importante e necessário, sobretudo em dias tão trabalhosos como estes nos quais vivemos (II Timóteo 3: 1 ao 5). Por essa razão, almejo compartilhar com você uma porção a mais desse apetitoso tema, pois, já diz o bom e velho ditado: “Diga-me com quem andas, que direi quem tu és”.

Nos artigos anteriores, conversamos um pouquinho sobre Enoque(  Andar com Deus – Enoque) e Noé(Andar com Deus – Noé). Agora, seguiremos os passos de Abraão, para aprendermos ou relembrarmos algumas coisas de fato preciosas e relevantes à nossa caminhada na fé, sempre com o objetivo de estar, a cada novo amanhecer, mais próximo daquele que nos criou com tanto amor e para seguir suas pisadas de cabeça erguida e com fé inabalável.

Para essa jornada bíblica, navegaremos em Gênesis 12:1 ao 3. Porém, se você quiser aprofundar-se um pouco mais, pode ler até o versículo 9. Veja, então, o que diz: “Então o Senhor disse a Abrão: Sai da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei. Farei de você um grande povo/nação, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados”.

Em primeiro lugar é preciso entender que Deus queria escrever uma nova história com esse homem. No entanto, para que isso fosse possível, era necessário trocar o nome dele de Abrão (pai ilustre, pai excelso ou grande pai) para Abraão (pai das multidões ou pai de muitos). Logo, entendemos que andar com o Senhor requer de nós mudanças operadas por Ele, porque nem sempre o que somos está em harmonia com a vontade dele. Com esse servo foi o nome, já que não condizia com aquilo que o Senhor faria dele. Conosco podem ser outras coisas que não estão ou não são coerentes com a vontade do Pai.

O segundo aprendizado é que ele precisaria fazer uma mudança geográfica em sua vida, ou seja, ir para outro lugar. Qual a razão disso? Muitas vezes o lugar onde estamos ou no qual vivemos amarra-nos e nos impede de caminhar com Deus. Vale lembrar que Tera, pai de Abraão, era idólatra (Gênesis 11:31; Josué 24:2), o que, fatalmente, trazia influências negativas ao filho. Talvez nós não careçamos de uma mudança de lugar, mas de postura, de opinião, de situação, da maneira de crer ou de ver, a fim de que agrademos ao Senhor.  Quem sabe, uma tradição humana deve ser deixada para trás.

Outra preciosa lição é que Deus tinha algo melhor para Abraão. Se o orientou a sair daquela região, é porque havia preparado algo excelente para ele. Conosco também não é diferente. Caso sejamos orientados a fazer alguma mudança de rota em nossa vida é porque o Senhor tem bênçãos reservadas para nós. Entretanto, era preciso crer e sair dali para poder ver o que Deus lhe preparara com tanto carinho. Ele podia dizer não ao Pai, contudo decidiu falar sim e, por isso, desfrutou das copiosas bênçãos que lhes foram preparadas. Também podemos escolher o não, mas, se dissermos sim ao Senhor, suas dádivas inundarão nossa vida, e viveremos o melhor do Pai (Isaías 1:19).

A quarta grande lição é que Deus, de livre e espontânea vontade, prometeu abençoá-lo, segundo lemos nos versículos 2 e 3. Isso nos revela que o Senhor tem prazer de presentear quem decide seguir suas determinações. Pense em você mesmo. Caso seja pai ou mãe, seu coração não regozija quando o filho ouve suas instruções? Não se sente mais motivado a presenteá-lo? Como pai que sou, creio que sua resposta é sim. Portanto, entendo que Deus, que se declara nosso Pai, age do mesmo modo conosco.

Há muitos outros aprendizados. Todavia, desejo colocar apenas mais um: Deus prometeu abençoá-lo grandemente, porém esperava que ele se tornasse uma bênção (V 2). Penso que com você e comigo não é diferente. Não podemos e não devemos ser mar-morto, ou seja, aquele que só recebe, mas do qual nada transborda para suprir a necessidade de outrem. É necessário que sejamos abençoadores, pois a fé sem obras é morta em si mesma, conforme declara a Bíblia em Tiago 2:17 e 22).

Desse modo, finalizo dizendo: decida andar com Deus e seguir para onde ele tem determinado em sua Santa Palavra, mesmo que pessoas próximas a você tenham outras companhias e estejam caminhando para lugares estranhos e contrários à vontade do Senhor. Determine em seu coração ser uma bênção a cada dia em que o sol raiar e estar no lugar determinado pelo Senhor.

 

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Andar com Deus – Noé

NOÉ

NOÉ

Outro dia, o Senhor me permitiu escrever um artigo com o mesmo título deste que agora redijo, no qual falei a respeito de Enoque, sobre quem a Bíblia informa que andou com Deus e foi tomado pelo Pai, ou seja, foi arrebatado.

No entanto, como disse naquela ocasião, ele era apenas uma das personalidades bíblicas que sempre estão presentes em minhas reflexões por serem grandes exemplos e servirem de motivação para cada um daqueles em cujo coração saltita o desejo de também andar nas pegadas do Mestre. Agora, convido você para caminhar comigo pela história de Noé, pois ele tem muitas lições a nos ensinar.

Para iniciar nossa prosa, penso ser importante registrar o que está narrado a respeito dele em Gênesis 6:8 e9: “Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor. Esta é a história da família de Noé: Ele era homem justo e íntegro entre o povo de sua época; ele andava com Deus”. Na Nova Versão Internacional, fala: “A Noé, porém, o Senhor mostrou benevolência” e, na Bíblia Mensagem, lemos: “Mas Noé era diferente e o Eterno gostou do que viu em Noé”.  

     Mas por que há essa declaração sobre ele? É fácil entender. Se voltarmos aos versículos anteriores, veremos que as pessoas haviam se corrompido de tal maneira que Deus se arrependera de ter feito o ser humano. No versículo 5, diz: “E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra, e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal”.

Todavia, quando o Pai olha para esse homem, ele vê alguém diferente. Noé não havia se corrompido como os demais de sua época ou geração. Ao contrário, se mantivera fiel, justo, reto, íntegro. Permanecera andando com Ele, independentemente da pressão que certamente sofria por caminhar na contramão da história. Esta é a primeira grande lição que se pode aprender com ele: manter-se íntegro em todo o viver, mesmo em meio a toda a degradação moral existente ao seu redor.

Por causa disso, o Senhor planejou algo especial para ele: recriar a humanidade a partir da sua família. Contudo, o que parecia ser tão simples para o Senhor, requeria desse homem coisas essenciais a qualquer um que almeja fazer história com Deus. Para que isso se tornasse realidade, era preciso que ele construísse a arca. E, por cento e vinte anos, Noé e sua família trabalharam nesse projeto. Desse modo, recebemos o segundo ensinamento: a necessidade de persistência e disciplina para concluir a obra.

Por certo, durante esse período, muitas pessoas, até mesmo seus parentes e amigos os criticaram, debocharam deles, consideraram-nos loucos, fanáticos ou quaisquer coisas semelhantes a essas. Talvez, mesmo sua família ou ele próprio tiveram momentos de dúvida. Lembra que nunca tinha chovido sobre a terra? As plantas eram regadas pelo orvalho e Deus lhes falava de chuva abundante. Logo, foi preciso muita, mas muita fé mesmo para não jogarem tudo para o alto. Essa é outra lição: fé para prosseguir.

Além de muitíssima fé, foi necessário confiança. Veja que estamos falando de um Deus invisível. Sendo assim, não há dúvida de que incrédulos tentavam fazê-lo e também a sua família descrer da palavra que Noé recebera do Senhor. Quem sabe, houve pessoas que o ajudaram na construção da arca, mas colocavam minhocas na cabeça dele e da sua família. Assim, outra lição é a necessidade de confiança absoluta em Deus e, consequentemente, em sua palavra, a qual é fiel e verdadeira(I Ts 5:24).

Existem, além desses, outros aprendizados nessa bela e rica história. Contudo, penso que neste momento essas são suficientes para nos sentirmos motivados a permanecer fiéis e íntegros em toda a nossa maneira de viver. Não estou dizendo que seremos perfeitos, pois só Deus é; entretanto, falo de procurar agir com justiça, com bondade, com amor, com honestidade, com misericórdia e com persistência em fazer o que é bom.

Para concluir, quero dizer que valeu a pena Noé continuar andando com Deus mesmo em meio às tempestades e às prováveis críticas recebidas. Como recompensa, ele e sua família (a mulher, os três filhos e as três noras) entraram na arca e foram salvos do dilúvio. Ademais, passou a fazer parte da História do povo Deus de modo positivo, a humanidade foi recriada a partir da sua família e foi chamado de pregador da justiça (II Pedro 2:5). E quanto a você? Com quem tem andado? Faça como Noé: ande com Deus.

 
 

Andar com Deus

Enoque andava com Deus

Recentemente, eu disse à minha esposa que existem, na Bíblia, algumas declarações sobre homens e mulheres de Deus, as quais sempre me vêm à mente. Elas possuem um grande significado espiritual não apenas para eles, mas também para cada um dos que querem estar em comunhão com o Senhor e no centro da Sua vontade.  E, por considerá-las relevantes, almejo compartilhá-las com vocês. Mas, como são várias, agora falarei sobre apenas uma.

A primeira delas diz respeito a Enoque. Há poucos registros sobre esse homem, por isso não sabemos exatamente o que ele fez que tanto agradasse a Deus. No entanto, independentemente de sabermos ou de deixarmos de saber, em Gênesis 5:22 diz: “E andou Enoque com Deus 300 anos…”. Já no versículo 24, lemos: “E andou Enoque com Deus; e já não foi encontrado, pois Deus para si o tomou”. Ou como declara a Nova Versão Internacional: “… pois Deus o havia arrebatado”.

Que palavra maravilhosa! Enoque fez uma sábia escolha. Provavelmente, muitos de seus contemporâneos optaram por andar sozinhos, seguindo seus próprios pensamentos, ouvindo seu coração (nem sempre tão sábio) e agindo de acordo com seus conceitos, muitas vezes equivocados, e preconceitos. Quem sabe tantos de seus familiares ou amigos decidiram ouvir orientações de pessoas sem nenhum temor ou compromisso com o Senhor e seguir a estrada da vida com elas. Entretanto esse homem decidiu andar com o Pai.  Como consequência de sua escolha, o Senhor o tomou para si.

Todavia, não se engane. Creio que não foi nada fácil nadar contra a correnteza. Estou certo de que muitos dos que se diziam seus amigos ou mesmo familiares quiseram convencê-lo de que estava perdendo tempo e sendo tolo por procurar viver com integridade e fidelidade a um Deus a quem nunca tinham visto.

Considerando que viveu 365 anos, talvez em sua juventude Enoque nadou a favor da correnteza, isto é, de acordo com os princípios do mundo como os demais de sua geração. Por isso, estava em paz com as pessoas, mas não com o Senhor. Contudo chegou o momento no qual ele entendeu seu desígnio e passou a nadar contra a correnteza, o que exigiu dele grande esforço e coragem.

Talvez, por toda a pressão sofrida, em algum momento ele tenha pensado que estava agindo como um tolo confiando em Deus. É possível que, por causa da sua fé, sofreu alguns prejuízos de ordem financeira ou relacional. Pode ser que perdeu grandes amigos ou que familiares se afastaram dele, deixando-o triste, chateado ou até magoado. Mas ele não desistiu. Não perdeu o foco. Ele prosseguiu marchando em direção a Deus com quem por certo tivera muitas e belas experiências.

Quem sabe sua história tenha alguma semelhança com a desse homem. Talvez, por professar sua fé no Senhor, pessoas importantes para você passaram a discriminá-lo, como aconteceu com minha família quando tomou a decisão de entregar sua vida a Cristo.

Talvez, justamente nesse momento da sua vida você tem questionado ou se questionado se realmente vale a pena servir ao Senhor, manter sua integridade, crer e manter sua fé em um Deus ao qual nunca viu. Mas, creia, tenho uma boa notícia para você: vale, sim, a pena seguir em frente. Há um avultado galardão para aqueles que seguem caminhando, mesmo que em vales, desertos ou montanhas, conforme nos diz o escritor aos Hebreus, capítulo 11:35: “Não rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão”.  Ou seja: existe grande ou exagerada recompensa.

Para finalizar, quero voltar a Enoque. Lembre que andar com Deus trouxe-lhe um excelente resultado: o Senhor o tomou para si. Certamente, havia milhares e milhares de pessoas em sua época. Entretanto só ele recebeu esse presente do Pai. Somente ele entrou para a História. No entanto, a melhor notícia que tenho para você é que o Senhor também quer tomá-lo para si. Portanto, mantenha sua fé, sua confiança e sua integridade a Deus. Não desista. Persista. Prossiga para o alvo, pois: “Nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Filipenses 3:20 e 21).

 

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Bem-aventurados

sermão A palavra de Deus é maravilhosa.  Nela, sempre encontramos o alimento certo, do qual nossa alma precisa em todas as situações pelas quais passamos e também para nossa condição espiritual e emocional do momento que estamos vivendo. Por essa razão, sempre que posso, gosto de compartilhá-la oralmente ou através da escrita.

Justamente por esse motivo, almejo compartilhar com você algumas reflexões sobre o Sermão da Montanha, o qual, como é de seu conhecimento, foi proferido por Jesus e também é chamado de “As bem-aventuranças”. Desejo fazê-lo porque nos últimos dias senti de colocar vários dos versículos desse sermão para a leitura dos meus alunos e tenho entendido que o Espírito Santo quer falar conosco através desse belíssimo texto. Então, eu o convido a refletir comigo a respeito de algumas verdades sobre ele e contidas nele.

A primeira delas é que estamos vivendo dias de grande crise de integridade em todos os níveis e segmentos da sociedade. Infelizmente, até mesmo entre o povo de Deus essa crise pode ser percebida, pois, muitos dos que se dizem cristãos têm se deixado corromper. E, quando se trata de pessoas que nunca tiveram temor ao Senhor, a degradação moral pode ser multiplicada bastantes vezes.

Para tais pessoas, o que mais importa é levar vantagem, mesmo que precise passar por cima de tudo e de todos e do modo mais inescrupuloso possível. Para esses indivíduos, os valores morais, espirituais e a ética nada significam, uma vez que sua data de validade está vencida há muito tempo. O pior é que a consciência deles já está cauterizada. Desse modo, nem percebem o mar de lama no qual estão naufragando: “Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência (I Timóteo 4:2).

A segunda verdade é que, para quem deseja viver uma vida dentro dos parâmetros estabelecidos por Deus, o Mestre dos mestres trouxe orientações que permitirão manter sua integridade mesmo vivendo nesse mundo tão corrupto e corruptor. Como estou certo de que você anseia por viver dignamente diante de Deus e da sociedade, convido-o a navegar pelas águas profundas desse ensino do Senhor, registra-do em Mateus 5: 1 ao 11.

Antes de começar a falar especificamente sobre cada bem-aventurança, creio ser importante registrar o significado bíblico da palavra bem-aventurado: feliz; que tem a felicidade celestial; que desfruta da graça (favor) de Deus ou ainda que está no céu.

No versículo 3, o Mestre diz: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus”. Entendo que quando o Senhor declarou essa bem-aventurança, ele se referia às pessoas que têm um coração humilde. Basta lembrar que ele conhecia plenamente o ser humano e sabia do orgulho e da arrogância que habitavam o coração do homem da sua época, especialmente dos líderes religiosos, os quais faziam de tudo para se demonstrarem superiores e subestimaram até mesmo Cristo. Esqueceram-se de que “a humildade precede a honra” (Provérbios 15:33; 18:12).

Também hoje o homem não é diferente. É só olhar ao nosso redor que veremos indivíduos assim. A arrogância e o orgulho de tantos contemporâneos de Cristo  e dos nossos dias fizeram e ainda fazem descrer de Deus e supor que não têm necessidade de se arrependerem de seus pecados e de aceitarem Jesus como seu Senhor e Salvador pessoal. Também estes se acham superiores e acima do bem e do mal. Logo, segundo Cristo, estão fora do reino de Deus. A não ser que mudem de atitude, marcham a passos largos para a perdição eterna.

Na segunda bem-aventurança, o Senhor diz: “Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados” (v 4). Obviamente, esse choro pode estar relacionado ou ser consequência de muitas coisas, tais como: enfermidades, problemas familiares ou conjugais, desemprego e tantos outros que afligem o ser humano. Entretanto, penso que esse choro dito pelo Mestre trata especialmente do sofrimento por que passam aqueles que decidem assumir sua fé em Cristo. No entanto, por experiência própria, entendo que, independentemente da razão das lágrimas derramadas, o Senhor as enxuga e nos conforta. Quantas vezes já tive as minhas enxugadas pelo meu Senhor e Mestre! Nas horas mais horrendas e difíceis pelas quais passei, ali estava ele com sua toalha e com seu magnífico amor.

É bom lembrar que, enquanto vivemos neste mundo, todos nós estamos sujeitos a passar por situações nas quais o choro é inevitável. Entretanto, haverá um tempo em que não choraremos mais, pois o sofrimento será banido definitivamente da nossa vida. Veja o que diz Jesus em Apocalipse 21:4: “E Deus limpará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque as primeiras coisas são passadas”.  Aleluia!!! E o melhor de tudo é que, neste tempo, estaremos diante do nosso Mestre e Senhor. Na terceira, ele declara: “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra” (v 5).  No mundo atual, praticamente inexiste mansidão. Por qualquer motivo, até mesmo o mais tolo ou banal, as pessoas perdem o controle e, como se diz popularmente, “descem do salto”, fazem e falam absurdos, ferindo  aqueles com quem convivem, especialmente seus entes queridos. Muitos se arrependem amargamente depois; porém, ou já é tarde demais ou não há mais conserto para os estragos feitos. Logo, como é possível ser feliz de fato, se magoamos nosso próximo? Por isso, é preciso que desenvolvamos o domínio próprio e peçamos sabedoria a Deus para sabermos agir com equilíbrio e com equidade para com todos, sobretudo para com nossos familiares e amigos.

Além disso, penso que os mansos aos quais o Mestre se refere são, também, aqueles que professam sua fé com inteligência espiritual, sem se alterar quando questionados a respeito dos fundamentos dela ou quando são zombados ou discriminados em consequência dela. Talvez seja por esse motivo que em algumas versões bíblicas está escrito humildes. Aliás, de que adiantaria professar uma fé que não é seguida por frutos que a confirmam? Certamente é por isso que a Bíblia diz que a mansidão é um fruto do Espírito Santo (Gálatas 5:22). Portanto, para ser manso de verdade ou humilde (nesse sentido), faz-se necessária a ação do Santo Espírito em nós. E, para tais pessoas, Jesus promete uma recompensa: herdarão a terra ou terá um lugar ao lado do Senhor.

No versículo 6, o Mestre declara: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos”. No mundo atual, o que mais vemos é injustiça e pessoas injustas. Hoje, ser justo ou correto é assumir o risco de ser tachado como tolo. Para todo lado que olharmos, veremos a injustiça predominando. Quando se trata do meio político e empresarial então, a coisa fica feia. Mas, se olharmos para nós ou para aqueles com quem convivemos, ficaremos pasmos ao percebermos quantas vezes somos injustos nas pequenas coisas ou sofremos com a injustiça de indivíduos bem próximos de nós. Parece que ela passou a fazer parte da Constituição Federal. Porém, para quem almeja ser realmente bem-aventurado, é preciso estar atento a suas ações, a fim de que não proceda desse modo tão terrível. E, caso passemos a ter consciência de que pisamos na bola com alguém, devemos pedir perdão ao Senhor e à pessoa, caso seja possível. E, ainda quando houver condições, recompensá-la para que possamos gozar da felicidade proveniente da graça de Deus para conosco.

Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia” – declara Jesus no versículo 7. Mas o que é ser misericordioso? Read the rest of this entry »

 
 

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