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Crise – o que fazer

          Quem nunca se sentiu como se estivesse no meio de uma tempestade em alto-mar ou no olho de um furacão?

          Penso que a maioria de nós já se sentiu assim, talvez em mais de uma ocasião. Alguns certamente já estiveram nesse tipo de situação mais vezes do que poderia imaginar.

           No entanto, independentemente de ter sido uma única vez ou várias, o sentimento que envolve o indivíduo quase sempre é o mesmo: impotência. Todavia, em muitas pessoas, também gera desespero, revolta contra pessoas e até contra Deus.  

          Se olharmos apenas sob o ponto de vista humano, consideraremos algo mais do que normal, comum e compreensível tal reação, sentimentos ou comportamentos. Contudo, o cristão não deve viver baseado no que pensa e vê ou nas circunstâncias que o envolvem, mas pela fé nas promessas imutáveis do Deus que não muda, como lemos em Malaquias 3:6 e em Mateus 24:35.

          Quando olhamos para 2 Crônicas 20, vemos uma história que nos ajuda entender como precisamos e devemos agir em tempo de crise. Contudo, para entendermos melhor essa história, é preciso lembrar que no capítulo anterior o cronista faz relato que será relevante para entender as ações do rei Josafá: “Boas coisas, contudo, se acharam em ti, porque tiraste os bosques da terra e preparaste o coração, para buscar a Deus” – 2 Crônicas 19:3.  

          Note que esse homem, diferentemente de outros reis que o antecederam, procurava fazer aquilo que era reto aos olhos de Deus. E isso vai ser o grande diferencial dele quando se viu no meio da crise, a qual poderia ter determinado seu fim e a provável destruição de seu povo.

          Segundo o relato bíblico, os filhos de Moabe e de Amom se uniram para lutar contra Josafá, e era uma grande multidão. Então, algumas pessoas foram avisar o rei sobre a decisão tomada por esses povos – 2 Crônicas 20:1-2.

          Como diz o versículo 3, ao receber essa notícia, Josafá temeu muito, pois sentiu que a situação era muito complicada e grave. Veja: “Então, Josafá temeu e pôs-se a buscar o Senhor; e apregoou jejum em todo o Judá” – 2 Crônicas 20:3.

          À primeira vista, até podemos pensar que o rei era um sujeito emocionalmente fraco e, portanto, inapto para o posto que ocupava. No entanto, uma análise mais profunda da situação nos leva a concluir que, na realidade, ele foi muito sensato. Afinal, acaso adiantaria alguma coisa ele supor que conseguiria encarar e vencer aquela guerra se estava em desvantagem, colocando, desse modo, sua vida e seu povo em risco?

          A sequência dos fatos nos revela que Josafá agiu com muita sabedoria. Observe que ele se pôs a buscar ao Senhor e apregoou um jejum a todos os israelitas. Interessante isso. Sua sabedoria o levou à pessoa certa, Deus, o qual poderia mudar o resultado daquela batalha que, humanamente falando, já estava perdida.

          Mas há outro ponto importante que almejo destacar: ele decidiu não fazer isso sozinho. Por esse motivo, conclamou toda a nação para buscarem juntos a face do Senhor. Isso me leva a entender que quando somos envolvidos por uma crise não podemos nem devemos agir sem a direção de Deus.

          Outra lição é que devemos envolver aqueles que fazem parte do nosso relacionamento na busca ao Senhor. Muitos, quando estão sendo açoitados por um vendaval, por vergonha ou por orgulho, não compartilham seus problemas com outros, mesmo sendo pessoas idôneas.

          Outros há que não dividem a carga nem mesmo com o cônjuge. Desse modo, desgastam-se ou sucumbem sufocados pela crise. Mas o pior ainda é que, muitas vezes, mesmo tentando poupar seus entes queridos, levam-nos para o abismo também. E o mais grave: eles nem tiveram a chance de lutar para evitar a tragédia.

          Logicamente é necessário fazer um registro: não podemos e não devemos compartilhar nossos problemas com quaisquer pessoas. Antes, esse compartilhamento deve ser feito com pessoas maduras, idôneas, sensatas, equilibradas e tementes a Deus. Inclusive, sei que muitos não podem contar com seu cônjuge, o qual pode fazer a situação piorar, por causa da sua imaturidade ou falta de responsabilidade mesmo.

          Por outro lado, se o cônjuge, a família e até mesmo outras pessoas do nosso convívio são idôneas o suficiente, é certo que a junção das forças será determinante para superar a adversidade pela qual fomos açoitados.

          Veja o que diz o versículo 4: “E Judá se ajuntou, para pedir socorro ao Senhor; também de todas as cidades de Judá vieram para buscarem o Senhor. Aqui, vemos que o povo atendeu à convocação do rei. Isso nos diz muito sobre como agir. Especialmente quando há uma crise rondando nossa casa ou nosso povo precisamos unir nossas forças para buscar em Deus o livramento.

          No versículo 5, vemos Josafá, como líder, se colocando em pé e se dirigindo ao Senhor em oração. Tal postura nos leva a entender que quem está em posição de liderança, seja ele um governante, pastor ou   o responsável pela família deve ser o exemplo na busca pela face de Deus. Desse modo, os demais se sentirão motivados e fortalecidos para entrarem na batalha também.  

          Do versículo 6 ao 11, notamos que o rei começa “relembrar” Deus de quem ele é e de promessas importantes que fizera ao povo de Israel. Além disso, apresentou ao Senhor o problema pelo qual estavam passando.

          Dessa parte da oração, podemos extrair diversos ensinamentos. O primeiro é que Josafá reconhece quem é Deus, a onipotência do Senhor, adora-o e o louva por sua grandeza, diante da qual ninguém pode resistir. Isso me faz entender que ao nos dirigirmos ao Altíssimo precisamos estar certos sobre quem ele é, do que pode fazer por nós e com humildade.

          Infelizmente, muitas vezes apequenamos Deus. Uma vez que somos pequenos e fracos, mesmo que inconscientemente atribuímos essa pequenez e fraqueza ao Eterno. Todavia, Ele continua a nos dizer: “Eis que eu sou o Senhor, o Deus de toda a humanidade. Será que existe algo demasiadamente difícil para mim?” – Jeremias 32:27; Gênesis 18:14.   

           Outro ensinamento é que, mesmo sendo onisciente, ou seja, sabedor de todas as coisas, o Senhor quer que verbalizemos ou exteriorizemos aquilo que está em nosso coração. Afinal, orar é conversar com Deus. É abrir completamente o coração para ele.  É fazer como gostamos que nossos filhos façam quando estão com alguma necessidade ou para compartilhar algo bom, que lhe fizeram felizes.

          Também aprendemos que precisamos apresentar detalhada e claramente qual é o problema. Você deve ter percebido que o rei narra de forma minuciosa o que está acontecendo. Logicamente, o Senhor conhecia cada detalhe. Contudo, como já foi dito, ele quer que comuniquemos com clareza quais são nossas necessidades.

          Lembra-se do cego Bartimeu? Quando ele soube que era Jesus quem passava por ali, começou a clamar: “Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim! E os que iam passando repreendiam-no para que se calasse; mas ele clamava ainda mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim!” – Lucas 18:37-39.   

          A seguir, vemos que o Senhor parou perto dele e lhe perguntou: “Que queres que te faça?” – Lucas 18:41. Ora, parece óbvio que aquele homem queria enxergar, não é? No entanto, o Mestre queria ouvir da boca de Bartimeu qual era o desejo dele. Sem contar que ele podia querer apenas uma esmola. Então, Jesus desejava saber claramente. Além disso, o Senhor almejava relacionamento pessoal.

          Voltando à história de Josafá, há algumas coisas muito importantes que gostaria de destacar. Veja o que ele diz no versículo 12: “Ah! Deus nosso, porventura, não os julgarás? Porque em nós não há força perante esta grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que faremos; porém os nossos olhos estão postos em ti” – 2 Crônicas 20:12.

          Primeiro ele reconhece que o Altíssimo é o Deus dele e do povo. Então, aprendo que não dá para nos dirigirmos ao Eterno para lhe pedir algo se não o reconhecermos como Deus. E o reconhecemos de fato quando estamos dispostos a obedecer aos seus mandamentos, pois “é melhor obedecer do que sacrificar – diz o Senhor” – 1 Samuel 15:22.

          Em segundo lugar, diante do caos ou da adversidade, é necessário reconhecermos e admitirmos nossa pequenez, fraqueza, impotência e incapacidade de tomar a decisão certa: “… e não sabemos nós o que faremos…”. Isso porque se permitirmos que nosso orgulho impeça de nos humilharmos perante o Senhor, corremos o risco de sofrermos uma grande derrota para o inimigo ou para um problema grave que nos acometeu.

          Em terceiro lugar, vem a parte mais relevante: “… porém os nossos olhos estão postos em ti”. Quando entra um “porém”, significa que haverá uma mudança de condição, situação ou ideia. E é justamente aqui que está o segredo da vitória. Até esse momento, parecia que a derrota era certa. Entretanto, não é isso que vai acontecer.

          A partir do momento em que declara “… porém os nossos olhos estão postos em ti…”, Josafá demonstra que está entregando o problema nas mãos de Deus, e isso junto com o povo. Veja: “E todo o Judá estava em pé perante o Senhor, como também as suas crianças, as suas mulheres e os seus filhos” – 2 Crônicas 20:13.  

          Mais uma vez, quero destacar a importância do envolvimento de todas as pessoas. Em Mateus 18:18 ao 20, vemos Jesus declarando: “Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”.

          Apesar de o contexto da declaração de Cristo ser outro, o princípio é o mesmo, ou seja, a unidade de propósito e atitude recebe um olhar responsivo e misericordioso do Pai.

          Nesse episódio, a consequência da oração do rei, com a unidade de coração do povo, foi o início da virada. Do versículo 14 ao 17, vemos a resposta de Deus. Dentre todas as coisas que o Senhor falou, quero destacar este trecho: “Nesta peleja, não tereis de pelejar; parai, estai em pé e vede a salvação do Senhor para convosco, ó Judá e Jerusalém; não temais, nem vos assusteis; amanhã, saí-lhes ao encontro, porque o Senhor será convosco”.  

          Que resposta linda do Senhor! E muito interessante! Em tantas outras ocasiões Deus determinou que o povo agisse fisicamente, ou melhor, entrasse na batalha corpo a corpo. Contudo, nessa ocasião, ele deu uma ordem bem diferente. Qual a razão disso? Não sei exatamente. Porém, posso supor que foi por causa da atitude humilde do rei e do povo diante da adversidade.

          Outro detalhe que me chamou a atenção é que o Altíssimo disse para eles não temerem nem se assustarem, pois veriam a salvação que lhes proporcionaria. Contudo, havia algo que os israelitas deveriam fazer: sair ao encontro do inimigo.

          Parece contraditório ou estranho. Se eles não iam lutar, por que ir em direção ao exército inimigo? O melhor não seria ficar bem longe, só assistindo de camarote?

          Aos olhos do Senhor, não. Ele queria que seu povo o visse em ação novamente, como já fizera tantas outras vezes. Assim, até mesmo os pequeninos, que nunca tinham visto o trabalhar do Deus Todo-Poderoso de quem ouviam falar, puderam testemunhar a grandeza e o cuidado do Senhor.

          Outro registro importante a fazer é que no versículo 20 vemos o rei novamente assumindo seu papel de líder e encorajador, servindo de exemplo para todos nós que exercemos liderança, seja em casa ou fora. Veja: “E, pela manhã cedo, se levantaram e saíram ao deserto de Tecoa; e, saindo eles, pôs-se em pé Josafá e disse: Ouvi-me, ó Judá e vós, moradores de Jerusalém: Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis”

          Também devo destacar o que ele fala para seu povo: “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis”.  Note que ele não toma para si a glória, mas a tributa ao Eterno. Além disso, o rei instrui os israelitas a crer nos profetas, pois, quando um profeta é verdadeiro e verdadeiramente enviado pelo Senhor, levará as pessoas ao êxito.

          O que vem a seguir na história também é muito instrutivo. O versículo 21 relata o rei ordenando que os cantores saiam à frente do povo louvando a Deus. E, na sequência, vemos que assim que começaram a louvar, o Senhor entrou em ação e lhes deu uma gigantesca vitória.

          Como consequência do agir do Senhor, aconteceu o que você verá a seguir: “Veio o temor de Deus sobre todos os reinos daquelas terras, ouvindo eles que o Senhor havia pelejado contra os inimigos de Israel. E o reino de Josafá ficou quieto e o seu Deus lhe deu repouso em redor” – 2 Crônicas 20:29 e 30.

          Como você viu, aconteceram duas coisas importantes: primeiro, os reinos circunvizinhos ficaram temerosos ao verem que o Senhor havia lutado pelos Israelitas e os inimigos deixaram de importuná-los; segundo, Deus deu paz e repouso a eles. Desse modo, puderam continuar seus afazeres com tranquilidade.

          Conosco também pode acontecer algo semelhante. Em muitas ocasiões nos vemos cercados por muitos “inimigos”, e não estou me referindo a pessoas necessariamente, mas a problemas humanamente insolúveis ou que exigem muito esforço e um gasto enorme de tempo e energia para resolvê-los. Mas não precisamos lutar sozinhos.

          Se verdadeiramente temos crido em Deus como nos ensinam as Sagradas Escrituras, podemos e devemos recorrer a ele pedindo sabedoria para lutar ou, dependendo da gravidade da situação, suplicando que ele lute conosco.  E certamente encontraremos o socorro necessário, como Josafá e os israelitas encontraram.

          Portanto, incentivo você a colocar em prática a lições aprendidas com essa história do povo judeu, inclusive sobre louvar ao Senhor mesmo em meio à tempestade, pois Deus continua sendo o mesmo Deus, o qual é o nosso ajudador – Deuteronômio 33:26; Salmo 33:20. E, para concluir, quero relembrar o que está escrito em 2 Crônicas 20b:20: “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis”. 

Sugestão de música: Deus cuida de mim – Eli Soares

 

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Como NÃO destruir seu casamento – dicas infalíveis

Como NÃO destruir seu casamento – dicas infalíveis é o nosso mais recente trabalho publicado pela Editora Poty.

Fruto de vários estudos bíblicos ministrados para casais na Igreja do Evangelho Quadrangular do Jardim Fátima em Nova Odessa – SP, esse livro traz dicas infalíveis para a manutenção de um casamento saudável e duradouro. Estamos casados há 29 anos e já passamos por todas as fases do casamento. Isso nos confere autoridade para tratarmos desse assunto de forma sábia.

O temor ao Senhor é um desses princípios norteadores da construção da felicidade no casamento e, de forma coerente, o Espírito Santo segue conduzindo cada capítulo sob a luz da Bíblia Sagrada – nosso livro de fé e prática.

Dessa forma, você está convidado/a a passear pelas páginas desse livro junto com seu cônjuge aprendendo e/ou revendo quais dicas precisam ser postas em prática nesse jornada tão linda instituída por Deus: o casamento!

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Boa leitura!

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Os improváveis

Os improváveis

     

“Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a altura da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem. Pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.” (1 Samuel 16:7)

      Uma das coisas mais admiráveis em Deus é o seu modus operandi, ou seja, seu modo de operar ou agir. A razão pela qual penso assim é que seu jeito de fazer as coisas ou suas escolhas geralmente caminham na contramão daquilo que vemos no mundo. Isso, às vezes, deixa meio confusos aqueles que não têm intimidade com ele. Mas devo confessar uma coisa a você: até quem anda com ele nem sempre consegue entender alguns de seus métodos.

      Outro dia, eu estava lendo para minha esposa mais um capítulo do livro Sabedoria para vencer, do escritor Mike Murdock (Muito bom, por sinal!). De repente, algo que ele escreveu me fez lembrar a história de duas pessoas: Gideão e Davi. E, conversando com ela, veio-me ao coração a vontade de compartilhar com você algumas reflexões sobre os improváveis para o mundo, os quais se tornam prováveis para Deus.   

      Quando lemos o capítulo 6 do livro de Juízes, vemos que o povo de Israel havia se desviado dos caminhos do Senhor e, em consequência disso, estava sendo oprimido pelos midianitas e amalequitas – 6:1-6. Estes privavam os israelitas de suas colheitas, apossavam-se dos seus rebanhos, e os estava deixando na miséria.

      No entanto, havia um remanescente fiel, isto é, pessoas que não se corromperam, que não se envolveram com as práticas pecaminosas do mundo, que não beberam do seu vinho, não comeram dos seus manjares contaminados, nem se prostraram diante dos seus deuses. E esse, pelo que se infere pelo contexto, era o caso de Gideão. Além disso, o texto bíblico também diz “então, os filhos de Israel clamaram ao Senhor” – 6:6b.

      O Senhor ouviu o clamor deles e, como é misericordioso, decidiu livrá-los mais uma vez (Juízes 6:7-10), assim como acontecera quando seu povo estava sendo escravizado no Egito e clamara por socorro. Para isso, evidentemente, quis envolver pessoas, as quais precisariam de um líder. Afinal, aquilo que o ser humano pode fazer, o Eterno não faz; apenas capacita aquele que ele escolheu.

      Geralmente, quem é escolhido para liderar? Pense numa empresa que se preza. São pessoas fortes, experientes, aptas e habilidosas, que já provaram seu valor e sua competência para exercer tal função. Todavia, o conceito de valor de Deus parece ser bem diferente do nosso.

      Certo dia, estava Gideão malhando trigo no lagar para o salvar dos midianitas. Para início de conversa, lagar é o lugar adequado para espremer uvas, não para fazer esse serviço. Isso significa que esse homem bolou uma estratégia interessante para não ser surpreendido pelos inimigos e, assim, suprir as necessidades da sua família – 6:11. 

      Enquanto fazia o serviço, ainda que não tivesse percebido, estava sendo observado pelo Anjo do Senhor, que se aproximou dele e disse: “O Senhor é contigo, varão valoroso” – 6:12. “Mas Gideão lhe respondeu: Ai, senhor meu, se o Senhor é conosco, por que tudo isto nos sobreveio? E que é feito de todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o Senhor subir do Egito? Porém, agora, o Senhor nos desamparou e nos deu na mão dos midianitas” – 6:13.

      Pela resposta, percebemos que ele não havia compreendido que o mal que lhes sobreviera era consequência da desobediência do povo ou as circunstâncias adversas o fizeram ter dúvidas, como ocorreu com João Batista em relação a Jesus (Mateus 11:2-11).

      Com muitas pessoas também acontece algo semelhante. Elas têm dificuldade de entender que, muitas vezes, os sofrimentos pelos quais passam é efeito de ações, escolhas e comportamentos errados. Por exemplo: se nos alimentamos mal ou temos uma vida sedentária, por certo teremos problemas de saúde. Se agimos de forma impensada, podemos gerar atritos com o cônjuge, filhos, amigos colegas de trabalho ou quaisquer pessoas.

      Mas o que quero frisar, ou seja, destacar nessa história é a maneira como nós nos vemos e o jeito que Deus nos vê, pois, em muitas ocasiões ou situações, são bem diferentes. Note que, a seguir, o Anjo do Senhor olha para ele e diz: “Vai nesta tua força e livrarás a Israel da mão dos midianitas; porventura, não te enviei eu?” – 6:14.

      Ao observá-lo, o Anjo do Senhor viu valor nele. Notou qualidades ou características que não temos condições de identificar com precisão. Nem ele próprio conseguia enxergá-las. Provavelmente, Deus enxergou fidelidade, insatisfação com a opressão e a vergonha em que viviam, vontade de mudar, espírito de liderança, resiliência e/ou outras tão importantes quanto às mencionadas.

      Por não ter essa percepção de si mesmo, Gideão passa a apresentar justificativas ou razões para mostrar que não era apto para a missão que lhe estava sendo dada. Veja: “E ele lhe disse: Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu, o menor na casa de meu pai” – 6:15.   

      Olhando friamente, parece que esse homem tinha razão de pensar dessa maneira. Primeiro, precisamos lembrar que Israel estava enfraquecido militarmente. Segundo, ao que indica ele não era um guerreiro. Porém, mesmo que fosse, as circunstâncias agora eram totalmente adversas. Logo, havia motivo para pensar desse jeito. Em terceiro lugar, sua família era a mais pobre da tribo de Manassés. Em quarto, e para piorar, ele era o menor da casa do pai dele.

      Essa realidade familiar e pessoal o levou a desenvolver um grande complexo de inferioridade. Assim, considerava-se totalmente inapto para fazer aquilo para o que estava sendo chamado. Todavia, mesmo se considerando incapaz, aos olhos de Deus, que a tudo vê de forma integral, Gideão era a pessoa certa para livrar os israelitas daquela terrível opressão que, fatalmente, os levaria à ruína total.

      A seguir, Deus lhe disse: “Porquanto eu hei de ser contigo, tu ferirás os midianitas como se fossem um só homem” – Juízes 6:16. Aqui estava o motivo do sucesso desse homem: O Senhor estaria com ele. Gideão não lutaria sozinho. Além dos homens que estariam ao seu lado (Um grande exército formado por 300 homens!!! –  Juízes 7:7), o General Invicto promoveria uma das mais extraordinárias vitórias que o povo de Israel já havia presenciado.

      Como um bom representante de todos nós, Gideão queria uma prova de que de fato aquela palavra era verdadeira e provinha do Senhor. Então fez a prova do novelo de lã duas vezes – Juízes 6:36 ao 40. E Deus lhe respondeu conforme a solicitação feita.

      Dessa maneira, Gideão, que era um improvável, que tinha tudo para ser um fracassado e ser destruído junto com seu povo, tornou-se um líder respeitado, um sucesso, porque Deus enxergou valor nele.

      Apesar de as Escrituras não dizerem claramente, penso que muitos duvidaram da sua competência e debocharam dele. Talvez para boa parte dos israelitas ele se tornara motivo de chacota. Contudo, para o Altíssimo, não. O Senhor acreditava nele. E isso fez e faz toda a diferença. E ainda faz toda a diferença!

       Mas esse homem não foi o único improvável. Há muitos outros cujos nomes estão na Bíblia. Veja alguns deles:

– Abraão e Sara: Eram de família idólatra (Josué 24:2), Sara era estéril e ambos já estavam numa fase da vida em que gerar filhos passara a ser um sonho distante. No entanto, o Senhor apareceu a ele e ordenou que saísse da casa do pai dele, fosse para uma terra que lhe mostraria e prometeu abençoá-lo, engrandecer o nome dele e torná-lo pai de uma grande nação – Gênesis 12:1-3. E foi justamente o que aconteceu. Ipsis litteris, isto é, tal como está escrito.

– Jacó: não era o primogênito. Logo, não tinha naturalmente o direito à bênção da primogenitura. Todavia, Deus o escolheu, pois viu que ele era diferente de Esaú, o qual era profano e fornicário – Hebreus 12:16.

– Jefté: era filho de Gileade com uma prostituta, ou seja, um bastardo. Por isso, foi rejeitado pelos irmãos e expulso por eles. Apesar de todas as adversidades, tornou-se um homem valente e guerreiro valoroso – Juízes 11:1.

     Como Israel estava sendo oprimido pelos Amonitas, os líderes dos israelitas imploraram pela ajuda de Jefté – Juízes 11 e 12. Assim, esse homem começou a escrever sua nova história, agora como um dos juízes mais proeminentes do povo judeu. E mais: seu nome também faz parte da Galeria dos Heróis da Fé – Hebreus 11:32.    

– Raabe: além de não pertencer ao povo judeu, era uma prostituta. Logo, sua ficha era bem suja. Contudo, pelo que podemos inferir da história dela, quando ouviu falar do Deus de Israel e seus portentosos milagres, reconheceu-o como seu Senhor e recebeu essa menção na Galeria dos Heróis da Fé: “Pela fé, Raabe, a meretriz, não pereceu com os incrédulos, acolhendo em paz os espias”Hebreus 11:31.  

– Rute: não era judia, mas, por seu temor a Deus, tornou-se bisavó de Davi.

– Davi: era o mais novo de Jessé. Portanto, humanamente falando, não seria o escolhido para ser rei de Israel. Além disso, não era da linhagem real. Até Samuel, que era um homem de Deus, se surpreendeu quando o Senhor o escolheu.

      Assim, apesar da improbabilidade, tornou-se o rei mais importante do Povo de Deus. Entretanto, não foi perfeito. Aliás, sua biografia mostra uma grande nódoa em sua vida: cometeu adultério e foi o mentor intelectual da morte de Urias, marido de Bate-Seba, com quem pecara. Porém, por ter se arrependido de verdade, recebeu o perdão divino e ainda foi chamado de “um homem segundo o coração de Deus” – Atos 13:22.  Além do mais, o Senhor honrou sua memória, permitindo que da descendência dele nascesse Jesus Cristo, o qual é chamado de Filho de Davi. E o nome de Davi também está na Galeria dos Heróis da Fé – Hebreus 11: 32.

      O que dizer, então, do ex endemoninhado gadareno que se tornou um missionário entre seus conterrâneos, sendo enviado pelo próprio Cristo – Lucas 8:26-39?

E a mulher samaritana, a qual tinha uma vida reprovável, mas, após seu encontro com Jesus, foi transformada e também falou aos samaritanos sobre o Messias, levando muitos deles a reconhecerem Jesus como o Cristo – João 4:1-30? E quanto a Pedro? Ele havia declarado que se fosse preciso morreria com o Senhor. Todavia, pouco tempo depois, negou conhecer o Mestre não uma, mas três vezes e até praguejou, tentando despistar quem lhe apontava o dedo – Lucas 22:54-62. E quanto a Paulo de Tarso? O perseguidor de cristãos, que se tornou o grande evangelista de gentios e o maior escritor do Novo Testamento.

      Por certo, aos olhos da maioria de nós, as pessoas já citadas e tantas outras cujas histórias trazem manchas e cicatrizes jamais poderiam ser consideradas mulheres ou homens de Deus. No entanto, o Senhor não nos vê nem nos trata como nossos pares. Ele vê infinitamente além daquilo que está diante dos nossos olhos. Por isso, se nos arrependermos e permitirmos que Ele nos transforme e forje em nós o caráter dele, o Eterno perdoa nossos pecados (por mais terríveis que tenham sido – Provérbios 28:13; 1 João 1:9) , regenera nosso coração, permite que o Espírito Santo venha morar em nós, transforma nossa vergonha em dupla honra, nossas lágrimas de tristeza em alegria e nos dá a chance de escrever uma nova e vitoriosa história em parceria com ele.           

      Além dessas pessoas mencionadas, há muitas outras, sobre quem o escritor da Epístola aos Hebreus declara: “E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel, e dos profetas, os quais, pela fé, venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fugida os exércitos dos estranhos. As mulheres receberam, pela ressurreição, os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; e outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos a fio de espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e cavernas da terra.” – Hebreus 11:32 ao 39.

      Mas tenho uma coisa para lhe falar: através dos séculos, há muitos heróis e heroínas da fé, os quais desconhecemos completamente, uma vez que suas histórias não foram registradas ou não chegaram até nós. Entretanto, o Eterno conhece cada um destes pelo nome – 2 Timóteo 2:19, são reconhecidos no céu e, certamente, tem reservado para eles um grande e avultado galardão – Hebreus 10:35.

      Também não poderia deixar de dizer algo assaz importante: Quem sabe, por causa dos erros que você cometeu durante uma fase da sua jornada, muitas pessoas (até da própria família ou comunidade) não o consideram como alguém digno. Talvez, nem mesmo você se considera. Mas você não está sozinho.

      Como já foi dito, bastantes homens e mulheres cometeram erros graves; porém, seu arrependimento e conversão sinceros tocaram o coração de Deus, o qual os perdoou e os transformou em pessoas dignas, honradas, respeitáveis e respeitadas. E, acredito, VOCÊ é ou pode ser um destes heróis da fé.

       Quem sabe, seu problema não seja o cometimento de erros graves, mas uma visão completamente negativa de si mesmo, um grande complexo de inferioridade  a ponto de presumir que não possui nenhum valor ou habilidade. Se for esse o seu caso, tenho boas-novas: como imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26), você é dotado de inteligência e habilidades muito mais do que pode imaginar.

       Todavia, se pensar que ainda é pouco, siga o conselho do sábio Salomão: “Filho meu, se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido, e para inclinares o teu coração ao entendimento, e, se clamares por entendimento, e por inteligência alçares a tua voz, se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do Senhor e acharás o conhecimento de Deus. Porque o Senhor dá a sabedoria, e da sua boca vem o conhecimento e o entendimento” – Provérbios 2:1-6.

       Portanto, lembre-se de que, enquanto muitos são mestres em criar rótulos, como “ladrão”, “adúltero ou adúltera”, “bêbado”, “drogado”, “mentiroso”, “assassino”, “incapaz” ou o “caso perdido”, por exemplo, Deus é especialista em resgatar e regenerar aqueles que estavam perdidos e transformar improváveis em prováveis.

      Como diz o texto de abertura, o Eterno não vê do mesmo jeito que o ser humano, isto é, somente a aparência. Ele conhece profundamente o coração. E mais do que isso: o Pai os transforma em filhos amados, segundo o coração dele, que lhe dão prazer. Em sal, luz e bom perfume de Cristo, cuja fragrância nos atraiu e nos atrai a cada novo raiar do sol.       Então, traga sempre à sua memória o que disse o salmista Davi: “Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele confia” – Salmos 34:8 – e “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós” – Tiago 4:8a. Também não se esqueça de que pode pedir que o Espírito Santo ajude você a vencer suas fraquezas e limitações – Romanos 8:26.


 

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Mantenha distância

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Sempre que trafegamos pelas rodovias, ou mesmo em vias urbanas, vemos caminhões ou similares com a seguinte advertência: “Mantenha distância”. Normalmente, trata-se de veículos que transportam produtos inflamáveis ou corrosivos. Outros, porém, levam quaisquer tipos de cargas, mas, ainda assim trazem esse alerta.

Talvez, por ser algo muito comum, os olhos leem, mas o cérebro parece não mais dar a devida importância à mensagem em questão. Isso, obviamente, pode representar um grande perigo a quem se aproxima demais. Justamente por essa razão, é comum, até demais, ocorrerem acidentes gravíssimos, os quais poderiam ser evitados se os motoristas levassem a sério esse aviso. Vidas seriam poupadas. Sofrimentos e prejuízos diversos não fariam parte da vida de tantas pessoas, não é mesmo?

Fazendo uma analogia com as demais áreas da vida, ou seja, uma relação, correlação ou aproximação, veremos que há muita semelhança. Quando tratamos da área espiritual, isso fica ainda mais evidente. Por esse motivo, quero compartilhar com você algumas reflexões sobre a necessidade de manter distância do mal. Para isso, veja o que diz Jó 1:1: Havia, na terra de Uz, um homem chamado Jó, íntegro, reto (ou justo), que temia a Deus e fugia do mal.

Considero essa declaração bíblica sobre Jó como uma das mais belas a respeito de uma pessoa. Entretanto, além da beleza, nela existem preciosas lições, as quais, se compreendidas e acatadas, sem sombra de dúvida evitarão que sejamos atropelados pelas carretas e caminhões que trafegam pela mesma estrada da vida que este veículo tão frágil, que somos todos nós.

A primeira coisa que me chama à atenção é que esse homem era (re)conhecido por sua integridade, isto é, por ter-se mantido ileso, intato, que não foi atingido ou agredido. No texto em questão, quer dizer que ele não havia sido afetado negativamente pela decadência moral e espiritual existentes em seu tempo. Apesar de conviver com a desonestidade e a falta de valores éticos, morais e espirituais de seus contemporâneos, Jó continuava sendo honesto. E, se você almeja obedecer aos mandamentos divinos, também precisa viver dessa maneira.

A segunda é que o texto declara que ele era reto. Segundo o dicionário, essa palavra quer dizer “que não tem curvatura, cujo traçado é linear; direto, direito. Em outras palavras: significa que ele seguia pela estrada da vida sem se desviar nem para a direita nem para a esquerda. Isso me faz lembrar do que Deus disse a Josué: “Somente seja forte e muito corajoso! Tenha o cuidado de obedecer a toda a lei que o meu servo Moisés lhe ordenou; não se desvie dela, nem para a direita nem para a esquerda, para que você seja bem-sucedido por onde quer que andar” –Josué 1:7.

Pelo que percebemos aqui, Jó agia desse modo. Ele se mantinha dentro da linha traçada por Deus. Ao fazer essa declaração, lembrei-me da antiga propaganda de uma marca de tênis. Ela mostrava duas situações bem distintas. Numa, a pessoa começava a correr em linha reta, entretanto, em pouco tempo, ia tombando para a direita e trombava num poste, porque estava calçando uma marca qualquer.

Logo em seguida, a segunda cena mostrava alguém que corria à vontade, fazia as curvas normalmente e chegava ao seu destino sem o menor problema porque usava o calçado da marca X. Pelo registro bíblico, vemos que Jó era assim, pois usava o calçado da obediência à palavra do Senhor. Além disso, vemos que ele era direito, ou seja, seguia a lei e os bons costumes; justo, correto, honesto; andava de acordo com os costumes, as normas morais e éticas etc.; certo, correto, justo.

Certamente foi por isso que esse homem recebeu tanto crédito de Deus e um lugar de destaque nas páginas do Livro Sagrado para os cristãos. Mas isso não é privilégio dele, pois o Pai não tem filhos prediletos: “Então Pedro, tomando a palavra, disse: Na verdade reconheço que Deus não faz acepção de pessoas” – Atos 10:34. Por isso, nós também precisamos e devemos ter tais características. Mesmo que vivamos no meio de tanta podridão moral, devemos viver dignamente diante do Senhor e dos nossos pares. Aliás, o Senhor não nos chamou para sermos iguais, mas diferentes (Romanos  12:2). Humildemente diferentes para o bem.

Outra razão que incluiu Jó nas Escrituras foi o fato de ser temente a Deus. Temer nesse caso não significa ter medo. O temor a Deus é um sentimento de Read the rest of this entry »

 

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Amado como Jesus

Deus me ama

Geralmente as crianças gostam de brincar com seus pais. Uma dessas brincadeiras é competir para ver quem ama mais o outro.  É até engraçado ver como são criativas na maneira de “medir” o tamanho desse amor.

Algumas delas chegam a declarar que esse sentimento pelos pais é maior que o mundo inteiro. Os pais, por sua vez, também dizem o mesmo. E, lógico, todos ficam muitos felizes. Afinal, quem não gosta de se sentir amado dessa forma?

Evidentemente, não é possível calcular a intensidade de um sentimento. Não existe um “amorômetro” para fazer a medição. No entanto, pode-se percebê-la e senti-la através de palavras, gestos e atitudes da pessoa que diz amar.

Não sei explicar por que, mas faz um bom tempo que sempre penso no quanto Deus nos ama. E, nessas ocasiões, sempre me vem à mente a fala de Jesus registrada em João 17:23: “Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste”.

Esse texto faz parte da oração de Cristo pelos discípulos. Veja a profundidade dele. O Senhor declara que o amor do Pai para conosco é igual ao do Pai para com ele. Isso gera em meu coração uma alegria sem medida. Ser amado por Deus dessa maneira é algo reconfortante e motivador, não é mesmo?

Mas há algo ainda melhor. Esse amor não está relacionado apenas à salvação eterna. Obviamente, seu objetivo principal e sua manifestação maior atingem seu ponto máximo no sacrifício de Jesus para nos salvar, como lemos em João 3:16: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Entretanto, ele vai muito além, pois Deus sempre nos surpreende, manifestando-o em todas as áreas da nossa vida. Podemos perceber isso diariamente através da paz que ele permite haver em nosso coração, mesmo quando passamos por desertos, vales, tempestades e pelo fogo. Vemos ainda seu amor materializado como, por exemplo, pela provisão diária do alimento, da saúde, do trabalho, da família e de tantas outras maneiras.

Talvez você até me questione, dizendo que não tem visto essas coisas em sua vida. Então, eu o convido a fazer uma lista, escrita ou mesmo mentalmente, de tudo aquilo que um dia você considerou como bênção recebida de Deus. Se o fizer com atenção e sinceridade, não há dúvida de que vai se surpreender com o tamanho dela.

Sendo assim, quero convidá-lo a alegrar-se grandemente por ser amado de forma tão intensa e singular.  Lembre-se de que Jesus era o Unigênito Filho de Deus. Logo, alguém muito especial. Ao enviá-lo para morrer em nosso lugar, o Pai estava fazendo a mais bela declaração de amor que já foi feita neste mundo. Aproveite o momento para, também, agradecer ao Senhor por amar você do mesmo modo e com o mesmíssimo amor com que ama Jesus.

 

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Apenas parte do vocabulário

Palavra II

Todos os dias, mesmo que não percebamos, incluímos novos conceitos e experiências à nossa vida. Alguns deles são positivos, porém outros são altamente negativos ou improdutivos.

Acrescentamos também novas palavras, especialmente se somos leitores assíduos ou ouvimos pessoas com formações diferentes. Desse modo, enriquecemos nosso vocabulário, o que dá condições de nos comunicar de forma mais precisa com todas as pessoas ao nosso redor. E isso é muito bom.

No entanto, nem sempre basta incorporar novas palavras ao vocabulário. É necessário que elas tenham significados precisos para nós mesmos e também à mensagem que desejamos transmitir aos interlocutores, ou seja, aos indivíduos a quem ela é destinada. Assim, de fato o objetivo será satisfatoriamente alcançado.

    Outro dia, enquanto estava assistindo ao filme ‘Uma questão de fé’, uma fala presente num diálogo me chamou à atenção por sua profundidade e coerência. O contexto no qual ela foi empregada era o seguinte: Uma moça com formação pessoal cristã foi para a universidade e começou a vacilar em sua fé. Então um rapaz muito convicto de seus valores cristãos fez alguns questionamentos a ela, dizendo-lhe a seguir que muitos adicionam Jesus à sua vida, entretanto não permitem que ele seja realmente seu Senhor. Desse modo, levou a jovem a refletir sobre sua vida espiritual.

Depois disso, passei a pensar bastante a respeito. E a questionar ainda mais a mim mesmo, pois não quero fazer como se estivesse numa rede social. Nela, acrescentamos pessoas, curtimos suas postagens e até compartilhamos o que consideramos interessante ou importante. Mas, se algum “amigo” pisar na bola, falar ou fizer algo de que discordamos, nós o excluímos sem que isso pese na consciência.

Lamentavelmente, parece que hoje muitos agem assim em relação a Deus. Para estes, ele até faz parte de seu vocabulário cotidiano. Usam expressões como “graças a Deus”, “se Deus quiser”, “Deus me livre” e outras semelhantes a essas. Todavia, quando supõem que Ele não atendeu aos seus desejos ou requer alguma mudança em seus comportamentos, atitudes, conceitos e valores, excluem-no sem piedade do mesmo modo que se faz no facebook, por exemplo.

Mas não convém que seja assim. Para o verdadeiro cristão, Deus não pode ser apenas um conceito ou uma palavra que pode ser deletada a qualquer momento. Não importa apenas adicioná-lo ao repertório de palavras bonitas que almejamos usar, talvez até para impressionar alguém. É necessário que ele seja real e pessoal.

É preciso ainda que ele seja nosso amor maior e Senhor da nossa vida. Isso significa acatar seus ensinamentos como verdadeiros e pautar a vida em conformidade com seus ensinos. Veja o que disse Jesus em Marcos 12:29 e 30, respondendo a uma pergunta do jovem rico: “O mais importante é este: Ouve, ó Israel, o Senhor, o nosso Deus, o Senhor é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças”.

Antes de tudo, amar significa dar crédito ou o devido valor a ele e às suas palavras. Logo, quando alguém diz que o ama, mas rejeita seus ensinamentos, precisa fazer um autoavaliação, pois as duas coisas devem seguir na mesma direção. De maneira alguma pode haver incoerência ou contradição entre elas.

Quando lemos Apocalipse 1:3, encontramos a seguinte declaração: “Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo”.

Já em II Timóteo 3:16 e 17, as Escrituras dizem: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra”.

Quando Deus não é apenas uma palavra que faz parte do nosso vocabulário, damos ouvidos a seu Filho, Jesus, que ensinou da seguinte maneira: “Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.

Tal palavra quer dizer que Deus passa a ocupar em nossa vida o lugar que é dele por direito e ele se torna prioridade para nós. Buscar o reino de Deus implica aceitar seu governo sobre nós, já que todo reino tem um rei, o qual estabelece leis que precisam ser acatadas e respeitadas. E as de Deus não são pesadas ou penosas – I João 5:3.

Hoje, o que vemos são pessoas criando suas próprias leis espirituais, as quais vão ao encontro de seus próprios interesses, não considerando os mandamentos do Rei dos reis e Senhor dos senhores. Portanto, como num reino terreno, mesmo que as intenções sejam boas (o que é raro), estão desrespeitando o que foi estabelecido por Deus.

Por outro lado, em todo reino, os súditos também têm direitos, inclusive o de proteção. Da mesma maneira acontece em relação a Deus. Se estamos sob o seu governo, temos direito àquilo que sua palavra ensina e promete, pois ele é fiel e justo – I João 5:14. Não porque o merecemos, mas por causa de seu amor e de sua maravilhosa graça, a qual ele faz abundar sobre nós (Efésios 2:8 e 9).

Para quem o Senhor não é apenas uma palavra a mais, a busca da justiça de Deus é uma constante. Ou seja, tal indivíduo continuamente procura agir conforme aquilo que é assegurado pelo Direito, justo e digno. Contrapondo-se, então, ao que temos visto atualmente: pessoas fazendo de tudo para atingir seus inescrupulosos objetivos, mesmo que isso signifique proceder com desonestidade, roubar, matar, trapacear, corromper-se.

Quanto aos que colocam o reino de Deus e a justiça dele em primeiro lugar, Jesus prometeu que todas as demais coisas lhes serão acrescentadas. Que coisas? Aquelas de que necessitamos como, por exemplo, alimento, roupa, proteção, paz e outras semelhantes.

Para finalizar, quero dizer que estamos vivendo tempos trabalhosos, conforme a Bíblia fala em II Timóteo 3:1 ao 5. Portanto, se quisermos permanecer de pé diante das tempestades, é preciso que Deus, Jesus e o Espírito Santo não sejam meras palavras de nosso repertório linguístico. Eles precisam ser reais como de fato o são. Assim, podemos recorrer a eles a qualquer momento, bom ou ruim, que seremos ajudados, socorridos, acolhidos em seus braços de amor, misericórdia e justiça. Sendo assim, não delete Deus da sua vida nem deixe de dar crédito aos seus mandamentos – Mateus 13:8.

Sugestão: Música Acredito do cantor Leonardo Gonçalves.

 

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Segundo o coração de Deus

Coração de Deus.jpg II

“… Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração…” (Atos 13:22)

     Outro dia, enquanto ministrava um estudo na escola bíblica, perguntei aos participantes qual seria, de acordo com o ponto de vista deles, a razão pela qual Deus fez tal declaração.     Evidentemente, as respostas foram muitas e variadas. Por exemplo: ele era obediente; temente; adorava ao Senhor com inteireza de coração; era destemido e justo; quando pecou, reconheceu seu erro e prostrou-se, arrependido, aos pés de Deus; e outras tão relevantes e verdadeiras quanto essas. Mas, para mim, ainda faltavam justificativas, as quais considero muito importantes. Por isso, almejo compartilhá-las com você.

Davi amava Deus, a Sua palavra  e também estar no templo. Em toda a sua trajetória de vida, constatamos isso em suas declarações e atitudes. Porém, é no livro dos Salmos que fica ainda mais clara essa intensa paixão. E, como entendo que a história dele pode nos inspirar e motivar, convido você para ver alguns textos que esclarecem o que foi dito acima.

Veja o que ele declara: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus?” e também: “Ó Deus, tu és o meu Deus, eu te busco intensamente; a minha alma tem sede de ti! Todo o meu ser anseia por ti, numa terra seca, exausta e sem água” (Salmos 42:2; 63:1; veja ainda 143:6).

Muitos de nós temos sede de muitas coisas: dinheiro, fama, sucesso, reconhecimento humano, atenção e carinho (o que é justo), riquezas, bens materiais e coisas semelhantes a essas. Já Davi tinha sede de Deus. Mas… o que significa isso? Quer dizer que tinha um desejo vivo, ardente e imoderado, o  qual o levava a buscar a face do Senhor continuamente.

Mais uma razão está no fato de o salmista ter imenso prazer em ir ao templo do Senhor: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor” – Salmo 122:1. Ele chega ao ponto de dizer que “vale mais um dia nos teus átrios do que em outras partes mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios” – Salmo 84:10.

Outro motivo pelo qual Deus se refere a Davi dessa maneira é seu prazer em meditar na e guardar a palavra do Pai. Veja o Salmo 119:20,140,174: “Como anseio pelos teus preceitos!”; “Como anseio pelos teus preceitos!” “Anseio pela tua salvação, Senhor, e a tua lei é o meu prazer”.

O resultado de tudo isso não poderia ser outro: tornar-se um homem segundo o coração de Deus, sábio e bem-sucedido. Veja: “Como eu amo a tua lei! Medito nela o dia inteiro. Os teus mandamentos me tornam mais sábio que os meus inimigos, porquanto estão sempre comigo. Tenho mais discernimento que todos os meus mestres, pois medito nos teus testemunhos. Tenho mais entendimento que os anciãos, pois obedeço aos teus preceitos” – Salmo119:97ao100.
Se Davi colheu tantos frutos por causa da sua forma de ser e de agir em relação ao Senhor, também nós podemos. No entanto, é preciso atentar para as mesmas coisas que ele. Em outras palavras: ter sede de Deus, isto é, um desejo vivo, ardente e sem moderação; amar a Sua palavra (Uma pesquisa recente revelou que apenas 26% dos evangélicos leem a Bíblia diariamente. Que triste!); alegrar-se quando pode ir à casa do Pai; sentir prazer na lei do Senhor, pois é bem-aventurado o homem que possui esse sentimento e medita na Sua lei de dia e de noite – Salmo 1º:2 e 3. Agindo assim, certamente seremos pessoas segundo o coração de Deus.

 

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Andar com Deus – Abraão

passos na areia

Andar com Deus é algo realmente muito importante e necessário, sobretudo em dias tão trabalhosos como estes nos quais vivemos (II Timóteo 3: 1 ao 5). Por essa razão, almejo compartilhar com você uma porção a mais desse apetitoso tema, pois, já diz o bom e velho ditado: “Diga-me com quem andas, que direi quem tu és”.

Nos artigos anteriores, conversamos um pouquinho sobre Enoque(  Andar com Deus – Enoque) e Noé(Andar com Deus – Noé). Agora, seguiremos os passos de Abraão, para aprendermos ou relembrarmos algumas coisas de fato preciosas e relevantes à nossa caminhada na fé, sempre com o objetivo de estar, a cada novo amanhecer, mais próximo daquele que nos criou com tanto amor e para seguir suas pisadas de cabeça erguida e com fé inabalável.

Para essa jornada bíblica, navegaremos em Gênesis 12:1 ao 3. Porém, se você quiser aprofundar-se um pouco mais, pode ler até o versículo 9. Veja, então, o que diz: “Então o Senhor disse a Abrão: Sai da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei. Farei de você um grande povo/nação, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados”.

Em primeiro lugar é preciso entender que Deus queria escrever uma nova história com esse homem. No entanto, para que isso fosse possível, era necessário trocar o nome dele de Abrão (pai ilustre, pai excelso ou grande pai) para Abraão (pai das multidões ou pai de muitos). Logo, entendemos que andar com o Senhor requer de nós mudanças operadas por Ele, porque nem sempre o que somos está em harmonia com a vontade dele. Com esse servo foi o nome, já que não condizia com aquilo que o Senhor faria dele. Conosco podem ser outras coisas que não estão ou não são coerentes com a vontade do Pai.

O segundo aprendizado é que ele precisaria fazer uma mudança geográfica em sua vida, ou seja, ir para outro lugar. Qual a razão disso? Muitas vezes o lugar onde estamos ou no qual vivemos amarra-nos e nos impede de caminhar com Deus. Vale lembrar que Tera, pai de Abraão, era idólatra (Gênesis 11:31; Josué 24:2), o que, fatalmente, trazia influências negativas ao filho. Talvez nós não careçamos de uma mudança de lugar, mas de postura, de opinião, de situação, da maneira de crer ou de ver, a fim de que agrademos ao Senhor.  Quem sabe, uma tradição humana deve ser deixada para trás.

Outra preciosa lição é que Deus tinha algo melhor para Abraão. Se o orientou a sair daquela região, é porque havia preparado algo excelente para ele. Conosco também não é diferente. Caso sejamos orientados a fazer alguma mudança de rota em nossa vida é porque o Senhor tem bênçãos reservadas para nós. Entretanto, era preciso crer e sair dali para poder ver o que Deus lhe preparara com tanto carinho. Ele podia dizer não ao Pai, contudo decidiu falar sim e, por isso, desfrutou das copiosas bênçãos que lhes foram preparadas. Também podemos escolher o não, mas, se dissermos sim ao Senhor, suas dádivas inundarão nossa vida, e viveremos o melhor do Pai (Isaías 1:19).

A quarta grande lição é que Deus, de livre e espontânea vontade, prometeu abençoá-lo, segundo lemos nos versículos 2 e 3. Isso nos revela que o Senhor tem prazer de presentear quem decide seguir suas determinações. Pense em você mesmo. Caso seja pai ou mãe, seu coração não regozija quando o filho ouve suas instruções? Não se sente mais motivado a presenteá-lo? Como pai que sou, creio que sua resposta é sim. Portanto, entendo que Deus, que se declara nosso Pai, age do mesmo modo conosco.

Há muitos outros aprendizados. Todavia, desejo colocar apenas mais um: Deus prometeu abençoá-lo grandemente, porém esperava que ele se tornasse uma bênção (V 2). Penso que com você e comigo não é diferente. Não podemos e não devemos ser mar-morto, ou seja, aquele que só recebe, mas do qual nada transborda para suprir a necessidade de outrem. É necessário que sejamos abençoadores, pois a fé sem obras é morta em si mesma, conforme declara a Bíblia em Tiago 2:17 e 22).

Desse modo, finalizo dizendo: decida andar com Deus e seguir para onde ele tem determinado em sua Santa Palavra, mesmo que pessoas próximas a você tenham outras companhias e estejam caminhando para lugares estranhos e contrários à vontade do Senhor. Determine em seu coração ser uma bênção a cada dia em que o sol raiar e estar no lugar determinado pelo Senhor.

 

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RENOVADO COMO A ÁGUIA

ÁGUIA

Segundo pesquisadores, a águia é uma das aves mais fantásticas que existem. Isso porque, além de fortes, belas, grandes, de possuírem uma visão extremamente aguçada, de voar muito alto e numa velocidade espantosa, também tem uma intrigante capacidade de renovação, a qual serve de motivação  a todo aquele que quer se renovar e ter uma vida cristã vitoriosa.

Sendo assim, quero convidá-lo a mergulhar comigo num dos textos bíblicos que considero muito ricos sobre esse tema, o qual está registrado em Isaías 40: 28 ao 31, que diz: “Não sabes, não ouvistes que o eterno Deus, o Senhor, o Criador de toda a terra, não se cansa nem fica exausto? Não há esquadrinhação do seu entendimento. Ele fortalece o cansado e dá grande força ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansarão e se ficarão exaustos, e os mancebos certamente cairão. Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças, subirão com asas como águias: correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão”.   

Que palavra maravilhosa! Todos nós muitas vezes sentimos que os afazeres do dia a dia roubam nossas forças. Especialmente hoje, uma vez que as pessoas vivem numa gigantesca correria, precisando dividir-se em várias para poderem realizar as tarefas que são de sua responsabilidade. Por exemplo: cumprir seus compromissos como cônjuge, pais, profissionais, membros de uma comunidade e tantas outras. Além disso, não raramente precisam administrar problemas familiares e apagar incêndios. Logicamente, tudo isso mina as forças e a resistência, pois ninguém é de ferro nem de aço ultra-resistentes para suportar tantas pressões.

Justamente por essa razão, precisamos agir como a águia. De acordo com os estudiosos, quando suas penas estão envelhecidas e feias, quando suas garras e seu bico estão gastos, ela voa para o alto de uma montanha ou penhasco e lá se abriga para passar por uma espécie de renascimento. Nesse período, ela retira suas velhas e feias penas, suas garras e seu bico gastos. É um processo doloroso, porém necessário para que possa continuar desenvolvendo suas atividades de águia. Assim, depois desse tempo de isolamento e de renovação, voa novamente cheia de força, resistência e vida para realizar as atividades que fazem parte da sua natureza.

Em se tratando da nossa vida, pode-se aplicar o mesmo princípio. Ou seja: Read the rest of this entry »

 

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A importância de Deus na vida dos jovens

amor_de_deus

Outro dia, na Escola Bíblica Quadrangular (Jd Fátima – Nova Odessa/SP), ouvimos a leitura de um texto escrito por uma jovem da igreja. A professora de português da referida jovem solicitou que escrevesse sobre o tema em questão. Ficamos emocionados em saber que tudo o que aprendemos na escola bíblica fica guardado no coração da criança, que passa a ser adolescente e a ser jovem – e continua a guardar os ensinamentos que recebeu.

Isso reforça nossos ânimos e não nos deixa desanimar, pois “sabemos que o nosso trabalho não é vão no Senhor!”. Também deixa claro aos pais a palavra de Deus que diz: “…Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.
Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.
E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração;
E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.
Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos.
E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.(Deuteronômio 6:4-9)”, reforçando a necessidade de ensinarmos a Palavra de Deus aos nossos filhos.


O texto que se seguirá é o que a jovem Caroline Miranda escreveu. Nós o transcrevemos da forma como recebemos. Todos os créditos sejam dados a ela.

” “Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós e já venceste o maligno” 1JOÃO 2:14

Sei que esse tema é complexo, e que muitas pessoas não querem saber de Deus, muito menos na adolescência, que é uma fase de “curtição” e de “aprender com os erros”, não escrevo esse artigo pra “jogar pedra em ninguém”, nem falar mal de alguém, nem pra julgar ou muito menos provar quem é quem, mas gostaria de dizer que meu compromisso é com Cristo e nada mais, quer PAZ? Então vá, O busque, ELE te espera de braços abertos. Ele perdoa pecados, nos faz pessoas melhores, Ele corrige com amor. O AMOR, que Ele demonstra a nós é tão grande que quando queremos realmente estar perto Dele e fazemos algo que SABEMOS que não está certo, nos sentimos constrangidos, e aos poucos vamos deixando o “velho homem do passado”, “os velhos erros que podem nos levar a morte”, sem nem ao menos perceber, a partir desse ponto servir a DEUS é um PRAZER, e não um SACRÍFICIO.  ALIÁS, COMO NÃO AMAR QUEM MORREU NA CRUZ POR MIM!?

“Uma noite eu tive um sonho…

Sonhei que estava andando na praia, com o Senhor, e através do Céu passavam cenas da minha vida. Para cada cena que se passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia; um era o meu e o outro era do Senhor.

Quando a última cena da minha vida passou olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida havia apenas um par de pegadas na areia.

Notei também, que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso me entristeceu muito, e perguntei então ao Senhor:

Senhor. Tu me disseste que, uma vez que eu resolvi Te seguir, Tu andarias sempre comigo todo o caminho, mas notei que durante as maiores dificuldades da vida, havia na areia apenas um par de pegadas. Não compreendo por que, nas horas que eu mais necessitava de Ti, Tu me deixaste.

O Senhor me respondeu:

Meu precioso filho, Eu te amo e jamais te deixaria nas horas da tua prova e do teu sofrimento. Quando viu na areia apenas um par de pegadas, foi exatamente aí que Eu, nos braços te carreguei!”(Transcrito)

Nos dia de hoje, o que mais vemos em jornais e na televisão, é que jovens estão sendo presos, acusados de trafico de drogas, ou que estão matando roubando. Mas será que Deus não se importa com isso? Será que os jovens não têm importância para Deus? Em Gênesis 37:2, cita a história de um jovem chamado José. Ele tinha apenas 17 anos e apascentava ovelhas com seus irmãos, Deus tinha planos na vida de José…Como também tem planos na vida de cada jovem que esta se entregando para o mundo, para o inimigo! Read the rest of this entry »

 

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